Questões de Concurso Sobre história e geografia de estados e municípios
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A lógica constante da edificação de Goiânia era a de planejar para evitar os problemas da antiga capital, fato compreensível, já que tudo na nova cidade deveria ser diferente dos sítios coloniais. As condições ecológicas aliadas ao discurso sanitarista justificavam, no âmbito ideológico, a mudança da capital de Goiás, ocultando, dessa forma, as disputas oligárquicas regionais.
ARRAIS, T. A. A produção do território goiano: economia, urbanização, metropolização. Goiânia: UFG, 2013. p. 154 e 155. (Adaptado).
Uma das justificativas ecológicas usadas pelos mudancistas foi:
O Morro da Capuava é um patrimônio que tem a natureza como referência. Quando a Coluna Prestes passou por Anápolis, em julho de 1925, os revoltosos vindos do sul com destino ao norte fizeram parada nas suas imediações contribuindo, dessa forma, para complementar a história do município. Como o nome sugere, esse morro é uma das partes mais altas do relevo do Município, possibilitando assim uma vista ampla de quase toda a cidade.
SILVA, Rosenilda Rodrigues. Breve descrição dos patrimônios históricos de Anápolis. Caderno de Pesquisas – Museu Histórico de Anápolis “Alderico Borges de Carvalho”, Ano 2, nº. 1. Anápolis, GO, 2010, p. 35. (Adaptado).
O texto destaca a participação de Anápolis em um importante episódio da história nacional. A passagem do movi mento mencionado no texto resultou, em Anápolis, em:
Os buritis-veredas na luz da estrela-d’alva
O guia da surpresa no atalho da invernada.
A picada dos índios (a picada das cobras)
os trieiros do ouro nas vertentes da serra.
O trânsito dos bois nos passos de Anhanguera.
Os sendeiros sem ponte na procura do sal
a distância e seus ondes nas estradas reais.
TELES, Gilberto Mendonça. Hora aberta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986 p. 185.
A poesia remete à história de Anápolis destacando que, desde os primeiros tempos, a região tornou-se um
Analise a imagem a seguir para responder à questão

Leia o fragmento a seguir.
Terra de Sousa Ramos, bem fadada,
Cujo progresso assombra o forasteiro
Anápolis é um canto de alvorada
Ecoando, forte, no Brasil inteiro.
LYNCE, Leo. Poesia quase completa. Goiânia: Editora da UCG, 1977, p. 289.
O fragmento da poesia intitulada Anápolis remete à história dessa cidade ao destacar um personagem que foi um dos
Leia o trecho do poema a seguir.
Goyaz
Nome bonito – Goyaz!
Que prazer experimento
sempre que o leio
nos vagões em movimento,
com aquele Y no meio!
O fordinho e o chevrolet,
rasgando campos, furando matas,
vão, a trancos e barrancos,
rumo às cidades pacatas
que brotaram no sertão.
LEO LYNCE. Goyaz. Diário da Manhã. Goiânia 13 maio 2017. (Adaptado).
O poema chama a atenção para qual fenômeno da história de Goiás?
Bartolomeu Bueno deveu aos seus conterrâneos, não aos índios goiás, que por sinal nem falavam a língua-geral, a alcunha tupi de Anhangüera, provavelmente de ter um olho furado ou estragado. O episódio do fogo lançado a um vaso de aguardente, que anda associado à sua pessoa, Pedro Taques atribuiu-o a outro sertanista, Francisco Pires Ribeiro.
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Qual foi o processo, na história da representação de Bartolomeu Bueno, colocado em evidência pelo texto?
Goiás foi, na verdade, semente e berço da cultura da dilatada pátria que é o Oeste. Ali, durante dois séculos, encasulado no coração do Brasil, permaneceu como sentinela avançada, vigilante no cerco perene e invisível das distâncias e do deserto.
ÉLIS, B. Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Disponível em: <https://www.academia.org.br/academicos/bernardo-elis/discurso-de-posse>. Acesso em: 20 jul. 2020. (Adaptado).
O autor fala em “coração do Brasil” para tratar de qual aspecto de Goiás?
Economia
O ouro de aluvião chegou ao fim para a alegria dos peixes e dos governadores que já não sabiam como tapear mais os portugueses.
TELES, G. M. Economia. In: Sociologia Goiana. Cerne: Goiânia. 1986. p. 65. (Adaptado).
Quando o poema refere-se a “alegria dos peixes”, que aspecto do ciclo do ouro em Goiás é apresentado?
Meia-Ponte, Capim-Puba, Botafogo, os rios correndo na memória. E Pedro Ludovico então falou: – É aqui, o começo da história!
De Pedro se fez pedra, da pedra é que surgiu. Goiânia, Goiânia, coração do Brasil.
Hino do Cinquentenário de Goiânia. Letra: José Mendonça Teles. Música: Joaquim Jaime.
A relação entre os rios e o governador cria uma imagem de um político
A história teve início na fadiga daqueles homens que saíram das margens do Tietê e se embrenharam pelos sertões goianos em busca de ouro e pedras preciosas e que, na segunda década do século XVIII, acamparam às margens do Rio Vermelho e fundaram Vila Boa, presépio enclausurado nas encostas da Serra Dourada.
TELES, J. M. A vida de Pedro Ludovico – Fundação de Goiânia. 3. ed. Goiânia: Kelps, 2010. p. 54.
Qual o perfil populacional referido no texto?
O povoamento do norte goiano ocorreu, primeiramente, às margens do Rio Tocantins. O padrão de distribuição das cidades, só alterado a partir da década de 1950, em virtude da rodovia Belém-Brasília, teve os limites das bacias do Araguaia e do Tocantins como marco divisor. Cidades como Porto Nacional, Peixe, Pedro Afonso e Filadélfia, assentadas às margens do Rio Tocantins, figuram entre as mais populosas do norte goiano, além de terem sido praças de comércio movimentadas.
ARRAIS, C. A.; OLIVEIRA, E. C.; ARRAIS, T. A. O século XX em Goiás: o advento da modernização. Goiânia: Cânone Editorial, 2016. p. 14.
Por qual motivo as cidades às margens do Rio Tocantins foram as que mais se povoaram?