Questões de Concurso Sobre história
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Sobre a sociedade da antiguidade oriental (6000 a.C) é possível perceber que, em sua maior parte, aproveitavam as forças dos rios dos ventos e dos animais em seu benefício. A inventividade e imaginação desenvolvidas pareciam elevar a humanidade até os céus, através de edificações imponentes, observações astronômicas e representações religiosas.
Sobre as primeiras “civilizações”, associe as colunas e enumere com às suas respectivas classificações:
I. Sumérios.
II. Acádios.
III. Assírios.
IV. Babilônicos.
( ) foram os primeiros povos a povoar e controlar a região da Baixa Mesopotâmia, construíram diques para represar e armazenar águas, a agricultura associava-se à pecuária, criavam-se ovelhas, porcos e cabras, e desenvolveram a escrita cuneiforme (em forma de cunho).
( ) eram conhecidos pelas suas obras grandiosas, e em sua primeira fase, seu apogeu foi possível durante o governo do rei Hamurabi (1792 e 1750 a. C., aproximadamente). Desenvolveram um dos códigos de leis mais rígidos para o período: o Código de Hamurabi ou Lei de Talião.
( ) fundaram o reino sob o governo de Sargão I, que foi chamado de “soberano dos quatro cantos da Terra”, unificou politicamente o Centro e o Sul da Mesopotâmia, sua economia era baseada na agricultura, eram povos politeístas e tiveram um curto período de existência.
( ) ocuparam a região do alto Tigre, norte da Mesopotâmia. Seu principal monarca foi Assurbanipal. Ao longo de sua história, destacaram-se como principais cidades: Nínive, Assur e Nimord.
Sobre as afirmativas acima, assinale a alternativa abaixo que apresenta a sequência CORRETAMENTE:
Parte dos arqueólogos afirmam que o homem começou a usar o fogo sistematicamente há cerca de 500 mil anos. A arte e a prática de dominar o fogo era um atributo a distinguir os humanos dos outros animais. As fogueiras eram fonte de calor nas noites frias e, com isso, animavam grupos humanos a penetrar nas regiões temperadas e menos áridas; demais, eram usadas para aquecer cavernas e tendas, afugentar animais, cozinhar os alimentos, melhorando-lhes o sabor e a conservação, e, mais tarde, para fundir metais. Em o filme “a guerra do fogo”, de 1981 (dirigido por Jean-Jacques Annaud), é possível, de maneira poética, pensar como foi a descoberta do fogo pelos primitivos.
Sobre esse período da história da humanidade, assinale com V (VERDADEIRO) ou com F (FALSO) as seguintes afirmações.
I. No período paleolítico o homem desenvolveu a linguagem oral, dando assim mais um passo na escala da sua evolução. Nesse mesmo período os homens puderam desenvolver e expressar seus sentimentos.
II. Foi no período paleolítico que os homens pré-históricos aperfeiçoaram suas ferramentas: primeiro criou a lança; mais tarde, o arco e flecha. Essa arma era empregada nas caçadas, assegurando aos caçadores melhores resultados na medida em que o arco percorria uma distância maior do que uma lança atirada com as mãos.
III. As inscrições rupestres são características marcante do período Neolítico, ou Revolução Neolítica (expressão utilizada devido as manifestações artísticas realizadas nas paredes das cavernas). Suas coleções e representações encontram-se preservada no Parque Nacional Artístico Rupestre, UNESCO.
IV. O período Neolítico, que corresponde aproximadamente 10 mil a 6 mil anos atrás, é também conhecida como período da pedra politica. E sobre esse período, é certo afirmar que esses povos passaram a estabelecer moradias fixas às margens dos rios e lagos, desenvolvendo assim a prática da pesca e da agricultura.
V. No período Paleolítico, antagônico ao período Neolítico, é evidente, segundo alguns antropólogos, a existência do Homo habilis e Homo erectus, que levavam uma vida nômade e alimentavam-se de grãos, frutos, raízes e pequenos animais, e, ainda assim, não possuíam vínculos familiares mais fortes.
Dessa forma, analisando as afirmativas supracitadas, podemos concluir que são VERDADEIRAS:
Conforme consta no site da prefeitura municipal, a história do município de Coronel Pilar está diretamente ligada à história do município de ________________, pois dele fez parte desde o início até sua emancipação, em 1996.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
A respeito do contexto histórico sobre as origens do município de Iomerê, assinale a alternativa INCORRETA.
A partir do século V, o movimento monástico tornou-se um dos principais pontos de apoio para a cristianização da sociedade europeia. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
A “Ilíada” narra a lendária Guerra de Troia, não apenas o conflito entre os humanos, mas as divergências entre os deuses do Olimpo e os seus posicionamentos na guerra, a favor de gregos ou troianos. Historicamente, o poema fornece informações sobre um período da sociedade grega na qual a cultura e os poemas eram transmitidos através da oralidade, com poucos registros escritos. Tradicionalmente, a autoria desse poema é atribuída a:
A respeito da construção religiosa no Egito Antigo, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A religião historicamente conhecida do Egito Antigo é o resultado da superposição e da organização das divindades dos nomos, na qual, em cada santuário, o deus local era visto como a divindade suprema e criadora.
( ) Os deuses dos nomos tinham aparentemente uma origem totêmica, sofrendo nos tempos históricos um processo parcial ou total de antropomorfização; ao exemplo de Hórus, que podia ser representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou por um homem.
( ) Conforme foi sendo concluída a unificação do Estado Egípcio, sentiu-se a necessidade de explicar as relações entre os deuses e de hierarquizá-los, e, assim, surgiram as construções familiares: pai, mãe e filho (Osíris, Ísis e Hórus).
( ) As sínteses teológicas também surgiram com o objetivo de explicar a origem do mundo e dos deuses, porém eram contraditórias, uma vez que o deus criador em Mênfis era Ptah, em Heliápolis era Ra, e assim sucessivamente; por isso, as sínteses das cidades mais importantes influenciavam as das cidades menores.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Com o objetivo de facilitar a compreensão dos acontecimentos históricos, o tempo histórico foi periodizado, ou seja, organizado e dividido em períodos. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os contextos econômicos aos seus respectivos períodos.
Coluna 1
1. Antiguidade.
2. Idade Média.
3. Modernidade.
4. Contemporaneidade.
Coluna 2
( ) Com a centralização política, as práticas mercantilistas foram a referência econômica desse período: metalismo, protecionismo, balança comercial favorável, exclusivo comercial, entre outras.
( ) Devido à insegurança gerada pelas constantes invasões, a economia ficou restrita às atividades rurais e agrícolas, e, na maior parte do período, apresentou um comércio local e de trocas.
( ) Nesse período, a economia é marcada pela consolidação das práticas capitalistas e pela diversificação de atividades econômicas nos setores secundário e terciário.
( ) A base das atividades econômicas desse período foi diversificada; agricultura nas áreas mais férteis, pastoreio e atividades comerciais nas áreas montanhosas ou desérticas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Entre as peculiaridades presentes na história do Brasil está Brasília, uma cidade construída já com o objetivo de se tornar a capital do país. O presidente que idealizou e possibilitou a execução dessa obra foi:
Em 15 de março de 1944 o território que na época era distrito de Concórdia, passou a ter a denominação de Seara, nome que permanece até hoje, mesmo tendo se tornado cidade em 03 de abril de 1954. Qual era o nome do então distrito de Concórdia, onde se originou o município de Seara/SC?
“A relação entre o Ocidente e o Oriente é uma relação de poder, de dominação, de graus variáveis de uma hegemonia complexa”.
SAID, E. W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1996. p.33.
O Orientalismo é expresso ideologicamente, em um modo de discurso baseado em instituições, vocabulário, erudição, imagens, doutrinas e burocracias. Assim definido, o Orientalismo está situado em uma aplicação de conceitos-chave que foram construídos atrelado à noção da
“a memória é um elemento essencial do que se costuma chamar identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos e das sociedades de hoje (...)”
LE GOFF, J. História e Memória. São Paulo: UNICAMP,1992. p.410.
Segundo Le Goff, o registro da memória possibilita o exercício de reconhecimento das permanências, sendo possível identificá-la em vários locais. Assim pode-se afirmar, EXCETO:
Finalmente, passou-se a tentar ver a Idade Media como os olhos dela própria, não com os daqueles que viveram ou vivem noutro momento. Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não a de julgar o passado. Logo, o único referencial possível para se ver a Idade Média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborando, para concretizá-la, inúmeras novas metodologias e técnicas, a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo. Sem risco de exagerar, pode-se dizer que o medievalismo se tornou uma espécie de carro-chefe da historiografia contemporânea, ao propor temas, experimentar métodos, rever conceitos, dialogar intimamente com outras ciências humanas.
FRANCO JUNIOR, H. A idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988
Ao se olhar a Idade Média por si mesma, pode se afirmar marcando V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) Foi um período marcado por um rico pensamento filosófico ligado, principalmente, à teologia cristã. ( ) Foi predominante dominado pelo feudalismo, sendo a composição entre manso senhorial e servil a constância de todo o período. ( ) Chama-se de Baixa Idade Média seu início, sendo a Alta Idade Média seu período final. ( ) Estão entre os seus eventos a Dinastia Carolíngia, as Cruzadas e a Escolástica.
A sequência CORRETA é
A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos objetivos, não existia perigo iminente de guerra mundial. Mais que isso: apesar da retórica apocalíptica de ambos os lados, mas sobretudo do lado americano, os governos das duas superpotências aceitaram a distribuição global de forças no fim da Segunda Guerra Mundial, que equivalia a um equilíbrio de poder desigual mas não contestado em sua essência. A URSS controlava uma parte do globo, ou sobre ela exercia predominante influência — a zona ocupada pelo Exército Vermelho e/ou outras Forças Armadas comunistas no término da guerra — e não tentava ampliá-la com o uso de força militar. Os EUA exerciam controle e predominância sobre o resto do mundo capitalista, além do hemisfério norte e oceanos, assumindo o que restava da velha hegemonia imperial das antigas potências coloniais. Em troca, não intervinha na zona aceita de hegemonia soviética.
HOBSBAWM, E. Era dos Extremos: breve século XX. 1914-1991. São Paulo.
Sobre as forças militares na Guerra Fria é CORRETO afirmar que, respectivamente, representavam o bloco americano e o bloco soviético:
“Houve uma ampliação de objetos de pesquisa, de paradigmas interpretativos, mas, o que não é menos importante, houve uma significativa ampliação do universo social dos historiadores do mundo antigo. O caráter aristocrático da História, e da História Antiga, em particular, foi superado pela inclusão de estudiosos não oriundos das elites, cuja formação intelectual e acadêmica não era de berço, mas aprendida, tanto no Brasil como, de maneira crescente, também no estrangeiro. Os paradigmas interpretativos tradicionais, que enfatizam a homogeneidade social e o respeito às normas, foram, de forma crescente, contrapostos às visões multifacetadas e atentas aos conflitos.:
Funari, P.P.A.; Silva, G.J.; Martins, A.L. (Orgs). História Antiga: contribuições brasileiras. São Paulo: Annablume, 2008. Pág. 9.
A partir do trecho apresentado, é CORRETO afirmar que são exemplos de “visões multifacetadas” a apresentação, para uma turma do sexto ano do ensino fundamental, da:
Leia o trecho a seguir:
O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime era a organização de outro pacto de poder que pudesse substituir o arranjo imperial com grau suficiente de estabilidade.
CARVALHO, J. M. de. Os Bestializados.O Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
Nesse trecho da obra de Carvalho, demonstra-se que a chamada República Velha de fato constituiu, prioritariamente, sua estabilidade política a partir da
Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte.
CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990.
Agora relembre as seguintes Leis:
I. Lei Eusébio de Queirós (1850): que pôs fim ao tráfico de escravos transportados nos “navios negreiros”. II. Lei do Ventre Livre (1871): a qual libertou, a partir daquele ano, as crianças nascidas de mães escravas. III. Lei dos Sexagenários (1885): que beneficiou os escravos com mais de 65 anos. IV. Lei Bill Aberdeen (1845): que, feita pela Inglaterra, proibia o tráfico de escravos africanos.
Pode-se citar como lei que antecedeu à Abolição que vai de encontro a ideia defendida no trecho de que “negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte” apenas a lei
[...] no mundo em que agora vivemos, qualquer “meta discurso”, qualquer teoria global, tornou-se impossível de sustentar devido ao colapso da crença nos valores de todo tipo e em sua hierarquização como sendo universais, o que explicaria o assumido niilismo intelectual contemporâneo, com seu relativismo absoluto e sua convicção de que o conhecimento se reduz a processos de semiose e interpretação (hermenêutica) impossíveis de ser hierarquizados de algum modo que possa pretender ao consenso.
C. F.; VAINFAS, R. (Org.). Domínios da história: Ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p.15.
A partir do trecho apresentado, marque V de VERDADEIRO para as afirmativas que interpretem de maneira CORRETA o pensamento dos autores e F de FALSO para as interpretações INCORRETAS:
( ) A análise feita reflete o mundo conhecido como da pós-modernidade. ( ) A reflexão realizada diz respeito ao mundo bipolar da Guerra Fria. ( ) A contemporaneidade evidencia a desvalorização das grandes teorias globais. ( ) O mundo da representação semiótica relativiza a busca da verdade.
Está CORRETA a sequência:
O culto dos orixás tem estrutura proveniente das crenças jeje-nagô originárias do povo de Iorubá, ainda que com subdivisões que apresentam características próprias como queto, xambá, ijexá presentes no Recife, Salvador e Porto Alegre e nas áreas de influência destas cidades, bem como difundidas pelos migrantes (Baixada Fluminense, São Paulo, Brasília). Segundo as tradições, é religião originária de Ilê- Ifé. [...]. Seus sacerdotes e sacerdotisas passam por um processo de iniciação, de tempo variável, para o aprendizado da língua e dos rituais”.
BENJAMIN, R. A África está em nós. História e cultura afro-brasileira. João Pessoa: Grafset, 2004. p. 34.
De acordo com o texto de Benjamin, a estrutura do culto dos orixás no Brasil é baseada originalmente em crenças e tradições que revelam a