Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Analise as assertivas abaixo sobre a civilização da antiguidade oriental:
I. Enquadra-se no contexto historiográfico como a primeira civilização histórica: Mesopotâmia, Egito, Palestina, Fenícia e Pérsia, também conhecida nos livros didáticos como “crescente fértil”.
II. As condições geográficas e a relação dos povos dessa região com a natureza foi predominante para o desenvolvimento dos povos dessa região.
III. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura está tipicamente ligado à sua relação com as negociações e profissões especializadas e práticas ritualistas, usando objetos distintos, tais como os cintos de bronze de “todaku”.
Quais estão corretas?
Analise as afirmativas abaixo acerca da relação estabelecida entre a História e as representações culturais.
1. Aquilo que os historiadores da cultura têm chamado de campo das representações pode abarcar tanto as representações produzidas no nível individual (as artísticas, por exemplo), como as representações coletivas, os modos de pensar e de sentir (a que se referia à antiga noção de “mentalidades”), certos elementos que já fazem parte do âmbito do imaginário e, com especial importância, os “símbolos”, que constituem um dos recursos mais importantes da comunicação humana.
2. As “práticas” e “representações” têm possibilitado novas perspectivas para o estudo historiográfico da Cultura. Juntas, elas permitem abarcar um conjunto maior de fenômenos culturais, além de chamarem a atenção para o dinamismo destes fenômenos.
3. As representações podem ainda ser apropriadas ou impregnadas de uma direção socialmente motivada, situação que remete a outro conceito fundamental para a História Cultural, que é o de “ideologia”.
4. A ideologia, por vezes, aparece como um projeto de agir sobre determinado circuito de representações, no intuito de produzir determinados resultados sociais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Se podemos dizer que, em todos os níveis, a memória é um fenômeno construído social e individualmente, quando se trata da memória herdada, podemos também dizer que há uma ligação fenomenológica muito estreita entre a memória e o sentimento de identidade. (…) Podemos portando dizer que a memória é um elemento constituinte do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si.
POLLACK, Michael. Memória e Identidade Social. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, nº 10, 1992. p. 204.
Acerca da relação estabelecia entre História, Memória, Cultura e Identidade Social, é correto afirmar:
Não obstante, a contribuição decisiva de Roger Chartier para a História Cultural está na elaboração das noções complementares de “práticas” e “representações”. De acordo com este horizonte teórico, tanto os objetos culturais seriam produzidos “entre práticas e representações”, como os sujeitos produtores e receptores de cultura circulariam entre estes dois polos, que de certo modo corresponderiam respectivamente aos “modos de fazer” e aos “modos de ver”.
BARROS José D’Assunção. O Campo da História – Especialidades e Abordagens. Petrópolis: Vozes, 2004.
Analise as afirmativas abaixo acerca da relação estabelecida entre a História e as representações culturais.
1. As práticas culturais devem ser pensadas não apenas em relação às instâncias oficiais de produção cultural, às instituições várias, às técnicas e às realizações (por exemplo os objetos culturais produzidos por uma sociedade), mas também em relação aos usos e costumes que caracterizam a sociedade examinada pelo historiador.
2. São consideradas “práticas culturais”, pela historiografia contemporânea, não mais aspectos tradicionais materiais, como a feitura de um livro, uma técnica artística ou uma modalidade de ensino, mas sim, pontualmente, os modos como, em uma dada sociedade, os homens falam e se calam, comem e bebem, sentam-se e andam, conversam ou discutem, solidarizam- -se ou hostilizam-se, morrem ou adoecem, tratam seus loucos ou recebem os estrangeiros.
3. As noções complementares de “práticas e representações” são bastante úteis, porque através delas podemos examinar tanto os objetos culturais produzidos como os sujeitos produtores e receptores de cultura, os processos que envolvem a produção e difusão cultural, os sistemas que dão suporte a estes processos e sujeitos, e por fim as normas a que se conformam as sociedades quando produzem cultura, inclusive mediante a consolidação de seus costumes.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A relação estabelecida entre a cultura e a identidade está ligada diretamente às características do grupo social no qual o indivíduo está inserido. Alguns fatores, tais como costumes locais, religiosidade, história, idioma, são importantes para que um grupo compartilhe elementos identitários.
Analise as afirmativas abaixo acerca da relação estabelecida entre a cultura e a identidade.
1. Os elementos simbólicos que constituem um país formam o que chamamos de identidade nacional.
2. A moeda, a língua, as fronteiras, o sistema político, a Constituição são elementos dessa identidade, pois em conjunto permitem que percebamos como o país está estruturado.
3. Festividades religiosas regionais, festividades seculares locais podem ser consideradas elementos identitários.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A origem etimológica do termo “patrimônio”, em dicionários linguísticos e especializados, usualmente está associada à ideia de herança, de legado. Quando associada a um contexto sociopolítico e cultural, a ideia de patrimônio, por meio dos bens culturais reconhecidos pela sociedade e legitimados por órgãos de preservação, justifica-se pela importância da conservação e salvaguarda das referências culturais para as gerações futuras.
Acerca dos aspectos conceituais e metodológicos relacionados ao Patrimônio Cultural, é correto afirmar:
O patrimônio cultural corresponde ao conjunto de bens, materiais e imateriais, que são considerados de interesse coletivo, suficientemente relevantes para a perpetuação no tempo. O patrimônio faz recordar o passado; é uma manifestação, um testemunho, uma invocação, ou melhor, uma convocação do passado. Tem, portanto, a função de (re)memorar acontecimentos mais importantes; daí a relação com o conceito de memória social. A memória social legitima a identidade de um grupo, recorrendo, para isso, do patrimônio cultural.
Acerca da relação estabelecida entre patrimônio cultural, história e memória social, é correto afirmar:
Jacques Le Gof, na sua obra intitulada “A História Nova”, faz uma apreciação da trajetória dessa forma de produzir história chamada Nova História, apresentando suas principais características, ideias, personagens, e investigando as mentalidades (as formas de pensar, o universo do pensável) em aproximação com a Antropologia Histórica. Seu texto é relevante pelo fato de ele ter se tornado uma figura de proa, tanto na mudança de perspectiva historiográfica no século XX, quanto por ter sido um dos principais divulgadores da Escola dos Annales.
LE GOFF, Jacques. A história nova. Trad. de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
Acerca da Nova História proposta pela Escola dos Annales no início do século XX, é correto afirmar:
O cenário que se abre para a História na virada dos séculos XVIII para o XIX vai dialogar ideologicamente com as mesmas alternativas visíveis no contexto político pós-revolucionário. Por um lado, configurava-se como uma forma de pensar a História como produção do futuro, preocupada com princípios universais aplicáveis a toda humanidade e confiante no progresso da razão. Por outro, constitui-se uma visão da História como recuperação ou reconstrução do passado, voltada para a investigação dos documentos e com as tradições culturais do passado. Nesse contexto, o embate ideológico que vai se configurar no campo disciplinar da História vai colocar em choque duas filosofias da História: o Iluminismo e o Romantismo.
Analise as afirmativas abaixo acerca deste contexto.
1. No início do século XIX, o Iluminismo começou a ser criticado pelos historicistas que entendiam que a busca de princípios universais era uma influência das ciências naturais no pensamento filosófico e que a História como disciplina tinha um domínio específico, diferente da filosofia.
2. A história, diziam os historicistas, tem um domínio específico de investigação empírica que deve pautar a disciplina, que são os documentos.
3. O historicismo vai afirmar a necessidade de construir a disciplina histórica em “bases científicas”. O primeiro passo seria o de consolidar a formação do historiador como um domínio de erudição, do conhecimento de diversas línguas e técnicas, assim como do conhecimento do passado.
4. Wilhelm von Humboldt, argumentando a respeito de se construir a disciplina histórica em “bases científicas”, defendeu que apenas por meio da erudição, do método de pesquisa, do conhecimento dos documentos é que seria possível “controlar a imaginação” e produzir conhecimento histórico válido.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Em contraste à história humanista influenciada pela antiguidade e pela retórica, a história perfeita buscou estabelecer critérios de averiguação e confiabilidade de seu relato pelo recurso a dois campos de conhecimento e de prática muito importantes da época: a filologia e a retórica.
Acerca das contribuições da filologia para a Teoria e a Metodologia a História, é correto afirmar:
A História teve influências de diversas tradições, como a alemã e a italiana. O pensamento francês influenciou bastante a formação da História como disciplina na modernidade.
Dentre as principais contribuições francesas para a escrita da História, é correto considerar:
A História do século XVI na Europa era influenciada pela cultura greco-romana, centrada no Estado como principal evento político, e ordenada não por grandes metodologias de pesquisa ou teorias, mas pela retórica como estratégia de convencimento.
Analise as afirmativas abaixo acerca da teoria e da metodologia da História durante o período da Renascença.
1. No rastro do Renascimento, a História também promoveu uma apropriação seletiva do passado greco-romano.
2. Influenciada pelo projeto de instauração do Estado, a História era centrada nos fatos políticos e em seus grandes personagens.
3. Fortemente influenciada pela retórica, a História buscava prender a atenção do leitor por meio de recursos literários.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Observando a relação estabelecida entre o historiador e as fontes documentais, o literato e jurista francês Étienne Pasquier aplicou os métodos da dita História Perfeita francesa ao escrever sua obra “Pesquisas da França”, publicada no século XVI. Ele buscou “dizer somente aquilo que se pudesse provar” e buscou as origens da França, não entre os gregos e troianos, mas entre os antigos gauleses.
Assinale a alternativa correta, observando a relação estabelecida entre o historiador e as fontes documentais.
No arquivo da Biblioteca do Congresso Nacional, um historiador encontra cartas pessoais, panfletos, fotografias, jornais da época e registros de reuniões de organizações sufragistas, como a Associação Nacional de Mulheres Sufragistas, para a sua pesquisa sobre a participação das mulheres na luta pelo direito ao voto nos Estados Unidos no início do século XX. Sobre esses materiais de pesquisa, é correto afirmar que:
É um erro conceitual que ocorre quando algo é colocado fora de seu contexto temporal, ou seja, quando elementos, ideias, eventos ou conceitos que pertencem a épocas diferentes são misturados ou aplicados de maneira inconveniente. É frequentemente considerado um erro na pesquisa histórica e na narrativa histórica.
