Questões de Concurso
Comentadas sobre história geral em história
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Considerando seus conhecimentos sobre a colonização espanhola da América, leia as proposições abaixo e responda:
I - A chegada dos espanhóis no continente americano provocou a morte de milhares de nativos pelo contato com doenças trazidas da Europa;
II - Os espanhóis encontraram metais preciosos no início do contato com os povos ameríndios, pois já conheciam a metalurgia antes dos colonizadores;
III - A América Espanhola foi dividida em vice-reinos e capitanias gerais, estrutura utilizada para administrar o território.
Dos itens acima:
Sobre o assunto, assinale a alternativa CORRETA:
"Morgana deu uma gargalhada. Eles vão à noite, seu idiota, e cultuam nus sua Deusa imunda. Homens e mulheres juntos, suando como suínos! Acha que não sei? Eu, que fui uma daquelas pecadoras? Você acha, Derfel, que sabe mais do que eu sobre os cultos pagãos? [...] Ela mergulhou os dedos na tigela de água e fez de novo o sinal da cruz, deixando uma gota de água benta na testa da máscara. [...] Não insisti na discussão. As diferentes crenças sempre se insultavam mutuamente assim. Muitos pagãos acusavam os cristãos de comportamento semelhante no que era chamado 'festas do amor´, e muitas pessoas do campo acredita - vam que os cristãos sequestravam e matavam crianças."
CORNWELLL, Bernard. As crônicas de Arthur, vol. 2: o inimigo de Deus. Rio de Janeiro: 2015, p.295.
A obra ficcional acima se passa na Inglaterra da alta idade média, durante o longo processo de invasão dos saxões naquela ilha. Um dos aspectos perceptíveis é a presença do cristianismo e de outras crenças entre os diferentes povos que ocupavam este território. Sobre este assunto, assinale a alternativa CORRETA:
"Aristóteles inicia sua famosa discussão da escravidão com a afirmação de que, "sem o necessário, nem a vida nem a boa vida é possível". Ser um senhor de escravos é a forma humana de assenhorar-se da necessidade e, portanto, não é para physin, contra a natureza; a própria vida o exige. Portanto, os camponeses, que suprem as coisas necessárias à vida, são classificados, tanto por Platão como por Aristóteles, na mesma categoria que os escravos".
ARENDT, Hannah. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010, p. 103.
Sobre a Polis clássica grega, é CORRETO afirmar:
"O aumento da oferta de mão de obra africana na Amazônia não motivou uma transição da escravidão indígena para a africana. Pouco adiantaram os sermões, as condenações das ações criminosas e pecaminosas contra os 'filhos das matas´, e muito menos a legislação que desencorajava a escravidão indígena. [...] Pacificar, civilizar, domesticar os silvícolas arredios são ações que ainda fazem parte dos discursos e práticas daqueles que buscam consolidar a ocupação da 'última fronteira´. O nativo continua a ser o Outro. Na Amazônia, diferente do ocorrido em São Paulo, os tejupares não cederam lugar às senzalas. Negros da terra, e negros da África, compartilharam o mundo do trabalho."
FUNES, Eurípedes A. Nasci nas matas, nunca tive senhor. Fortaleza: Plebeu Gabinete de Leitura, 2023, p.88.
A partir da leitura do texto acima, analise as afirmativas abaixo:
I. A escravização do africano no território ocupado pelo império português nas terras conquistadas a partir do século XVI não ocorreu de forma simultânea, nem igual. Ao Norte, por exemplo, dadas as particularidades locais, escravizados de além-mar ou autóctones foram usados indistintamente.
II. A legislação do império português sobre o uso de mão de obra escrava na sua colônia no chamado Novo Mundo era omissa em relação aos povos passíveis de escravização e, em razão disso, tanto os nativos da África quanto os nativos locais foram submetidos a esse regime de trabalho.
III. A escravização de pessoas na colônia portuguesa no chamado Novo Mundo foi cuidadosamente controlada, seja por razões econômicas, seja por interesses políticos, e permitiu que esse comércio ocorresse apenas quando voltado para o uso dessa mão de obra em atividades econômicas como a produção agroindustrial.
IV. A Igreja Católica, aliada do império português por meio de dispositivos como o Patronato Régio, buscou inibir o uso da mão de obra do nativo das terras do chamado Novo Mundo e defendeu o uso do escravizado africano e, portanto, o comércio ultramarino, lucrativo para a coroa portuguesa.
Estão CORRETAS as afirmativas:
"Não há história econômica e social. Há história simplesmente, em sua Unidade. Os homens, únicos objetos da história [...] sempre apreendidos no quadro das sociedades [...] numa época bem determinada [...] - dotados de funções múltiplas, de atividades diversas, de preocupações e de aptidões variadas, que se misturam todas, se chocam, se contrariam e acabam por concluir entre si uma paz de compromisso, um modus vivendi que se chama Vida".
Citado em TÉTART, Philippe. Pequena História dos historiadores. Bauru, SP: EDUSC, 2000. p.111.
A tendência historiográfica representada no fragmento acima é:
FONTENELE, Zilfran Varela, CAVALCANTI, Maria da Paz. Práticas docentes no ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 46, 2020. p.3.
Leia com atenção as alternativas abaixo e marque aquela que inclui um aspecto NÃO estabelecido pelo texto das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008:
CASTELLS, Manuel. Redes de indignação e esperança. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. p.7.
Considerando a referência à chamada Primavera Árabe apresentada no trecho acima, marque a alternativa CORRETA a respeito dos principais fatores que levaram a tais movimentos nas primeiras décadas do século XXI:
BELLUZZO, Luiz Gonzaga. O capital e suas metamorfoses. São Paulo: Editora Unesp, 2013. p.142.
O parágrafo acima refere-se ao contexto da crise econômica de 2008, que afetou países e economias diversas mundo afora. Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que menciona fatos que NÃO estão relacionados às causas da crise de 2008:
I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.
Está CORRETO o que se afirma em:
O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.
A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada