Questões de Concurso Sobre história

Questões Discursivas

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Q3430456 História
Como essa história [da mentalidade] é de muito longa duração, não podemos [...] examiná-la em cada uma das suas fases medievais. Veremos seus componentes, presentes em todas as fases, ainda que por abundância documental exemplifiquemos mais com a Idade Média Central.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Faz parte dos componentes indicados pelo autor
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Q3430455 História
Embora reprimida e perseguida, a capoeira continuou o seu percurso. Às escondidas, nos quintais, nas praias, nos terreiros e nos arredores da cidade, as capoeiras, após a abolição da escravidão e com o advento da República, exercitavam e aperfeiçoavam a sua prática e a transmitiam para as futuras gerações.

Somente nos anos 1930 a 1940, a capoeira volta à cena brasileira de maneira pública, por meio do presidente Getúlio Vargas, na revolução de 1930 [...].

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Considerando o exposto pelo fragmento, de acordo com Munanga e Gomes, Getúlio Vargas
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Q3430454 História
A estrutura política do Kongo, no século XVI, segue o exemplo das estruturas políticas dos reinos costeiros africanos. O grau de aperfeiçoamento desse reino levou alguns autores ocidentais a pensar que tivesse sido criado pelos portugueses, no início do século XVI, hipótese que não resiste às provas históricas.

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

A principal característica da estrutura política mencionada é
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Q3430453 História
Leia o excerto a seguir:

[...] o significado do conceito de escravo, no contexto das realidades africanas, é muito distinto daquele aplicado no Brasil ou em outras culturas, em diferentes épocas. Na África [antes do tráfico europeu], esse conceito seria aplicado a categorias distintas que nada têm ou pouco têm a ver com o conceito de escravo, tal como se deu na realidade escravista do Brasil colonial e das Américas de modo geral.

(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Para a obra em referência, uma dessas diferenças reside no fato de que, na África tradicional,
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Q3430452 História
A naturalização da escravidão é o pilar estruturante de decisões judiciais. Absolve-se o escravagista porque suas vítimas estão acostumadas a condições precárias de vida e trabalho. Como já enfatizado em outro estudo [...], trata-se de uma condescendência com a extorsão extrema [...]: uma naturalização histórica da segregação, da exploração e da agressão ao trabalho humano.

(Cavalcanti, T. M.; Rodrigues, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem)

De acordo com os autores, a “naturalização da escravidão” é um desdobramento
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Q3430450 História
Assim, exemplificando, o estudo da história das populações indígenas deve partir dos grupos existentes no presente ou que já viveram na região, para conhecer as singularidades históricas de cada grupo nativo e evitar a generalização “índios”. Uma abordagem genérica sobre o índio brasileiro impossibilita o conhecimento da história das relações e formas de contato com o mundo branco, diferente para cada população indígena e com consequências igualmente diversas para a História do Brasil.

(Circe Bittencourt, Identidade nacional e o ensino de História do Brasil. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula:conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

O fragmento exemplifica
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Q3430449 História
A diferença entre o velho conceito de História Contemporânea e História do Tempo Presente pode ser definida pela presença viva dos protagonistas e da memória, ainda interagindo com o tempo do historiador, como testemunhos vivos e dinâmicos do passado.

(Marcos Napolitano, Pensando a estranha História sem fim. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

O historiador Marcos Napolitano aponta que um dos desafios da pesquisa historiográfica do Tempo Presente refere-se à
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Q3430448 História
Tomando o ponto de vista da classificação cronológica, entendeu-se o “moderno” como algo que iniciava com a queda de Constantinopla (maio de 1453) até a Revolução Francesa (1789).

Sabemos das imensas limitações desses marcos.

(Leandro Karnal, A História Moderna e a sala de aula. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Dentre as limitações apontadas pelo autor, encontra-se o fato de que
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Q3430447 História
Na História Antiga, a tradicional dicotomia entre Oriente e Ocidente constitui uma grande narrativa que estrutura toda uma visão da História.

(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

De acordo com o autor, a dicotomia mencionada foi cada vez mais enfatizada
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Q3430445 História
O problema, em termos de ensino-aprendizagem, é que o abandono da diacronia pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi – unidos por algum “tema transversal” – como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.

(Jaime Pinsky e Carla B. Pinsky. O que e como ensinar. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

No fragmento, os autores enfatizam a importância de o ensino de História estar fundamentado
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Q3429932 História
Leia o texto a seguir.

A França é, das antigas potências coloniais europeias, a que mais intervém nos assuntos africanos. Desde o processo de descolonização até hoje, os franceses já promoveram mais de cinquenta intervenções militares em países africanos (SIRADAG, 2014, p.119), ajudando a depor ou sustentando governantes de acordo com os seus interesses. Trata-se, portanto, de um país que pratica uma ativa política intervencionista no continente africano, sobretudo nos Estados que outrora estiveram sob o julgo do colonialismo francês, e onde mantém ainda diversas bases militares.
PENNA FILHO, Pio; BADOU, Koffi Robert. A França na África: as intervenções militares e suas motivações – o caso da Costa do Marfim. Carta Internacional, Vol. 9, n. 2, jul.-dez. 2014, p. 156.

O processo de descolonização das áreas ocupadas pelos franceses na África não foi um processo rápido, principalmente diante da reação de Paris para com dois casos em particular, a saber,
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Q3429930 História

Observe as imagens e leia o excerto a seguir. 



48.png (353×247)


48_a.png (353×135)



Nos últimos anos, estátuas e monumentos foram derrubados em diversas cidades da Europa e dos Estados Unidos por ativistas que participavam de manifestações. Em comum, todos esses alvos de protestos estavam associados


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Q3429929 História
Leia o texto a seguir.

Não desconsiderando a importância de debates e as prováveis valorosas intenções de pessoas envolvidas na ECO-92, sua realização constituiu um evento no qual o governo brasileiro buscou vender uma imagem renovada e atrelada a ideais de preservação e sustentabilidade que não correspondiam à realidade brasileira. A imprensa reverberou o discurso em favor do meio ambiente e de novas formas de consumo e uso dos recursos naturais, ancorados em pressupostos de racionalidades eurocêntricas.
REGIANI, Álvaro Ribeiro; MEDEIROS, Kenia Gusmão. “Juruna quer vender uma pele de onça”: discursos sobre a sustentabilidade e a representação do indígena como naturalmente ecologista na Rio-92. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, maio/ago. 2021, p. 22.

No contexto mencionado, um dos elementos eficientes na propaganda da sustentabilidade no Brasil foi a valorização da imagem dos indígenas como “naturalmente ecologistas”, cujas vidas estariam destinadas à preservação dos recursos naturais, alinhando-se ao projeto de
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Q3429928 História

Observe o mapa a seguir. 



46.png (359×193)



O percurso representado no mapa corresponde à

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Q3429926 História

Leia o texto a seguir. 



A perspectiva do Mediterrâneo como palco para narrar uma história na longa duração remete, obviamente, à clássica obra de Fernand Braudel (1986), O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Felipe II, publicada originalmente em 1966. Nela, o mar e as terras ao redor formam um pano de fundo quase imóvel – a longuíssima duração – para a história mais movimentada das estruturas (em particular, daquelas ligadas à produção e às trocas) e para a história rápida dos acontecimentos. 


GUARINELLO, N. L. A bacia do Mediterrâneo e a cidade antiga: unidade e diversidade. R. Museu Arq. Etn. 38, 2022, p. 4.



Fernand Braudel, citado pelo autor no excerto, considera que os traços mais marcantes que conferem unidade ao Mediterrâneo são

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Q3429925 História

Leia o texto a seguir. 



Além de ser o domínio propício para o exame epistemológico das condições de possibilidade de construção de conhecimento válido, a teoria da história auxilia na análise dos princípios que organizam as distintas constituições narrativas de sentido, no estabelecimento de uma correlação substantiva entre o mundo da vida e o conhecimento histórico.


MENDES, Breno; ARRAIS, Cristiano Alencar; BERBERT JÚNIOR, Carlos Oiti. O lugar da teoria da história na formação de historiadores e historiadoras no ensino superior. Varia Historia, Belo Horizonte, v. 39, n. 79, e23108, jan./abr. 2023, p. 21.



O campo de reflexão ao qual os autores se referem e que propõe esse vínculo entre o pensamento histórico e a vida prática é a 

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Q3429924 História

Observe a imagem a seguir.



42.png (327×228)


Moema (1866), obra de Victor Meirelles, apresenta a figura feminina da indígena morta à beira mar, evidenciado a nacionalidade e certo caráter heroico. A obra é um dos exemplares brasileiros que seguem os padrões do  



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Q3429523 História

Leia o texto a seguir.


A Economia Agrária Goiana (1930-1960)


Barsanufo Gomides Borges


O carro de bois e as tropas eram os meios de transporte até então disponíveis em Goiás, ambos com capacidade de carga limitada por volume, inviabilizando assim as exportações de produtos agrícolas. Segundo fonte oficial do ano de 1900, muitas vezes a produção excedente não pagava nem mesmo seu próprio transporte e era preferível deixá-la "apodrecer na roça".


Disponível em: <https://www.abphe.org.br/arquivos/barsanufo-gomidesborges.pdf>. Acesso em: 09 jan. 2025. [Adaptado].



O texto apresenta qual dificuldade da produção agrícola em Goiás do período?

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Q3428447 História
As imagens a seguir apresentam alguns elementos e técnicas, relacionadas a um processo que começou a desenvolver-se no mundo após a Segunda Guerra Mundial. Este processo é marcado por grandes inovações, mudanças e avanços nos campos da robótica, genética, informática, telecomunicações, eletrônica, entre outros. Estas inovações acabaram modificando as formas de trabalhar, as comunicações e os estudos, resultando em diversos benefícios para a economia e para as sociedades.


Q37.png (452×224)
Disponível em: https://beduka.com/blog/materias/historia/terceira-revolucao-industrial/. Acesso em 10/12/2024.

A partir das imagens e as informações contidas no contexto sobre as inovações tecnológicas e alguns de seus efeitos, analise as afirmações a seguir:

I- O texto e as imagens fazem referência a denominada revolução técnico científica e informacional que tem ocorrido em âmbito mundial.
II- Os benefícios das inovações e dos avanços científicos atingem por igual as populações e as economias de todos os países do mundo.
III- Os avanços nos campos da robótica e da informática criam mais empregos e exigem trabalhadores menos qualificados.
IV- As mudanças e as inovações tecnológicas na economia e na vida, são cada vez mais rápidas e alteram o modo de produzir, de consumir e de se comunicar.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Respostas
3981: C
3982: E
3983: D
3984: B
3985: A
3986: B
3987: E
3988: C
3989: D
3990: D
3991: B
3992: B
3993: A
3994: C
3995: C
3996: B
3997: C
3998: C
3999: B
4000: A