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Leia o texto a seguir:
Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.
Por que se apelou para uma relação de trabalho odiosa a nossos olhos, que parecia semimorta, exatamente na época chamada pomposamente de aurora dos tempos modernos?
(Boris Fausto, História do Brasil)
Fausto responde à própria indagação afirmando que
“A descrição dá início a uma tópica ainda hoje frequente no país, que entende a conquista como um ‘encontro pacífico’, a despeito das diferenças políticas, culturais e linguísticas. Essa nova gente capturou a curiosidade de Caminha: ‘A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem fazem mais caso de cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto’. O escrivão se espanta com suas ‘peles vermelhas e cabelos escorregadios’, e ademais com o fato de serem bonitos de corpo e alma. Começava com essa percepção certa ladainha de vida longa, que construiu a imagem de um ‘bom selvagem’ brasileiro […].Evidentemente deslumbrado, o relato de Caminha inaugurava, também, outro mito recorrente. O da natureza pacífica, de uma conquista sem violência, uma comunhão que unificou a todos, num mesmo coração e religião. [...] por mais que o tempo mostrasse o oposto: genocídio de um lado, conquista de outro.”
STARLING, Heloísa; SCHWARCZ, Lilia. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Relacionando o trecho com os conhecimentos históricos sobre a formação da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa que expressa como o trecho dialoga com as interpretações historiográficas acerca do “encontro” entre portugueses e populações indígenas.
I. Entre os séculos XV e XIX, o Ensino Religioso foi instrumento de cristianização e controle ideológico, conduzido principalmente pelos jesuítas, sob a influência da Igreja Católica e com o aval da Coroa Portuguesa.
II. Durante o período imperial, a religião católica manteve-se como oficial do Estado, e o Ensino Religioso continuou a ser utilizado como ferramenta de catequese e doutrinação, conforme os acordos firmados entre o Papa e o Monarca.
III. A Constituição de 1891, influenciada pelo positivismo, estabeleceu a laicidade do Estado brasileiro, separando Igreja e Estado e proibindo o Ensino Religioso nas escolas públicas.
IV. O Decreto nº 19.941/1931, promulgado durante o governo de Getúlio Vargas, determinou o retorno facultativo do Ensino Religioso às escolas públicas, marcando a reaproximação entre Igreja e Estado.
Pode-se afirmar que:
( ) A promulgação da Constituição de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, é considerada o marco central da redemocratização, ampliando direitos civis, sociais e políticos e consolidando o Estado democrático de direito.
( ) A transição democrática ocorreu por meio de eleições diretas para presidente logo após o fim da ditadura, sem etapas intermediárias ou mediações institucionais.
( ) Movimentos sociais, organizações civis e a atuação de historiadores e pesquisadores no espaço público desempenharam papel significativo ao questionar narrativas oficiais e fortalecer processos de participação política.
( ) A Constituição de 1988 conseguiu suprimir as desigualdades sociais e regionais, garantindo oportunidades para os diversos grupos populacionais.
( ) A análise historiográfica do período evidencia avanços institucionais, mas também aponta desafios persistentes relacionados à efetivação de direitos, desigualdades estruturais e à consolidação de uma cultura democrática, exigindo interpretação crítica dos acontecimentos.
( ) A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi travada pela Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai, refletindo tanto rivalidades interestatais na Bacia do Prata quanto preocupações internas dos aliados que influenciaram suas decisões de política externa.
( ) O Império do Brasil manteve uma política externa voltada exclusivamente à defesa das províncias do Sul, evitando qualquer envolvimento nos assuntos internos do Uruguai e do Paraguai antes de 1864.
( ) A busca pelo controle da navegabilidade e do domínio sobre os rios da Bacia do Prata (Paraná, Paraguai, Uruguai) foi um objetivo estratégico recorrente no século XIX, determinando rotas comerciais, alianças políticas e operações militares na região sul da América do Sul.
A primeira e tardia manifestação massiva da categoria dos assistentes sociais contra a ditadura militar-empresarial e o poder de classe que a sustentou foi o