Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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(André Burguière apud REVEL, J. História e Historiografia. Exercícios críticos. Curitiba: EdUFPR, 2010.)
Sobre essa importante tendência historiográfica do século XX, é correto afirmar:
(MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. Lisboa: Avante, 1975.)
Sobre a historiografia marxista, é correto afirmar:
I - O Historiador não é juiz do passado, deve apenas narrar o que realmente aconteceu.
II - Há intrínseca interdependência entre o sujeito do conhecimento e seu objeto.
III - A História (res gestae) existe em si, objetivamente, e se oferece por meio dos documentos.
IV - É imprescindível ao historiador a reflexão teórica e filosófica.
Estão corretas as afirmativas
(CAU, H. S. A construção do estado em Moçambique e as relações com o Brasil. Porto Alegre: Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011.)
Em 25 de junho de 1975, após uma guerra de libertação nacional de mais de dez anos, Moçambique conseguiu sua independência de Portugal. São impactos imediatos da independência de Moçambique na África Austral:
(REED, J. Dez dias que abalaram o mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.)
O texto de John Reed aponta para uma característica da Revolução Russa, qual seja, a intensa participação dos trabalhadores. O slogan “Pão, Paz e Terra" sintetiza as principais reinvindicações desses trabalhadores russos no período. Sobre essas reinvindicações, assinale a afirmativa correta.
(PIGANIOL, A. L'Empire Chrétien. Paris: Presses Universitaires de France, 1972.)
As palavras finais da clássica obra de André Piganiol sumarizam uma determinada perspectiva historiográfica para analisar o fim do Império Romano. Tal abordagem se caracteriza por considerar como principal fator explicativo para o problema:
(DICKENS, C. Oliver Twist. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1983.)
As transformações ocorridas nas cidades europeias são símbolos visíveis das mudanças trazidas pela Revolução Industrial. Sobre esse fenômeno, é correto afirmar:
Acerca dos recentes conflitos que envolvem o chamado Estado Islâmico e o passado do Oriente Médio, marque com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.
( ) O Estado Islâmico é amplamente apoiado pelas ricas monarquias do Golfo Pérsico. Isso explica seu êxito militar e a confrontação com o Ocidente.
( ) A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou resolução militar contra o Estado Islâmico. Tropas da OTAN, Rússia e China devem iniciar uma ofensiva contra a organização, objetivando sua derrota militar e eliminação.
( ) Apesar de aparentemente contraditória há vários militantes do Estado islâmico que nasceram e cresceram em estados da Europa e que por diversos motivos se juntaram à causa dos militantes dessa organização.
( ) Para os críticos da atuação do Ocidente no Oriente Médio, o radicalismo e a expansão dos territórios controlados pelo Estado Islâmico dizem respeito parcialmente às políticas de intervenção na região, em especial as recentes intervenções lideradas pelos EUA.
( ) Para analistas de corte mais pró-ocidental, o Estado Islâmico é produto do fanatismo e radicalismo religioso e, portanto, um produto da própria instabilidade crônica da região.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi; tradução Carlos Medeiros. Rio de Janeiro; Zahar, 2005, pp. 17-18; 35.
Baseado nas afirmações de Bauman sobre identidade, identifique a alternativa correta:
I - As identidades na pós-modernidade são líquidas, portanto, fluidas e são identificadas em determinados lugares.
II - As identidades nacionais foram fortalecidas na pós-modernidade pela possibilidade de romperem as fronteiras territoriais;
III - A pós-modernidade possibilitou a dissolução das identidades tradicionais, a começar dos laços identitários nacionais;
IV - A solidez e a segurança das identidades entraram em crise na pós-modernidade, devido dissolver e fragmentar as identificações.
I - No tempo presente ainda ocorrem casos de racismo na África do Sul, mesmo após a oficialização do fim do Apartheid;
II - Foi criado pelo Partido Nacional, em 1948, partido que possuía componentes brancos descendentes de holandeses, antigos colonizadores, e que defendia uma severa segregação racial entre brancos e negros.
III - O Congresso Nacional Africano (CNA), sob a liderança de Nelson Mandela, atuou de forma armada e, posteriormente, pacífica contra o regime;
LANDER, Edgardo. “Ciências Sociais: saberes coloniais e eurocêntricos". LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do Saber eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLASCO, 2005, p. 38.
Os Estudos Culturais e Pós-Coloniais trouxeram algumas alterações no campo da História, entre as quais:
I – Redefiniram o trabalho do historiador nas interpretações, possibilitando novas narrativas a partir de sujeitos subalternos;
II – Entre as alterações pontuais, as narrativas subalternas tornaram-se norteadoras da escrita histórica;
III – Possibilitaram a emergência de múltiplos relatos históricos, ampliando as interpretações eurocêntricas e modernidade;
IV – A emergência de novas epistemes, que descolonizam o pensamento, pois o fim do colonialismo não representou a conclusão da colonialidade.
“Os negros escravizados procuraram sempre que puderam resistir à opressão a eles imposta no interior dos complexos mundos da escravidão. Buscavam nas diversas formas de enfrentamento (...) conquistar aquilo que concebiam como liberdade” (GOMES, Flávio dos Santos. “Em torno dos bumerangues: outras histórias de mocambos na Amazônia colonial” IN: Revista USP: São Paulo (28), Dez-Fev. 1995, p. 41).
Com base nos debates historiográficos sobre os mundos da escravidão e a resistência escrava é possível assinalar que: