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Questões de Concurso Sobre história

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.558 questões

Q1383701 História
“(...) é a arte de bem falar, de mostrar eloquência diante de um público para ganhar a sua causa. Isto vai da persuasão à vontade de agradar: tudo depende (...) da causa, do que motiva alguém a dirigir-se a outrem. O caráter argumentativo está presente desde o início: justificamos uma tese com argumentos, mas o adversário faz o mesmo (...). englobava tanto a arte de bem falar - ou eloquência - como o estudo do discurso ou as técnicas de persuasão até mesmo de manipulação."
Como a escrita não era de acesso a todos na Grécia antiga, o poder de argumentação e do convencimento por meio da oralidade tornou-se fundamental para a própria prática dos direitos políticos. Tal prática pode ser associada à
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Q1383700 História
Roma tornou-se uma República no início do século VI a. C., quando os patrícios derrubaram o rei etrusco Tarquínio e transferiram o poder das mãos do monarca para o Senado [...] Os chefes de governo eram dois cônsules, eleitos anualmente, que serviam como juízes e tinham a iniciativa da criação de leis [...] A Assembleia dos Centúrias, assembleia popular controlada pelos patrícios, elegia os cônsules e os outros magistrados e formulavam as leis, que precisavam também da aprovação do Senado.
CAMPOS, Flávio; CLARO, Regina. A Escrita da História. Escala Educacional. São Paulo, 2009

O texto demonstra a organização do sistema republicano romano, instaurado no séc. VI a. C. Para aquela sociedade, a noção de República pode ser traduzida como
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Q1383699 História

Considere os textos. 


TEXTO I

“Quando vem combate é vergonhoso para o chefe que o excedam em valor e vergonhoso para os companheiros não igualar esse valor do chefe. É até uma infâmia (...) sair de um combate sobrevivendo a seu chefe: o primeiro dever é defendê-lo, protegê-lo (...); lutam pela vitória, pelo chefe (lutam) os companheiros”.

TÁCITO.


TEXTO II


“O sacerdote, tendo-se posto em contato com Clóvis, levou-o pouco a pouco e secretamente a acreditar no verdadeiro Deus, criador do Céu e da Terra, e a renunciar aos ídolos, que não lhe podiam ser de qualquer ajuda, nem a ele nem a ninguém [...] O rei, tendo pois confessado um Deus todo-poderoso na Trindade, foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ungido do santo Crisma com o sinal-da-cruz. Mais de três mil homens do seu exército foram igualmente batizados [...].” 


São Gregório de Tours. A conversão de Clóvis. Historiae Eclesiasticae Francorum. Apud PEDRERO-SÁNCHES, M.G., História da Idade Média. Textos e testemunhas. SP: Ed. Unesp, 2000, p. 44-45.



Os textos revelam elementos da cultura germana e romana presentes no feudalismo. São eles, respectivamente, o

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Q1383698 História

Considere os textos.


TEXTO I

[...] Com efeito, a lei previa uma pena de exílio temporário fixada em dez anos, aplicável a quem parecesse suscetível de instaurar uma tirania em proveito próprio. Com as mãos erguidas, o povo votava e decidia a conveniência de uma ostrakophoria. Uma segunda votação, esta secreta, indicava aquele que a opinião popular considerava perigoso. A primeira vítima foi um tal Hiparcos, que Aristóteles reputava como “amigo dos tiranos”. (...) os inúmeros ostraka, que chegaram até nós, demonstram que nenhum político ateniense escapou à desconfiança popular.


MOSSÉ, C. Atenas: a história de uma democracia. 3. ed. Brasília: Universidade de Brasília, 1997, p. 23.


TEXTO II


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Os textos revelam entre os gregos a prática do

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Q1383696 História

Analise a charge.


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A charge faz alusão ao contexto de 1789, remontando a emblemática revolta da Inconfidência Mineira. Inserindo o uso do recurso humorístico ao contexto, podemos concluir que a expressão presente na charge, “Colônia de Portugal uma ova!!”, relaciona-se

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Q1383694 História
Mapa descritivo da BR-230 em relação às outras rodovias brasileiras.
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“(...) Se houvesse um projeto a que o governo Médici se dedicou com a máxima satisfação foi a Rodovia Transamazônica. [o projeto] tinha dois poderosos atrativos para a liderança militar: segurança nacional e desenvolvimento econômico (...)” DROSDOFF, Daniel. Linha dura no Brasil: O governo Médici. 1969-1974. São Paulo: Global, p. 60.
O objetivo da construção da rodovia transamazônica na perspectiva dos militares foi promover
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Q1383693 História

Considere os textos.


 TEXTO I


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TEXTO II


No período da Expansão Marítima Europeia, muitas áreas da costa africana foram conquistadas e o comércio europeu foi estendido para essas regiões. No continente existiam muitas tribos primitivas, havia guerras entre tribos diferentes e aquelas que saíam derrotadas se tornavam escravas das vencedoras (...) Devido ao neocolonialismo a África foi dividida em fronteiras artificiais de acordo com os interesses europeus (...) Essa divisão ocorreu em 1884-1885 na Conferência de Berlin que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propondo a não invadir áreas ocupadas por outras potências. No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha foi feita de maneira arbitrária (...)

África de ontem, África de hoje, resquícios de permanências?


