Questões de Concurso Sobre história e geografia de estados e municípios
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Leia o trecho a seguir:
No conjunto, pode-se atribuir a ocorrência efetiva de áreas em processo de desertificação nos sertões do médio Jaguaribe, tendo como área nuclear o município de Jaguaribe que apresenta um total de 37,76% dos 1.876,79 km² da extensão municipal com evidências do processo de desertificação. Para se chegar à conclusão de que o cenário apresentado no município de Jaguaribe é mesmo desertificação, fez-se uso do conceito oficial expresso no PAN-Brasil, que apesar de ser alvo de críticas e ainda, por vir a juntar-se aos mais de cem conceitos registrados na literatura mundial; subsidiou o entendimento deste processo durante o desenvolvimento desta pesquisa, concretizando, desta forma, as evidências de desertificação.
Fonte: GUERRA, M. et al (2011). Desertificação em áreas semiáridas do
nordeste brasileiro: o caso do município de Jaguaribe, Ceará. In: Revista de Geografia. Recife: UFPE – DCG/NAPA, v. especial VIII SINAGEO, n. 2, Set.
2010, p. 67-80.
O processo de desertificação dos solos jaguaribanos está
diretamente associado às atividades econômicas
desempenhadas no município. Assinale a alternativa que
apresenta a atividade que contribui fortemente para esse
processo.
Observe a pirâmide etária de Jaguaribe a seguir:

Fonte: Prefeitura Municipal de Jaguaribe-CE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/jaguaribe/panorama

Fonte: Biblioteca IBGE. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca- catalogo.html?view=detalhes&id=436151.
Assinale a alternativa correspondente à localização desse ponto histórico em Jaguaribe-CE, com base na fotografia e nas descrições feitas na questão.
( ) Terra do Boi Gordo e da Carne de Sol ( ) Terra da Renda Filé ( ) Terra do Sol Sertanejo ( ) Terra do Queijo Coalho
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, no sentido de cima para baixo.
Leia o trecho a seguir:
Para entender o conflito pelo uso da água do açude Joaquim Távora, precisa-se voltar no tempo. A problemática do conflito teve início a partir de 1993, quando o açude passou por grande crise de aporte hídrico, chegando a secar totalmente. Em julho de 2004, os moradores de Feiticeiro realizaram uma manifestação onde estiveram presentes mais de 200 pessoas do distrito, entre moradores, irrigantes, estudantes e outros, reivindicando junto a COGERH a não liberação da água pela estrutura de saída do reservatório. A partir desse período, a comunidade de Feiticeiro soldou a estrutura de saída do reservatório impedindo possíveis liberações de água.
Fonte: FREITAS, H. O conflito de uso da água do açude Joaquim Távora. Universidade Federal do Ceará. Dissertação de Mestrado. 74f. 2013. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/11445.
De acordo com o trecho destacado por H. Freitas (2013, p. 37),
os conflitos pela água em Jaguaribe que envolvem o açude
Joaquim Távora ocorrem
Fonte: IBGE Cidades. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/jaguaribe/panorama

(ULISSES, Ivaneide. Consumo e tradição: a inserção do queijo coalho de Jaguaribe-CE no mercado de produtos de artesanais (1970-2010), 2016, p. 144).
Sobre a distribuição das queijarias, pode-se concluir, após análise do mapa, que
No Brasil a Instrução Normativa nº 30, de 26 de junho de 2001 do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) estabelece características distintivas para o processo de fabricação, com coagulação em torno de 40 minutos, corte e mexedura da massa, remoção parcial do soro, aquecimento da massa com água quente ou vapor indireto até obtenção de massa semi cozida (até 45 ºC) ou cozida (entre 45 º e 55 ºC)*, adição de sal (cloreto de sódio) à massa, se for o caso, prensagem, secagem, embalagem e estocagem em temperatura média de 10 – 12 ºC normalmente até 10 (dez) dias. Pode ainda ser elaborado a partir de massa crua (sem aquecimento) (BRASIL, 2001). De maneira geral, a fabricação de queijos é basicamente um processo de concentração do leite, envolvendo etapas como coagulação, sinérese, corte da coalhada, enformagem/prensagem, salga, podendo ainda ser maturado ou não (PAULA; CARVALHO; FURTADO, 2009).
(SILVA, Priscila. Caracterização físico-química, microbiológica e perfil de textura instrumental de queijo coalho da região do vale do Jaguaribe-CE. Dissertação de mestrado, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará, Campus de Limoeiro do Norte, CE. 2017, p. 15. Disponível em: https://ifce.edu.br/limoeirodonorte/arquivos_pgta/dissertacoes/silva-p-l2017-pgta-ifce.pdf Acesso em 16 set 2020)
De acordo com as características do modo de preparo do queijo coalho, a tradição artesanal em seu preparo e as condições ambientais da região de Jaguaribe, atribua V para as assertivas verdadeiras e F para as assertivas falsas quanto às relações que pode-se fazer entre clima e o processo produtivo do queijo coalho:
( ) O clima equatorial, com temperaturas que variam, em média, entre 30ºC-37ºC. ( ) A criação de gado leiteiro com baixo nível de estresse, não confinado. ( ) A baixa umidade e grande insolação solar. ( ) As altas variações de temperatura (amplitude térmica) em razão de continentalidade.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, no sentido de cima para baixo.

(ULISSES, Ivaneide. Consumo e tradição: a inserção do queijo coalho de Jaguaribe-CE no mercado de produtos de artesanais (1970-2010), 2016, p. 144).
A fotografia representa o baião de dois com coalhada, prato típico da cultura jaguaribana e regional, feito com arroz, feijão de corda, carne seca, cheiro-verde, coentro, pimenta do reino e queijo coalho. A origem desse prato deve-se
Observe a pintura de Albert Eckhout, Dança dos Tapuias, séc. XVII, e leia o trecho a seguir:

A representação retrata um dos povos que precedem a
ocupação portuguesa no Ceará. Assinale a alternativa que
melhor representa a identidade e as características de modos
de vida desse grupo:
Fonte: DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra Secas) https://www.dnocs.gov.br/barragens/castanhao/castanhao.html Acesso em 15 set 2020. para não dar resposta)
De acordo com o trecho supracitado, de que maneira a figura do tapuia é retratada pelo Barão?
É a Capitania do Ceará bem considerável pela sua grandeza, como mostra um mapa bem circunstanciado, que o mesmo hábil Targine traçou de todo o seu território. Pela sua ilustração se conhece ser o ar saudável, o céu sereno, campinas amenas, serras fertilíssimas, rios caudalosos, maiormente na estação das águas. Os naturais Tapuias ou Caboclos (a que vulgarmente chamam índios), vivendo naquela indolência, que inclui nos seus habitantes os climas ardentes, contudo são suscetíveis de estímulos, e de condição de obrarem quanto um superior sábio e ativo lhe inspirar, não fugindo de os sujeitar pelas suas próprias inclinações, o que bem se verifica no Industão pelos ingleses, e na Pensilvânia pelos Quakers, pois é incompatível apareça um homem inábil tirado das mãos de um Diretor filósofo, e político e de um gênio facundo que sabe destruir quanto a ignorância inclui; por esta falta não dá aquela Capitania as consideráveis riquezas, que ela ofereceu à sua capital e se vê tão destituída, desprezada, e inculta desde o seu descobrimento.
(STUDART, Guilherme, 1856-1938. Notas para a História do Ceará. 2004. p.493-494 Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1090/702791.pdf Acesso em 16 set 2020)
De acordo com o trecho supracitado, de que maneira a figura do tapuia é retratada pelo Barão?
Leia o trecho a seguir:
Na fala do chefe geral da EMBRAPA, num primeiro aspecto, temos a estratégia do encontro, a de aperfeiçoar com os presentes noções como “tradição”, “origem” e “artesanal” (exposto no título do evento), que pautariam a argumentação dos palestrantes em um processo comunicacional que pressupõe uma elucidação e unidade vocabular na perspectiva de vinculação do grupo (...). O cerne da questão do Simpósio de Fortaleza (2011), de acordo com o trecho, é resumido no “leite cru”, no “artesanal” e na “extinção”. Existe nessa escolha de palavras uma forte unicidade na curiosidade e no impacto passional. Novamente, parece-nos, surgem no trecho as regras de produção de visibilidade do bem cultural, no caso do saber fazer do queijo artesanal, um “visível” tomado como elaboração narrativa da iguaria como alimentomonumento ou patrimonial.
(ULISSES, Ivaneide. Consumo e tradição: a inserção do queijo coalho de Jaguaribe-CE no mercado de produtos de artesanais (1970-2010), 2016, p. 141-144)
A partir da leitura e dos seus conhecimentos acerca de Jaguaribe, correlacione corretamente as colunas a seguir:
A Controle de Qualidade
B Produção Artesanal
C Perda da Identidade
D Industrialização
( ) Revelado na manutenção da produção artesanal como forma indissociável da produção, cuidando dos aspectos tradicionais que envolvem a legitimidade do queijo coalho jaguaribano.
( ) Refere-se ao uso de instrumentos de certa forma rudimentares, como o fogo a lenha e o trabalho manual, além da criação pouco tecnológica das vacas.
( ) A todo custo os produtores de queijo coalho tentam evitá-la, para que não se perca o principal elemento que dá sucesso ao queijo.
( ) A presença da EMBRAPA simboliza a associação da tecnologia desse setor da economia, que, em certa medida, alia a característica artesanal aos novos conhecimentos técnicos e científicos desse processo.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, no
sentido de cima para baixo.
Fonte: DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra Secas) https://www.dnocs.gov.br/barragens/oros/oros.htm. Acesso em 16 set 2020. (Ocultar o final do link para não dar resposta)
A descrição acima refere-se à