Questões de Concurso
Sobre construção do estado liberal: revolução francesa em história
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Os franceses fizeram em 1789 o maior esforço que um povo já empreendeu, a fim de, por assim dizer, cortarem em dois o seu destino e separarem por um abismo o que haviam sido até então do que queriam ser dali em diante. Com esse objetivo, tomaram toda espécie de precauções para não levarem para a sua nova condição coisa alguma do passado; impuseram a si mesmos toda sorte de coerções para se moldarem diferentemente de seus pais; enfim, nada esqueceram para se tornarem irreconhecíveis.
Alexis de Tocqueville. O antigo regime e a revolução.
São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. xlii (com adaptações).
A radical descontinuidade política instaurada pela Revolução Francesa, sobretudo depois da abolição da monarquia em 1792, impediu o reagrupamento das forças que compunham o Antigo Regime e garantiu a estabilidade do regime republicano francês até o final da Primeira Guerra Mundial.
Os franceses fizeram em 1789 o maior esforço que um povo já empreendeu, a fim de, por assim dizer, cortarem em dois o seu destino e separarem por um abismo o que haviam sido até então do que queriam ser dali em diante. Com esse objetivo, tomaram toda espécie de precauções para não levarem para a sua nova condição coisa alguma do passado; impuseram a si mesmos toda sorte de coerções para se moldarem diferentemente de seus pais; enfim, nada esqueceram para se tornarem irreconhecíveis.
Alexis de Tocqueville. O antigo regime e a revolução.
São Paulo: Martins Fontes, 2009, p. xlii (com adaptações).
A Comuna de Paris, movimento popular e proposta política de caráter radical e de orientação socialista, controlou a cidade de Paris por cerca de três meses, na esteira da derrota da França na Guerra Franco-Prussiana.
“Os acontecimentos são como a espuma da história, bolhas que, grandes ou pequenas, irrompem na superfície e, ao estourar, provocam ondas que se propagam a maior ou menor distância”. São de Georges Duby essas observações. De acordo com ele, “acontecimentos sensacionais” — a exemplo da chegada da corte portuguesa à cidade do Rio de Janeiro, em 1808; da criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815; da oficialização do rompimento entre Brasil e Portugal, em 1822; da outorga da Carta Constitucional do Império, em 1824; e da abdicação de D. Pedro I, em 1831 — podem apresentar valor inestimável para a compreensão das circunstâncias históricas nas quais se evidenciaram.
Cecília Helena de Salles Oliveira. Repercussões da revolução: delineamento do império do Brasil, 1808/1831. In: Keila Grinberg e Ricardo Salles (Orgs.). O Brasil imperial (vol. I - 1808-1831). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 17 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial e considerando aspectos marcantes do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item seguinte.
As teses libertárias do Iluminismo, que embalaram a
Revolução Francesa de 1789 e impulsionaram a independência
das treze colônias inglesas na América do Norte, em 1776,
também chegaram ao Brasil, presentes em movimentos
emancipacionistas como as Conjurações Baiana (1798) e
Mineira (1789).
Observe a Imagem e leia o texto.
(Revolução Francesa. “A liberdade guiando o povo”, de Eugene Delacroix)
A tela mostra uma imagem que representa a liberdade que o povo francês tanto ansiava depois de viver com monarquias e governos considerados opressores. A Revolução Francesa teve relevante papel nas bases da sociedade de uma época, além de ter sido um marco divisório da história, dando início à idade contemporânea.
A respeito da Revolução Francesa, marque a resposta correta.
A Revolução Francesa influenciou muito a maneira como os seres humanos passaram a pensar a si mesmos e a história.
Sobre este evento e seus desdobramentos, é INCORRETO afirmar que
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, proclamada no contexto da Revolução Francesa em 1789, foi um marco importante para o desenvolvimento da ideia do Estado como protetor de direitos individuais.
Uma consequência direta da Revolução Francesa foi a equiparação de direitos entre homens e mulheres na França e na Europa ocidental, processo que se concluiu na virada do século XVIII.
Acerca desse quadro e da história nos séculos XVIII e XIX, julgue o item a seguir.
As revoluções Francesa e Industrial são consideradas marcos históricos importantes, aos quais são atribuídos o fim da Época Moderna e o início da contemporaneidade.
Considerado a citação exposta acima, indique qual influência que a Revolução Francesa teve em outros contextos:
I. A revolução Inglesa foi urbana e industrial, a Revolução Francesa realizou-se no campo, por isso não atentou às questões relativas ao habeas corpus.
II. A Revolução Francesa entusiasmou o continente Europeu, influenciou movimentos emancipacionistas como a Revolução Haitiana e a Conjuração Baiana;
III. A Revolução Inglesa do século XVII não influenciou imediatamente nenhuma mudança no mundo Ocidental, diferentemente do contexto francês;
IV. Os efeitos da Revolução Francesa, iniciada em 1789, encontraram um mundo mais receptivo às mudanças sociais.
Estão corretos os itens:
O principal momento de radicalização da Revolução Francesa foi o chamado Terror, que intentava combater os inimigos externos da revolução, o império austríaco e, posteriormente, a Inglaterra.
O surgimento dos termos feudal e feudalismo ocorreu em consequência das mudanças políticas, sociais e intelectuais do século XVIII, a exemplo do Iluminismo e da Revolução Francesa.
(FURET, François. Pensando a Revolução Francesa. São Paulo: Paz e Terra, 1989. P. 17)
Através do texto acima, de François Furet, nos é possível perceber que, passados mais de 200 anos da Revolução Francesa, não há duvidas sobre o seu significado histórico e sua importância, particularmente para o mundo ocidental.
Acerca desse episódio da história ocidental, considere as afirmativas abaixo e escolha a que for verdadeira:
A Revolução Francesa reflete a revolta contra uma sociedade dividida em ordens e baseada em privilégios. O mundo que os revolucionários destruíram e chamaram de “Antigo Regime” caracterizavase pelo
“A data foi a noite do 14 de julho de 1789, em Paris, quando Luís XIV recebeu do duque de La Rochefoucauld-Liancourt a notícia da queda da Bastilha, da libertação de uns poucos prisioneiros e da defecção das tropas reais frente a um ataque popular. [...] O rei, segundo consta, exclamou (ao mensageiro): C’est une revolte (É uma revolta); e Liancourt corrigiu-o: Non, Sire, c’est une révolution (Não, Senhor, é uma revolução)”.
(ARENDT, Hannah. Da Revolução. São Paulo: Ática, 1988. p. 38-39)
Desse diálogo em relação ao cenário da França de 1789, podemos depreender que
