Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Conforme o historiador britânico Charles Boxer “(...) Os impulsos fundamentais por trás do que se conhece como a ‘Era dos Descobrimentos’ sem dúvida surgiram de uma mistura de fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos, é claro que nem sempre dosados nas mesmas proporções. (...)”.
BOXER, Charles. O império marítimo português. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
Dessa forma, os motivos principais que antecederam e inspiraram comerciantes, nobres e reis portugueses a expansão ultramarina, foram:
O Iluminismo foi um movimento intelectual que predominou no pensamento ocidental no século XVIII, abarcando tanto a filosofia quanto as ciências sociais e naturais, a educação e a tecnologia. Para o historiador Eric Hobsbawm, o iluminismo significou a “convicção no progresso do conhecimento humano, na racionalidade, na riqueza e no controle sobre a natureza” e “derivou sua força do evidente progresso da produção, do progresso e da racionalidade econômica e científica que se acreditava estar relacionada a ambos (2012, p. 47) ”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções, 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
Influenciados pela revolução científica do século XVII, principalmente pelo racionalismo e pelo cientificismo de Descartes, os pensadores iluministas propagandeavam críticas às estruturas do Antigo Regime, baseados em ideias racionais, exceto:
Conforme o historiador francês Jean Delumeau, o período entre os séculos XIV e XVI foi marcado por uma grande crise religiosa na Europa. A Igreja Católica se viu acossada por uma série de movimentos religiosos dissidentes, conhecidos como reformas protestantes. A resposta da instituição foi, também, um conjunto de mudanças denominadas como reforma católica ou contrarreforma.
DELUMEAU, Jean. A Reforma: por quê? São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1989.
São aspectos presentes na dinâmica das reformas religiosas da Europa moderna, exceto:
De acordo com Perry Anderson “a vassalagem assim pode ter tido suas principais raízes tanto no comitatus germânico quanto na clientela galo-romana: as duas formas de corte aristocrática que existiram em cada lado do Reino bem antes do fim do Império, ambas tendo contribuído para o surgimento definitivo do sistema de vassalagem. O domínio, que no devido tempo se fundiu para formar o feudo, pode ser traçado a partir das últimas práticas eclesiásticas romanas e das distribuições tribais germânicas de terras”.
ANDERSON, Perry. Passagens da antiguidade ao feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 2000. pp. 125-126.
No trecho acima, o autor constrói o pensamento sobre o desenvolvimento do sistema de vassalagem e do feudalismo.
Sobre o assunto, não podemos destacar:
“Em época mais recente, notadamente a partir da década de 1970, verificamos nova reorientação da pesquisa histórica no Brasil, estimulada especialmente pelas transformações contextuais do cenário político-social e pela acentuada proliferação dos cursos de graduação e pós-graduação na área da história”.
CAIMI, F. E. Fontes históricas na sala de aula: uma possibilidade de produção de conhecimento histórico escolar - ISSN 0104-236X. Anos 90 (UFRGS. Impresso), v. 15, p. 131, 2008.
No fragmento destacado, a autora sintetiza as transformações no campo do ensino de história e na produção do conhecimento histórico. Sobre o assunto, julgue as afirmativas destacando a falsa:
O historiador Eric J. Hobsbawm, em sua obra A Era das Revoluções, ressalta as aproximações entre Revolução Industrial e Revolução Francesa, apresentando-as como uma "dupla revolução" que sinalizou a “crise do velho regime (HOBSBAWM, 2012, p. 99)”, aglutinando a potência revolucionária acumulada durante o século XVIII, ao mesmo tempo que representa uma ruptura com este. Por isso ele diz que se “a economia do mundo no século XIX foi formada principalmente pela influência da revolução industrial britânica, sua política ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa (p. 97)”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções, 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
A respeito das revoluções na Inglaterra e na França no fim do século XVIII, é possível asseverar que:
I. Nas pólis gregas, a ágora era um local onde aconteciam assembleias dos cidadãos e transações comerciais. II. Durante o Antigo Império, foram construídas obras de drenagem e irrigação que impediram a expansão da agricultura no Egito Antigo.
Marque a alternativa CORRETA
I. No Egito Antigo, inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. II. A França, no século XVIII, possuía um governo absolutista. A burguesia governava com poderes absolutos, controlando a religião e a monarquia.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Revolução Francesa representou um marco no fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza na França. Naquele país, o povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. II. No período Paleolítico, os serem humanos viviam da coleta de frutos e raízes, do artesanato e do comércio de ferramentas de bronze e aço.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Na antiga Atenas, denominava-se ostracismo a determinação de que qualquer cidadão que realizasse grandes feitos para a segurança da cidade seria louvado por dez anos. II. No contexto da Revolução francesa, o partido dos jacobinos representava a baixa burguesia e defendia uma maior participação popular no governo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Revolução Francesa permitiu a promulgação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, que garantiam direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo. II. Durante o governo de Getúlio Vargas, ocorreu a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, atuando contra os países do Eixo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Durante a fase do Terror (1592), os radicais jacobinos, liderados por Robespierre, devolveram o poder à igreja e aboliram a pena de morte na França. II. Os seres humanos do Paleolítico eram nômades, não se fixando por muito tempo em um mesmo lugar.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O poder na antiga Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado às atividades militares – os burgueses – que se dedicavam única e exclusivamente às artes e ao comércio.
II. O Paleolítico refere-se ao período da pré-história no qual os primeiros seres humanos iniciaram a constituição de grandes cidades antigas (Roma, Esparta e França).
Marque a alternativa CORRETA:
I. No contexto da Revolução Francesa, o partido dos jacobinos representava os trabalhadores urbanos e rurais e queria evitar uma participação maior da alta burguesia na política.
II. Na Grécia, a cidade de Atenas teve uma vida urbana e aberta à atividade comercial, a qual foi a base de sua economia, pois os atenienses praticaram intenso comércio com diversos povos.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Na história da Grécia Antiga, o período Arcaico inicia-se com a reunião dos genos em unidades políticas maiores, chamadas feudos ou metrópoles.
II. O solo fértil disponível no Antigo Egito devia-se ao regime de enchentes anuais no Rio Nilo que transbordava durante um período anual regular, inundando suas margens e deixando o vale fertilizado pelo húmus.
Marque a alternativa CORRETA:
O texto se refere à busca de apoio popular por meio de medidas e ações que melhorasse tal camada. Analisando o texto acima, podemos associá-lo a estrutura política
Como a escrita não era de acesso a todos na Grécia antiga, o poder de argumentação e do convencimento por meio da oralidade tornou-se fundamental para a própria prática dos direitos políticos. Tal prática pode ser associada à
CAMPOS, Flávio; CLARO, Regina. A Escrita da História. Escala Educacional. São Paulo, 2009
O texto demonstra a organização do sistema republicano romano, instaurado no séc. VI a. C. Para aquela sociedade, a noção de República pode ser traduzida como
Considere os textos.
TEXTO I
“Quando vem combate é vergonhoso para o chefe que o excedam em valor e vergonhoso para os companheiros não igualar esse valor do chefe. É até uma infâmia (...) sair de um combate sobrevivendo a seu chefe: o primeiro dever é defendê-lo, protegê-lo (...); lutam pela vitória, pelo chefe (lutam) os companheiros”.
TÁCITO.
TEXTO II
“O sacerdote, tendo-se posto em contato com
Clóvis, levou-o pouco a pouco e secretamente a
acreditar no verdadeiro Deus, criador do Céu e da
Terra, e a renunciar aos ídolos, que não lhe podiam
ser de qualquer ajuda, nem a ele nem a ninguém [...]
O rei, tendo pois confessado um Deus todo-poderoso na Trindade, foi batizado em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo e ungido do santo
Crisma com o sinal-da-cruz. Mais de três mil
homens do seu exército foram igualmente batizados
[...].”
São Gregório de Tours. A conversão de Clóvis. Historiae Eclesiasticae Francorum. Apud PEDRERO-SÁNCHES, M.G., História da Idade Média. Textos e testemunhas. SP: Ed. Unesp, 2000, p. 44-45.
Os textos revelam elementos da cultura germana e
romana presentes no feudalismo. São eles,
respectivamente, o
Considere os textos.
TEXTO I
[...] Com efeito, a lei previa uma pena de exílio temporário fixada em dez anos, aplicável a quem parecesse suscetível de instaurar uma tirania em proveito próprio. Com as mãos erguidas, o povo votava e decidia a conveniência de uma ostrakophoria. Uma segunda votação, esta secreta, indicava aquele que a opinião popular considerava perigoso. A primeira vítima foi um tal Hiparcos, que Aristóteles reputava como “amigo dos tiranos”. (...) os inúmeros ostraka, que chegaram até nós, demonstram que nenhum político ateniense escapou à desconfiança popular.
MOSSÉ, C. Atenas: a história de uma democracia. 3. ed. Brasília: Universidade de Brasília, 1997, p. 23.
TEXTO II

Os textos revelam entre os gregos a prática do