Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3439552 História
Um professor de Geografia e outro de História propõem à sua turma um trabalho. O professor de Geografia pede que os estudantes identifiquem e descrevam as condições de moradia das pessoas mais pobres em sua cidade. Feito o levantamento, o professor de História propõe a leitura de dois documentos:

1. “Eram casebres baixos, cheios de frestas, caindo aos pedaços, que deixavam transparecer, pelos buracos usados como janelas e pelas fissuras dos muros, a mais triste miséria; no interior, poucos cômodos imundos, aos quais se chega por escadas flácidas e que desmontam sob o peso do corpo, [...]os únicos móveis são um leito ou dois sobre cavaletes, um baú e os utensílios indispensáveis para a cozinha (...) cada quarto serve a três ou quatro pessoas [...]. Fonte: “Atas da junta para a melhoria agrícola e sobre a situação dos agricultores” 1882.

Apud DEL PRIORI, M.; NEVES, M de F. das; ALAMBERT, F. Documentos de História do Brasil; de Cabral aos anos 90. São Paulo: Scipione, 1997, pp 63-64.

2. A sua Excia. Cônsul da Itália em São Paulo Há três anos trabalho na fazenda na qual o administrador tem o vício infame de maltratar os pobres filhos do trabalhador, em especial o italiano. [...] Caí doente há 3 meses e não pude trabalhar por 30 dias, sendo, desde então, objeto de escárnio e maus tratos por parte dos empregados da fazenda. (...) não podendo mais suportar as humilhações, resolvi abandonar a fazenda há 15 dias e não receber o que tinha direito. Parti deixando meus familiares (...), mas até hoje não os vi, o que me fez acreditar que estão proibidos de sair da fazenda”.

Fonte: jornal La Battaglia, São Paulo, 23/7/1911. Apud DEL PRIORI, M.; NEVES, M de F. das; ALAMBERT, F. Documentos de História do Brasil; de Cabral aos anos 90. São Paulo: Scipione, 1997, pp. 64-65.

O professor de História, com essas leituras, pretendia que os estudantes estabelecessem relações entre o passado e o presente, pois:
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Q3439551 História
   “Mandei que Sexta-Feira apanhasse todos os crânios, ossos, restos de carne e o que mais fosse, juntasse tudo numa grande pilha e acendesse uma fogueira para reduzir tudo a cinzas; percebi nele grande vontade de comer daquela carne, nele persistia sua natureza canibal; demonstrei porém tanto asco pela simples referência à ideia ou por seu eventual interesse que ele não se atreveu a manifestá-lo; porque arranjei um jeito de fazê-lo entender, além do mais, que o mataria se ele cedesse a seus impulsos.”

DEFOE, Daniel. Robinson Crusoe. SP: Ubu Editora, 2021. Trad. Leonardo Fróes

Esse excerto de texto tão clássico como popular, escrito no século XVII, poderia ensejar uma representação dramatizada (enriquecida pela pesquisa em outras fontes) das relações entre europeus em expansão e povos americanos, africanos, orientais que foram acessados pelo ímpeto mercantilista dos séculos XVI e seguintes e, mais tarde, pela avidez imperialista das sociedades cuja produção já exigia abertura de novos mercados.

Um professor, ao solicitar uma representação dramatizada desse excerto, pretende que seus estudantes reflitam e percebam que o que nele se destaca é a 
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Q3439550 História
As percepções humanas são suscetíveis de alterações a depender de elementos do seu contexto. Historicamente, a capacidade atencional para apreender imagens em deslocamento foi desenvolvida no século XIX. Uma abordagem interdisciplinar desse fenômeno, nesse período, deve ser apresentada aos estudantes a partir 
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Q3439548 História
“O Estado sou eu”, teria enunciado Luís XIV, no século XVII. Síntese do absolutismo monárquico, a frase poderia ser exposta à análise de estudantes até o limite de seu efeito retórico. Esse exercício deve levar à pesquisa sobre o funcionamento do poder monárquico e suas bases objetivas de sustentação. Ou seja, à caracterização da estratégia de equilíbrios de interesses de setores sociais distintos durante o antigo Regime na Europa. Dividida a sala em dois grupos, cada um deles deve reunir informações sobre os interesses em jogo para depois compor painel sobre o funcionamento do Estado absolutista. Assim, seriam caracterizados os objetivos contraditórios
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Q3439545 História
Uma das tendências da historiografia contemporânea é a concepção da cultura como circular, ou seja, resultado da reunião de elementos de naturezas diferentes na composição de saberes culturais para contextos determinados.