Na atualidade, em países do continente africano, população convive com graves e constantes conflitos étnicos, que tem relação direta com o seu passado histórico. Constitui herança histórica que explica tal situação 

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Q1374635 História
Essa instabilidade era igualmente evidente para os EUA, protetores do status quo global que a identificavam com o comunismo soviético, ou pelo menos a encaravam como uma vantagem permanente e potencial para o outro lado na grande luta global pela supremacia.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos – O breve século XX – 1914-1991, 1995)

O excerto traz referências ao contexto
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Q1374634 História
Os resultados mais duradouros deste despertar histórico se deram no campo da documentação e da técnica histórica. Colecionar relíquias do passado, escritas ou não, se transformou em uma paixão universal. Talvez, em parte, fosse uma tentativa de salvaguardá-la contra os ataques do presente, embora o nacionalismo provavelmente fosse seu mais importante estímulo: em nações até então adormecidas, os historiadores, os lexicógrafos e os colecionadores de canções folclóricas foram muitas vezes os verdadeiros fundadores da consciência nacional.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848, 1995)

Segundo Eric Hobsbawm, as lutas sociais em parte dos séculos XVIII e XIX
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Q1374633 História
O traumatismo da viagem é tamanho que, mal desembarcavam no Caribe, os “pretos novos” querem fugir. Os colonos, que compreendem isso, tentam amortecer o choque e aclimatam o escravo antes de botá-lo na oficina. Mas o desespero dos negros é tal que eles preferem se mutilar, se estrangular, do que tentar matar seu dono.
(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX, 1996)

O excerto trata
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Q1374632 História
Nas histórias da colonização, de modo geral, opõe-se o caso de Portugal, com suas feitorias, ao da Espanha, dotada de um verdadeiro império territorial. A oposição, sem dúvida, pode ter existido, mas falta a verdadeira explicação, pois no Brasil foi de fato um império territorial que os portugueses erigiram.
(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX)

A “verdadeira explicação”, para Marc Ferro, consiste em
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Q1374631 História
Seria fundamental examinar a diversidade do mapa do feudalismo ocidental que emergiu a partir do século IX. Os historiadores soviéticos Liublinskaya, Gutnova e Udaltsova sugeriam corretamente uma tríplice classificação.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 1988. Adaptado)

Faz parte dessa “tríplice classificação”,
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Q1374627 História
[...] não somente a situação dos trabalhadores era desalentadora, como ainda o quadro político se agravou durante a presidência de Costa e Silva, a partir de setembro de 1968. [...] Como o Congresso Nacional garantiu, por votação nominal, a imunidade parlamentar [de um] deputado, protegendo a tribuna da Câmara, onde ele discursara, o presidente Costa e Silva assinou o Ato Institucional no 5, em 13 de dezembro de 1968, no dia seguinte à referida votação.
[Evaldo Vieira, Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização. Em: Carlos Guilherme Mota. A experiência brasileira. A grande transação, 2000]

O Ato Institucional nº 5 – o AI-5 –
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Q1374626 História
Documentos do século XVI algumas vezes se referem aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente Brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo “brasileiro” era a eles aplicado [...] os termos “negros da terra” e “índios” eram utilizados com mais frequência do que qualquer outro para designar os indígenas enquanto verdadeiros habitantes da terra.
[Stuart B. Schwartz, “Gente da terra braziliense da nasção”. Pensando o Brasil: a construção de um povo. Em Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias, 2000]

O uso dos termos “negros da terra” e “índios” para a designação dos indígenas, segundo Stuart Schwartz, tem relação com
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Q1374625 História
Pode-se afirmar que as características geográficas de várias regiões, com especial incidência no sudeste, dificultaram significativamente a penetração portuguesa no sertão, condicionando a forma de ocupação do território brasílico nos séculos XVI e XVII. [...]
Além dos condicionamentos de ordem geográfica, fatores de natureza socioeconômica e geopolítica encontram-se na origem da “colonização pontual”, ou seja, a ocupação apenas dos pontos estratégicos da orla costeira.
[Jorge Couto, A gênese do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. Formação: histórias, 2000]

Em relação aos “fatores de natureza socioeconômica e geopolítica”, é correto considerar
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Q1374624 História
A Constituição Federal, aprovada pela Assembleia Constituinte, em 24 de fevereiro de 1891, cumpriu a promessa de descentralizar uma das palavras de ordem do manifesto republicano de 1870 – “Centralização, desmembramento; descentralização, unidade”.
[Joseph Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em: Carlos Guilherme Mota (org). A experiência brasileira. A grande transação, 2000]

Trata-se de exemplo de descentralização, presente na Carta de 1891,
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Q1374622 História
Em relação à questão de uma ruptura revolucionária [de 1930], a problemática das relações Estado-sociedade configura-se como eixo de análises a partir da influência interdisciplinar. Destaca-se como fundamental a análise de Francisco Weffort sobre o “Estado de compromisso”.
[Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998]

“Estado de compromisso” pode ser conceituado como
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Q1374621 História
[...] a produção historiográfica sobre o período colonial não conheceu, durante a década de 60, obras particularmente significativas no tocante às abordagens de história da cultura.
[Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva, 1998]

Para Laura de Mello e Souza, tal ocorrência pode ter relação com
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Q1374620 História
[...] o absolutismo inglês foi derrubado em meados do século XVII [...] o absolutismo prussiano sobreviveu até um período avançado do século XIX [...]
(Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista, 1998)

Perry Anderson faz referência a esses processos para
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Q1374618 História

Leia a pergunta feita à historiadora Natalie Zemon Davis.


   Seu livro O retorno de Martin Guerre, de 1983, gerou muitos debates, e ao lado de Montaillou, de Le Roy Ladurie, e O queijo e os vermes, de C. Ginzburg, tem sido elogiado como pertencente à tradição pós-modernista em historiografia.


(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história – Nove entrevistas, 2000)



As obras citadas fazem parte da chamada

Alternativas
Respostas
14261: A
14262: B
14263: A
14264: B
14265: A
14266: A
14267: D
14268: B
14269: E
14270: C
14271: A
14272: E
14273: C
14274: B
14275: E
14276: D
14277: C
14278: C
14279: B
14280: E