Questões de Concurso Sobre história
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"Não há história econômica e social. Há história simplesmente, em sua Unidade. Os homens, únicos objetos da história [...] sempre apreendidos no quadro das sociedades [...] numa época bem determinada [...] - dotados de funções múltiplas, de atividades diversas, de preocupações e de aptidões variadas, que se misturam todas, se chocam, se contrariam e acabam por concluir entre si uma paz de compromisso, um modus vivendi que se chama Vida".
Citado em TÉTART, Philippe. Pequena História dos historiadores. Bauru, SP: EDUSC, 2000. p.111.
A tendência historiográfica representada no fragmento acima é:
BENTIVOGLIO, Julio, MERLO, Patrícia. Teoria e metodologia da história. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2014. p.6.
No fragmento acima, o autor refere-se à tendência historicista alemã na historiografia. Marque a alternativa CORRETA que define em conjunto os principais sentidos comumente atribuídos ao pensamento historicista.
LÖWY, Michael. Crise ecológica, crise capitalista, crise de civilização. A alternativa ecossocialista. Caderno CRH. Salvador, v. 26, n. 67, p. 79-86, jan./abr. 2013.
O trecho em epígrafe faz alusão à mudança climática pensada em perspectiva histórica. No que se refere especificamente à questão agrária e ao meio ambiente, NÃO é correto afirmar que:
FONTENELE, Zilfran Varela, CAVALCANTI, Maria da Paz. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 46, 2020. p.3.
Leia com atenção as alternativas abaixo e marque aquela que inclui um aspecto NÃO estabelecido pelo texto das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008:
CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. p.7.
Considerando a referência à chamada Primavera Árabe apresentada no trecho acima, marque a alternativa CORRETA a respeito dos principais fatores que levaram a tais movimentos nas primeiras décadas do século XXI:
BELLUZZO, Luiz Gonzaga. O capital e suas metamorfoses. São Paulo: Editora Unesp, 2013. p.142.
O parágrafo acima refere-se ao contexto da crise econômica de 2008, que afetou países e economias diversas mundo afora. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que menciona fatos que NÃO estão relacionados às causas da crise de 2008:
"[...] foi o primeiro Estado da África de expressão francesa a alcançar a independência, ao recusar, em 1958, fazer parte da 'comunidade´ proposta pelo General De Gaulle. [...] Todos os demais territórios, incluindo Madagascar, votaram 'sim´ ao 'referendum´ de 28 de setembro de 1958. Com este 'referendum´, De Gaulle colocou para os territórios africanos a questão da escolha entre a Comunidade Francesa e a separação. Nesta ocasião, cada território fez sua opção pessoal."
CANÊDO, Letícia Bicalho. A Descolonização da Ásia e da África. São Paulo: Atual; Campinas: Unicamp, 1985. p.64.
O fragmento faz menção ao contexto histórico da descolonização e dos movimentos de libertação nacional na África, referindo-se em particular a um desses casos. Assinale a alternativa CORRETA que identifica o Estado referido pela autora:
"Para a geração pós-1945 em grande parte do mundo, a imensa magnitude de morte e destruição da Segunda Guerra Mundial fez com que a Primeira se tornasse um capítulo esquecido da História. [...] No entanto, para uma série de beligerantes da Segunda Guerra, incluindo alguns de grande importância, o número de mortos do conflito, em especial de militares, nem se aproximou da carnificina da Primeira. Nesses países, [...] a memória e a celebração da Primeira Guerra Mundial continuam sendo uma parte importante da vida nacional."
SONDHAUS, Lawrence. A Primeira Guerra Mundial, história completa. SP: Contexto, 2013. p.625 (e-book).
Considerando as mudanças e os impactos provocados pela Primeira Guerra Mundial, assinale a alternativa INCORRETA:
DE DECCA, Edgar. O colonialismo como a glória do Império. In: REIS FILHO, D. A., FERREIRA, J. ZENHA, C. (org.). O Século XX: o tempo das certezas. 4 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
O trecho acima refere-se criticamente ao chamado imperialismo ou neocolonialismo, vigente no final do século XIX e partes do XX. A respeito especificamente do neocolonialismo inglês, assinale a alternativa CORRETA, que apresenta dois territórios controlados pela Inglaterra, mas que gozavam de maior autonomia interna no período.
"Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848 [...]. A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-1834, e afetou toda a Europa a oeste da Rússia e o continente norte-americano".
HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções, 1789-1848. 32ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013. p.180-181.
O fragmento acima faz alusão às revoluções ocorridas na Europa do século XIX, com destaque para a segunda dessas ondas revolucionárias. Marque a alternativa CORRETA no que se refere aos impactos do período revolucionário de 1829-1834.
I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
( ) Nas cidades alemãs do século XVIII, o direito de cidadania era exercido por toda a população urbana, incluindo cidadãos, metecos e escravos.
( ) Na concepção moderna, o conceito de sociedade civil implica necessariamente o exercício direto do poder político por todos os cidadãos.
( ) Na moderna acepção do conceito, a sociedade civil é entendida como uma rede de cidadãos que satisfazem livremente suas necessidades, se auto organizando.
I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.
Está CORRETO o que se afirma em:
( ) A primeira Constituição da República inspirou-se no modelo norte-americano, consagrando a República Federativa liberal. A chave da autonomia dos Estados - designação dada às antigas províncias - estava no artigo 65, § 2º da Constituição. Aí se dizia caber aos Estados poderes e direitos que não lhes fossem negados por dispositivos do texto constitucional.
( ) Os Estados ficaram implicitamente autorizados a contrair empréstimos no exterior e a organizar forças militares próprias, denominadas forças públicas estaduais.
( ) A Constituição determinou que a organização da justiça seria exclusivamente federal, não permitindo aos Estados organizar uma justiça própria.
Em meio a serras de difícil acesso no interior do nordeste goiano, localiza-se o vilarejo da Comunidade Kalunga do Vão de Almas. A comunidade fica 370 km ao nordeste de Brasília. Trata-se de uma das áreas habitadas de Cerrado mais preservadas em Goiás, uma vila repleta de casinhas de tijolos de adobe, telhado de palha e chão de terra batida. Hoje, a comunidade tem aproximadamente 215 famílias, cerca de 1.075 pessoas e ocupa o maior quilombo em extensão territorial do Brasil. A comunidade produz quase toda sua alimentação e tem uma economia baseada na troca, não no trabalho assalariado e compra de produtos. As manifestações culturais Kalungas são representadas pelas rezas, folias e festas, que foram transmitidas de geração a geração pelos seus ancestrais, por meio da oralidade que se mantém ainda hoje no povoado. A festa tradicional mais conhecida na região do Vão de Almas, acontece no dia 13 à 15 de agosto – Romaria do Vão de Almas com missas, batizados, casamento, forró e folia.
POLITIZAR-UFG. Comunidades Quilombolas. Disponível em: https://politizar.ufg.br/p/35971-comunidades-quilombolas. Acesso em: 23 nov. 2025.
Qual o principal grupo ancestral da comunidade?
O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.
A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://pablocarranza.tumblr.com/post/137709862387/tirinhas-para-material-did%C3%A1tico-educa%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 16 nov. 2025.
A tirinha usa o comportamento competitivo e inocente das crianças para criar um paralelo humorístico com a lógica da Guerra Fria, marcada pela