Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Considere a frase abaixo.
Marx e Engels afirmam: a história é um processo dinâmico, dialético, no qual cada realidade social traz dentro de si o princípio de sua própria contradição, o que gera a transformação constante na história. (BORGES, Deize S., 1982, p. 36)
Considerando as ideias de Marx e Engels, expressas no texto, a disciplina História deve
Atenção: O texto abaixo refere-se às questões de números 32 e 33.
[...] Gerações inteiras se criaram à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento e devastar a humanidade. Na verdade, mesmo os que não acreditavam que qualquer um dos lados pretendia atacar o outro achavam difícil não ser pessimista, pois a Lei de Murphy é uma das mais poderosas generalizações sobre as questões humanas (Se algo pode dar errado, mais cedo ou mais tarde vai dar). À medida que o tempo passava, mais e mais coisas podiam dar errado, política e tecnologicamente, num confronto nuclear permanente baseado na suposição de que só o medo da “destruição mútua inevitável” (adequadamente expresso na sigla MAD, das iniciai expressas em inglês – mutually assured destruction) impediria um lado ou outro de dar o sempre pronto sinal para o planejado suicídio da civilização, não aconteceu, mas cerca de quarenta anos pareceu uma possibilidade diária.
(HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX. Trad, São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 224)
Com base no conhecimento histórico e no texto, é correto afirmar que
A partir de 1830, há um segundo momento na luta operária: o movimento “cartista”. Os operários ingleses haviam criado a Associação dos Operários, considerada ilegal pelo governo. Dessa associação partiu, em 1837, a publicação da Carta do Povo. Nesta Carta,
Considere o quadro abaixo:
1 |
2 |
3 |
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Estado |
Manutenção do Estado |
Manutenção do Estado, porém sob o controle dos operários e só durante certo tempo |
Abolição do Estado |
Propriedade |
Superação do capitalismo através de reforma |
Extinção da propriedade privada dos meios de produção e criação de formas coletivas de propriedade |
Abolição da propriedade privada |
Capitalismo |
Crítica científica do sistema capitalista para sua extinção |
Extinção da sociedade capitalista |
|
Organização e/ou ação dos trabalhadores |
Trabalhadores organizados em cooperativas autogeridas |
Revolução proletária |
Pequenas comunidades autônomas |
As colunas 1, 2 e 3 do quadro referem-se às principais características das correntes ideológicas que surgiram na Europa, no século XIX, e identificam, respectivamente, as teorias do
Considere o texto:
[...] Em primeiro lugar, os comerciantes precisavam controlar e comercializar toda a produção dos artesãos, com o intuito de reduzir ao mínimo as práticas de desvios dessa produção. Além disso, era do interesse desses comerciantes a maximização da produção através do aumento do número de horas de trabalho e o aumento da velocidade e do ritmo de trabalho. Um terceiro ponto importante era o controle da inovação tecnológica para que ela só pudesse ser aplicada no sentido de acumulação capitalista; e, por último, a fábrica criava uma organização da produção que tornava imprescindível a figura do empresário capitalista.
(DECCA, Edgar. O nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 24. (Coleção Tudo é história))
O autor analisa um momento crucial no estabelecimento do sistema de fábrica, no desenrolar da Revolução Industrial inglesa: a transformação do artesão em operário.
Sobre o assunto, é correto afirmar que
Considere as figuras abaixo.
Figura 1
Escultura de Policleto conhecida como Doríforo (ou homem que carrega a lança, século V a.C.) Os artistas gregos do período clássico procuravam transmitir em suas esculturas valores como ordem, equilíbrio, harmonia, simplicidade.
Figura 2
Além da beleza única de suas proporções, David, esculpido em mármore por Michelangelo, é portador de um importante significado para a compreensão do Renascimento. Michelangelo o idealizou tendo em mente o personagem bíblico que venceu o gigante Golias em um combate entre a inteligência e a força bruta. Desta maneira, o artista expressa o humanismo renascentista como uma vitória da razão sobre as forças cegas da natureza.
(In: AZEVEDO, Gislene e SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2005, p. 56 e 135)
Uma comparação entre as figuras acima permite afirmar que
Considere o texto:
...A Igreja era a maior detentora de terras naquela sociedade essencialmente agrária. Portanto, destacava-se no jogo de concessão e recepção de feudos. Ela controlava as manifestações mais íntimas da vida dos indivíduos: sua consciência através da confissão, sua vida sexual através do casamento, seu tempo através do calendário litúrgico, seu conhecimento através do controle sobre as artes, as festas, o pensamento, seu domínio sobre a própria vida e a própria morte através dos sacramentos (...)
(FRANCO JR, Hilário. A Idade Média e o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 71)
Segundo o texto acima, a Igreja, na Idade Média,
A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural. Esse reconhecimento é importante porque
Leia o fragmento a seguir.
