Questões de Concurso Comentadas sobre mercantilismo, colonialismo e a ocupação portuguesa no brasil em história

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Q2316742 História

Julgue o item a seguir.


Para o autor Gilberto Freyre, o início da história do Brasil destoa de outros autores consagrados. No capítulo de abertura do livro Casa-grande & senzala (1933), “Características gerais da colonização portuguesa no Brasil: formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida”, não coloca a sua problemática nos descobrimentos (1500), ao qual pouco se refere – no sentido de uma narrativa das viagens portuguesas – mas sim na colonização (1532) propriamente dita. É nesse sentido que o capítulo de abertura tem como elemento central não o Brasil, mas as “características gerais da colonização portuguesa no Brasil”, importante elemento a ser considerado ao se estudar história do Brasil.

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Q2315636 História
As tecnologias produzidas no Brasil, com o conhecimento africano, e transmitidas pelos afrodescendentes,são elementos importantes da matriz africana. Elas estiveram presentes na cultura negra durante o período escravocrata, no período pós-abolição e, claro, estão presentes também na atualidade. Elas representam formas de organização dos territórios a partir da civilidade africana e afrodescendente. Os conhecimentos associados às tecnologias africanas e afrodescendentes foram transmitidos durante o escravismo e na formação dos quilombos. Tiveram papel importante nos processos de resistência ao escravismo e estiveram na gênese de tecnologias africanas e afrodescendentes presentes na metalurgia, mineração, agricultura, construção civil, carpintaria, produção têxtil, navegação, fabricação de instrumentos musicais, medicina, engenharia e outras áreas.

(SILVA, L. C. R., DIAS, R. B. As tecnologias derivadas da matriz africana no Brasil, 2010. Adaptado.)

O processo de escravidão transatlântica não trouxe apenas pessoas para servirem como mão de obra nas colônias da América, mas também tecnologias, cosmovisão, plantas e diversos conhecimentos em fluxos que não foram totalmente interrompidos com o término da escravidão, mas que se mantiveram ativos. Mostrar a presença das tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil implica, dentre outros fatores:
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Q2305145 História
Durante a colonização, o vínculo jurídico entre o rei de Portugal e os donatários era estabelecido em dois documentos básicos: as Cartas de Doação, que conferia ao donatário a posse hereditária da capitania; e as Cartas Forais, que estabeleciam os direitos e os deveres dos donatários, relativos à exploração da terra. Entre alguns dos direitos dos donatários pode-se citar, EXCETO: 
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Q2305143 História
A respeito do conflito brasileiro popularmente conhecido como Guerra dos Mascates, assinalar a alternativa INCORRETA: 
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Q2304557 História
Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reino desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal. Suas funções comerciais ampliaram-se, já que o porto do Rio de Janeiro era o principal escoadouro da produção da região centro-sul do Brasil, desde o auge da exploração aurífera no século XVIII. (MALERBA, 1999, p. 9-10).
De acordo com o trecho acima e considerando a vinda da Corte e as transformações promovidas no Brasil durante o início do Império, assinale a alternativa CORRETA: 
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Q2304555 História
Desde 1808 D. João oscilava entre a necessidade de liberalizar a economia, de acordo com as tendências da época e as exigências britânicas, o que o levava a aceitar os princípios do livre-cambismo, e a necessidade de manter numerosas restrições indispensáveis à proteção dos interesses portugueses, o que o levava a tomar disposições nitidamente mercantilistas. Adotar em toda a extensão os princípios do liberalismo econômico significaria destruir as próprias bases sobre as quais se apoiava a Coroa. Manter inato o sistema colonial era impossível nas novas condições. Daí as contradições de sua política econômica. Os inúmeros conflitos decorrentes acentuaram e tornaram mais claras, aos olhos dos colonos e dos agentes da metrópole, as divergências de interesses existentes entre eles, provocando reações opostas: os colonos perceberam as vantagens de ampliar cada vez mais a liberdade, enquanto os metropolitanos convenciam-se da necessidade de restringi-las. A oposição entre os dois grupos manifestar-se-ia claramente quando deputados brasileiros e portugueses de defrontaram nas Cortes portuguesas em 1821. (COSTA, 1982, p. 13)
De acordo com o trecho acima e considerando a vinda da Família Real para o Brasil e suas consequências, assinale a alternativa CORRETA:
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Q2304554 História
[…] A colônia é vista como prolongamento, alargamento de metrópole (a mãe-pátria), mas é, ao mesmo tempo, a sua negação. Assim, a população da colônia na perspectiva metropolitana é equivalente à da metrópole, porém a metrópole é uma região de onde as pessoas saem (região de emigração) e a colônia é uma região para onde as pessoas vão (de imigração). Falamos de demografia na visão metropolitana porque, evidentemente, a mentalidade dos ameríndios não contemplava esse tipo de preocupação: o que, aliás, aponta a complexidade do fenômeno colonial, que envolvia um confronto de culturas. (NOVAIS, 1997, p. 20)
De acordo com o trecho acima e considerando a crise do sistema colonial brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:
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Q2304553 História
Na antiga capitania de Pernambuco (que incluía seis estados do Nordeste atual) foi colocado em prática um projeto de colonização agrícola, com o plantio de cana de açúcar e montagem dos engenhos. Além disso, foi possível estabelecer acordos no Velho Continente para escoar a produção do açúcar e ao mesmo tempo obter recursos para o financiamento dos engenhos, muitas vezes com cristãos-novos. A capitania também era fonte de tabaco e algodão, produtos tropicais valorizados na Europa (SILVA, 1990).
Quanto à economia no Brasil colonial, considere os itens a seguir:
I- As chamadas drogas do sertão eram especiarias na sua maioria nativas da região amazônica e que se tornariam muito cobiçadas no Velho Continente. Urucum, cravo, canela, pimenta, castanha, noz de pixurim, salsa, gergelim, guaraná, anil e o cacau eram os principais objetos de desejo dos portugueses e, por anos, uma lucrativa fonte de renda.
II- No início da colonização, as lendas acerca dos metais preciosos que poderiam ser encontrados no Novo Mundo fizeram com que a Coroa enviasse grupos de exploradores para adentrarem o território em busca de riquezas.
III- Na antiga capitania de Pernambuco (o mesmo território do Pernambuco atual) foi colocado em prática um projeto de colonização agrícola, com o plantio de cana de açúcar e montagem dos engenhos.
IV- A região de Pernambuco e Bahia estava inserida na economia do sistema atlântico por meio da produção de açúcar e do contato frequente com as embarcações que vinham da África e da Europa.

