Questões de Concurso Comentadas sobre história e geografia de estados e municípios
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A partir de 1970, o então Território Federal de Rondônia foi objeto de uma política territorial que se concretizou na implantação de projetos de colonização agrícola, objetivando proporcionar o acesso à terra para milhares de famílias camponesas. O governo federal organizou e estimulou a migração regional e a ocupação das terras, além de orientar o uso do território e sua produção para a economia de mercado.
As afirmativas a seguir descrevem consequências dessa política territorial em Rondônia, à exceção de uma. Assinale-a.
Leia o fragmento a seguir.
Há 75 anos, as terras que hoje pertencem a Rondônia eram dos estados do Amazonas (AM) e do Mato Grosso (MT). Aluízio Ferreira já estava na região desde o final da década de 1920 e estudava como fazer a região crescer. Já que as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) começaram a decair, Aluízio criou núcleos de colonização agrícolas para abastecer Porto Velho e Guajará-Mirim. Foi então que surgiu a ideia de reorganizar o território rondoniense.
Adaptado de g1.globo.com
O fragmento refere-se à criação
Na Amazônia os rios constituíram as primeiras redes de transporte, o que influenciou os padrões de ordenamento territorial da região.
Com relação ao o uso do território no Alto rio Madeira, desde o século XIX, analise as afirmativas a seguir.
I. A ocupação intensificou-se entre 1840 e 1910, com a migração de grandes contingentes populacionais, sobretudo de nordestinos vítimas das secas. Nessa fase do extrativismo vegetal, a navegação fluvial era o principal meio de penetração na Amazônia.
II. A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída no início do século XX, permitia o barateamento do transporte da borracha brasileira, tornando-a mais competitiva em relação à boliviana, escoada para a Europa pelos portos do Pacífico.
III. No final dos anos 1970 e início de 1980, a extração de ouro no rio Madeira, atraiu novos contingentes populacionais e facilitou o surgimento de povoados, como Vila do Araras, Embaúba e Palmeiral.
Está correto o que se afirma em
Antes de ser abatido pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho em 1770, o quilombo do Piolho, conhecido também como quilombo do Quariterê, foi o maior e mais significativo da região de Vila Bela. Sua população era de mais de 100 pessoas, sendo 79 negros e cerca de 30 índios. Nesse período, o quilombo, organizado há mais de três décadas, destacava-se pela organização social, a fartura das suas roças e por ser governado pela rainha Teresa de Benguela.
A respeito da experiência histórica do quilombo do Piolho, considere o texto e assinale a afirmativa correta.
Em 1748, para explorar os sertões no extremo oeste, a Coroa portuguesa ordenou a criação da Capitania de Mato Grosso, desmembrando-a do território da Capitania de São Paulo. A capitania recém-criada tinha como limites territoriais as regiões sul da bacia amazônica até a proximidade do Chaco paraguaio e a margem direita do rio Guaporé.
Assinale a opção que apresenta o objetivo estratégico luso que justificava a criação dessa capitania.
Leia o texto a seguir.
As novas demarcações de fronteira pelo tratado de 1750 eram de grande sensibilidade para as ordens missionárias, uma vez que as missões - e as jesuíticas em particular - mergulhavam estrategicamente no interior continental, situadas entre territórios espanhóis e portugueses bem como ao longo dos principais sistemas fluviais. Os jesuítas tinham cooperado com a Espanha nos anos 1740, e o uso dos neófitos indígenas convertidos pelos jesuítas como tropas e mão-de-obra foi uma parte indispensável dos planos espanhóis para conter a expansão das fronteiras portuguesas, fundindo-se a estratégia espanhola, nesse ponto, com o tradicional objetivo dos jesuítas de criar uma cadeia de missões unida, bem guarnecida, sertão adentro do subcontinente sul-americano, capazes de tutelar o indígena catequizado e aptas ao comércio em produtos amazônicos
Adaptado de Kenneth Maxwell - A Amazônia e o fim dos jesuítas
Considerando o texto, assinale a afirmativa correta.
“Havia muitas intenções relacionadas à divisão do estado, o então Mato Grosso. (...)
A meu ver, o balanço é positivo, sem dúvida. Quase 40 anos após a divisão, acho que os mato-grossenses, os sul-mato-grossenses e os brasileiros em geral, mais ganhamos que perdemos. É claro que nunca vamos saber como seria a situação se não houvesse ocorrido a divisão. Mas isso não importa; o que importa é avaliar o que se passou e, claro, as perspectivas futuras.”