Os livros didáticos produzem a mágica de fazer aparecer e desaparecer os índios na história do Brasil. O que parece mais grave neste procedimento é que, ao jogar os índios no passado, os livros didáticos não preparam os alunos para entenderem a presença dos índios no presente e futuro. E isto acontece, muito embora as crianças sejam cotidianamente bombardeadas pelos meios de comunicação com informações sobre os índios hoje. Deste modo, elas não são preparadas para enfrentar uma sociedade pluriétnica, onde os índios, parte de nosso presente e também de nosso futuro, enfrentam problemas que são vivenciados por outras parcelas da sociedade brasileira. |
GRUPIONI, L. D. Imagens contraditórias e fragmentadas: sobre o lugar dos índios nos
livros didáticos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v.77, p.422-37,
1996. p.425.
O texto apresentado critica o ensino que cristaliza a história e as culturas indígenas no passado e reforça a importância de se trabalhar essa temática também na história recente e do tempo presente. Buscando superar essa lacuna em sala de aula, um professor pode analisar com seus alunos, entre as diversas questões envolvendo povos indígenas atualmente no Brasil,
Leia o fragmento.
Nós, que sobrevivemos aos Campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma ideia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras. |
LEVI, Primo. Apud HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 11.
O texto de Primo Levi (1919/1987), sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, levanta importante questão para a escrita da história:
Leia o fragmento a seguir.
Justamente agora que a nação alemã está em colapso, espezinhada por todo mundo, é que mais se faz necessária aquela confiança em si mesma. Essa confiança deve ser cultivada na juventude, desde a meninice. Toda a sua educação, todo o seu treinamento devem ser dirigidos no sentido de dar-lhe a convicção da sua superioridade. Certa da sua força e da sua habilidade, a mocidade deve readquirir a fé na invencibilidade da sua nação. |
HITLER, Adolf. Minha luta. 8a. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1962. p. 253-260.
Em 2016, o livro Minha luta, escrito por Adolf Hitler, entrou em domínio público, o que tem gerado preocupação em relação à propagação de seu conteúdo por grupos neofascistas. Contudo, a leitura contextualizada e crítica da obra permite ao historiador analisar aspectos do discurso nazista. Dentro desta perspectiva, o trecho destacado indica a ideologia que orientou a
Analise as imagens a seguir.
PICASSO, P. Autorretrato (1905),. Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/ noticia/2014/01/20/1076200/cubismo-autorretrato-pablo-picasso.html#>. Acesso em: 4 maio de 2016.
MÁSCARA FANG. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/influenciaafro- a-arte-africana-e-o-cubismo.htm>. Acesso em: 4 maio de 2016.
Ao comparar as duas imagens, percebe-se que a arte tradicional africana, mais precisamente as máscaras ritualísticas de Fang, entre máscaras de outras etnias, inspirou Pablo Picasso e o advento de sua obra cubista. O pintor modernista europeu aproximou-se da arte tradicional africana ao
Leia o fragmento a seguir.
Tudo o que foi possível saber de M.J., 29 anos, branca, brasileira, casada, provém de sucintas observações anotadas em sua ficha de observação. Internada na Casa de Saúde Dr. Eiras em 27 de maio de 1896, foi submetida a observação do Dr. Vicente Maia. Os principais sintomas de sua doença foram buscados pelo psiquiatra nos “antecedentes pessoais” da paciente. Revelando uma “vivacidade precoce”, durante a infância, apresentou sensíveis melhoras do estado psicopático depois de ter se casado, revelando “extrema dedicação ao marido”, ao qual, contudo, repudiaria mais tarde, abandonando o “lar doméstico” e entregando-se “sucessivamente a três homens de baixa classe”. |
ENGEL, Magali. Psiquiatria e feminilidade. In: DEL PRIORE, Mary (Org.) & BASSANEZI, Carla (coord. de textos). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto/Ed. UNESP, 1997. p. 323. [Adaptado].
No final do século XIX, o discurso médico direciona-se para a mulher, inclusive no Brasil. O caso destacado, a partir das observações médicas e do diagnóstico clínico, indica a
Analise as imagens a seguir.
MELO, F. A. de F. e Martírio de Tiradentes (1893). Óleo sobre tela. Disponível em:<http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/galeria26/g26a005g.jpg>.
WASTH J. A. Alferes Joaquim José da Silva Xavier (1940), o Tiradentes. Óleo sobre tela Rodrigues.
Disponível em: <http://www.museuhistoriconacional.com.br/images/e330n-04g.jpg>. Acesso em: 4 maio 2016.
Ao analisar a construção da representação heroica de Tiradentes, um professor realiza em sala a comparação didática dos dois documentos visuais. Tal comparação revela uma relação de:
Leia o fragmento a seguir.
Razão tinham os antigos quando estabeleceram os juízos dos mortos; porque necessário é que desapareçam o homem da superfície da terra para que se lhe faça justiça, para que com imparcialidade se julgue os seus atos. Pairam ainda por algum tempo em derredor dos túmulos o espectro das paixões e releva que se haja ele ausentado para que sua final sentença profira a história. |
OLIVEIRA, M. da G., Brasileiros ilustres no tribunal da posteridade. Varia Historia, v. 26, n. 43, jan./jun. 2010, p. 295.
O texto, que se refere ao projeto historiográfico do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil no século XIX, apresenta uma concepção em que a escrita da história é foro de
Leia o fragmento a seguir.
As duas raças, latina e saxônia, neste país, hão de produzir alguma coisa melhor [...] quero ir gradualmente, isto é, trazendo o estrangeiro precipitadamente para a província de São Paulo, porque eu, primeiro que tudo, sou paulista. Venha, pois, o estrangeiro, sr. presidente, façamos tudo quanto estiver ao nosso alcance para chamá-lo, e mais tarde teremos a restauração de nossos foros. |
AZEVEDO, Célia Maria Marinho de. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século XIX. São Paulo: Annablume, 2004. p. 121.
Com este discurso, o deputado Aguiar Witaker saudou a chegada de imigrantes ao seu estado, em 1869. Da fala do deputado depreende-se a
Leia os fragmentos a seguir.
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50$000 DE GRATIFICAÇÃO Fugio huma escrava de nome Benedita altura baixa, cor de formiga com dois dentes tirados na frente, com nica cicatriz debaixo do queixo e com um dedo da mão direita aleijado por ter soffrido de um panarisço, quem della der noticia pegalla, metella na cadeia, ou entregala nesta cidade ao Sr. Antonio Francisco Ribeiro, será gratificado com a quantia acima. ATTENÇÃO Vende-se para o mato uma preta da costa de idade de quarenta e tantos annos, muito sadia e bastante robusta, sebe bem lavar e cozinhar o diário de uma casa, vende-se em conta por haver precisão, NO BECO lARGO, N. 2. |
FREYRE, Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. São Paulo: Global, 2010. p. 85 e 91.
Os anúncios de jornais apresentados podem ser trabalhados como documentos históricos em sala de aula. No entanto, o professor deve ser cauteloso ao proceder a análise documental, buscando não usar as fontes como mera descrição do real. Um exemplo dessa precaução é:
Analise a imagem a seguir.
DEBRET, J. B. Coleta de esmolas para a Igreja do Rosário, 1828. Disponível em: <http://www.turismo-rs.com/imagens/irmandade-negra.jpg>. Acesso em: 4 maio 2016.
Parte dos livros didáticos de história privilegiam obras de Debret que representam o trabalho escravo e a violência sofrida por eles. Contudo, o artista francês também representou aspectos da cultura dos africanos e dos afrodescendentes na América portuguesa, como as irmandades. A representação da irmandade indica que ela se constituía como um espaço de:
Leia o fragmento a seguir.
Houve informação que o réu falando no Paraíso Terrenal afirmou que estava no Brasil, no meio das serranias; afirmou que Deus criara o mundo no Brasil; afirmou que Adão que significa vermelho era como o gentio do Brasil e de lá se passara a pé enxuto para Jerusalém e hoje se conservavam os vestígios das passadas junto à Bahia; afirmou que a língua portuguesa, correta e pura, há de ser a que se há de falar no Quinto Império dos portugueses que está próximo e há de ser no Brasil no lugar do Paraíso Terrenal e que há de ser de judeus. |
Acusações a Pedro Rattes Hannequin, português cristão velho que viveu por vinte anos nas Minas do Brasil, garroteado no Auto da Fé de 21/06/1744 em Lisboa. Apud DINES, Alberto. Vínculos do Fogo: Antônio José da Silva, o Judeu, e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil. v. 1, São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 14. [Adaptado].
A cosmologia de Pedro Rattes Hannequim foi condenada pela Igreja, no século XVIII, porque
Leia o fragmento a seguir.
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Mães, filhas, irmãs, mulheres representantes da nação reivindicam constituir-se em uma assembleia nacional. Considerando que a ignorância, o menosprezo e a ofensa aos direitos da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção no governo, resolvem expor em uma declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher. [...] Artigo 1º A mulher nasce livre e tem os mesmos direitos do homem. As distinções sociais só podem ser baseadas no interesse comum. Artigo 2º O objeto de toda associação política é a conservação dos direitos imprescritíveis da mulher e do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e, sobretudo, a resistência à opressão. |
Disponível em: <http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9-1919/declaracao-dos-direitos-da-mulher-e-da-cidada-1791.html >. Acesso em: 4 maio 2016.
Este documento foi proposto à Assembleia Nacional da França, durante a Revolução Francesa (1789-1799) por Olympe de Gouges (1748-1793). A sua formulação