É CORRETO o que se afirma em:
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Q2302283 História
Em relação às alianças entre indígenas minuanos e portugueses, no princípio da expansão portuguesa ao sul da América, assinalar a alternativa CORRETA:
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Q2295866 História
Leia o fragmento a seguir, retirado da Carta de Pero Vaz de Caminha:

      “De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente”.

(Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001).  


Ao referir-se a “esta gente” (fragmento em destaque), o autor do documento objetivava:
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Q2295863 História
A imagem abaixo é uma reprodução da tela “A chegada da família real portuguesa à Bahia”, pintada pelo artista plástico Cândido Portinari em 1952.

Imagem associada para resolução da questão


(A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia (painel), 1952 , Candido Portinari, Óleo sobre tela, c.i.d. 381,00 cm x 580,00 cm. Disponível em: <https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra1977/a-chegada-da-familia-realportuguesa-a-bahia-painel> acesso em: 10 de jul. 2023)

Sobre o evento histórico representado na tela, ocorrido no ano de 1808 e sua relação com o processo de independência do Brasil, ocorrido em 7 de setembro de 1822, pode-se inferir
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Q2292737 História
Analise a imagem a seguir:
Imagem associada para resolução da questão
(Desembarque de Álvares Cabral em 1500. Obra do pintor Oscar Pereira da Silva.)

Ela retrata a chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, liderados por Pedro Álvares Cabral, no litoral brasileiro. Sobre a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, assinale a afirmativa correta.
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Q2292622 História
Durante os séculos da colonização e do domínio português no Brasil, séculos XVI, XVII, XVIII e início do XIX, atividades de exploração de riquezas locais foram praticadas para o benefício da metrópole e das elites locais. Sobre esse sistema de exploração econômica, é correto afirmar que
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Q2292620 História
Leia o excerto a seguir:

“Nos séculos XVIII e XIX, não havia dúvida quanto à hierarquização social que devia traçar uma linha de escala intelectual que começava com os brancos europeus, os indígenas abaixo dos brancos e os negros abaixo de todos os outros (WESOLOWSKI, 2014)”.

GOES, Emanuelle Freitas; SOUSA, Diogo. Raça, Gênero, Etnia e Direitos Humanos. UFBA: Faculdade de Direito. ebook, 2020, p.9.

Com base no excerto acima e no conhecimento acerca do tema, analise as seguintes afirmações: 

I. Essa concepção de superioridade de uma etnia sobre as demais, originada de uma ideologia racista, só apareceu após o fim da monarquia no Brasil.
II. As relações sociais e de poder estabelecidas no Brasil desde tempos coloniais foram baseadas nessa concepção racista que contribuiu para a grande desigualdade social no país.
III. Essa percepção racista da sociedade brasileira é um equívoco, pois no Brasil sempre se praticou a democracia racial que prega a harmonia entre os grupos étnicos
IV. Essa percepção sobre a hierarquização das raças foi essencial para a escravidão ter durado tanto no Brasil e para ainda haver discriminação contra negros e indígenas.

Está correto somente o que se afirma em
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Q2292619 História
Fazendo referência à população de neobrasileiros, que resultava do contato de indígenas integrados à colonização, europeus e africanos escravizados, em torno do ano 1700, Darcy Ribeiro diz que:

“[...] a população neobrasileira teria atingido uns 500 mil habitantes, dos quais 200 mil representados por indígenas integrados ao sistema colonial, e havia dobrado sua área de ocupação. Os negros seriam, talvez, 150 mil, concentrados principalmente nos engenhos de açúcar, mas também nas zonas recentemente abertas à mineração. [...] A população “branca”, que seria de 150 mil habitantes, formada majoritariamente por mestiços de pais europeus e mães indígenas, falava principalmente o nheengatu como língua materna [...]”. 

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: evolução e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 151.


Considerando o que diz Darcy Ribeiro, é correto concluir-se que
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Q2292345 História
A participação indígena em diversos eventos marcantes da história nacional no período colonial e na contemporaneidade é bastante invisibilizada. Sobre esse tema, Rodrigo Lima se refere a um importante evento do início da República no Brasil, ocorrido entre 1896 e 1897, que teve cerca de 25 mil pessoas mortas, das quais “[...] pelo menos 500 seriam índios pertencentes à etnia Kiriri. De acordo com o antropólogo Edwin Reesink, professor da UFPE, há relatos até mesmo de índios vindos da vila de Mirandela, lutando com arcos e flechas. Segundo o pesquisador, os índios já haviam sido convertidos ao cristianismo no século XVII pelas missões jesuítas, mas acabaram se juntando à luta [...] devido tanto ao carisma de Antônio Conselheiro quanto aos problemas sociais que enfrentavam: ‘Os kiriri estavam no ponto baixo de sua história, com problemas com os brancos, sofrendo opressão e discriminação’”.

LIMA, Rodrigo Esteves. O Estado de São Paulo, 27/10/2017. 120 anos após fim da guerra [...], participação indígena no conflito ainda é menosprezada.. 

Assinale a opção que corresponde ao evento a que o texto acima se refere
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Q2291539 História
Assinale a afirmativa que caracteriza corretamente as condições socioeconômicas do ciclo de ouro na economia colonial da América portuguesa no século XVIII.
Alternativas
Q2291538 História
Observe a pintura “A recuperação da Bahia de Todos os Santos” de Juan Bautista Maíno de 1635. O quadro retrata a vitória espanhola contra os holandeses que resultou no evento da restauração da cidade de Salvador (1625).

Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Ruíz Gómez, L. Juan Bautista Maíno, 1581-1649. Madrid: Museo Nacional del Prado, 2009, p.180-192. 

As afirmativas a seguir descrevem corretamente aspectos do episódio histórico retratado na obra, à exceção de uma. Assinale-a. 


Alternativas
Q2291534 História
A progressiva aproximação da História e da Antropologia, o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares e da etnohistória têm contribuído de forma fundamental para uma revisão da história dos índios do Brasil. O resultado prático das pesquisas mais recentes tem sido o surgimento de trabalhos históricos e antropológicos nos quais os índios aparecem como sujeitos ativos nos processos de colonização, agindo de formas variadas e mobilizando as possibilidades a seu alcance para atingir seus interesses que evidentemente se transformavam na nova situação colonial.
Fontes primárias, tais como relatos de cronistas e de jesuítas, têm sido reinterpretados de forma a revelar, em suas entrelinhas, toda a complexidade das relações de alteridade.
Adaptado de: CELESTINO, Maria Regina. Metamorfoses indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013, pp.4-11.

Com base no texto, assinale a afirmativa que identifica corretamente a contribuição da antropologia para a pesquisa e a escrita da história dos índios do Brasil.
Alternativas
Q2280403 História
Se levarmos em consideração o ano de 1693, quando, de acordo com texto do padre João de Sousa Ferreira, a população do Estado chegava a 1.300 [considerando somente a população adulta e masculina portuguesa], a vinda de um navio carregado de escravos [no caso 139 cativos] podia chegar a representar em torno de dez por cento dos homens portugueses. 
CHAMBOLEYRON, Rafael. Escravos do Atlântico Equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII). Revista Brasileira de História, v. 26, n. 52, p. 79-114, São Paulo, dezembro, 2006. p. 102-103. 
Os valores demográficos apresentados no fragmento acima, ao analisar a Amazônia colonial, revelam: 
Alternativas
Respostas
241: C
242: B
243: A
244: A
245: A
246: D
247: A
248: D
249: D
250: A
251: D
252: C
253: C
254: A
255: B
256: B
257: C
258: C
259: B
260: A