Com o objetivo de colocar seus estudantes diante dessa concepção de circularidade cultural, uma professora de História desafiou seus estudantes a reunirem, em sustentação lógica, argumentos das mais diversas origens para produzir justificativas em defesa da ampliação dos espaços públicos para lazer infantil em sua cidade.

Com esse exercício, a docente preparou os estudantes a entrarem em contato com a concepção de história que embasam obras didáticas de
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Q3430483 História
No contexto do pós-guerra, o fornecimento de doações e empréstimos americanos a juros baixos visava equilibrar orçamentos e estabilizar as moedas europeias. Inicialmente, a oferta de ajuda abrangia também os países da Europa Oriental. Porém, conhecidas as condições de adesão para o recebimento da ajuda, ficou muito claro que o plano intervinha nas economias nacionais limitando seriamente a soberania de projetos estratégicos de desenvolvimento.

(Enrique S. Padrós. Capitalismo, prosperidade e Estado de Bem-Estar Social. Em Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

O plano ficou restrito à Europa Ocidental, pois no leste europeu
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Q3430482 História
Depois da guerra, o governo dos EUA passou a trabalhar na estruturação de um mercado europeu rentável para as finanças e o comércio privados dos EUA, o que permitiria também lançar os fundamentos materiais necessários ao desencadeamento da luta contra as tendências políticas opostas aos seus interesses. A implementação desta política ocorreu em 1947.

(Paulo G. Fagundes Vizentini, A Guerra Fria. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Tal política se deu por meio
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Q3430481 História
Os alemães deram início, em 10 de maio de 1940, à grande ofensiva no Ocidente. Coincidentemente, nesse mesmo dia, Winston Churchill tornou-se primeiro-ministro britânico à testa de um governo de união nacional. Esse foi um momento especial, um ponto de inflexão na história da guerra. Porque, ao desfechar o ataque, a Alemanha definiu sua ampla superioridade na frente ocidental, habilitando-se, a seguir, a atacar a União Soviética.

(Williams da Silva Gonçalves. A Segunda Guerra Mundial. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Considerando o contexto abordado pelo excerto, a ascensão de Churchill ao poder representou
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Q3430480 História
Até o fim da década de 1950 havia um amplo consenso entre os historiadores acerca da responsabilidade de Adolf Hitler pelo desencadear da guerra. Dentro desse consenso, cabiam a corrente interpretativa liberal e a corrente marxista. Para a primeira, Hitler encarnava o delírio do totalitarismo, do desumano poder capilar e total. Para a segunda, Hitler representava a face mais agressiva e impiedosa do imperialismo capitalista.

Em 1961, porém, o historiador inglês A.J.P. Taylor quebrou esse consenso, negando o que parecia uma verdade absolutamente inquestionável.

(Williams da Silva Gonçalves. A Segunda Guerra Mundial. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

De acordo com o autor, como contraponto, o historiador Taylor afirmou que
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Q3430479 História
Já em março de 1946, os Estados Unidos atenuavam a legislação sobre a desnazificação, restringindo-a apenas aos principais culpados, e dispensando os comprometidos, os comprometidos menores e os seguidores. Em pouco tempo, pode-se dizer, os tribunais de desnazificação transformaram-se em fábricas de seguidores (todos eram considerados apenas seguidores ou aderentes, a categoria mais leve de envolvimento com o nazismo).

(Francisco Carlos Teixeira da Silva. Os fascismos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

No caso alemão, a desnazificação ocorreu de forma
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Q3430478 História
Embora constitua-se num tema clássico da História do Tempo Presente, e talvez num dos fenômenos históricos com a mais ampla e contraditória bibliografia, o fascismo conheceu, após o final da década de 1980, uma vigorosa retomada de interesse, com novas abordagens e novas teorias explicativas. Tal fato se deve fundamentalmente a três razões.

(Francisco Carlos Teixeira da Silva, Os fascismos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Entre as razões encontradas para o fenômeno, é correto identificar:
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Q3430477 História
Apesar de brutal e ditatorial, o sistema soviético não era “totalitário”, um termo que se tornou popular entre os críticos do comunismo após a Segunda Guerra Mundial, tendo sido inventado na década de 1920 pelo fascismo italiano para descrever seu próprio projeto.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991)

De acordo com Hobsbawm, a União Soviética não poderia ser considerada totalitária, pois o sistema soviético
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Q3430476 História
Havia diferenças significativas entre os dois líderes da nova extrema-direita: Hitler impunha pela força um programa racista e antissemita, Mussolini preferia a demagogia patriótica da “italianidade”.

(Leandro Konder. Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Ambos, entretanto, recorriam à repressão sistemática e combinavam em seus respectivos programas
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Q3430475 História
Em dois períodos, sobretudo, presididos, respectivamente, por S. Witte (1892-1903) e por P. Stolypin (1906- 1911), uma série de mecanismos garantiu altas taxas de desenvolvimento. Elevadas barreiras alfandegárias, estímulos fiscais, encomendas do Estado, moeda forte, arregimentação agressiva do capital estrangeiro, conferiam ao capitalismo russo um perfil específico.

(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Em relação ao perfil específico do capitalismo russo, entre os séculos XIX e XX, é correto identificar:
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Q3430474 História
A sensação de segurança absoluta impediu a correta avaliação das tendências econômicas. O crédito fácil alimentava a continuidade da produção. A busca de enriquecimento rápido supervalorizou as ações das empresas. Em 1929 tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo.

(José Jobson de Andrade Arruda. A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

De acordo com a obra citada, a repercussão mundial da crise pode ser explicada
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Q3430469 História
A Independência se explica por um conjunto de fatores, tanto internos como externos, mas foram os ventos trazidos de fora que imprimiram aos acontecimentos um rumo imprevisto pela maioria dos atores envolvidos, em uma escalada que passou da defesa da autonomia brasileira à ideia de independência.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Um dos fatores externos que contribuiu de maneira determinante para o processo de independência do Brasil, como descrito no texto, foi
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Q3430468 História
Tomando agora o caso português, que nos interessa de perto, seria equivocado pensar que os preceitos mercantilistas foram aplicados sempre consistentemente. Se insistimos em lhes dar grande importância, é porque eles apontam para o sentido mais profundo das relações Metrópole-Colônia, embora não contem toda a história dessas relações.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com o historiador Boris Fausto, em Portugal, a aplicação mais consequente da política mercantilista só se deu em
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Q3430467 História
Uma civilização inteiramente desconhecida acabou de ressurgir do túmulo, às margens do Indo. Métodos de investigação até então desconhecidos também surgiram. Sabemos melhor do que nossos predecessores questionar as línguas sobre os costumes, as ferramentas sobre o trabalhador. Aprendemos principalmente a aprofundar mais na análise dos fatos sociais.

(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)

Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
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Q3430466 História
De 1961 até 1975, quando dos processos de independência das colônias africanas, acentuaram-se as questões relativas ao regime de trabalho. Em uma tentativa de neutralizar tanto o ascenso das guerras de guerrilhas como as críticas internacionais, em 1961, o Estatuto Indígena foi abolido embora, na prática, tenha continuado a vigorar sob o nome de “voluntariado”. Embora a oposição democrática se mostrasse favorável à autodeterminação das colônias, o governo autoritário da metrópole rejeitou a ideia de independência.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O texto faz referência ao colonialismo 
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Q3430465 História
A participação de africanos na Primeira Guerra Mundial se repetiu na Segunda Guerra, quando perto de 190 mil homens estiveram em frentes de batalha na Alemanha, Itália, Líbia, Normandia, no Oriente Médio, na Indochina e na Birmânia. A guerra colocou os povos negros em contato com o caráter instrumental da técnica multiplicada pela violência exercida pelos povos brancos entre si. Talvez o mais importante legado dessa experiência tenha sido o de ter desnudado a desumanidade dos “civilizados”.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

De acordo com Leila Leite Hernandez, as duas grandes guerras tiveram um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência na África, pois tornava-se possível
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Respostas
1901: B
1902: D
1903: E
1904: D
1905: C
1906: A
1907: C
1908: B
1909: D
1910: B
1911: E
1912: A
1913: C
1914: E
1915: C
1916: B
1917: E
1918: C
1919: D
1920: A