Passados 40 anos da divisão do estado de Mato Grosso, e dos muitos desafios ainda por vir, pode-se afirmar que:
O fato é que nem o Sudoeste é uma ilha de desenvolvimento, eldorado do Estado, muito menos o Nordeste deve ser considerado o corredor da miséria. Considerá-lo como corredor da miséria é aceitar o discurso e não desconfiar das promessas da modernidade. Basta observar que a modernidade produzida no Sudoeste não foi capaz, até o momento, de minimizar o flagelo de parte significativa da população que vive em favelas ou nas periferias de Rio Verde, Jataí, Mineiros e Santa Helena, entre tantos outros municípios.
ARRAIS, Tadeu Pereira Alencar. Goiás: novas regiões, ou novas formas de olhar velhas regiões. 2002. Observatório Geográfico de Goiás, p. 18. Disponível em: <https://portais.ufg.br/up/215/o/arrais_tadeu_alencar_goi_s_novas_regi_es.pdf>. Acesso em: 3 jan. 2018. p. 22.
Ao analisar duas regiões do estado de Goiás, o autor do fragmento apresenta um argumento baseado no seguinte aspecto:
Analise a imagem.

O painel representa um período da história de Goiás marcado pelo esforço dos
Observe a imagem.

O edifício apresentado na foto, um exemplo do estilo que marcou a arquitetura de Goiânia na década de 1930, apresenta características da arte
Leia o texto a seguir.
Goiás entrará nos anais da Inquisição: em 1776 é preso o único goiano desta história: José Ricardo de Morais. Era natural de freguesia de Meia Ponte, sendo morador do Arraial de Santa Cruz, distante 52 léguas de Vila Boa. [...] Em seu processo catalogado na Torre do Tombo sob o nº 2779, encontramos inclusive a descrição de seu tipo físico, uma espécie de retrato falado: “homem bastardo, estatura ordinária, cara redonda, cabelos pretos, compridos e crespos”.
MOTT, L. A Inquisição em Goiás: fontes e pistas. In: ARRAIS, C. P. A.; SANDES, N. F. (Org.). A História Escrita: percursos da historiografia goiana. Vitória, ES: GM Editora, 2017. p. 69 – 85. p. 72.
O termo “bastardo”, no século XVIII, além de filho natural ilegítimo, também designava indivíduo
Leia o texto a seguir.
Os movimentos messiânicos e milenaristas atuam tanto no campo religioso como no político e social, trazendo uma importante visão multidimensional.
GOMES FILHO, Robson R. Carisma, Legitimidade e Dominação Religiosa. Curitiba: Prismas, 2017. p. 50.
Um movimento social, ocorrido em Goiás, com características messiânicas e milenaristas com impacto religioso, político e social foi o organizado em torno
1. Caipora. 2. Matinta Perera. 3. Mapinguari. 4. Uirapuru.
( ) É uma pessoa velha vestida de preto, com os cabelos caídos no rosto. Tem hábitos noturnos, preferindo as noites sem luar. Quando sente a presença de alguém, dá um assobio estridente, dando a impressão de estar gritando o seu próprio nome. O seu aparecimento causa verdadeiro pavor às pessoas. Pode aparecer de diversas formas, transformando-se quase sempre em coruja, apesar de aparecer também na forma de outros animais. Acredita-se que possui poderes sobrenaturais. Seus feitiços são capazes de causar sérios prejuízos às suas vítimas, principalmente com respeito à saúde, causando-lhes fortes dores físicas e até a morte. ( ) É um fantástico ser da mata. Tem o corpo todo coberto de pelos, com a aparência de um enorme macaco. Possui um único olho na testa e uma boca gigantesca que se estende até a barriga. Muito temido entre os caçadores e caboclos do interior do estado, costuma andar pela floresta emitindo gritos semelhantes aos desses homens. Mas se algum deles se aproxima, ataca-o e devora-o começando pela cabeça. Raramente, o caçador consegue sobreviver e, quando escapa, geralmente fica aleijado ou com marcas horríveis pelo corpo. ( ) É o protetor dos animais e plantas da floresta. Sua atividade consiste em espantar os animais para que os caçadores não consigam matá-los. Quando encontra um caçador no mato, ele começa a andar sem rumo certo até que o caçador se perca na floresta, não encontrando mais o caminho de volta para casa. Possui o corpo todo coberto de pelos e é muito rápido, razão pela qual o homem não consegue alcançá-lo. Anda sempre montado em um porco-do-mato e galopa pela floresta cumprindo sua missão. Costuma, também, para desnortear os caçadores, emitir um estridente assobio que causa arrepios de pavor a todos aqueles que o escutam. ( ) Um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique. Como não poderia se aproximar dela, pediu a Tupã que o transformasse em um pássaro. Tupã transformou-o em um pássaro vermelho telha, que à noite cantava para sua amada. Porém, foi o cacique que notou seu canto. Ficou tão fascinado que perseguiu o pássaro para prendê-lo. O pássaro voou para a floresta e o cacique se perdeu. À noite, o pássaro voltou e cantou para sua amada. Canta sempre esperando que um dia ela descubra o seu canto e o seu encanto. É por isso que este pássaro é considerado um amuleto destinado a proporcionar felicidade nos negócios e no amor.
A sequência está correta em
Nas ruas de Belém é impossível não correr para pegar uma manga que cai, fresquinha. São tantas frutas diferentes que não dá para resistir ao cupuaçu, ao bacuri, ao taperebá, ao muruci ou ao açaí. Já as festas, na capital e no interior, não têm arrasta-pé sem um bom ritmo contagiante. Sobre as manifestações do estado do Pará, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Marujada: trata-se de um auto dramatizado, que predomina o canto sobre a dança. Há uma origem comum entre a Marujada de Bragança e a irmandade de São Benedito. Quando os senhores brancos atenderam ao pedido de seus escravos para a organização de uma Irmandade, foi realizada a primeira festa em louvor a São Benedito. Em sinal de reconhecimento, os negros foram dançar de casa em casa para agradecer a seus benfeitores. A Marujada é constituída quase exclusivamente por mulheres, cabendo a estas a direção e a organização. Os homens são tocadores ou simplesmente acompanhantes. ( ) Çairé: é uma manifestação folclórica e religiosa encontrada na ilha de Alter do Chão, a 30 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará. Atualmente acontece no mês de novembro. A festa atrai milhares de turistas que, durante três dias, cantam, dançam e participam de rituais religiosos e profanos, resultantes da miscigenação cultural entre negros e portugueses. Consta que a festa foi criada pelos negros como forma de homenagear os portugueses que colonizaram o médio e o baixo Amazonas. Sua origem está no fato de que os colonizadores que aportavam em nossas terras exibiam seus escudos. Os negros então faziam o seu “Çairé” como foi chamado o símbolo que é carregado nas procissões, imitando o escudo usado pelos portugueses. O escudo dos negros era feito de cipó recoberto de algodão e outros adornos, enfeitado de tiras de várias cores e rosetas de pano colorido. ( ) Dança do Siriá: mais famosa dança folclórica do município de Cametá, é uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária. Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos. Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a ideia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam “cafezá” para plantação de café, “arrozá” para plantação de arroz, “canaviá” para a plantação de cana, passaram a chamar de “siriá” para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário. ( ) Lundu Marajoara: O “Lundu” é uma dança de origem portuguesa trazida para o Brasil pelos europeus. A sensualidade dos movimentos já levou a Corte e o Vaticano a proibirem a dança no século passado. No Brasil o “Lundu”, assim como o “Maxixe” (a dança excomungada pelo Papa), foi proibido em todo o Brasil por causa das deturpações sofridas em nosso país. Mas, mesmo às escondidas, o “Lundu” foi ressurgindo, mais comportado, principalmente em três estados brasileiros: Rio de Janeiro, Minas Gerais e na Ilha do Marajó, no Pará. A dança simboliza um convite que os homens fazem às mulheres “para um encontro de amor sexual”. O “Lundu”, considerado ao lado do “Maxixe”, uma dança altamente sensual, se desenvolve com movimentos ondulares de grande volúpia.
A sequência está correta em
Se a renda gerada pela economia cafeeira foi fundamental para a implantação e a expansão da indústria brasileira, a indústria goiana também se beneficiou dela. Até o início do século XX, a indústria goiana baseava-se em atividades artesanais, com o beneficiamento de produtos fornecidos pela agricultura e pela pecuária, como engenhos rudimentares de fabricação de açúcar e aguardente, abate de bovinos e fabricação de doces e produtos do leite.
Internet: <www.imb.go.gov.br> (com adaptações).
Com relação ao processo de formação econômica de Goiás,
assinale a alternativa correta.
Internet: <www.imb.go.gov.br> (com adaptações).
A respeito da infraestrutura de transporte presente no território goiano e de assuntos correlatos, assinale a alternativa correta.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a economia de Goiás está crescendo fortemente e que a expansão do emprego registrada no ano passado é uma tendência que deve se confirmar durante 2018. "Percebemos em Goiás uma evolução muito forte, voltando, inclusive, aos índices econômicos de 2013, antes da crise. Ou seja, a economia de Goiás cresceu muito".
Internet: <www.dm.com.br>.
Acerca do desempenho da economia goiana ao longo dos
anos e de assuntos correlatos, assinale a alternativa correta.