Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3524567 História
Em 1929, tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos e foram à lona com o repatriamento desses mesmos recursos, tão logo a crise se anunciou. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.

(José Jobson de Andrade Arruda, A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Nesse contexto, o autor aponta que os Estados Unidos
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Q3524566 História
A década de 1950 foi cheia de guerras de guerrilha no Terceiro Mundo. Curiosamente, foi um movimento relativamente pequeno – sem dúvida menor que a insurgência malaia –, atípico, mas bem-sucedido, que pôs a estratégia da guerrilha nas primeiras páginas do mundo.
O método adotado por seu líder era ativista: um ataque a um quartel do exército em 1953, cadeia, exílio e a invasão do país por uma força guerrilheira que, na segunda tentativa, estabeleceu-se nas montanhas da província mais remota.

(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)

O excerto faz referência à revolução ocorrida
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Q3524565 História
Como iremos compreender o Breve Século XX? Não sabemos o que virá a seguir, nem como será o segundo milênio, embora possamos ter certeza de que ele terá sido moldado pelo Breve Século XX.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
Hobsbawm compreende o Breve Século XX, considerando
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Q3524562 História
Uma biografia é a evidência mais elementar da profunda conexão entre as esferas pública e privada: somente quando estão articuladas, essas esferas conseguem compor o tecido de uma vida, tornando-a real para sempre. Escrever sobre a vida do nosso país implica questionar os episódios que formam sua trajetória no tempo e ouvir o que eles têm a dizer sobre as coisas públicas, sobre o mundo e o Brasil em que vivemos – para compreendermos os brasileiros que somos e os que deveríamos ou poderíamos ter sido.
A imaginação e a multiplicidade das fontes são dois predicados importantes na composição da biografia.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia)

Para a composição da biografia em referência, as autoras entendem que
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Q3524558 História
Velho medievalista, confesso não conhecer leitura mais atraente do que um cartulário. É que sei aproximadamente o que lhe perguntar. Uma coletânea de inscrições romanas, em contrapartida, me diz pouco. Se com dificuldades consigo lê-las, não sei solicitá-las. Em outros termos, toda investigação histórica supõe, desde seus primeiros passos, que a busca tenha uma direção. Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo fecundo. Supondo, aliás, que ela seja possível.

(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador, p. 79. Adaptado)

Considerando as reflexões contidas no excerto, está correto afirmar que, para Marc Bloch,
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Q3524555 História
Entre 1822 e 1865, a população era formada por poucos milhares de afro-americanos, sendo que aproximadamente 400 deles eram afro-antilhanos de Barbados que se fixaram em um pequeno centro interiorano.
Em 1847, tornou-se independente da American Colonization Society. Quanto à estrutura política, firmava-se francamente inspirada nas instituições norte-americanas.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O excerto apresenta
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Q3524554 História
Um conjunto de fatores teve um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência no continente africano, no século XX.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Hernandez assinala, como um desses fatores,
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Q3524552 História
Foi com o desempenho de missionários e exploradores que o continente começou a ser efetivamente rasgado. Os primeiros, em especial a partir de 1830, eram anglicanos, metodistas, batistas e presbiterianos, a serviço da Grã-Bretanha, desenvolvendo seus trabalhos na Serra Leoa, na Libéria, na Costa do Ouro e na Nigéria.
Simultaneamente, missionários católicos franceses na bordadura do Senegal, desde 1848, fizeram inúmeros protestos contra o aprisionamento e a escravidão.
É importante destacar que a evangelização cristã, fosse católica ou protestante, tinha três pontos comuns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Um desses pontos comuns apontados pela autora consistia em
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Q3524551 História
Enquanto na Alta Idade Média, na Europa cristã, o nível mais frequente tinha sido de 9 a 12 habitantes e o mais baixo de 4 a 5 habitantes por quilômetro quadrado, no fim do século XIII a densidade média era de 20 habitantes por quilômetro quadrado. Portanto, mesmo sem se poder quantificar com maior rigor e precisão a expansão demográfica da Idade Média Central, ela é inegável. Assim, é preciso pensar nas razões desse fenômeno.
(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente. Adaptado)

Para o autor, o fenômeno abordado pelo excerto tem como uma de suas possíveis razões 
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Q3524550 História
No essencial, do ângulo econômico, os séculos IV-X podem ser considerados em bloco. Caracterizou-os aquilo que Renée Doehaerd chamou de “escassez endêmica”.
(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Segundo o autor, “escassez endêmica” pode ser corretamente definida como sendo
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Q3524549 História
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII sem dúvida apresenta uma feição própria, não mais “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-la de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo de Antiguidade Tardia, pois nela teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Segundo Franco Júnior, esses três elementos históricos são
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Q3524546 História
Após a Conferência de Berlim (1885) que definiu a partilha da África entre países europeus, as imagens simpáticas e tranquilizadoras começaram a sombrear. A infância inocente foi substituída pela imagem de subumanos. Desapareceram as belezas naturais dos territórios e das mulheres e crianças negras, substituídas pelos miasmas e outros horrores da selva, barbárie, mesquinharia e atraso.

(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

Segundo Munanga e Gomes, a imagem do continente africano se modifica com o intuito de
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Q3524541 História
A questão da convivência entre os adeptos das três grandes religiões monoteístas, revela-nos uma particularidade ibérica que nada deve a outros povos, nem mesmo à Igreja. Sem essa convivência não teriam havido trocas culturais tão profícuas.
(José Rivair Macedo, Repensando a Idade Média no ensino de História. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Macedo assinala, como exemplo dessas trocas culturais,
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Q3524540 História
Os livros didáticos foram afetados pela profissionalização do estudo da Antiguidade no país. Cada vez mais, os livros tratam não só dos temas e das explicações historiográficas tradicionais, mas procuram diversificar os objetos e as abordagens, assim como inserir o estudo da Antiguidade na realidade brasileira.

(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Um exemplo desse olhar diversificado sobre a Antiguidade, segundo o artigo citado, é
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Q3524539 História
É preciso deixar claro que não é proposta do ensino básico a formação de pequenos historiadores. O que importa é que a organização dos conteúdos e a articulação das estratégias para trabalhar com eles levem em conta esses procedimentos para a produção do conhecimento histórico.
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

Segundo Bezerra, trabalhar com os procedimentos mencionados para a produção do conhecimento histórico
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Q3524538 História
O professor precisa conhecer as bases da nossa cultura: as formas de organização das sociedades humanas, a evolução das civilizações, a Revolução Francesa, a escravidão no Brasil, o cinema de Charlie Chaplin, a literatura de Machado de Assis e por aí afora. O professor precisa ter um conhecimento sólido do patrimônio cultural da humanidade.

(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, Por uma História prazerosa e consequente. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)



Segundo os autores do artigo citado, cabe ao professor
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Q3524537 História
O Currículo Paulista afirma que “O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.”
Para o Currículo Paulista, tal processo deve contribuir para
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Q3524513 História
Leia o texto a seguir.

    É fundamental ressaltar a importância histórica da postura de crítica contundente com que os pesquisadores africanos se debruçam ao examinar a historiografia ocidental sobre o tema. Não é outra a razão de destacarem as principais teorias psicológicas, quais sejam, o darwinismo social, o cristianismo evangélico e o atavismo social, evidenciando sua conivência com uma disposição para o domínio e a exploração, articuladas a um imaginário coletivo aprisionado pela crença em uma superioridade racial e cultural.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

Entre as narrativas formuladas a partir das teorias citadas, é correto identificar a explicação da partilha da África como
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Q3524512 História
Analise o texto a seguir.

    A situação de precariedade e não poucas vezes de humilhação sofrida pelos negros, sobretudo nas Américas e na África, ajudavam a compor um panorama de manifestações diversificadas que incluíam escrituras de intelectuais negros, promoção de conferências e congressos, ao lado da fundação de associações de diferentes âmbitos de atuação, configurando o movimento pan-africano. Estamos diante de um movimento que na sua gênese esteve voltado para a reabilitação do ser negro, a partir da segunda metade do século XIX, na diáspora.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

De acordo com a autora, é correto afirmar que não se observou aderência às ideias do movimento pan-africano na África
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Q3524511 História
Considere o texto a seguir.

    A carta geopolítica da África estava basicamente pronta, sendo boa parte das fronteiras conservada, no seu conjunto, até os dias atuais. Com isso foram desconsiderados os direitos dos povos africanos e as suas especificidades históricas, religiosas e linguísticas. Em outras palavras, as fronteiras da nova carta geopolítica da África, aprovada no encontro, raramente coincidiram com as da África pré-colonial. Mas cerca de trinta anos depois, quase todo o continente estava sob administração, proteção colonial ou ainda era reivindicado por outra potência europeia. A partir do encontro, a corrida ao continente africano foi acelerada, num gesto inequívoco de violência geográfica por meio da qual quase todo o espaço recortado ganhou um mapa para ser explorado e submetido a controle.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

O texto faz referência
Alternativas
Respostas
1721: A
1722: B
1723: D
1724: A
1725: E
1726: E
1727: C
1728: D
1729: D
1730: E
1731: B
1732: E
1733: E
1734: B
1735: A
1736: E
1737: D
1738: A
1739: C
1740: B