Questões de Concurso
Comentadas sobre mercantilismo, colonialismo e a ocupação portuguesa no brasil em história
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Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais. Há cinco séculos havia continentes mal ou inteiramente desconhecidos, oceanos inteiros ainda não atravessados. As chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que ali vislumbravam, conforme o caso, reinos fantásticos, habitantes monstruosos, a sede do paraíso terrestre. Em 1487, quando deixaram Portugal, encarregados em descobrir o caminho terrestre para as Índias, Afonso de Paiva e Pêro de Covilhã, exploradores portugueses, levaram instruções expressas de Dom João lll para localizar o reino do Preste João. Os sonhos associados à aventura marítima não devem ser encarados como fantasias desprezíveis, encobrindo o interesse material. Mas não há dúvida de que este último prevaleceu, sobretudo, quando os contornos do mundo foram sendo cada vez mais conhecidos e questões práticas da colonização entraram na ordem do dia.
(FAUSTO. B, 1995. p. 11. Adaptado.)
Em relação à ocupação da América pelos europeus, mais especificamente no caso dos lusitanos, a intensificação da presença de outros estrangeiros em terras portuguesas na América coincidiu com:
( ) O processo de ocupação da região amazônica tem, a partir de meados do século XVII, predominância do domínio português em detrimento principalmente de holandeses e franceses.
( ) Ao lado da ocupação militar, as missões religiosas foram fundamentais para consagrar a presença portuguesa na região amazônica a partir do século XVII.
( ) As incursões de caça aos indígenas e a colheita de drogas do sertão foram empecilhos poderosos para retardar o processo de ocupação do interior do Maranhão e do Pará.
( ) A região amazônica passou a ser preocupação de uma política colonial mais bem definida, especialmente no que tange à sua produtividade, com a Reforma Pombalina em meados do século XVIII.
( ) A implantação de capitanias privadas a partir do século XVIII foi um fator que transformou o processo de ocupação da região amazônica, especialmente por se opor ao surgimento de vilas no território.
A sequência correta está apresentada em
“Cabe sublinhar que tais múltiplas ligações entre as diferentes partes submetidas à Coroa portuguesa não se esgotavam no comércio. Na verdade, a existência de um mercado imperial foi fundamental para a manutenção de estruturas sociais e econômicas tão distantes – e distintas –, como a ordem estamental e aristocrática do reino, o escravismo-colonial na América e as sociedades africanas fundadas no tráfico de cativos. Em suma, o Império não era tão somente uma colcha de retalhos comerciais; ele dava vida, em graus distintos, às diversas sociedades que o constituíram”
(FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI -XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 2001, pp. 23)
Sobre o texto apresentado é INCORRETO afirmar que ele
“Quando se trata de escravidão na Amazônia, o mais comum é iniciar com uma ressalva. A maioria dos trabalhos assegura que o uso da escravidão negra foi pouco significativo na economia amazônica do século XVII e primeira metade do século XVIII. (...) Não restam dúvidas de que o número de escravos disponíveis na região só irá sofrer aumento significativo quando a Companhia de Comércio do Grão-Pará inicia suas atividades no tráfico atlântico e, da mesma forma, não há o que questionar quanto à predominância do uso da mão de obra dos índios no decorrer do século XVIII. Contudo, como afirmou Luís Pinheiro, o que se coloca em questão é o fato de que, 'desde meados do século XVIII, a introdução de negros no Grão-Pará tornou-se uma realidade importante para a sociedade e para a economia da província. A presença de africanos no Grão-Pará ativa e coloca em movimento questões muito mais amplas que não podem ter suas dimensões avaliadas apenas em função do número de escravos disponíveis porque, o que está em jogo, é a própria montagem e reiteração de uma sociedade escravista cuja lógica de reprodução não se limita ao número de homens disponíveis nos plantéis, mas antes se traduz na reiteração de relações de subordinação e poder que dão vida ao próprio sistema. Isso, sem dúvida, é uma realidade importante que deve ser adequadamente considerada'”.
(SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da UFAM, 2011. pp.80-82).
Qual o argumento central defendido pela historiadora acerca do estudo sobre a escravidão africana na Amazônia colonial?
Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou FALSAS:
1. (__) Por conta da diversidade das populações nativas e da existência de vários impérios fortes, os nativos americanos venceram a maior parte das batalhas contra os invasores europeus.
2. (__) Misturando motivações econômicas e religiosas, os portugueses estabeleceram fortes ao longo da costa atlântica da África durante o século XV, inaugurando ali séculos de colonização européia.
3. (__) O açúcar, uma mercadoria extremamente lucrativa originalmente cultivada na Ásia, tornou-se um luxo popular entre a nobreza e os ricos da Europa durante a Idade Moderna.
A sequência CORRETA é:
“O mineiro é mais vigiado que os demais, o aparelho estatal é amplo e severo, de modo a desenvolver no povo a consciência de sua realidade”. (IGLESIAS, Francisco. Trajetória Politica do Brasil. 1500-1964. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p.64)
Sobre a Região de Minas Gerais no período colonial, é incorreta a assertiva:
1.(__)Maurício de Nassau, responsável por administrar os domínios holandeses, incentivou a vinda de diversos cientistas e artistas para o Brasil.
2.(__)Uma das causas da invasão holandesa está relacionada à necessidade de exploração da borracha no Brasil.
3.(__)A primeira invasão holandesa no Brasil ocorreu em Pernambuco no século XVII.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(MATOSO, K. Q., 1982, p. 24-25.)
Sobre o quadro que permitiu o sucesso do tráfico negreiro e sua dinâmica de funcionamento, podemos afirmar que:
I.O Diretório dos Índios buscou ordenar a vida social dos povos indígenas no período colonial.
II.O Diretório dos Índios foi publicado em 1758 e proibia o casamento entre indígenas e portugueses, sob pena de desterro.
III.O Diretório tratava, entre outros assuntos, acerca do trabalho indígena na colônia.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Fonte (adaptada): https://www.sohistoria.com.br
A Revolta acima é denominada: