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“[...] Tratase, sobretudo, de procurar identificar e entender como a ditadura militar brasileira vigente entre 1964 e 1988 se conforma e funciona em uma sociedade de feições sociais e antropológicas tradicionais, com perfil sociodemográfico relativamente simples, com uma população numericamente pequena onde o anonimato é impossível e as relações de vizinhança e afeto são onipresentes e estruturantes da vida em sociedade.”
SANTOS, Dorival da C. Entre a tortura e a Matinta Pereira: uma abordagem cultural da ditadura militar no Amapá. Rio de JaneiroRJ: Multifoco, 2017. p. 1920.
Com base no exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Entre o final do século XVIII e a primeira metade do século XIX, o Brasil foi palco – seja ainda enquanto América Portuguesa seja posteriormente como Império independente – de inúmeras rebeliões e revoltas contra o poder instituído. Algumas delas geralmente são agrupadas em um conjunto de eventos contrários ao Império ao longo do período regencial.
É correto afirmar que são consideradas “Revoltas Regenciais” os seguintes eventos:
Leia as afirmações a seguir e informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) Na Bahia do início do século XIX era comum que vários setores da sociedade investissem na escravidão adquirindo escravos. Não existe registro, contudo, de que naquele contexto os ex-escravizados também adquirissem africanos para seus ganhos pessoais.
( ) A Revolução Haitiana foi um elemento importante na derrocada da economia baiana entre o final do século XVIII e início do XIX, especialmente pelo receio das elites senhoriais brasileiras, por um período, em investir no comércio escravo.
( ) A crise econômica baiana, a partir da década de 1820, teve relação com a produção açucareira de Cuba, que ganhou parte considerável dos mercados internacionais antes também ocupados pela produção da Bahia.
( ) Entre as décadas de 1830 e 1840, especialmente devido à crise na importação de escravos imposta pelo controle britânico do tráfico, a Bahia destacou-se como importante fornecedora de mão de obra escrava para o sul, notadamente quando do incremento da produção cafeeira.
( ) A crise econômica baiana na primeira metade do século XIX promoveu uma relevante inversão produtiva, tirando o açúcar do centro da produção e elevando a produção de subsistência como a principal na província, o que evitou crises de desabastecimento no período.
A sequência está corretamente apresentada em
No livro “A escravidão na África: uma história de suas transformações”, o historiador Paul Lovejoy conceitua a escravidão, compreendida como um tipo específico de exploração, a partir de um conjunto de elementos.
Dentre as características apresentadas pelo autor é INCORRETO afirmar que o escravo
Há um debate historiográfico bastante pronunciado, conquanto não exclusivo, entre duas correntes na interpretação da história do Brasil, notadamente em seus três primeiros séculos. De um lado, há as interpretações vinculadas ao modelo do “Antigo Sistema Colonial” e, de outro, aquelas ligadas ao modelo do “Antigo Regime nos Trópicos”.
Associe o modelo histórico à sua interpretação.
MODELOS HISTÓRICOS
1 – Antigo Sistema Colonial
2 – Antigo Regime nos Trópicos
INTERPRETAÇÕES
( ) A história da colonização no Brasil reflete o amadurecimento das relações administrativas na Península Ibérica e aponta para uma ampla trajetória de negociação na construção de uma governabilidade, gerando uma economia política de privilégios.
( ) A história do Brasil em seu período colonial se assemelha à de outras colônias no mesmo período, tendo por característica principal sua colaboração com a produção da acumulação primitiva do capital, base para o desenvolvimento capitalista na Europa.
( ) Para a devida compreensão da dinâmica imperial portuguesa é necessário considerar como as regras jurídicas e administrativas portuguesas foram incorporadas e trabalhadas na dinâmica ultramarina.
( ) A exploração metropolitana, por meio do exclusivo comercial, reforça o caráter global do sistema de colonização, diminuindo a importância – embora não desconsiderando a existência – da negociação política e administrativa locais.
( ) A escravidão nas colônias portuguesas não pode ser explicada, apenas, pelos fatores relativos à necessidade da exploração econômica; antes, tem relação com a própria lógica que naturalizava a hierarquia social nas sociedades europeias de então.
A sequência correta é apresentada em
Acerca das reflexões, promovidas nos últimos anos pela historiografia, sobre as experiências vivenciadas pelos povos indígenas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), analise as afirmações a seguir.
I – Uma das formas de violência vivenciadas pelos indígenas durante a ditadura militar brasileira se deu por meio da ação dos próprios órgãos indigenistas oficiais, como a Funai.
II – Uma das estratégias discursivas mobilizadas pela propaganda política do regime militar foi a de promover uma vinculação entre o discurso desenvolvimentista e a ideia de valorização dos povos indígenas habitantes do território brasileiro.
III – A análise das violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas no período da ditadura militar brasileira nos permite perceber a intrínseca relação existente entre violência estatal e os interesses do capital privado.
IV – Uma das dimensões importantes dos autoritarismos vivenciados pelos indígenas em relação à experiência da ditadura militar foram os silenciamentos que invisibilizaram a presença, o protagonismo e resistência dos povos originários neste período.
V – A violência impetrada pelo Estado brasileiro contra os povos indígenas durante a ditadura militar pode ser lida como uma das permanências da lógica colonialista dos aparelhos estatais.
É correto afirmar que
Analise o texto a seguir.
“A fundação da cidade do Salvador teve início a partir da instalação do Governo Geral como uma tentativa de efetivar os projetos de povoamento, colonização e defesa. A cidade fortaleza planejada foi erguida em 1549 no alto de uma montanha no interior da Baía de Todos os Santos seguindo as determinações do traçado definido pelo Rei, no regimento de 1548, de ser erguida em pedra, cal e barro, ou ‘taipes ou madeira, como melhor poder ser, de maneira que seja forte’, para assim garantir a segurança dos moradores. Por não encontrar de imediato a pedra e seguindo a orientação do regimento, a pedra foi substituída pela madeira das paliçadas e, depois, pelo barro, o que permite afirmar que a arquitetura militar de Salvador era, nos seus primeiros anos, construções de fibras secas tecidas ou uma combinação de vários materiais que tivessem boa resistência às intempéries (...), as casas eram de madeira e palha; o muro de varas, galhos e cipós entrelaçados de barro”.
(SANTOS, Patrícia Verônica Pereira dos. Os índios e a Fundação de Salvador. In: SANTOS, Fabricio Lyrio (Org.). Os índios na história da Bahia. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016. p. 40).
Com base no trecho anterior e no referido estudo de Patrícia dos Santos, analise as afirmações a seguir classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Na construção da cidade de Salvador/BA foram utilizadas técnicas oriundas dos povos tupinambás, muitas delas utilizadas por eles para se defenderem dos ataques dos europeus.
( ) A dependência da mão de obra indígena na construção da cidade revela um dos aspectos importantes da ação colonizadora portuguesa sobre esses povos, qual seja o aprisionamento de indígenas para escravização.
( ) As revoltas e fugas protagonizadas pelos indígenas nesse período demonstram uma das formas de agência indígena nesse processo, forçando a Coroa portuguesa a ações como a de estabelecer alianças com grupos indígenas da região.
( ) Embora tenham tido uma atuação importante nos trabalhos de construção e manutenção da cidade de Salvador, os indígenas não atuavam nas propriedades particulares, como os engenhos, onde utilizava-se mão de obra africana.
( ) A queda populacional dos indígenas decorrente de fome, maus tratos, repressão violenta às revoltas, excesso de trabalho e proliferação de doenças infectocontagiosas é um dos fatores que ajuda a explicar a paulatina incorporação de escravos africanos como mão de obra na região.
De acordo a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última, é
“Quando me tornei homem, outros brancos resolveram me dar um nome mais uma vez. Dessa vez, o pessoal da Funai. Começaram a me chamar de Davi “Xiriana”. Mas esse novo nome não me agradou. “Xiriana” é como são chamados os Yanomami que vivem no rio Uraricaá, muito distante de onde eu nasci. Eu não sou um “Xiriana”. Minha língua é diferente da dos que vivem naquele rio. Apesar disso, tive de mantê-lo (...). Meu último nome, Kopenawa, veio a mim muito mais tarde, quando me tornei mesmo um homem. Esse é um verdadeiro nome yanomami (...). É um nome que ganhei por conta própria. Na época, os garimpeiros tinham começado a invadir nossa floresta. Tinham acabado de matar quatro grandes homens yanomami, lá onde começam as terras altas, a montante do rio Hero u. A Funai me enviou para lá para encontrar seus corpos na mata, no meio de todos aqueles garimpeiros, que bem teriam gostado de me matar também. Não havia ninguém para me ajudar. Tive medo, mas minha raiva foi mais forte. Foi a partir de então que passei a ter esse novo nome. Só os espíritos xapiri estavam do meu lado naquele momento. Foram eles que quiseram me nomear. Deram-me esse nome, Kopenawa, em razão da fúria que havia em mim para enfrentar os brancos”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.71-72).
Com base nas discussões do campo da história indígena e na análise do trecho acima, é correto afirmar que
A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de
( ) Nas zonas tropicais da América, o único objetivo das metrópoles era a exploração dos recursos naturais, através da agricultura e escravidão. O mercado interno dependia sempre das vontades dos dominantes. Apenas os donos de terras e escravos tinham pleno poder dentro das colônias. Por isso, muitos embates sociais ocorreram nesses territórios.
( ) No Brasil, durante o período pré-colonial, o país foi uma colônia de exploração. Inicialmente o pau brasil foi a matéria-prima mais retirada e depois a cana-de-açúcar. No caso da cana, o sistema elaborado foi o de plantation, que agrupava diferentes características: os latifúndios, a policultura, o uso de mão de obra escrava, especialmente dos africanos, e foco no lucro absoluto da metrópole (Portugal).
( ) Na História da América, após um longo processo de exploração, começaram as correntes de luta pela independência, nos séculos XVII e XIX. A Revolução Francesa, entre outras, resultaram na Unificação italiana e alemã, e na reformulação dos modos de produção das ex- colônias.
( ) Era o centro do sistema colonial, as metrópoles que disputavam e estabeleciam áreas de influência na América, na África e na Ásia. As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão -de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Além disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
( ) Na montagem de um sistema produtor na América, os recursos naturais como terra eram abundantes. Os capitais de um modo geram, eram escassos e a mão-de-obra era ate abundante em alguns países europeus. No entanto não havia capital para remunerá-la, a solução foi utilizar na colonização americana formas de trabalho compulsório como a servidão temporária, como a mita e encomienda.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
REVOLUÇÃO de 1930. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/a nos20/Revolucao30 Acesso em: 20 jan. 2022.
O processo eleitoral de 1930 teve como ganhador Júlio Prestes, porém a Aliança Liberal alegou fraude no pleito. Sabendo disso e tendo como base o texto, podese afirmar que outro fator que incendiou a escalada de um movimento revolucionário no Brasil, em 1930, foi: