Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Auschwitz I. Disponível em: https://www.theauschwitztours.com/pt/auschwitz-concentration-camp/. Acesso em: 02 fev. 2024.
Primo Levi, judeu e antifascista, no fim de 1943, aos 24 anos, foi preso pela polícia italiana e entregue às forças de ocupação alemãs. Logo se fechava atrás dele o portão do campo de Auschwitz com a inscrição “O trabalho liberta”, e Levi compreendeu: “Então isto é o inferno”.
Adaptado de WEINRICH, H. Lete: arte e crítica do esquecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
No decorrer da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), campos de concentração foram criados em vários países europeus, sendo um dos maiores o complexo de Auschwitz, na Polônia. Para lá, eram enviados em massa aqueles considerados inimigos da nação alemã.
A criação de campos como o de Auschwitz, no contexto da II Guerra Mundial, está associada

Árvore de Baobá. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-premium/arvore-baoba-africa-paisagem-madagascar-natureza-arvores-baoba-abstrata-generativa-ilustracao-ai_41540350.htm. Acesso em: 02 fev.2024
O Baobá, árvore que pode ser encontrada na África, é considerado um símbolo da resistência do povo negro. Por sua grande robustez e capacidade de sobreviver por séculos, pode ser visto como reflexo do desejo dos povos africanos em continuar sua presença no tempo e no espaço.
No início do século XX, os países da África e da Ásia viam-se em uma situação de dependência frente às metrópoles colonizadoras, e, também atrasados em relação a outros continentes, no que diz respeito a avanços tecnológico, industrial e econômico. Nessa perspectiva, os povos passaram a buscar sua independência, em um processo que historicamente é conhecido como descolonização.
Sobre a temática, assinale a opção que apresenta uma afirmativa correta sobre o processo de descolonização afro-asiática.
Segundo o autor,
“[O indivíduo], orientando sua atividade de tal maneira que sua produção possa ser de maior valor, visa apenas o seu próprio ganho e, neste, como em muitos outros casos, é levado como que por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de suas intenções. […] Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo muitas vezes promove o interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tenciona realmente promovê-lo.”
SMITH, A. A riqueza das nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 379-380.
A “mão invisível” citada por Adam Smith pode ser compreendida como uma definição liberal de mercado. Nessa concepção, são características do liberalismo econômico
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 95.
O processo histórico da expansão imperialista europeia no século XIX, descrito no texto por Hobsbawm, pode ser caracterizado

“Davi”. Disponível em: https://www.florence-museum.com/br/david-michelangelo.php. Acesso em: 02 fev. 2024.
A escultura “Davi” (1501–1504), de Michelangelo, é uma das obras renascentistas em que há clara inspiração na arte da Antiguidade Clássica.
Sobre o movimento cultural renascentista, avalie as afirmativas.
I. A sociedade europeia, durante esse período, experimentou um pequeno crescimento urbano e as poucas cidades que existiam não possuíam relevância comercial, uma vez que o comércio estava em declínio e a burguesia enfraquecida economicamente.
II. A mentalidade dos intelectuais ligados ao renascimento baseou-se na formulação de princípios pautados pelo humanismo ou antropocentrismo, segundo o qual o homem “era a medida de todas as coisas”.
III. O racionalismo e o individualismo, princípios do renascimento, sustentavam que a razão era fundamental para a explicação do mundo e que as diferenças individuais dos homens deveriam ser respeitadas.
IV. Dentre os expoentes artistas renascentistas destacaram-se Sandro Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael Sanzio.
V. Durante o período do Renascimento, os mecenas patrocinavam o trabalho de artistas e de intelectuais renascentistas. Entre as pessoas que se destacavam como mecenas estavam comerciantes, banqueiros, monarcas e papas.
Estão corretas as afirmativas
[...]
A fome é um dos castigos do pecado original.
O homem tinha sido criado para viver sem trabalhar.
Mas, após a queda, ele não pode se erguer senão pelo trabalho...
Deus impôs deste modo, à fome, para que ele fosse obrigado a trabalhar para suprir esta necessidade e pudesse retornar as coisas eternas.
Le Goff, Jaques. A civilização do ocidente medieval. Bauru: Edusc, 2005, p.233.
A partir da análise do fragmento, assinale a alternativa que explique de que forma as hierarquias sociais, na Idade Média, eram justificadas e mantidas.
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas morenas.
[...]
BUARQUE, Chico. Mulheres de Atenas. In: Meus caros amigos, 1976. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45150/. Acesso em: 31 jan. 2024
Os versos da canção de Chico Buarque remetem para a compreensão da posição social da mulher na sociedade ateniense. Na Grécia Antiga, essa situação estava condicionada à
O desejo e o prazer de compreender, de explicar a realidade, de questionar para procurar alternativas, de conhecer para agir conscientemente são, sem dúvida, fatores poderosos na formação de indivíduos responsáveis e intervenientes. Não foi decerto por acaso que os regimes totalitários declaram morte à cultura e reduziram drasticamente o tempo de escolaridade e o acesso ao saber.
(Roldão apud Proença, 1999, p. 25-26.)
O ensino de história contribui para o crescimento pessoal e social de cada indivíduo não apenas pelo conteúdo do saber histórico, mas também pela metodologia adotada. Nesse sentido:
Desde que a Grã-Bretanha tomou posse das Ilhas Malvinas ou Falklands, em 1833, ao expulsar a base naval argentina ali instalada, a Argentina passou a reivindicar a devolução desse território insular. Os próprios britânicos questionavam, a princípio, os títulos jurídicos que lhes embasavam a possessão do arquipélago: as investidas inglesas na América do Sul se repetiram depois do fim das guerras napoleônicas (em 1815), chegando até as Malvinas em 1833. O duque de Wellington, vencedor de Napoleão em Waterloo, porém, havia escrito:
“Revi os papéis concernentes às ilhas Falkland. De nenhum modo me fica claro que tenhamos algum dia possuído soberania sobre essas ilhas”. A soberania sobre as ilhas foi causa de um enfrentamento armado entre os dois países em 1982, a Guerra das Malvinas.”
(Disponível em: https://funag.gov.br/loja. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Nos dias atuais, as Ilhas Malvinas:
Samba-Enredo 2024 – Glória ao Almirante Negro:

(Disponível em: https://www.letras.mus.br/gres-paraiso-do-tuiuti/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Como a nossa sociedade sofre um ritmo intenso de modificações, a escola e o ensino de história, em especial, deve acompanhar esse processo sob pena de transmitir conhecimentos já ultrapassados. Para isto deve incorporar os temas e as inovações tecnológicas com que os alunos já lidam no seu cotidiano. Constitui-se hoje, para os educadores do ensino fundamental e médio, um desafio muito grande ensinar alunos que têm contato cada vez maior com os meios de comunicação e sofrem a influência da televisão, rádio, jornal, vídeogames, [...] computador, redes de informações e etc.
(Ferreira. 1999, p. 144.)
Discutir a respeito da utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação no ensino de história, embora não seja mais novidade, é pertinente e necessário. Nesse contexto de evolução informacional constante:
A proteção do ser humano contra todas as formas de dominação ou do poder arbitrário é da essência do direito internacional e dos direitos humanos. Orientado essencialmente à proteção das vítimas, reais (diretas e indiretas) e potenciais, regula as relações entre desiguais, para os fins de proteção, e é dotado de autonomia e especificidade própria. É preciso estudar as nuances do conceito e do discurso dos direitos humanos para saber se eles de fato existem, se consistem em mera retórica ou se se encontram no meio, ou seja, entre a existência e a retórica.
(Trindade. 2007, p. 210.)
É fato irrefutável a importância teórica e prática do conceito de direitos humanos. A sua abordagem pode ser feita a partir de uma enorme gama de perspectivas, enfoques e disciplinas, pois:
“Era dos trens”: por que o Brasil trocou as ferrovias por rodovias? Governo atual diz trabalhar em para retomar as ferrovias no país. Os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o transporte ferroviário estão gerando burburinho, seja entre os céticos ou otimistas. Há poucas semanas, Lula anunciou que o governo está trabalhando em um projeto para expandir a malha ferroviária do país, aumentando a circulação de trens para carga e, especialmente, passageiros.