O texto faz referência ao conceito de:
Analise as informações a seguir:
I. As cruzadas representaram uma mudança no imaginário ocidental sobre o mundo islâmico. Assim como acontecia no século XIV, no Romance de Melusina eram muitas as regiões em conflito, sendo sempre os muçulmanos responsáveis pela pacificação.
II. Quando se referiu ao estabelecimento dos Lusignan e Chipre, Jean d’Arras usou como referência as relações entre os cristãos e os muçulmanos, especificamente os turcos otomanos, no final do século XIV, tratando-os como povos civilizados e próximos dos ocidentais.
III. Jerusalém já não era o principal foco, e no Romance de Melusina Famagusta, importante cidade portuária de Chipre, que toma seu lugar. De acordo com Jean d’Arras, é a presença dos infiéis naquela cidade e não em Jerusalém, que leva os Lusignan ao Oriente. Os infiéis, no caso, eram os cristãos.
Marque a alternativa CORRETA:
Analise as informações a seguir:
I. O preâmbulo da constituição estadunidense e, mais especificamente nos seus primeiros parágrafos, aparecem evocações explícitas aos direitos naturais. Tal fato nos levaria a crer que teriam sido eles, os direitos naturais, a justificativa para a separação das 13 colônias de sua metrópole. Porém, isso não é verdade. No texto, a única função do preâmbulo é o de anunciar os motivos formais pelos quais a independência se fazia necessária.
II. O que, de fato, o documento gostaria de “declarar”, era uma solução em que a coroa, tal como acontecia já em alguns terrenos britânicos, ficasse apenas como expectadora das 13 colônias. De fato, após os primeiros parágrafos, as reais alegações são apresentadas tanto no documento original de Jefferson, em um total de 29, quanto no documento final aprovado pelo Congresso Continental, totalizando 27. Essas causas da manutenção estão dispostas em um único conjunto, destacada no centro do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Analise as informações a seguir:
I. Nos idos de 23 de 1993, o conflito do Oriente Médio parecia se encaminhar para um final pacífico, quando os delegados palestinos e israelenses anunciaram em Oslo a formalização de um entendimento histórico entre Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, provavelmente os dois líderes mais importantes de autoridade palestina e o Estado de Israel. As simbólicas três cartas trocadas entre os dois líderes reconheciam a legitimidade dos pleitos dos dois povos, comprometendo-se a negociar todas as questões espinhosas em um intervalo de cinco anos. Um mês após o anúncio do entendimento em Oslo, Arafat e Rabin celebraram nos jardins da Casa Branca o documento formal, os Acordos de Oslo, com a presença de Bill Clinton e vários chefes de estados árabes e europeus.
II. De uma forma geral, os Acordos previam o fim do conflito armado; retiradas israelenses de extensas partes dos territórios ocupados de Gaza e Cisjordânia; formação de um protestado palestino (Autoridade Nacional Palestina) com poderes administrativos e diplomáticos; cooperação nas áreas de segurança, infraestrutura e economia; e o início de negociações sobre um tratado de paz no transcorrer máximo de cinco anos. Apesar de seus limitados objetivos, os Acordos de Oslo de 1993 representavam revisões profundas nas doutrinas políticas e estratégicas dos dois atores, a saber, a ideia de extinção de Israel, propagada no início da fundação do Estado Judaico pelas forças palestinas, e o fim das ocupações em territórios palestinos.
Marque a alternativa CORRETA:
Analise as informações a seguir:
I. A principal característica da constituição do ano III, um de seus elementos mais casuísticos, foi o “decreto dos dois terços”, cujo objetivo era garantir que os monarquistas (instigados pelo autoproclamado Luís XVIII) tivessem a maioria na assembleia: nas primeiras eleições, dois terços dos futuros deputados deveriam ser escolhidos entre os convencionais, cujos mandatos estavam para expirar.
II. Mesmo com a queda dos jacobinos, permanecia, assim, “a lógica da salvação pública, segundo a qual a Revolução deveria ser defendida, inclusive ao custo da transgressão de seus princípios”. Dessa forma, dois importantes líderes, os antigos apoiadores do governo jacobino Tallien e Billayd-Varenne, falavam abertamente em manter o terror contra os traidores.
Marque a alternativa CORRETA:
Analise as informações a seguir:
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I. A existência da cooperação criou as condições para a manufatura e para o desenvolvimento de mercados com níveis incipientes de integração, especialmente a partir da metade do século XVI até o último terço do século XVIII. A mercadoria deixava assim de ser um produto individual de um trabalhador independente e passava a ser um produto social.
II. A manufatura é a expressão mesma da divisão da atividade do artesão em diversas parcelas, na qual cada trabalhador tem uma função, embora ela permanecesse manual, ou seja, ela dependesse das habilidades físicas das pessoas e a maneira como o trabalho se torna um aspecto a ser vendido, como mercadoria.
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Marque a alternativa CORRETA: