Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Segundo os historiadores Enrique Serra Padrós e Fábio Azambuja Marçal: “[...] a Revolução Cubana recolocou o temor da lógica da Guerra Fria no continente americano. Tal situação exigiu uma reavaliação do papel das fronteiras nacionais, por parte da Doutrina de Segurança Nacional, gerando uma importante inversão: diante da ameaça interna, as fronteiras políticas, nacionais e territoriais deviam subordinar-se ao princípio das 'fronteiras ideológicas'; quer dizer, aquelas que deviam registrar a separação entre territórios ameaçados pela contaminação 'subversiva' e comunista. Ou seja, diante da ameaça subversiva, as fronteiras de outros países não podiam funcionar como barreira de proteção para uma oposição organizada a partir do exílio.” PADRÓS, Enrique Serra; MARÇAL, Fábio Azambuja. O Rio Grande do Sul no cenário da coordenação repressiva da segurança nacional. In: PADRÓS, Enrique Serra; BARBOSA, Vânia M.; LOPEZ, Vanessa A.; FERNANDES, Ananda S. (Org). A ditadura de segurança nacional no Rio Grande do Sul (1964 – 1985): história e memória. (volume 3.) Porto Alegre: Corag, 2009. p. 36-37.
Qual das ações repressivas mencionadas a seguir foi baseada pelas ideias expostas anteriormente?
A história do Brasil é marcada por um longo período de escravização, principalmente de pessoas aprisionadas em diversas regiões do continente africano e seus descendentes, regime que durou oficialmente até 1888, embora se encontre registros de escravos em períodos posteriores.
A respeito da escravização de africanos e seus descendentes no Rio Grande do Sul, é CORRETO afirmar que:
O fim do período absolutista ficou conhecido como:
No ano de 1961, em plena guerra fria, ocorreu um fato histórico muito importante, qual fato foi esse?
Na historiografia encontra-se com alguma frequência o termo “república oligárquica” usado para designar, na história do Brasil, o período
Após a abolição da escravidão, boa parte da população negra no Brasil continuou marginalizada social, política e economicamente. Apesar de a Constituição de 1891 atestar que todos eram iguais perante a lei, durante a Primeira República,
A solidariedade internacional aos processos de independência na África e o combate à desigualdade racial foram algumas das bandeiras do movimento pan-africanista que, após a II Guerra, viveu um marco institucional importante, a saber,
A respeito das populações nativas que conquistadores espanhóis e portugueses encontraram ao chegarem à América do Sul, é correto afirmar que
Um dos legados da antiguidade grega presente no mundo ocidental é a noção de democracia. A democracia que vigorou em Atenas, tinha, entre seus princípios,
Nos cursos de História tem sido cada vez mais recorrente o uso de imagens, como fotografias, filmes, gravuras, iconografia, charges etc. Estas costumam ser muito bem recebidas pelos alunos, atraídos por essas linguagens e constantemente expostos aos estímulos visuais das mídias. Quando o professor de História se serve de uma imagem como documento histórico, deve tomar alguns cuidados metodológicos, tal como
Considere a frase abaixo.
Marx e Engels afirmam: a história é um processo dinâmico, dialético, no qual cada realidade social traz dentro de si o princípio de sua própria contradição, o que gera a transformação constante na história. (BORGES, Deize S., 1982, p. 36)
Considerando as ideias de Marx e Engels, expressas no texto, a disciplina História deve
Atenção: O texto abaixo refere-se às questões de números 32 e 33.
[...] Gerações inteiras se criaram à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento e devastar a humanidade. Na verdade, mesmo os que não acreditavam que qualquer um dos lados pretendia atacar o outro achavam difícil não ser pessimista, pois a Lei de Murphy é uma das mais poderosas generalizações sobre as questões humanas (Se algo pode dar errado, mais cedo ou mais tarde vai dar). À medida que o tempo passava, mais e mais coisas podiam dar errado, política e tecnologicamente, num confronto nuclear permanente baseado na suposição de que só o medo da “destruição mútua inevitável” (adequadamente expresso na sigla MAD, das iniciai expressas em inglês – mutually assured destruction) impediria um lado ou outro de dar o sempre pronto sinal para o planejado suicídio da civilização, não aconteceu, mas cerca de quarenta anos pareceu uma possibilidade diária.
(HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX. Trad, São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 224)
Com base no conhecimento histórico e no texto, é correto afirmar que
A partir de 1830, há um segundo momento na luta operária: o movimento “cartista”. Os operários ingleses haviam criado a Associação dos Operários, considerada ilegal pelo governo. Dessa associação partiu, em 1837, a publicação da Carta do Povo. Nesta Carta,
Considere o quadro abaixo:
1 |
2 |
3 |
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Estado |
Manutenção do Estado |
Manutenção do Estado, porém sob o controle dos operários e só durante certo tempo |
Abolição do Estado |
Propriedade |
Superação do capitalismo através de reforma |
Extinção da propriedade privada dos meios de produção e criação de formas coletivas de propriedade |
Abolição da propriedade privada |
Capitalismo |
Crítica científica do sistema capitalista para sua extinção |
Extinção da sociedade capitalista |
|
Organização e/ou ação dos trabalhadores |
Trabalhadores organizados em cooperativas autogeridas |
Revolução proletária |
Pequenas comunidades autônomas |
As colunas 1, 2 e 3 do quadro referem-se às principais características das correntes ideológicas que surgiram na Europa, no século XIX, e identificam, respectivamente, as teorias do
Considere o texto:
[...] Em primeiro lugar, os comerciantes precisavam controlar e comercializar toda a produção dos artesãos, com o intuito de reduzir ao mínimo as práticas de desvios dessa produção. Além disso, era do interesse desses comerciantes a maximização da produção através do aumento do número de horas de trabalho e o aumento da velocidade e do ritmo de trabalho. Um terceiro ponto importante era o controle da inovação tecnológica para que ela só pudesse ser aplicada no sentido de acumulação capitalista; e, por último, a fábrica criava uma organização da produção que tornava imprescindível a figura do empresário capitalista.
(DECCA, Edgar. O nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 24. (Coleção Tudo é história))
O autor analisa um momento crucial no estabelecimento do sistema de fábrica, no desenrolar da Revolução Industrial inglesa: a transformação do artesão em operário.
Sobre o assunto, é correto afirmar que
Considere as figuras abaixo.
Figura 1
Escultura de Policleto conhecida como Doríforo (ou homem que carrega a lança, século V a.C.) Os artistas gregos do período clássico procuravam transmitir em suas esculturas valores como ordem, equilíbrio, harmonia, simplicidade.
Figura 2
Além da beleza única de suas proporções, David, esculpido em mármore por Michelangelo, é portador de um importante significado para a compreensão do Renascimento. Michelangelo o idealizou tendo em mente o personagem bíblico que venceu o gigante Golias em um combate entre a inteligência e a força bruta. Desta maneira, o artista expressa o humanismo renascentista como uma vitória da razão sobre as forças cegas da natureza.
(In: AZEVEDO, Gislene e SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2005, p. 56 e 135)
Uma comparação entre as figuras acima permite afirmar que
Considere o texto:
...A Igreja era a maior detentora de terras naquela sociedade essencialmente agrária. Portanto, destacava-se no jogo de concessão e recepção de feudos. Ela controlava as manifestações mais íntimas da vida dos indivíduos: sua consciência através da confissão, sua vida sexual através do casamento, seu tempo através do calendário litúrgico, seu conhecimento através do controle sobre as artes, as festas, o pensamento, seu domínio sobre a própria vida e a própria morte através dos sacramentos (...)
(FRANCO JR, Hilário. A Idade Média e o nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 71)
Segundo o texto acima, a Igreja, na Idade Média,
A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural. Esse reconhecimento é importante porque
Leia o fragmento a seguir.
Os livros didáticos produzem a mágica de fazer aparecer e desaparecer os índios na história do Brasil. O que parece mais grave neste procedimento é que, ao jogar os índios no passado, os livros didáticos não preparam os alunos para entenderem a presença dos índios no presente e futuro. E isto acontece, muito embora as crianças sejam cotidianamente bombardeadas pelos meios de comunicação com informações sobre os índios hoje. Deste modo, elas não são preparadas para enfrentar uma sociedade pluriétnica, onde os índios, parte de nosso presente e também de nosso futuro, enfrentam problemas que são vivenciados por outras parcelas da sociedade brasileira. |
GRUPIONI, L. D. Imagens contraditórias e fragmentadas: sobre o lugar dos índios nos
livros didáticos. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Brasília, v.77, p.422-37,
1996. p.425.
O texto apresentado critica o ensino que cristaliza a história e as culturas indígenas no passado e reforça a importância de se trabalhar essa temática também na história recente e do tempo presente. Buscando superar essa lacuna em sala de aula, um professor pode analisar com seus alunos, entre as diversas questões envolvendo povos indígenas atualmente no Brasil,
Leia o fragmento.
Nós, que sobrevivemos aos Campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma ideia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras. |
LEVI, Primo. Apud HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 11.
O texto de Primo Levi (1919/1987), sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, levanta importante questão para a escrita da história: