Questões de Concurso
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O feudo era a estrutura básica do feudalismo, durante a chamada Idade Medieval. Acerca desse período histórico, é correto afirmar que
(Jules Ferry, Ministro da França em um discurso ao Parlamento francês em 28 de julho de 1885)
A partir do século XIX, com a 2ª Revolução Industrial, observa-se uma nova corrida colonial empreendida principalmente pelas potências industriais europeias.
A esse movimento dá-se o nome de
O historiador Eric Hobsbawm, na sua obra intitulada “Nações e nacionalismo desde 1780”, ao estudar o fenômeno do nacionalismo, procurou explicar o surgimento deste fenômeno na Europa do século XIX, ligado, entre outras razões, a uma presença mais efetiva dos poderes do Estado na sociedade daquele período.
Cada vez mais o Estado detinha informações sobre cada um dos indivíduos e cidadãos através do instrumento representado por seus censos periódicos regulares (que só se tornaram comuns depois da metade do século XIX), através da educação primária teoricamente compulsória e através do serviço militar obrigatório, onde existisse.
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780. Rio de
Janeiro: Paz e Terra. 1990. p.102.
Com base nas abordagens históricas acerca do controle do Estado sobre a sociedade civil no século XIX, é correto afirmar:
Acerca da Passagem da Antiguidade para a Idade Média, considere o texto abaixo.
O período que se estendeu de princípios do século IV a meados do século VIII sem dúvida apresenta uma feição própria, mas não “antiga” e ainda não claramente “medieval”. Apesar disso, talvez seja melhor chamá-la de Primeira Idade Média do que usar o velho rótulo Antiguidade Tardia, pois nela teve início a convivência e a lenta interpenetração dos três elementos históricos que comporiam todo o período medieval. Elementos que, por isso, chamamos de Fundamentos da Idade Média: herança romana clássica, herança germânica, cristianismo.
FRANCO JR, Hilário. A Idade Média: O nascimento do Ocidente. São
Paulo: Brasiliense, 1999. p. 12.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. A participação da herança romana clássica na formação da Idade Média deu-se sobretudo após a profunda crise do século III, quando o Império Romano tentou a sobrevivência por meio do estabelecimento de novas estruturas, que não impediram sua decadência, mas que permaneceriam vigentes por séculos.
2. A aceitação de germanos no exército imperial romano é um exemplo da tentativa romana de sobrevivência por meio do estabelecimento destas novas estruturas; bem como o desenvolvimento de uma nova espiritualidade que possibilitou o sucesso do cristianismo.
3. O cristianismo, por sua vez, foi o elemento que possibilitou a articulação entre romanos e germanos, o elemento que ao fazer a síntese daquelas duas sociedades forjou a unidade espiritual, essencial para a civilização medieval.
4. A Igreja Cristã, nos seus primeiros tempos, reafirmava aspectos importantes da civilização romana, como a divindade do imperador, a hierarquia social, o militarismo. Ela era um prolongamento da romanidade, com seu caráter universalista, com o cristianismo transformado em religião do Estado, com o latim que por intermédio da evangelização foi levado a regiões antes inatingidas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Não era apenas por meio da força que as classes dominantes de Roma queriam impor-se aos povos conquistados. Desejavam, também, ser vitoriosos no plano cultural. O anseio de Roma por projeção cultural foi bem compreendido por Otávio Augusto que, durante o seu governo (27 a.C – 14 d.C), incentivou uma política de proteção a artistas e intelectuais. O objetivo dessa política cultural era estimular a produção de obras que exaltassem a glória de Roma e de seu governo.
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. São Paulo: Saraiva, 2006. P. 90.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. É nesse contexto que encontramos ricos cidadãos, como o influente conselheiro do Imperador Otávio Augusto, Caio Mecenas, o qual concedia proteção e apoio financeiro a um círculo de intelectuais e poetas, sustentando sua produção artística.
2. Do nome Caio Mecenas originaram-se os termos “mecenas”, usado para denominar a pessoa rica que patrocina as artes e as ciências, e “mecenato”, que designa essa atividade de proteção às artes e às ciências.
3. Os poetas Virgílio, Horácio e Ovídio e o historiador Tito Lívio são exemplos de personalidades favorecidas por este tipo de apoio desenvolvido pelos “mecenas”.
4. A cultura romana não era de todo original; como grandes conquistadores, os Romanos entraram em contato com diversos povos, absorvendo e recriando elementos de suas culturas, principalmente da cultura grega.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
(…) Essas são as histórias contadas por persas e fenícios. Eu mesmo não tenho nenhuma intenção de afirmar que esses eventos ocorreram dessa ou daquela maneira. Mas eu sei quem foi o primeiro homem a cometer atos injustos contra os gregos. Eu o identificarei e então prosseguirei com minha história, falando igualmente das cidades grandes e pequenas dos homens. Pois muitos estados que foram grandes uma vez agora se tornaram pequenos e aqueles que eram grandes na minha época tinham sido pequenos antes. Sabendo, portanto, que a prosperidade humana nunca continua no mesmo lugar, eu mencionarei ambos igualmente. (…)
HERÓDOTO. História. I, 5. Brasília: UnB, 1993.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. Cada historiador grego da antiguidade poderia expressar os aspectos elencados acima de forma diferente, de acordo com seu próprio pensamento, estilo e propósito.
2. Cada historiador grego da antiguidade poderia expor suas opiniões e suas razões de uma forma específica, ciente de que estava se dirigindo a uma audiência crítica que testaria suas opiniões em relação a outras opiniões, princípios e ideias.
3. Cada historiador grego da antiguidade, na sua própria maneira, tentaria criar um espaço privilegiado que legitimasse seu direito de falar e de ser ouvido.
4. Os comentários de Heródoto sobre a plausibilidade dos eventos que está narrando e as críticas acerca da confiabilidade de suas fontes são fornecidos para a audiência como um convite para que ela própria se torne crítica e participe de sua jornada investigativa, tal como quando ele se recusa a escolher entre versões alternativas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Werner Jaeger, autor do clássico “Paideia: A formação do homem grego”, refere-se à educação grega nos tempos de Homero; fala de um código de nobreza cavalheiresca, regendo a vida do “homem nobre que, na vida privada como na guerra, rege-se por normas certas de conduta, alheias aos comuns dos homens.” (JAEGER, 1986, p. 20). Nesse sentido, como princípio formativo da Paidéia grega, o conceito de Arete referia-se, em termos gerais, a um ideal de excelência humana, o qual deveria ser alcançado nas diferentes ações desenvolvidas pelos homens.
O sentido do dever é, nos poemas homéricos, uma característica essencial da nobreza, que se orgulha por lhe ser imposta uma medida exigente. A força educadora da nobreza reside no fato de despertar o sentimento do dever em face do ideal, que deste modo o indivíduo tem sempre diante dos olhos.
JAEGER, Werner. Paideia: A formação do homem grego. São Paulo:
Martins Fontes, 1986. p.20.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.
1. O homem grego primitivo cultivava a “ânsia de se distinguir e a aspiração à honra” - era aí que começava o valor: “honrar os deuses e os homens pela sua Arete”.
2. Arete e Paideia são conceitos inseparáveis na cultura helênica, ambos os conceitos tratam de um ideal utópico a ser alcançado; no entanto, são impraticáveis.
3. Os conceitos Arete e Paideia evoluíram com o tempo, mas conservando sempre os sentidos de nobreza e de formação.
4. Os conceitos Arete e Paideia assinalavam uma
educação de espectro integral e tridimensional, a qual visava a formação harmônica entre
mente, corpo e coração (uma formação intelectual, física e virtuosa).
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De certo modo, o passado já não nos dizia e precisava ser reinterrogado a partir de novos olhares e problematizações, por meio de outras categorias interpretativas, criadas fora da estrutura falocêntrica especular.
Margareth Rago. Epistemologia feminista, gênero e história. In: Joana Pedro e Mirian Grossi (Org.). Masculino, feminino, plural. Florianópolis: Mulheres, 1998. (com adaptações).
A respeito do tema tratado no fragmento apresentado, assinale a opção correta.
Adaptado de BOEING, R.; ABREU, R. “Memória e música nas tradições expressivas do Congado mineiro”, in Portuguese Literary & Cultural Studies, 2021.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre a relação de alteridade estabelecida pelos congadeiros com o passado colonial.
I. Na ação cultural dos congadeiros, a alteridade afrodescendente é positivada e torna-se oportunidade de manifestação de memórias e experiências da riqueza da própria herança cultural e da força de sua resistência sociopolítica.
II. As tradições expressivas do Congado reinterpretam o catolicismo com base em um sistema de crenças e cosmovisão próprios das culturas da África Centro-Ocidental, presentes nas estruturas rituais e elementos simbólicos.
III. Nos cantos, ritmos e danças que louvam Nossa Senhora do Rosário e demais entidades, os congadeiros afirmam a sua interpretação do mundo e do passado colonial brasileiro, reelaborando simbolicamente a escravidão, o racismo e as desigualdades sofridas.
Está correto o que se afirma em
“Com a nova configuração cultural aberta pela Revolução Francesa, o discurso patrimonial se confundiu com a luta contra o vandalismo e se tornou um compromisso para a manutenção do status quo. Na operação de apagamento da cultura do Antigo Regime, mediante a eliminação de seus objetos de memória e civilidades, configuram-se novas relações com a coletividade, ao longo do século XIX, marcadas pelo predomínio do vínculo da nação com a conservação. A maioria dos objetos ‘que contam’, e cuja beleza pertence a todos torna-se a encarnação do ‘espírito’ de uma coletividade particular. Ao longo do século XX, a noção de conservação engaja claramente uma representação da historicidade: o princípio de precaução contém uma conservação dita ‘preventiva’ definida de forma estrita, enquanto as reflexões administrativas não cessam de afirmar que o patrimônio é ‘um presente do passado’.”
Adaptado de POULOT, D. “A razão patrimonial na Europa, do século XVIII ao XXI”, in Revista do Patrimônio, IPHAN, 34, 2012, p. 31-32.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente os sentidos atribuídos ao gesto patrimonial na tradição ocidental, a partir das considerações de Dominique Poulot, à exceção de uma. Assinale-a.
Georges Duby. Introdução. Idade Média, idade dos homens. Do amor e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
A questão historiográfica que inquietou o autor, e o princípio metodológico utilizado para responder a ela são, respectivamente: