Questões de Concurso
Sobre era vargas – 1930-1954 em história
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O levante de Jacareacanga não durou vinte dias. Contudo, o episódio era indicativo do alto grau de instabilidade política do país. O presidente que os oficiais da Aeronáutica queriam derrubar fora empossado no cargo havia menos de um mês, alguém que vinha de uma carreira política de prestígio construída dentro do PSD mineiro: deputado federal, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais.
Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling.
Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia
das Letras, 2015, p. 412 (com adaptações).
Derrotada em suas pretensões presidenciais em três eleições consecutivas (Eurico Gaspar Dutra, em 1945; Getúlio Vargas, em 1950; Juscelino Kubitschek, em 1955), a UDN teve a ilusão de ter chegado ao poder com a vitória de Jânio Quadros, em 1960, candidato ao qual emprestara seu apoio para assegurar a vitória sobre o marechal Teixeira Lott, do então majoritário PSD.
A ditadura do Estado Novo começou a se esgotar tão logo os rumos da Segunda Guerra Mundial também começaram a mudar. O governo brasileiro tinha a intenção de dirigir o processo de transição, definindo-lhe regras, etapas e processos. Mas esse intento, apesar de apoiado por segmentos expressivos da população, sofreu pressões de variada natureza, especialmente por parte daqueles que desejavam o fim imediato e definitivo do regime autoritário do Estado Novo.
Lucília de Almeida Neves Delgado. Partidos políticos e frentes
parlamentares: projetos, desafios e conflitos na
democracia. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves
Delgado (Orgs.). O Brasil republicano (Vol. 3: O tempo da
experiência democrática – da democratização de 1945 ao
golpe civil-militar de 1964). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2003, p. 133 (com adaptações).
Levado pelas circunstâncias a cerrar fileiras contra o Eixo na Segunda Guerra Mundial, a ditadura varguista viveu a contradição — que se mostrou insolúvel — de lutar externamente pela liberdade enquanto mantinha o país submetido a um rígido regime ditatorial. Nessa perspectiva, a vitória aliada nos campos de batalha impulsionou o sentimento oposicionista que culminou com a deposição de Vargas em outubro de 1945, poucos meses depois de encerrado o conflito.
A ditadura do Estado Novo começou a se esgotar tão logo os rumos da Segunda Guerra Mundial também começaram a mudar. O governo brasileiro tinha a intenção de dirigir o processo de transição, definindo-lhe regras, etapas e processos. Mas esse intento, apesar de apoiado por segmentos expressivos da população, sofreu pressões de variada natureza, especialmente por parte daqueles que desejavam o fim imediato e definitivo do regime autoritário do Estado Novo.
Lucília de Almeida Neves Delgado. Partidos políticos e frentes
parlamentares: projetos, desafios e conflitos na
democracia. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves
Delgado (Orgs.). O Brasil republicano (Vol. 3: O tempo da
experiência democrática – da democratização de 1945 ao
golpe civil-militar de 1964). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2003, p. 133 (com adaptações).
O lançamento do Manifesto dos Mineiros, em plena Segunda Guerra Mundial, constituiu o ponto de partida de um movimento interno oposicionista, de cunho liberal, que expressava descontentamento com uma ordem política autoritária, de contornos fascistas, que tão claramente caracterizava o Estado Novo.
A ditadura do Estado Novo começou a se esgotar tão logo os rumos da Segunda Guerra Mundial também começaram a mudar. O governo brasileiro tinha a intenção de dirigir o processo de transição, definindo-lhe regras, etapas e processos. Mas esse intento, apesar de apoiado por segmentos expressivos da população, sofreu pressões de variada natureza, especialmente por parte daqueles que desejavam o fim imediato e definitivo do regime autoritário do Estado Novo.
Lucília de Almeida Neves Delgado. Partidos políticos e frentes
parlamentares: projetos, desafios e conflitos na
democracia. In: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves
Delgado (Orgs.). O Brasil republicano (Vol. 3: O tempo da
experiência democrática – da democratização de 1945 ao
golpe civil-militar de 1964). Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2003, p. 133 (com adaptações).
Entre as “pressões de variada natureza” que inviabilizaram a estratégia de Getúlio Vargas de colocar-se na liderança do processo de distensão do Estado Novo, destaque especial deve ser conferido aos comunistas que, comandados por Luís Carlos Prestes — recém-libertado da prisão política —, insurgiram-se contra a proposta queremista e aglutinaram as correntes de oposição na defesa de eleições gerais, com a derrubada do ditador.
Nas revoltas e guerras, um dos sons mais significativos, pela carga de dor que traz e pelos desdobramentos político-sociais que produz, é o dos tiros. A década de 30 do século XX começou com um dos eventos mais decisivos da história do Brasil, não importando se sua designação consagrada — Revolução de 1930 — tenha suscitado muitos debates na área acadêmica sobre seu real ou autêntico caráter revolucionário, como movimento de transformação das estruturas socioeconômicas do país. Entre esses dramáticos sons de abertura e desfecho, ainda houve uma guerra civil (a Revolução Constitucionalista de 1932). Além disso, esse foi o momento em que eclodiu a Segunda Guerra Mundial, cujos impactos na vida política e econômica brasileira foram grandes.
Angela de Castro Gomes. As marcas do período. In: Lilia
Moritz Schwarcz (Dir.). História do Brasil nação: 1808-2010.
Vol. 4 (Olhando para dentro: 1930-1964). Madri: Fundación
Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, p. 24 (com adaptações).
A Revolução Constitucionalista de 1932 traduziu a insatisfação das elites políticas de São Paulo com o governo provisório de Getúlio Vargas, a despeito das demonstrações dadas pelo político gaúcho, em seus primeiros anos de exercício do poder nacional, de apreço pelo federalismo e de adesão aos princípios da democracia representativa moderna em voga no mundo.
Nas revoltas e guerras, um dos sons mais significativos, pela carga de dor que traz e pelos desdobramentos político-sociais que produz, é o dos tiros. A década de 30 do século XX começou com um dos eventos mais decisivos da história do Brasil, não importando se sua designação consagrada — Revolução de 1930 — tenha suscitado muitos debates na área acadêmica sobre seu real ou autêntico caráter revolucionário, como movimento de transformação das estruturas socioeconômicas do país. Entre esses dramáticos sons de abertura e desfecho, ainda houve uma guerra civil (a Revolução Constitucionalista de 1932). Além disso, esse foi o momento em que eclodiu a Segunda Guerra Mundial, cujos impactos na vida política e econômica brasileira foram grandes.
Angela de Castro Gomes. As marcas do período. In: Lilia
Moritz Schwarcz (Dir.). História do Brasil nação: 1808-2010.
Vol. 4 (Olhando para dentro: 1930-1964). Madri: Fundación
Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, p. 24 (com adaptações).
Ao mencionar os grandes “impactos na vida política e econômica brasileira” produzidos pela Segunda Guerra Mundial, o texto remete à vitoriosa ação diplomática que levou o país a participar diretamente desse conflito ao lado dos Aliados, o que lhe ajudou a fundar sua indústria de base (siderurgia) e, por ter lutado contra o totalitarismo nazifascista, estimulou a luta interna contra o ditatorial Estado Novo.
Em 1954, quando o cerco se apertou ainda mais sobre Getúlio Vargas, o presidente agiu mais energicamente. Seu gesto teve consequências imediatas. A massa urbana saiu às ruas em todas as grandes cidades, atingindo os alvos mais expressivos de seu ódio, como jornais de oposição e a representação diplomática dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.
Adaptado de FAUSTO, Boris. Historia Concisa do Brasil. Sao Paulo: EDUSP, 2002. p. 231.
Em uma aula para alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, sobre a consolidação da democracia no Brasil, o professor aborda, como tema central, os anos finais do segundo governo Vargas. Nesse sentido, destaque os dois últimos gestos políticos desse governo.
A hora é de renascimento. A Constituição de 10 de novembro é alvorada de um Brasil mais forte e mais unido. A condição primeira dessa suprema realização nacional é que dentro dele, em nenhuma de suas regiões, prevaleçam ou predominem por incúria ou descaso de governos ou pela resistência de elementos alienígenas, língua que não seja a nossa, tradições outras que as do nosso próprio passado, glórias que não as dos nossos próprios fastos.
(BETHLEM, Hugo. O Vale do Itajaí. Jornadas de Civismo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1939. p. 163)
As palavras do tenente Hugo Bethlem refletem o contexto da Campanha da Nacionalização. Durante o Estado Novo, essa campanha objetivava impor uma
Em 1937 foi implantado no Brasil o Estado Novo com Getúlio Vargas, que já estava no poder desde 1930. Esse período da História se estendeu até 1945. A respeito do Estado Novo, é correto afirmar:

Esta é a capa de uma revista dos anos 30 do século XX. Nela aparece a saudação “Anauê” que identificava o grupo político:
Getúlio Dorneles Vargas governou o Brasil entre 1930 a 1945. Sobre as fases em que Vargas governou o Brasil, é correto afirmar que:

Disponível em: <http://www.jblog.com.br/ hojenahistoria.
php?blogid=57&archive=2010-10>. Acesso em:
23.09.2015.
I. O imposto sindical. II. A justiça do trabalho. III. O salário mínimo. IV. O contrato coletivo de trabalho.
Quais estão corretos?
“Em 1937 o presidente Getúlio Vargas Vargas baixou um decreto (que dura até hoje) obrigando os enredos de Escolas de Samba a só falar de temas ‘históricos e patrióticos’. As letras de música eram censuradas pelo DIP. O exemplo mais famoso é O Bonde de São Januário, de Ataulfo Alves e Wilson Batista. A letra original exaltava a figura do ‘malandro’ esperto, que vivia na boemia, que não era trouxa de virar operário e entrar ‘no bonde de São Januário’ (bairro industrial) que ‘leva mais um otário’ para trabalhar. A letra teve que ser mudada para: ‘Quem trabalha é que tem razão/eu digo e não tenho medo de errar/ O Bonde de São Januário/leva mais um operário:/sou eu que vou trabalhar....’”.
(Texto retirado do Centro de Memória Sindical. Site: http://www.memoriasindical.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=281#.VfwGKvRSJkA. Acessado em 11.09.2015).
O trecho acima revela um momento nacional de censura e de imposição de disciplina ao trabalhador, efetivado a partir de 1937 sob a liderança do presidente Getúlio Vargas. Os objetivos centrais desta postura repressiva era o de criar um mundo do trabalho
I. A candidatura Vargas recebeu o apoio da maioria dos tenentes que lutaram contra a corrupção e caráter oligárquico da primeira República.
II. Durante o Governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934) foram adotadas medidas para regular a produção e os lucros obtidos com o café.
III.A volta de Vargas com expressiva maioria dos votos, nas eleições de 1950, marcou a radicalização política.
IV. Getúlio governou pela ultima vez nos anos 70.
Observe as imagens.

Por duas vezes Getúlio Vargas ocupou o cargo máximo do executivo no Brasil. O presidente que mais tempo ficou no poder, enfrentou várias crises, tanto internas quanto externas. Tendo em vista os dois governos de Vargas, analise as afirmativas.
I. Nos dois governos, Getúlio adotou uma postura populista, porém ditatorial, o que prejudicou as suas relações e determinou o rompimento com o Congresso Nacional.
II. Em seu primeiro governo, as políticas públicas voltadas para o setor trabalhista fizeram com que Vargas angariasse a simpatia das camadas mais populares.
III. Sua opção pelo nacionalismo, em seus dois governos, prejudicou as relações internacionais do Brasil, causando a ruptura política e econômica com os EUA.
IV. Os contextos de crise econômica e pressão política dos dois períodos de governo de Vargas contribuíram para os desfechos peculiares e dramáticos de ambos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Entre as incertezas dos primeiros anos do período pós-Revolução de 1930, o governo definiu, com segurança, a política do estabelecimento de um novo tipo de relações entre o Estado e a classe operária.
(Boris Fausto. In: Carlos Guilherme Mota (org.), Brasil em perspectiva. Adaptado)
Getúlio Vargas, durante o Governo Provisório (1930-1934), no tocante às “relações entre o Estado e a classe operária”,