Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Nas alternativas abaixo, quais foram os fatores históricos que NÃO contribuíram para formação do Estado Moderno na Europa?
A expansão Europeia foi marcada por fatores históricos antecedentes que forçaram a burguesia a buscar alternativas para expandir o comércio. Assinale a alternativa que NÃO faz parte desse contexto histórico.
Objetivando regulamentar o relacionamento na sociedade, organizou-se um conjunto de leis, no qual foi estabelecido três grupos distintos: os homens livres privilegiados, homens livres que não dispunham de propriedades e os escravos que eram os prisioneiros de guerras. Era uma lei que resumia também na expressão, “olho por olho, dente por dente”. Assinale a alternativa que representa, respectivamente, a lei e seu local de aplicabilidade.
Considere a visão do historiador Leandro Karnal (2008) sobre o potencial transformador do ensino de história, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas nas afirmativas abaixo.
( ) Existe a possibilidade do professor de história perder a sua dignidade quando ele se torna um representante político em sala de aula, usando de argumentos tendenciosos nos discursos proferidos.
( ) O potencial transformador do ensino de história já se faz presente por si só no conhecimento histórico. Essa presença dispensa a necessidade de interpretações apressadas, realizadas em momentos acalorados.
( ) Idealizado o conteúdo e a prática pedagógica, o professor deve fazer de cada aluno um ser social, alguém que representa determinado tempo histórico, determinada classe, contemporâneo de determinados acontecimentos.
( ) Ao estudar História, quanto mais o aluno sentir a história distante dele, mais se potencializa e se sente qualificado para exercer seu papel na sociedade, interagindo com o distante, com o conteúdo transformador.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A origem do ser humano se constituiu de pesquisas e questões intrigantes desde que a humanidade começou a pensar. Considerando a linha do tempo, estabelecida por alguns estudiosos, encontramos grupos com capacidades intelectuais e aperfeiçoamento de técnicas, com polimentos de instrumentos e armas. Foi um período de enormes migrações em que grupos começaram a habitar lugares fixos, originando as comunidades e as primeiras aldeias. Considera-se que nesse período houve uma melhora da condição existencial, da domesticação de animais e descobrimento da agricultura com a oferta de alimentos. Esse período histórico denomina-se:
“Nessas terras conquistadas aos índios pelos colonos de Duarte Coelho, se semearam sementes e se plantaram árvores vindas da Índia e da África. Se abriram caminhos para os carros de boi e para os cavalos dos engenhos. Se criaram vacas, cabras, carneiros. Vários rios se encheram de barcaças. Novos estilos de embarcações resultaram do encontro do estilo português de barco com o indígena, de piroga. Houve um contado fecundante do europeu com a terra virgem, e não apenas devastação e conquista.” O texto acima, adaptado de uma das obras de Gilberto Freyre, trata da colonização:
"Do século XV ao XVIII verificou-se verdadeira mudança de mentalidade. A mecânica e a técnica, de menosprezadas, passaram a supervalorizadas. Não é generalizada essa aceitação, pois os preconceitos têm raízes fundas, dificilmente removíveis. Ainda no século XVIII e mesmo nos seguintes, até o atual, encontra-se certa atitude de suspeita ante o manual ou mecânico, enquanto se realça o ócio, o lazer, a condição de nobreza, que não trabalha ou só trabalha com a inteligência e exerce o comando. Daí a desconsideração com tarefas como as agrícolas - revolver as terras com as mãos - as artesanais ou manufatureira, ou mesmo as comerciais (...). Curioso lembrar como os médicos, forrados de humanismo, não tinham respeito pelos cirurgiões, pois exerciam labor mecânico. Até 1743 - repare-se a data - eram vistos como espécie de barbeiros." (Iglésias, Francisco. A Revolução Industrial. São Paulo: Brasiliense, 1981, p. 40-41).
Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta sobre a Revolução Industrial.
Quando falamos de Grécia Antiga, falamos de uma região que era inicialmente habitada por várias tribos independentes, que muitas vezes rivalizavam entre si. Destas tribos se destacaram os aqueus (que fundaram o Reino de Minos), os eólios(Macedônia), os dórios (Esparta) e os jônios (Atenas).
Neste sentido, podemos corretamente afirmar:
“A maneira como as sucessivas sociedades, na evolução histórica, abordam assuntos tão graves como o aborto basta para indicar a prioridade da sociedade sobre o indivíduo. Não é apenas a mãe, mas a coletividade inteira que traz o filho em seu seio. É ela que decide se ele deve ser gerado, se deve viver ou morrer, qual é seu papel e seu futuro. Ela dita às mulheres a arte e a maneira de dar à luz, a parte de sofrimento que lhes cabe.” (Dr. Pierre Simon. De la vie avant toute chose. A vida antes de tudo. P. 15.
Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a história das mulheres e a contracepção assinale o que for correto.
“O nascimento do mundo atlântico marcou uma nova era de várias civilizações, permitindo que povos até então isolados pudessem ter contato entre si. As trocas propiciaram novas culturas, que se forjaram ao longo desses contatos. Desde que os primeiros navegadores chegaram ao litoral da África Central Ocidental, no século XVI, foi feita a conexão entre Europa, América Central Ocidental. Um intenso contato colocou, então, em movimento o fluxo de mercadorias, ideias e pessoas.” (PANTOJA, Selma. Uma Antiga Civilização Africana. Brasília: UNB, 2011, p. 41.)
Considerando o texto acima sobre o continente africano e seus povos assinale a alternativa correta:
“O anarquismo, assim como o socialismo e o sindicalismo revolucionário em vários países do mundo, foi um elemento importante no processo de auto-organização da classe trabalhadora. Esse processo de organização política alterou também as formas de agregação social – recreativas e culturais – dos trabalhadores. A circulação das ideias anarquistas, socialistas e sindicalistas, por meio de campanhas, comícios, imprensa, publicações, organização do tempo livre e formas autônomas de organização popular e proletária – que vão adaptando tradições religiosas e culturais – demonstra como foram numerosos os percursos e instrumentos que fizeram parte dessa politização das relações sociais.” (TOLEDO, Edilene. A trajetória anarquista no Brasil na Primeira República. IN: FERREIRA, Jorge; REIS, Daniel Aarão. As Esquerdas no Brasil: a formação das tradições. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 55.)
Sobre os movimentos citados pela historiadora, no texto acima, assinale a alternativa correta:
Considerando o mundo europeu de transição no qual se estruturou o Mercantilismo europeu na Idade Moderna, podemos afirmar:
“Em virtude de um certo orgulho nativista, talvez por que o termo serão lhes dê a ideia de zona sêca e estéril, acham que sua terra, muito bonita e fértil, não deve incluir-se naquela designação. O Cariri é lindo e rico, não pode ser sertão.
Ufanam-se de suas águas correntes, suas paisagens verdejantes nos mais rigorosos estios, suas fronteiras, seus brejos, o habitat, por excelência, da cana de açúcar, suas palmeiras erectas como sentinelas em torno de suas cidades e vilas, etc.” (PINHEIRO, Irineu. O Cariri. Fortaleza: Edições URCA/UFC, 2010, p. 7) Sobre o processo de ocupação da região do Cariri, é correto afirmar que:
“Excepcionalmente, contudo, há períodos em as classes em luta se equilibram, de tal modo, que o poder de Estado, pretenso mediador, adquire momentaneamente um certo grau de autonomia em relação a elas. Assim, aconteceu com a monarquia absoluta dos séculos XVII e XVIII, que manteve o equilíbrio” (ENGELS, F. citado por ANDERSON, Perry, Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, p.15) As classes em equilíbrio das quais nos fala Engels são:
“Em 1919, o mundo voltava suas atenções para Versalhes. Terminara, a Primeira Guerra Mundial e representantes de inúmeros países, reunidos em conferência no histórico palácio francês, acreditavam estar decidindo naquele momento os destinos do mundo... a presença de representantes de nações latino-americanas enchia de entusiasmo a opinião pública local dessas nações, iludidas quanto ao papel, meramente decorativo na verdade.” (BARROS, Edgar Luís de. O esgotamento da República Velha. IN: MENDES JR, Antonio; MARANHÃO, Ricardo. Brasil República: texto e consulta – a República Velha. São Paulo: Hucitec, 1989, p. 333.) Sobre o Brasil à época dos fatos mencionados no texto acima, assinale o que for correto:
“Por seu alto teor explosivo, a palavra “fascista” tem sido frequentemente usada como arma na luta política. É compreensível que isso ocorra. Para efeito de agitação, é normal que a esquerda se sirva dela como epíteto injurioso contra a direita... Nem todo movimento reacionário é fascista. Nem toda repressão – por mais feroz que seja – exercida em nome da conservação de privilégios de classe ou casta é fascista” (KONDER, Leandro. Introdução ao Fascismo. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1977, p. 4)
Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta sobre o Fascismo:
“Teerã. Um ano de tumultos vai acabar no Irã. No mostrador da política, a agulha apenas mexeu. O governo semiliberal de setembro foi substituído em novembro por um governo meio militar. De fato, todo o país está afetado: cidades, campo, centros religiosos e regiões petrolíferas, bazares, universidades, funcionários, intelectuais. As próprias ratazanas privilegiadas deixam o navio. Todo um século de Irã foi recolocado em questão: o desenvolvimento econômico, a dominação estrangeira, a modernização, a dinastia, a vida cotidiana, os costumes. Rejeição global” (FOUCAULT, Michel. Corriere dela sera. V. 103. N° 279, 26 de novembro de 1978, p. 1-2. IN: FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos: Repensar a política.
Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013, p. 251. v. VI)
Considerando o texto acima sobre a Revolução Iraniana de 1978-79, assinale a alternativa correta:
“Não está claro que as ações da experiência estão em baixa, e isso numa geração que... viveu uma das mais terríveis experiências da história. Talvez isso não seja tão estranho como parece. Na época, já se podia notar que os combatentes tinham voltado silenciosos do campo de batalha. Mais pobres em experiências comunicáveis, e não mais ricos. Os livros de guerra que inundaram o mercado literário nos dez anos seguintes não continham experiências transmissíveis de boca em boca. Não, o fenômeno não é estranho. Porque nunca houve experiências mais radicalmente desmoralizadas que a experiência estratégica pela guerra de trincheiras, a experiência econômica da inflação, a experiência do corpo pela fome, a experiência moral pelos governantes. Uma geração que ainda fora à escola num bonde puxado por cavalos viu-se abandonada, sem teto, numa paisagem diferente em tudo, exceto nas nuvens, e em cujo centro, num campo de forças de correntes e explosões destruidoras, estava frágil e minúsculo corpo humano”. (BENJAMIM, Water. Obras Escolhidas: magia e técnica; arte e politica. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 114-115)
O texto acima se refere ao retorno de soldados envolvidos em um dos maiores conflitos que a Europa se envolveu. Podemos afirmar corretamente que este conflito foi:
“Em Metz, em meados do século XII, à muralha galoromana acrescenta-se uma muralha que protege o subúrbio mais ativo do ponto de vista econômico... No primeiro terço do século XIII, construiu-se uma muralha que englobou os subúrbios de além Seile, Port-Mosellee além Morselle. No final do século a muralha de além Seile foi modificada para incluir a Grève. Em Reimes, o crescimento urbano é favorecido pelo arcebispo Guillaume de Champagne, tio de Felipe Augusto. A partir de 1183, ele realizou o loteamento da totalidade de seu domínio em torno de uma artéria central, a Nouvele Couture
Em Montbrison. A cidade também se desenvolve e conhece uma aceleração de seu impulso entre 1190 e 1220” (LE GOFF, Jacques. O apogeu da cidade medieval, p. 7-8).
Considerando as transformações apresentadas pelo historiador francês, assinale a alternativa que condiz corretamente com as mudanças urbanas na Europa na época apresentada:
“o quadro crítico a partir dos anos de 1970, expresso como crise de acumulação estrutural do capital estendeu transformações no próprio processo produtivo, por meio da constituição das formas de acumulação flexível, das formas de gestão organizacional, do avanço tecnológico, dos modelos alternativos, onde se coloca o modelo japonês.”.
O modelo produtivo ao qual o texto se refere melhor se aplica ao: