Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Texto II: “A possibilidade de ocorrência de poluição acidental por eventos não previstos, como derramamentos, vazamentos e emanações não controladas, assim como a contaminação ambiental por lançamentos industriais de gazes, material particulado, efluentes líquidos e resíduos sólidos, é particularmente crítica nas áreas que combinam indústria e baixa prevenção.”
JURAS, I. da A.G.M. Os impactos da indústria no meio ambiente. Brasília: Consultoria Legislativa, 2015, p. 51.
Os dois fragmentos de texto descrevem duas realidades, separadas por séculos, dos possíveis impactos gerados pelas Revoluções Industriais: o primeiro texto descreve uma das mais importantes cidades industriais inglesas impactada pela industrialização, o segundo texto trata dos riscos cada vez maiores dos acidentes ambientais. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XVIII, apresentou ao mundo uma nova forma de fabricar produtos, levando as unidades fabris a demandarem cada vez mais recursos naturais para produzir bens de consumo. É fato também que o planeta Terra está passando por mudanças ambientais importantes. Pode-se afirmar corretamente acerca dos impactos econômicos, sociais e ambientais promovidos pela Revolução Industrial inglesa que o:|
“O Egito faraônico não somente representa o primeiro reino unificado historicamente conhecido, como também a mais longa experiência humana documentada de continuidade política e cultural. Mesmo não incluindo o período greco-romano - embora os monarcas helenísticos e os imperadores de Roma tenham figurado como 'faraós' em monumentos egípcios -, a história do Antigo Egito se estende por uns dois mil e setecentos anos, de aproximadamente 3000 a.C. até 332 a.C. (...)Tal história conheceu, é verdade, fases de descentralização, anarquia e domínio estrangeiro mas, durante estes longos séculos, o Egito constituiu uma mesma entidade política reconhecível.”
CARDOSO, Ciro Flamarion Santana. O Egito Antigo. Brasiliense, 6ª edição. SP. 1987. p.7
O fragmento de texto descreve, de forma resumida,
sobre a longevidade histórica da civilização egípcia.
Em relação às características do Egito Antigo é
correto afirmar:
A respeitos dos eventos históricos descritos no enunciado, assinale a alternativa correta.
( ) Discute-se muito a existência de uma diferenciação social dos "sambaquianos". Como em qualquer sociedade, devia haver tarefas específicas de cada sexo. Por exemplo, a ossificação do ouvido interno observada nos esqueletos de sexo masculino, sugere que aos homens eram reservadas as tarefas que demandavam mergulho frequente. ( ) Os "homens dos sambaquis" tinham um aspecto físico bastante diferente da população de Lagoa Santa. Completamente mongolizados - como as populações indígenas modernas, possuíam crânios mais largos que os lagoassantenses. ( ) Uma única leva imigratória humana chegou à América há 70 mil anos e dela descendem as populações indígenas brasileiras atuais, incluindo os sambaquis.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
“Grande parte desse monopólio Inglês devia-se simplesmente a solidão do pioneiro, soberano de tudo quanto ocupa por causa da ausência de outros ocupantes. Ao se industrializarem os demais países, o monopólio findou automaticamente” (HOBSBAWM, E. J, 1979).
A Revolução Industrial trouxe consequências sociais que mudaram os rumos da história. Diante disto, assinale a alternativa correta.
I. No seu aspecto econômico, a crise derivava da exploração agrícola predatória e extensiva que fora típica do feudalismo. II. De fato, na época de expansão, o aumento da produção fora conseguido mais com a ampliação da área cultivável, do que com a utilização de tecnologia mais avançada. III. Quando em algumas regiões o cultivo de cereais precisou crescer, roubando terras da pecuária, a médio prazo a produtividade baixou devido à menor disponibilidade de esterco. E, naturalmente, caiu a produção de carne, leite e derivados.
De acordo com o texto acima, o sistema econômico feudal era ultrapassado e vinha causando discussões entre os intelectuais da época. A respeito desse sistema, que é uma forma de organização política, social e econômica, assinale a alternativa incorreta.
O que é ideologia?
A propriedade privada no sistema capitalista se baseia na propriedade privada dos meios de produção e circulação das riquezas, no trabalho assalariado e na liberdade de mercado. No capitalismo, as pessoas podem ser proprietários de fazendas, indústrias, bancos, etc. (esses são os meios de produção e circulação das riquezas). O Brasil é um país capitalista. A concepção de trabalho no capitalismo, os donos dos meios de produção vendem suas mercadorias visando lucro. Para produzir essas mercadorias, porém, eles dependem dos trabalhadores, que não têm a propriedade dos meios de produção e recebem um salário por seu trabalho (CHAUI, 1981).
Foi nesse contexto que teve início, em 1947, a Guerra Fria. A respeito do período citado, assinale a alternativa correta.
A primeira tarefa do regime jacobino foi mobilizar o apoio da massa contra a dissidência dos notáveis e girondinos provincianos e preservar o já mobilizado apoio da massa dos sansculottes de Paris, algumas de cujas exigências por um esforço de guerra revolucionário – recrutamento geral (o levée en masse), terrorismo contra os “traidores” e controle geral dos preços (o “maximum”) – coincidiam de qualquer forma com o senso comum jacobino, embora suas outras exigências viessem a se mostrar problemáticas. Uma nova constituição foi proclamada.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções. Adaptado)
A Constituição francesa de 1793Quase que simultaneamente, a revolução explodiu e venceu (temporariamente) na França, em toda a Itália, nos Estados alemães, na maior parte do império dos Habsburgo e na Suíça. De forma menos aguda, a intranquilidade também afetou a Espanha, a Dinamarca e a Romênia; de forma esporádica, a Irlanda, a Grécia e a Grã-Bretanha. Nunca houve nada tão próximo da revolução mundial com que sonhavam os insurretos do que esta conflagração espontânea e geral, que conclui a era analisada neste livro. O que em 1789 fora o levante de uma só nação era agora, assim parecia, “a primavera dos povos” de todo um continente
(Eric Hobsbawm. Era das revoluções)
O excerto apresentaCogitada para solucionar as desavenças em torno do Congo, disputado pelo rei Leopoldo, a título particular, por Stanley, seu funcionário, e Savorgnan de Brazza, em nome da França, a conferência de Berlim foi, na verdade, organizada por um Bismarck que queria conformar seu próprio papel de árbitro nos conflitos internacionais, mas também participar, doravante, dos despojos.
(Marc Ferro, História das colonizações:
das conquistas às independências, séculos XIII a XX)
Entre os resultados dessa conferência,
Contudo, se a tradição de revolução social no estilo de Outubro de 1917 – ou mesmo, como alguns diziam, a tradição original de revolução no estilo dos jacobinos franceses de 1793 – se exauria, continuava existindo a instabilidade social e política que gerava revoluções. O vulcão não deixava de estar ativo. À medida que a Era de Ouro do capitalismo mundial chegava ao fim, no início da década de 1970, uma nova onda de revolução varria grandes partes do mundo, seguida na década de 1980 pela crise dos sistemas comunistas ocidentais, que levou ao seu colapso em 1989.
Embora ocorressem esmagadoramente no Terceiro Mundo, as revoluções da década de 1970 formaram um conjunto geográfica e politicamente mal distribuído.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)
Um exemplo de revolução da década de 1970 foiA síntese histórica que naturalmente ocorreu foi o feudalismo. A catastrófica colisão dos dois modos anteriores em dissolução – o primitivo e o antigo – produziu a ordem feudal que se disseminou por toda Europa medieval.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)
Para Anderson, o feudalismo ocidental origina-seEm 21 de março de 1916, era lançado na Bahia um requerimento ao presidente Venceslau Brás pedindo a abolição dos festejos de Tuiuti e Riachuelo. O texto do requerimento, aqui reproduzido em parte, é o seguinte:
Há mais de nove lustros que o Paraguai e o Brasil mantêm os mais amistosos desígnios nas suas relações internacionais. Relembrar, portanto, em meio de públicas solenidades os atos de guerra havidos entre os dois povos irmãos [...] ofende aos intuitos e destoa dos ditames de uma sã política racional orientada para a confraternização dos povos [...] E, considerando um nobilíssimo dever cívico render homenagens aos que no passado souberam amar e sentir a Pátria Brasileira, quer nos campos de batalha, quer nas outras esferas da atividade humana, pedimos designe o Governo da República um dia para que anualmente se prestem, em todos os recantos do País, públicos preitos de amor e gratidão aos que, na paz e na guerra, honraram o nome brasileiro. Para esse dia de culto cívico lembramos o 26 de janeiro, aniversário da “capitulação da Campina do Taborda”, glorioso epílogo da luta defensiva sustentada durante 24 anos, em prol da integridade do pátrio território, pelos guerreiros heroicos do indígena Felippe Camarão, do negro Henriques Dias e dos brancos André Vidal e Fernandes Vieira.
[Francisco Alambert, O Brasil no espelho do Paraguai. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]
O requerimento revela que seus autores objetivam
Ele foi um dos primeiros historiadores, em seu livro Formação do Brasil contemporâneo (1942), que se voltou para o estudo da massa de homens livres na sociedade colonial e trata de sua inserção ambígua no sistema produtivo escravista. Marxista dado a interpretações concretas e específicas, apontou este setor dos homens livres como um grupo social que, em princípio, estava fora do sistema produtivo dominante. Somente no dia em que estivesse integrado na sociedade é que se poderia considerar consumado o processo de formação do país.
[Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]
O texto apresenta
Na obra O queijo e os vermes, Carlo Ginzburg retoma a discussão sobre a relação entre a cultura das classes subalternas e das classes dominantes.
(Flávio Berutti e Adhemar Marques,
Ensinar e aprender história. Adaptado)
O historiador italiano
À primeira vista, quando se fala em patrimônio histórico, há uma imediata associação da palavra a monumentos e edifícios antigos. Assim, o senso comum relaciona a expressão patrimônio histórico a prédios, monumentos e outras edificações de notável valor histórico-arquitetônico que, pelo seu caráter de excepcionalidade, devem ser preservados. Isso se deve, em grande medida, à primeira legislação patrimonial do país, o Decreto-lei nº 25/37, ainda em vigor, que, em seu art. 1º , explicita o conceito de “patrimônio histórico e artístico”:
Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da História do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
[Ricardo Oriá, Memória e ensino de História.
Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
Segundo Ricardo Oriá, essa política preservacionista teve como efeito
A história faz-se com documentos escritos, sem dúvida. Quando estes existem. Mas pode fazer-se, deve fazer-se sem documentos escritos, quando não existem. Com tudo o que a habilidade do historiador lhe permite utilizar para fabricar o seu mel, na falta das flores habituais. Logo, com palavras. Signos. Paisagens e telhas. Com as formas do campo e das ervas daninhas. Com eclipses da lua e a atrelagem dos cavalos de tiro. Com os exames de pedras feitas pelos químicos. Numa palavra, com tudo o que, pertencendo ao homem, depende do homem, serve o homem. Exprime o homem, demonstra a presença, a atividade, os gostos e a maneira de ser do homem.
(Lucien Febvre apud Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história)
O excerto mostra a produção historiográfica