Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q3524575 História
Os índices globais do fim da guerra mostram as enormes dificuldades dos países europeus para ressurgir da destruição material. Os níveis de produção caíram em quase todos eles. Comparada aos anos 30, a produção de cereais diminuíra em 70%, a de carne, em 66%, e outros produtos agrícolas, em 75%. Claro, alguns beneficiaram-se com o colapso europeu. Os EUA, durante a guerra, triplicaram a produção industrial (em 1946 produziram metade da produção mundial); já a sua renda per capita aumentou mais de 100% (de 550 a 1260 dólares).
Além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?

(Enrique Serra Padrós, Capitalismo, prosperidade e Estado de bem-estar social. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Assinale a alternativa na qual Padrós responde a sua própria pergunta.
Alternativas
Q3524574 História
Em 1945 os EUA detinham vantagens talvez nunca obtidas por outra potência no plano político-militar: dominavam os mares, possuíam bases aéreas e navais, além de exércitos, em todos os continentes, bem como a bomba atômica e uma aviação estratégica capaz de atingir quase todas as áreas do planeta.

(Paulo G. Fagundes Vizentini, A Guerra Fria. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Considerando o contexto abordado pelo excerto, está correto afirmar que, no plano financeiro e comercial, os Estados Unidos
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Q3524573 História
A Política de Apaziguamento atingiu o auge com a Conferência de Munique. Realizada em 29 de setembro de 1938, a Conferência reuniu Adolf Hitler, Benito Mussolini, chefe do Estado fascista da Itália, Edouard Daladier e Neville Chamberlain, primeiros-ministros da França e da Inglaterra.

(Willians da Silva Gonçalves, A Segunda Guerra Mundial. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras.)

Nessa Conferência,
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Q3524572 História
Embora se constitua num tema clássico da História do Tempo Presente, e talvez num dos fenômenos históricos com a mais ampla e contraditória bibliografia, o fascismo conheceu, após o final da década de 1980, uma vigorosa retomada de interesse, com novas abordagens e novas teorias explicativas. Tal fato se deve fundamentalmente a três razões.

(Francisco Carlos Teixeira da Silva, Os fascismos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras. Adaptado)

Entre essas razões, Silva assinala
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Q3524571 História
A primeira etapa da “segunda revolução russa” iniciou-se, em janeiro de 1930, com a coletivização do campo. A coletivização forçada resultou em uma guerra do Estado contra a população rural. A oposição desesperada dos camponeses para conservar suas terras serviu como pretexto para Stalin mobilizar milhares de agentes para “liquidar os kulaks como classe”, segundo suas próprias palavras.
(Jorge Ferreira, O socialismo soviético. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

No contexto apresentado pelo excerto, os kulaks eram
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Q3524570 História
A cultura dos Estados Unidos exerceu uma influência crescente, nos anos 1920 e 1930, sobre a cultura europeia. Havia algo de fascinante na realidade acintosamente contraditória da sociedade americana.
As contradições se exibiam com uma desenvoltura espetacular.
(Leandro Konder, Cultura e política nos anos críticos. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Um exemplo dessas contradições, segundo Konder, foi
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Q3524569 História
Para a social-democracia russa, constituída em partido desde 1903, o capitalismo era uma realidade incontornável. Embora ainda não dominante, era o fator dinâmico por excelência da sociedade russa. Impossível ignorá-lo e desconsiderar as transformações que já provocara na sociedade. Os que se encontravam reunidos nessa tendência apostavam nos operários, e não mais nos camponeses, como principal classe revolucionária, e consideravam que a revolução na Rússia passaria por duas etapas.
(Daniel Aarão Reis Filho, As revoluções russas. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

De acordo com o autor, na primeira etapa
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Q3524568 História
No capítulo “A crise do capitalismo liberal” (Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras), José Jobson Andrade Arruda considera que uma das causas imediatas da crise de 1929 foi
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Q3524567 História
Em 1929, tudo veio abaixo. Com o crack da Bolsa de Nova York a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos e foram à lona com o repatriamento desses mesmos recursos, tão logo a crise se anunciou. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.

(José Jobson de Andrade Arruda, A crise do capitalismo liberal. Em: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha (orgs.). O século XX: O tempo das crises, revoluções, fascismos e guerras)

Nesse contexto, o autor aponta que os Estados Unidos
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Q3524566 História
A década de 1950 foi cheia de guerras de guerrilha no Terceiro Mundo. Curiosamente, foi um movimento relativamente pequeno – sem dúvida menor que a insurgência malaia –, atípico, mas bem-sucedido, que pôs a estratégia da guerrilha nas primeiras páginas do mundo.
O método adotado por seu líder era ativista: um ataque a um quartel do exército em 1953, cadeia, exílio e a invasão do país por uma força guerrilheira que, na segunda tentativa, estabeleceu-se nas montanhas da província mais remota.

(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)

O excerto faz referência à revolução ocorrida
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Q3524565 História
Como iremos compreender o Breve Século XX? Não sabemos o que virá a seguir, nem como será o segundo milênio, embora possamos ter certeza de que ele terá sido moldado pelo Breve Século XX.
(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos. Adaptado)
Hobsbawm compreende o Breve Século XX, considerando
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Q3524562 História
Uma biografia é a evidência mais elementar da profunda conexão entre as esferas pública e privada: somente quando estão articuladas, essas esferas conseguem compor o tecido de uma vida, tornando-a real para sempre. Escrever sobre a vida do nosso país implica questionar os episódios que formam sua trajetória no tempo e ouvir o que eles têm a dizer sobre as coisas públicas, sobre o mundo e o Brasil em que vivemos – para compreendermos os brasileiros que somos e os que deveríamos ou poderíamos ter sido.
A imaginação e a multiplicidade das fontes são dois predicados importantes na composição da biografia.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia)

Para a composição da biografia em referência, as autoras entendem que
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Q3524558 História
Velho medievalista, confesso não conhecer leitura mais atraente do que um cartulário. É que sei aproximadamente o que lhe perguntar. Uma coletânea de inscrições romanas, em contrapartida, me diz pouco. Se com dificuldades consigo lê-las, não sei solicitá-las. Em outros termos, toda investigação histórica supõe, desde seus primeiros passos, que a busca tenha uma direção. Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo fecundo. Supondo, aliás, que ela seja possível.

(Marc Bloch, Apologia da história ou o ofício do historiador, p. 79. Adaptado)

Considerando as reflexões contidas no excerto, está correto afirmar que, para Marc Bloch,
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Q3524555 História
Entre 1822 e 1865, a população era formada por poucos milhares de afro-americanos, sendo que aproximadamente 400 deles eram afro-antilhanos de Barbados que se fixaram em um pequeno centro interiorano.
Em 1847, tornou-se independente da American Colonization Society. Quanto à estrutura política, firmava-se francamente inspirada nas instituições norte-americanas.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O excerto apresenta
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Q3524554 História
Um conjunto de fatores teve um peso decisivo para o processo que deu impulso às lutas de independência no continente africano, no século XX.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Hernandez assinala, como um desses fatores,
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Q3524552 História
Foi com o desempenho de missionários e exploradores que o continente começou a ser efetivamente rasgado. Os primeiros, em especial a partir de 1830, eram anglicanos, metodistas, batistas e presbiterianos, a serviço da Grã-Bretanha, desenvolvendo seus trabalhos na Serra Leoa, na Libéria, na Costa do Ouro e na Nigéria.
Simultaneamente, missionários católicos franceses na bordadura do Senegal, desde 1848, fizeram inúmeros protestos contra o aprisionamento e a escravidão.
É importante destacar que a evangelização cristã, fosse católica ou protestante, tinha três pontos comuns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)
Um desses pontos comuns apontados pela autora consistia em
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Q3524551 História
Enquanto na Alta Idade Média, na Europa cristã, o nível mais frequente tinha sido de 9 a 12 habitantes e o mais baixo de 4 a 5 habitantes por quilômetro quadrado, no fim do século XIII a densidade média era de 20 habitantes por quilômetro quadrado. Portanto, mesmo sem se poder quantificar com maior rigor e precisão a expansão demográfica da Idade Média Central, ela é inegável. Assim, é preciso pensar nas razões desse fenômeno.
(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente. Adaptado)

Para o autor, o fenômeno abordado pelo excerto tem como uma de suas possíveis razões 
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Q3524550 História
No essencial, do ângulo econômico, os séculos IV-X podem ser considerados em bloco. Caracterizou-os aquilo que Renée Doehaerd chamou de “escassez endêmica”.
(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Segundo o autor, “escassez endêmica” pode ser corretamente definida como sendo
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Q3524549 História
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII sem dúvida apresenta uma feição própria, não mais “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-la de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo de Antiguidade Tardia, pois nela teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval.

(Hilário Franco Júnior, A Idade média: nascimento do ocidente)

Segundo Franco Júnior, esses três elementos históricos são
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Q3524546 História
Após a Conferência de Berlim (1885) que definiu a partilha da África entre países europeus, as imagens simpáticas e tranquilizadoras começaram a sombrear. A infância inocente foi substituída pela imagem de subumanos. Desapareceram as belezas naturais dos territórios e das mulheres e crianças negras, substituídas pelos miasmas e outros horrores da selva, barbárie, mesquinharia e atraso.

(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

Segundo Munanga e Gomes, a imagem do continente africano se modifica com o intuito de
Alternativas
Respostas
1261: B
1262: E
1263: A
1264: D
1265: B
1266: D
1267: E
1268: C
1269: A
1270: B
1271: D
1272: A
1273: E
1274: E
1275: C
1276: D
1277: D
1278: E
1279: B
1280: E