Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3430476 História
Havia diferenças significativas entre os dois líderes da nova extrema-direita: Hitler impunha pela força um programa racista e antissemita, Mussolini preferia a demagogia patriótica da “italianidade”.

(Leandro Konder. Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Ambos, entretanto, recorriam à repressão sistemática e combinavam em seus respectivos programas
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Q3430475 História
Em dois períodos, sobretudo, presididos, respectivamente, por S. Witte (1892-1903) e por P. Stolypin (1906- 1911), uma série de mecanismos garantiu altas taxas de desenvolvimento. Elevadas barreiras alfandegárias, estímulos fiscais, encomendas do Estado, moeda forte, arregimentação agressiva do capital estrangeiro, conferiam ao capitalismo russo um perfil específico.

(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Em relação ao perfil específico do capitalismo russo, entre os séculos XIX e XX, é correto identificar:
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Q3430474 História
A sensação de segurança absoluta impediu a correta avaliação das tendências econômicas. O crédito fácil alimentava a continuidade da produção. A busca de enriquecimento rápido supervalorizou as ações das empresas. Em 1929 tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo.

(José Jobson de Andrade Arruda. A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. O século XX: O tempo das crises; Revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

De acordo com a obra citada, a repercussão mundial da crise pode ser explicada
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Q3430469 História
A Independência se explica por um conjunto de fatores, tanto internos como externos, mas foram os ventos trazidos de fora que imprimiram aos acontecimentos um rumo imprevisto pela maioria dos atores envolvidos, em uma escalada que passou da defesa da autonomia brasileira à ideia de independência.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Um dos fatores externos que contribuiu de maneira determinante para o processo de independência do Brasil, como descrito no texto, foi
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Q3430468 História
Tomando agora o caso português, que nos interessa de perto, seria equivocado pensar que os preceitos mercantilistas foram aplicados sempre consistentemente. Se insistimos em lhes dar grande importância, é porque eles apontam para o sentido mais profundo das relações Metrópole-Colônia, embora não contem toda a história dessas relações.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com o historiador Boris Fausto, em Portugal, a aplicação mais consequente da política mercantilista só se deu em
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Q3430467 História
Uma civilização inteiramente desconhecida acabou de ressurgir do túmulo, às margens do Indo. Métodos de investigação até então desconhecidos também surgiram. Sabemos melhor do que nossos predecessores questionar as línguas sobre os costumes, as ferramentas sobre o trabalhador. Aprendemos principalmente a aprofundar mais na análise dos fatos sociais.

(BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Adaptado)

Marc Bloch apresenta essa reflexão com o intuito de
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Q3430466 História
De 1961 até 1975, quando dos processos de independência das colônias africanas, acentuaram-se as questões relativas ao regime de trabalho. Em uma tentativa de neutralizar tanto o ascenso das guerras de guerrilhas como as críticas internacionais, em 1961, o Estatuto Indígena foi abolido embora, na prática, tenha continuado a vigorar sob o nome de “voluntariado”. Embora a oposição democrática se mostrasse favorável à autodeterminação das colônias, o governo autoritário da metrópole rejeitou a ideia de independência.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O texto faz referência ao colonialismo 
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Q3430465 História
A participação de africanos na Primeira Guerra Mundial se repetiu na Segunda Guerra, quando perto de 190 mil homens estiveram em frentes de batalha na Alemanha, Itália, Líbia, Normandia, no Oriente Médio, na Indochina e na Birmânia. A guerra colocou os povos negros em contato com o caráter instrumental da técnica multiplicada pela violência exercida pelos povos brancos entre si. Talvez o mais importante legado dessa experiência tenha sido o de ter desnudado a desumanidade dos “civilizados”.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

De acordo com Leila Leite Hernandez, as duas grandes guerras tiveram um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência na África, pois tornava-se possível
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Q3430464 História
Os exploradores carregavam um espírito aventureiro despertado pelo imaginário sobre a África formado pelos relatos sobre monstros como gigantes, pigmeus, mulheres-pássaros e homens-macacos. Noutra vertente vigorava a ideia da existência de “reinos riquíssimos e misteriosos”, caracterizados pela abundância de escravos, ouro e noz-de-cola.

(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

Desde fins do século XVIII e de forma crescente no século XIX, no entanto o que deu impulso decisivo à exploração do continente africano foi a busca 
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Q3430462 História
Pretendi esboçar as fronteiras e as etapas históricas que constituíram um espaço transcontinental, luso-brasileiro e luso-africano que se assemelha a um atol do Pacífico. Na maior parte do tempo, a cadeia de montanhas unindo as ilhas fica submersa, invisível. Só quando um terremoto faz tremer o fundo do mar e se levantam tempestades, é que o grande anel do atol surge no horizonte. Há, de fato, dois terremotos que expõem o arco transcontinental da zona econômica formada pelo Brasil e por Angola. O primeiro ocorre durante a Guerra dos Trinta Anos, quando a investida holandesa no Atlântico Sul junta Luanda e Recife num só front militar.

(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)

Em relação ao primeiro terremoto mencionado por Luiz Felipe de Alencastro, é correto afirmar que
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Q3430459 História
O caminho para a revolução pela longa guerra de guerrilha foi descoberto um tanto tardiamente pelos revolucionários sociais do século XX, talvez porque em termos históricos essa forma de atividade em essência rural estivesse associada de modo esmagador a movimentos de ideologias arcaicas facilmente confundidos pelos observadores urbanos com o conservadorismo, ou mesmo com a reação e a contrarrevolução.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)



Entre os exemplos de guerra de guerrilha revolucionária no século XX, é correto identificar a Revolução
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Q3430458 História
Luís Weckmann detectou com pertinência a existência de uma herança medieval no Brasil, porém limitou sua presença apenas até o século XVII. E, na realidade, ela continua viva ainda hoje nos nossos traços essenciais.

(Hilário Franco Júnior. A Idade média: nascimento do ocidente)

Para o historiador Hilário Franco Júnior, entre outras possibilidades, observa-se a referida herança
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Q3430457 História
Outro interessante exemplo [...] temos nos reis, históricos ou míticos, que teriam desaparecido sem morrer e que retornariam quando seus povos deles precisassem. A crença nesses monarcas messiânicos e milenaristas tanto podia legitimar seus sucessores quanto servir de contestação ao governante do momento. Henrique II da Inglaterra (1154-1189), por exemplo, procurou justificar sua pretensão sobre Gales, Irlanda e Escócia, associando sua dinastia, de origem estrangeira [...], a Artur, mítico rei dos bretões. Como se acreditava que um dia Artur voltaria da ilha de Avalon para pessoalmente governar a Grã-Bretanha, quando, em 1554, Filipe II de Espanha casou-se com Maria Tudor precisou solenemente jurar que renunciaria ao trono inglês se Artur o reivindicasse.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

O excerto exemplifica
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Q3430456 História
Como essa história [da mentalidade] é de muito longa duração, não podemos [...] examiná-la em cada uma das suas fases medievais. Veremos seus componentes, presentes em todas as fases, ainda que por abundância documental exemplifiquemos mais com a Idade Média Central.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Faz parte dos componentes indicados pelo autor
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Q3430449 História
A diferença entre o velho conceito de História Contemporânea e História do Tempo Presente pode ser definida pela presença viva dos protagonistas e da memória, ainda interagindo com o tempo do historiador, como testemunhos vivos e dinâmicos do passado.

(Marcos Napolitano, Pensando a estranha História sem fim. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

O historiador Marcos Napolitano aponta que um dos desafios da pesquisa historiográfica do Tempo Presente refere-se à
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Q3430448 História
Tomando o ponto de vista da classificação cronológica, entendeu-se o “moderno” como algo que iniciava com a queda de Constantinopla (maio de 1453) até a Revolução Francesa (1789).

Sabemos das imensas limitações desses marcos.

(Leandro Karnal, A História Moderna e a sala de aula. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Dentre as limitações apontadas pelo autor, encontra-se o fato de que
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Q3430447 História
Na História Antiga, a tradicional dicotomia entre Oriente e Ocidente constitui uma grande narrativa que estrutura toda uma visão da História.

(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

De acordo com o autor, a dicotomia mencionada foi cada vez mais enfatizada
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Q3430445 História
O problema, em termos de ensino-aprendizagem, é que o abandono da diacronia pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi – unidos por algum “tema transversal” – como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.

(Jaime Pinsky e Carla B. Pinsky. O que e como ensinar. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

No fragmento, os autores enfatizam a importância de o ensino de História estar fundamentado
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Q3429932 História
Leia o texto a seguir.

A França é, das antigas potências coloniais europeias, a que mais intervém nos assuntos africanos. Desde o processo de descolonização até hoje, os franceses já promoveram mais de cinquenta intervenções militares em países africanos (SIRADAG, 2014, p.119), ajudando a depor ou sustentando governantes de acordo com os seus interesses. Trata-se, portanto, de um país que pratica uma ativa política intervencionista no continente africano, sobretudo nos Estados que outrora estiveram sob o julgo do colonialismo francês, e onde mantém ainda diversas bases militares.
PENNA FILHO, Pio; BADOU, Koffi Robert. A França na África: as intervenções militares e suas motivações – o caso da Costa do Marfim. Carta Internacional, Vol. 9, n. 2, jul.-dez. 2014, p. 156.

O processo de descolonização das áreas ocupadas pelos franceses na África não foi um processo rápido, principalmente diante da reação de Paris para com dois casos em particular, a saber,
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Q3429929 História
Leia o texto a seguir.

Não desconsiderando a importância de debates e as prováveis valorosas intenções de pessoas envolvidas na ECO-92, sua realização constituiu um evento no qual o governo brasileiro buscou vender uma imagem renovada e atrelada a ideais de preservação e sustentabilidade que não correspondiam à realidade brasileira. A imprensa reverberou o discurso em favor do meio ambiente e de novas formas de consumo e uso dos recursos naturais, ancorados em pressupostos de racionalidades eurocêntricas.
REGIANI, Álvaro Ribeiro; MEDEIROS, Kenia Gusmão. “Juruna quer vender uma pele de onça”: discursos sobre a sustentabilidade e a representação do indígena como naturalmente ecologista na Rio-92. Acervo, Rio de Janeiro, v. 34, n. 2, maio/ago. 2021, p. 22.

No contexto mencionado, um dos elementos eficientes na propaganda da sustentabilidade no Brasil foi a valorização da imagem dos indígenas como “naturalmente ecologistas”, cujas vidas estariam destinadas à preservação dos recursos naturais, alinhando-se ao projeto de
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Respostas
1461: C
1462: E
1463: C
1464: B
1465: E
1466: C
1467: D
1468: A
1469: A
1470: C
1471: A
1472: A
1473: E
1474: C
1475: E
1476: C
1477: D
1478: D
1479: B
1480: A