Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
Foram encontradas 10.297 questões
“Tive a sorte de lecionar em uma faculdade que proporcionava proteção interna e espontânea contra as pressões externas da Guerra Fria. No entanto, a situação acadêmica não era boa. Tanto quanto eu podia saber, todos os comunistas que haviam sido nomeados para cargos acadêmicos antes do verão de 1948 permaneceram em seus lugares e tampouco houve tentativas de demiti-los. Por outro lado, pelo que eu soube, nenhum comunista conhecido foi nomeado para cargos em universidades durante cerca de dez anos a partir de 1948, tampouco foram promovidos, se já estivessem em posição docente”.
(HOBSBAWM, E. Tempos interessantes: uma vida no século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 206).
No excerto, o autor, ao tratar do contexto da Guerra Fria, faz uma referência:
“[Esta foi] de longe a maior de todas as revoluções da década de 1970, e que entrará para a história como uma das grandes revoluções sociais do século XX (...) a novidade dessa revolução era ideológica”.
(HOBSBAWM, E. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 440).
A revolução mencionada pelo autor é:
“Um inglês que não se sinta cheio de estima e admiração pela maneira sublime com que está agora se efetuando uma das mais importantes revoluções que o mundo jamais viu deve estar morto para todos os sentidos da virtude e da liberdade; nenhum de meus patrícios que tenham tido a sorte de presenciar as ocorrências dos últimos três dias nesta grande cidade fará mais que testemunhar que minha linguagem não é hiperbólica”.
(The Morning Post (21 de julho de 1789) sobre a queda da Bastilha. In: HOBSBAWM, E. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 71).
Sobre a tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789:
Vivemos sob uma forma de governo que não se baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário, servimos de modelo a alguns ao invés de imitar outros. Seu nome é democracia, pois a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.
(Trecho do discurso de Péricles, século V a. C. In: TUCÍDIDES. A guerra do Peloponeso. Adaptado).
Por esse discurso, é possível afirmar que o autor:
“O que hoje é o árido, quente e inóspito deserto do Saara, no norte da África, era uma região de savanas e pradarias com alguns bosques, lar de caçadores e coletores que viviam de vários animais e plantas, sustentados por lagos permanentes e muita chuva.
Era assim numa época entre 5 mil e 10 mil anos atrás - período conhecido como do “Saara verde” ou “Saara úmido”. É difícil imaginar que o maior deserto quente do mundo, que tem uma precipitação anual entre 35 e 100 milímetros de chuva, recebia chuvas 20 vezes mais intensas há alguns milhares de anos”.
(MARQUES, William. Como era o Saara antes de se tornar o maior deserto do planeta. 2017. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ geral-39374825. Acesso em: 28 nov. 2018).
O trecho acima, extraído de uma reportagem da BBC Brasil, descreve um Saara verde que se desertifica posteriormente. Tal processo se relaciona com
“(...) confiando neste direito, e pela honra e defesa de sua Igreja, em nome de Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, pelo teu poder e autoridade, eu deponho o Rei Henrique, filho do Imperador Henrique, que se rebelou contra a tua Igreja com audácia inaudita, do governo sobre todo o reino da Alemanha e Itália, e desobrigo todos os homens cristãos da fidelidade que juraram ou possam jurar a ele, e proíbo qualquer um de servi-lo como rei. Assim fica demonstrado que aquele que ousa diminuir a glória de tua Igreja perde a glória que parece ter” (Gregório VII).
O trecho de texto atribuído ao papa Gregório VII (editado em: PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo: Unesp, 1999. p. 132), refere-se ao ato pelo qual esse Papa depõe o rei Henrique IV, em 1076. O episódio serve de indicativo para uma das bases fundamentais do poder da Igreja medieval. Marque a alternativa que a descreve:
Historicamente, para Hobsbawm, as dificuldades para a implantação de uma indústria de bens de capital, no caso da Inglaterra, foram superadas à medida que:
Henry Ford revolucionou o sistema de trabalho industrial, em 1913, ao introduzir a linha de montagem na fabricação dos primeiros Model Ts, em Louisville, Estados Unidos.

Interior da fábrica Ford, em Louisville, USA.
Sobre esta nova modalidade de produção industrial, conhecida como "fordismo", assinale a afirmativa incorreta.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, o artista alemão Otto Dix (1891-1969) alistou-se voluntariamente no exército. Ao fim, sua arte seria profundamente afetada pelas experiências do conflito, como exemplificado na imagem a seguir.

Otto Dix, 45% pronto para o trabalho. 1920.
Nessa obra, o artista
Na Pensilvânia (EUA), os meninos que trabalhavam nas minas de carvão eram frequentemente chamados de Breaker Boys.

Crianças nas minas de Ewen Breaker, 1911. Pensilvânia. USA.
Sobre o trabalho infantil durante a Revolução Industrial, assinale a afirmativa correta.
A caricatura a seguir, é de 1789 e retrata a batalha entre os revolucionários, vencedores na tomada da Bastilha, e uma hidra monstruosa, com cabeças de reis e cardeais.

A Hidra Aristocrática, Gravura de autor anônimo, c. 1789
A partir da imagem, assinale a opção que caracteriza corretamente como o processo revolucionário é apresentado na caricatura.
Leia o trecho a seguir.
O que as monarquias do século XVII pretendiam não era tanto a centralização, mas o fortalecimento das suas dinastias, a imposição do princípio de autoridade sobre seus súditos considerados pouco obedientes e pouco cumpridores de suas obrigações, especialmente em matéria fiscal e na reputação na cena internacional, reputação essa considerada impossível sem um exército vitorioso e temível.
PUJOL, Xavier Gil. Centralismo e Localismo? In Penélope.
Fazer e Desfazer a História, nº 06, Lisboa, 1991.
De acordo com o trecho acima, a autoridade régia das monarquias europeias do século XVII caracterizava-se pelo(a)
Após a Restauração, em 1660, o líder da Revolução Puritana, Oliver Cromwell (1599-1658), teve seu corpo exumado e publicamente enforcado. Simultaneamente amado e odiado, Cromwell foi visto, por alguns, como figura revolucionária, libertador do absolutismo de Carlos I Stuart, e, por outros, como um fanático religioso, um regicida signatário da sentença de morte do rei e, por isso, a encarnação do próprio "diabo", como representado na imagem a seguir.

O Conselho do Gabinete do Diabo descoberto, 1660
A demonização de Cromwell e da República, feita pela nobreza inglesa do período da Restauração, visava criticar