Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q4010989 História
A noção de ‘Pré-história’ consolidou-se como ferramenta classificatória no interior da historiografia, articulando critérios técnicos, culturais e temporais, ao mesmo tempo em que suscita problematizações por seus limites conceituais e pressupostos teóricos que a sustentam. Considerando os debates sobre periodização histórica e os critérios utilizados para a classificação das sociedades humanas anteriores à escrita, assinale a afirmativa correta.
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Q4010825 História
Leia para responder à questão.

As amizades históricas frequentemente moldaram o curso da humanidade, transcendendo laços pessoais para influenciar política, arte e ciência. Um exemplo paradigmático é a entre Aristóteles e Platão, no século IV a.C., na Academia de Atenas, onde o discípulo Aristóteles absorveu e contestou as ideias idealistas do mestre, fomentando o empirismo que ecoa na filosofia ocidental. Essa relação mestre-aluno, marcada por debates intensos, simboliza a amizade como motor intelectual, inspirando gerações de pensadores.

No Renascimento italiano, a amizade entre Leonardo da Vinci e o mecenas Francesco Melzi perdurou por três décadas, do início do século XVI até a morte do gênio em 1519, nos braços do amigo. Melzi não só financiou obras como a "Mona Lisa", mas preservou milhares de páginas de anotações leonardescas, garantindo seu legado científico e artístico. Essa aliança entre criador e guardião reflete tradições renascentistas de patronato, onde a lealdade pessoal elevava a cultura humana a novos patamares. 

Na era das independências americanas, a amizade entre George Washington e o Marquês de Lafayette, iniciada em 1777 durante a Guerra de Independência, forjou laços transatlânticos de liberdade. O jovem francês lutou ao lado do general americano, influenciando a vitória em Yorktown, e mais tarde inspirou revoluções na Europa. Essa camaradagem, celebrada em cartas e monumentos, ilustra como amizades históricas tecem redes de ideais republicanos, marcando o tempo com símbolos de irmandade universal.
A conexão entre George Washington e o Marquês de Lafayette é descrita como um elo que uniu interesses políticos de duas nações distintas em prol de um objetivo comum. Segundo o texto, essa aliança forjada durante a guerra serviu para consolidar e disseminar, tanto na América quanto na Europa, os ideais: 
Alternativas
Q4008994 História
A dança é uma forma de expressão artística que remonta aos primórdios da humanidade. Ela evoluiu ao longo dos séculos, refletindo mudanças culturais, sociais e políticas. Compreender a evolução histórica da dança é essencial para reconhecer a sua importância na formação das sociedades e na expressão das identidades individuais e coletivas.
Sobre a história da dança, assinale a única alternativa CORRETA.
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Q4008543 História
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem- feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”
Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026. 
O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: 
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Q4008542 História
Esta revolução transformou (dupla revolução — a francesa, bem mais política, e a industrial inglesa, e continua a transformar, o mundo inteiro. Mas ao considerá-la devemos distinguir cuidadosamente entre os seus resultados de longo alcance, que não podem ser limitados a qualquer estrutura social, organização política ou distribuição de poder e recursos internacionais, e sua fase inicial e decisiva, que estava intimamente ligada a uma situação internacional e social específica. A grande revolução de 1789-1848 foi o triunfo não da “indústria” como tal, mas da indústria capitalista; não dá liberdade e da igualdade em geral, mas da classe média ou da sociedade “burguesa” liberal; não da “economia moderna” ou do “Estado moderno”, mas das economias e Estados cm uma determinada região geográfica do mundo (parte da Europa e alguns trechos da América do Norte), cujo centro eram os Estados rivais e vizinhos da Grã-Bretanha e França. A transformação de 1789-1848 é essencialmente o levante gêmeo que se deu naqueles dois países e que dali se propagou por todo o mundo. 
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.  
Com base na interpretação da “dupla revolução” (1789–1848) proposta por Eric Hobsbawm como faróis de um mundo novo, analise as proposições abaixo, considerando sua coerência lógica e consistência historiográfica:
(  ) Se a transformação de 1789-1848 representa o triunfo da burguesia liberal, então ela implica ruptura com a ordem estamental do Antigo Regime.
(  ) Se a Revolução Industrial consolida o capitalismo industrial, então altera estruturalmente as relações de produção e a composição das classes sociais.
(  ) Se a Revolução Francesa não tivesse alterado a forma de soberania política, então a Revolução Industrial isoladamente não bastaria para caracterizar a passagem à contemporaneidade.
(  ) Se a contemporaneidade decorre da combinação entre transformação econômica e transformação política, então a Revolução Francesa e a Revolução Industrial são processos historicamente interdependentes.
(  ) Se a acumulação capitalista constitui resultado estrutural da Revolução Industrial, então o Estado liberal burguês pode ser compreendido como forma política compatível com essa nova ordem econômica.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Q4008541 História

"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."


FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001. 


"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."


ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.


Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA: 

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Q4008539 História
“Desde a segunda metade do século XX, a ciência histórica tem alargado seus domínios abrindo a possibilidade de se trabalhar com uma grande variedade de fontes e objetos. Dentro desse campo aberto aos historiadores e pesquisadores, as obras literárias ocupam um lugar importante nas pesquisas históricas enquanto objeto de construção do conhecimento histórico. No entanto, o interesse dos historiadores pelos textos literários não é um fenômeno recente nos estudos históricos. Em se tratando da história da antiguidade – marcada pela escassez documental se comparada à abundância das épocas recentes – os textos literários antigos são, desde há muito tempo, um objeto privilegiado de pesquisa tendo em vista que, fora do campo da arqueologia, a maioria dos estudos de História Antiga são estudos de textos, estudos de representações.
Se o interesse dos historiadores pelos textos literários não é algo novo, entretanto, o que assistimos mudar desde a segunda metade do século XX – devido a uma renovação nos estudos literários que veio influenciar os estudos históricos – é essa relação entre os historiadores e os textos literários.”
SOUSA, P. Ângelo de M. O estudo da história antiga a partir de textos literários: uma proposta teórico-metodológica. Boletim de Estudos Clássicos, [S. l.], n. 60, p. 45-56, 2015. DOI: 10.14195/2183-7260_60_4. Disponível em: https:// impactum-journals.uc.pt/bec/article/view/60_4. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto, analise as assertivas a seguir acerca das transformações epistemológicas da ciência histórica e da relação entre historiografia e literatura, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso):
(  ) A ampliação dos domínios da ciência histórica, a partir da segunda metade do século XX, implicou o reconhecimento das obras literárias como objetos legítimos na construção do conhecimento histórico.
(  ) O texto sustenta que o interesse historiográfico por textos literários surgiu com a renovação teórica ocorrida na segunda metade do século XX.
(  ) Na História Antiga, os textos literários assumem papel privilegiado, em parte devido à escassez de documentação quando comparada às épocas mais recentes.
(  ) A mudança ocorrida na segunda metade do século XX refere-se menos à existência do interesse pelos textos literários e mais à forma como os historiadores passaram a se relacionar com eles.
(  ) O texto afirma que, na História Antiga, a maioria das pesquisas concentra-se em evidências materiais, descartando estudos de representações textuais.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4008538 História
"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encará-los sob os dois pontos de vista.
Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."
JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994. 
Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008537 História
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer seja ela considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades ou no tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo. Entretanto, essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de origem ou até mesmo de retração em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Por conseguinte, os períodos têm uma significação particular; em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou, ao contrário, nas rupturas que essa sucessão evoca, eles constituem um objeto de reflexão essencial para o historiador.” 
LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? (Tradução de Nícia Adan Bonatti). São Paulo: Editora UNESP, 2015. P. 12. 
Com base na interpretação do texto sobre periodização e tempo histórico, analise as proposições a seguir:
I. Se a divisão do tempo histórico não é mero recorte cronológico, então a periodização constitui operação interpretativa vinculada a valores e perspectivas historiográficas.
II. Se a periodização é operação interpretativa, então os períodos não são dados naturais, mas construções que expressam determinadas concepções de mudança e continuidade.
III. Se os períodos são construções interpretativas, então toda narrativa histórica é arbitrária e desprovida de compromisso empírico.
IV. Se a sucessão temporal pode envolver rupturas e continuidades, então é possível articular diferentes ritmos temporais, inclusive aqueles associados à longa duração.
V. Se a longa duração relativiza o acontecimento singular, então a reflexão sobre rupturas perde relevância analítica. 
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Q4008536 História
“Um fato é alguma coisa real, mas também uma construção de memória, que pode ganhar asas no discurso. A questão é não se deixar simplesmente flanar no discurso, se distanciando da referência do fato. Alguns defendem uma pós-modernidade em que a história “é” discurso. Ora, a história é discurso, sim, mas com amarras na concretude dos fatos, que embutem algo inalterável. O que se dá – a partir do fato – é que abre um campo imenso de batalha e nos desafia, tensionando nosso ofício.”
SANTOS NETO, Antônio Fonseca. A História nas mãos. Entrevista publicada da Revista Revestrés. Edição 46. Agosto de 2020. Acesso em: 07 fev. 2026. 
A partir da análise do texto, é possível identificar uma posição epistemológica que tensiona tanto o positivismo factualista, quanto determinadas vertentes da pós-modernidade. Considerando os debates historiográficos relativos ao estatuto do fato histórico, à renovação metodológica promovida pela Escola dos Annales e às formulações associadas à chamada Nova História, assinale a alternativa que melhor expressa a posição teórica presente no texto acima. 
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Q4008535 História
“O historiador debruçado sobre as imagens como documentos do passado é um personagem acadêmico de tradição recente. Nos últimos anos, apesar da proliferação relativa de pesquisas e objetos nessa área, não consiste em exagero afirmar que continuamos a tatear em busca de um corpus teórico-metodológico sólido para o uso das imagens como forma de conhecimento. (...) Nesse percurso, as relações da história e do cinema captam a atenção do pesquisador com intensidade inaugurando as mais diferentes formas de abordagem para a efetivação, necessariamente interdisciplinar, dessa prática historiográfica.
(...) 
O olhar que o cinema devolve (ao espectador) atinge status transformador em um sentido hermenêutico. Entende-se que a imagem tem um potencial de perturbação de certezas instituídas que, no entanto, está em latência, precisa ser ativado. Como em uma experiência de intercâmbio que atravessa os tempos, o olho do cinema a partir do passado surge inquirindo o historiador e torna-se capaz de transformar o presente. Inevitavelmente dinâmica, essa relação de olhares cruzados pressupõe uma ação investigativa sempre em movimento, em vias de tornar-se. 
SILVA, Jaison Castro. A tessitura insuspeita: cosmopolitismo, cinema nacional e trajetórias do olhar em Walter Hugo Khouri e Luis Sérgio Person (1960-1968). 2014. 812f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em História, Fortaleza (CE), 2014. 
Para o autor, as relações da história e do cinema: 
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Q4008529 História
"O nacionalismo moderno é em grande parte um produto do século XIX, e muitos dos movimentos nacionalistas dessa época foram promovidos por elites políticas que procuravam construir identidades coletivas e legitimar novos Estados.” 
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780: programa, mito, realidade. Cambridge: Cambridge University Press, 1990. 
Durante a Idade Moderna, os Estados começaram a se configurar espacial e politicamente e esse processo só se consolidou no século XIX. Sobre o movimento nacionalista do século XIX, julgue os itens e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Os envolvidos nos projetos nacionalistas do século XIX resgataram tradições e narrativas do passado para criar um sentimento de identificação entre as populações que eles queriam organizar em um Estado-nação.
II. Os movimentos nacionais europeus surgiram como projetos de pequenas elites intelectuais, antes de ganharem alcance junto aos movimentos de massa.
III. Com o objetivo de aumentar os seus territórios e suas riquezas, os países europeus utilizaram os nacionalismos para legitimar seu expansionismo territorial e comercial. 
Alternativas
Q4008526 História
“O liberalismo, reconhecido como ideologia do capitalismo, passou por diversas transformações ao longo do tempo, acompanhando o processo de desenvolvimento do capital, sendo tensionado e reconfigurado em momentos de crise estrutural.”
ORSO, Paulino José. Liberalismo, neoliberalismo e crise estrutural do capital. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 1–12, 2021.
Com base na citação, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da crise do liberalismo: 
Alternativas
Q4008525 História
Durante o julgamento, em Jerusalém, de um dos responsáveis administrativos pelos crimes cometidos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu uma interpretação que provocou intenso debate sobre responsabilidade, obediência e violência de Estado. A análise resultou na formulação do conceito conhecido como “banalidade do mal”, amplamente discutido na teoria política e na historiografia contemporânea.
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Com base nessa problemática, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do conceito:
Alternativas
Q4008523 História
“O totalitarismo não é um conceito neutro nem atemporal: ele nasceu em um contexto histórico preciso, foi moldado pelas lutas ideológicas do pós-guerra e desempenhou um papel central nas batalhas de memória e de interpretação do século XX.”
TRAVERSO, Enzo. A história como campo de batalha. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
Em "A história como campo de batalha" (2016), Enzo Traverso problematiza o conceito de totalitarismo, destacando que sua formulação e seus usos não podem ser dissociados das disputas políticas, intelectuais e culturais do século XX, particularmente no contexto do pós-guerra e da Guerra Fria.
Com base no texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito de totalitarismo deve ser compreendido como construção histórica, marcada por usos políticos e disputas ideológicas. 
II. A categoria de totalitarismo possui caráter universal e descritivo, aplicável de forma neutra a diferentes regimes políticos.
III. As disputas em torno do conceito de totalitarismo revelam conflitos de memória e projetos políticos no século XX.
IV. A crítica de Traverso implica a rejeição do conceito de totalitarismo pela historiografia contemporânea.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4008518 História
“No fi nal da Idade Média, nas ilhas mediterrâneas, região em que se encontrava o regime de tipo escravista mais importante da Europa, escravos já trabalhavam com a produção de açúcar. Note-se, contudo, que, se diversos povos contavam com o trabalho escravo, este não era muito empregado na agricultura; cativos executavam sobretudo tarefas artesanais. A mão de obra essencial para o setor agrícola continuava a ser camponesa; isso até os portugueses chegarem à Costa da Guine no século XV.”
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
Alternativas
Q4008514 História

“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das fi guras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”


GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.


Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que: 

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Q4008513 História

“Quando o Egito se encontrava sob a dominação cuxita, a função de grande sacerdotisa (Dewat Neter) do deus Âmon em Tebas era exercida pela filha do rei, o que lhe conferia grande influência econômica e polí tica. Mesmo após a extinçã o do cargo, em consequência da perda do Egito, as mulheres da família real continuaram a ocupar altas posições e a exercer um poder considerável sobre o clero do templo de Âmon em Napata e em outros lugares.(...) A iconografia confirma o elevado status das rainhas-mães. Nas cenas religiosas representadas nas paredes dos templos elas ocupam posições proeminentes, subordinadas apenas ao próprio rei, enquanto nas cenas que ornam as capelas das pirâmides a rainha aparece, por trás do rei falecido, como a principal portadora de oferendas.”

MOKHTAR, Gamal (ed.). História Geral da África: África antiga. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. 1008 (p.304- 305). 


A Núbia constituiu-se como um importante elo entre a África Central e o Mediterrâneo. Nesse território, formou-se o Reino de Kush, no qual se destacou o papel feminino na sociedade e na política. Sobre o Reino de Kush, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q4008512 História
“A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja menos vão esgotar-se em compreender o passado se nada se sabe do presente.”
BLOCH, Marc. Apologia da História ou oficio do historiador. São Paulo: Zahar, 1989.
A reflexão de Marc Bloch evidencia o caráter relacional do conhecimento histórico, que articula passado e presente por meio da análise crítica das fontes e das interpretações. Considerando a construção do conhecimento histórico e as habilidades desenvolvidas pela disciplina de História, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008511 História
O ator Wagner Moura, ao receber o Globo de Ouro (2026) na categoria de “melhor ator em filme de drama”, por sua atuação no filme “O Agente Secreto”, proferiu a seguinte frase “Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem". A fala do ator demonstra a importância da memória dos acontecimentos para a formação dos sujeitos bem como da nação. Dessa forma, a categoria memória apresenta-se em constante campo de disputa.
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
341: B
342: A
343: C
344: A
345: A
346: D
347: B
348: A
349: A
350: C
351: B
352: D
353: B
354: E
355: A
356: D
357: A
358: A
359: B
360: C