(Disponível em: https://guiadoestudante.abril.com.br. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Sobre a história das ferrovias no Brasil, assinale a afirmativa correta.
A colonização da América protagonizou a consolidação do novo padrão de poder mundial e a classificação racial da população mundial como elemento fundamental à dominação colonial. Um sistema de poder mundial que constitui a globalização hoje em curso e que está intrinsecamente relacionado com a colonização da América e transformações nos modos de vida, territórios e identidades dos povos e comunidades tradicionais.
(QUIJANO. 2005.)
No processo de colonização da América, alguns elementos estiveram presentes, a saber:
Entre os ciclos de “expansão e destruição da riqueza”, a partir da Primeira Guerra Mundial, o padrão de acumulação reposicionou os protagonistas no cenário econômico e político mundial. A Inglaterra perdeu seu caráter de exportador de capitais, ao passo que os Estados Unidos assumiram essa posição, expandindo investimentos externos e exportando capitais, também para a América Latina, e construindo “zonas de influência”.
(GRANDI, Guilherme; FALEIROS, Rogério N. (Orgs.), 2020.)
Nesse contexto, a situação do Brasil especificamente:
Os constantes desafios que se interiorizam no âmbito da ordem internacional vêm modulando a forma como governos, empresas, sociedade civil e centros de pensamento estão se relacionando. Em um mundo cada vez mais multifacetado, o monopólio da política externa já não cabe mais como instrumento de competência exclusiva de entidades governamentais, seja em seu aspecto de formulação ou em aspecto decisório.
(Lafer. 2001.)
Alguns temas estruturais fazem parte da agenda de debates e das preocupações especificamente do Brasil, tais como:
O objetivo da história é dar sentido ao passado; é conhecer e compreender não para contemplar um passado morto, mas para agir, para libertar consciências, para dar força às forças do progresso, para identificar e integrar o país com sua história e seu futuro, essa é toda a tarefa da história.
(Rodrigues. 1984, p. 39.)
O excerto anterior apresenta uma perspectiva acerca do que seria, de fato, a história. Dessa forma, a metodologia do ensino da história precisa
O arrocho salarial foi a política efetivada pelo ciclo ditatorial. O caráter de classe do regime ditatorial pode ser percebido como o Executivo Federal tratou os reajustes salariais. A fixação dos reajustes foi utilizada como instrumento de maximização da exploração da força de trabalho, um meio para realizar a “acumulação predatória” (pagamento de salários abaixo do valor da força de trabalho). “Tratou-se de uma política salarial dirigida abertamente contra a massa da classe trabalhadora, em especial a classe operária, sobre a qual se descarregou o custo decisivo da ‘estabilização econômica’: com o arrocho, garantiu a superexploração dos trabalhadores para a multiplicação dos lucros capitalistas”.
(Netto, 2014, p. 92.)
O arrocho salarial a que se refere o excerto, em pleno regime ditatorial militar no Brasil, fez parte de outras medidas que
contextualizaram o chamado “milagre econômico”, tais como:
Mesmo que os espanhóis tivessem visto muitos indígenas na Espanha e os houvesse conhecido bem, os espanhóis, por exemplo, conheceram na América pela primeira vez urna sociedade matriarcal. As rainhas e princesas que conheceram riam-se deles e escandalizam seu senso de decoro. As regras de urna sociedade onde os homens não faziam as leis eram diferentes da sua, e, como os "civilizados" tem feito em todo o mundo, condenavam sem hesitar os modelos dessa cultura diferente e a tratavam de modificar.
HANKE, Lewis. Aristóteles e os índios americanos. Maria Lucia Galvão Carneiro (Tradutora). São Paulo: Livraria Martins, 1955, p. 73 e 74. [Adaptado].
O relato demonstra qual aspecto da interação entre as duas culturas distintas?