Questões de Concurso
Sobre história e geografia do estado de goiás em história e geografia de estados e municípios
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A última onda de expansão canavieira verificada em Goiás, sobretudo após 2006, foi composta por usinas que se caracterizavam essencialmente como centrais agroenergéticas, e não apenas como destilarias de etanol e, muito menos, como fábricas de açúcar. Nesse sentido, têm na produção de biocombustível e na cogeração energética a partir da queima do bagaço da cana seus principais produtos: por isso falar-se agora em setor sucroenergético, e não mais sucroalcooleiro. Além de segundo maior produtor de cana-de-açúcar e etanol do Brasil, Goiás também ocupa a segunda posição na geração de bioeletricidade a partir da cana-de-açúcar, conforme aponta o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (BIG/ANEEL).
SAMPAIO, Mateus de Almeida Prado. Goiás e suas sub-regiões canavieiras:
Análise dos períodos recentes e atual. (1975-2019). Boletim
Goiano de Geografia. 2019, v. 39: 57794.
Um fator que possibilitou a expansão dessa lavoura no estado de Goiás foi
Leia o trecho a seguir.
Campanha eleitoral de 1954. Em um comício na cidade de Pires do Rio, na primeira fila do palanque, encontravam-se José Ludovico, candidato a governador, Bernardo Sayão, candidato a vice-governador, e Cônego Trindade. Na plateia, um cidadão pergunta para o outro, a seu lado: “Aquele que é o Sayão?” apontando para o Cônego Trindade, que, como era norma na época para os sacerdotes, vestia batina.
ROCHA, H. Foletim Político – historietas do folclore
político goiano. Goiânia: Kelps, 2010. p. 76.
O texto representa qual característica da vida cotidiana goiana?
Leia o trecho do relatório a seguir.
Comarca de Goyaz é a única que se acha provida de um Juiz de Direito letrado e em todas as mais são sentenciadas as causas por homens, que sendo à sua educação totalmente diversa, embora possuidores dos melhores desejos, não podem assaz penetrar o sentido das leis.
JARDIM, J. R. Relatório apresentado à assembleia legislativa em 1835.
In: VAZ, C. Judiciário Goiano. Goiânia: Kelps, 2014. p. 36.
Qual foi o desdobramento da situação descrita?
Leia o poema do desembargador e poeta Félix de Bulhões (1845-1887).
Hino Abolicionista
No formoso horizonte goiano,
Retocado de cores gentis,
O cruel privilégio inumano
Terminou. Já não há mais servis.
O passado sepulte-se escuro
Ante a aurora que rósea brilhou:
Rio Branco liberta o futuro,
O presente ele aqui libertou.
Antônio Félix de Bulhões. Hino abolicionista. Disponível em:
<http://ermiracultura.com.br/2021/05/16/cinco-poemas-de-felix-de-bulhoes/>.
Acesso em: 15 de out. de 2021.
O poema expressa a contradição do século XIX em Goiás entre:
Com base nos textos considere as seguintes afirmações:
I- As condições sócio-econômicas do Brasil não possibilitaram uma ação administrativa satisfatória em Goiás durante o século XIX;
II- A política goiana era dirigida por presidentes impostos pelo poder central;
III- Nas últimas décadas do século XIX, os grupos locais desejosos de tomarem o poder para si e em nome do nascimento de uma consciência política fundaram partidos políticos e jornais;
IV- Goiás que passou a enviar representantes próprios para a Câmara Alta o que fortaleceu os grupos políticos locais e lançou as bases para as futuras oligarquias goianas.
Assinale a alternativa correta:
Sobre esse processo, avalie as afirmações a seguir: I – A justiça transacional foi prejudicada logo no início da abertura política, quando a Lei 6.683, conhecida como Lei da Anistia, concedeu imputabilidade para todos que cometeram crimes políticos e àqueles que sofreram restrições em seus direitos políticos, igualando judicialmente os agentes da repressão e os perseguidos pelos órgãos estatais.
II – A justiça transacional teve um grande momento de relevância social e política quando o último governo militar, o de João Batista Figueredo (1979-1985), criou a Comissão Nacional da Verdade com a finalidade primordial de punir os que praticaram atos ilegais, a exemplo da tortura. III – Goiás pouco se diferenciou do contexto nacional devido ao controle estatal rigoroso mantido, desde o início da abertura política, sobre os movimentos sociais do campo e os grupos guerrilheiros, não acontecendo tantos crimes em seu território.
Estão corretas as assertivas:
Sobre as transformações no referido ecossistema antes do período minerador, assinale a alternativa que está correta:
Assinale a denominação correta desse subtipo de clima:
Acerca da caracterização dessa tradição em Goiás, marque a alternativa correta.
TEXTO 1 “Monumento das Três Raças, esta obra de rara beleza está localizada na Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira, antiga Praça Cívica, no centro da cidade, entre os palácios das Esmeraldas e Campinas, respectivamente, sede dos governos estadual e municipal. Divulgado como símbolo de Goiânia, é exibido como cenário nas fotografias dos turistas. O monumento foi criado em 1968 pela artista plástica Neusa Moraes. Trata-se de uma estrutura fundida com trezentos quilos de bronze e possui sete metros”. (Disponível em: ipatrimonio.org/goiania-monumento-as-tres-racas, Acesso em: 22 out. 2021).
TEXTO 2 “Um dos textos historiográficos mais conhecidos acerca da formação da nação brasileira é Como se deve escrever a história do Brasil, do viajante e biólogo Phillipe Von Martius. [...] A fórmula de Martius, narrativa, permeada pelo ‘encontro’ entre as três raças, abriu um campo representativo da nacionalidade, sob o domínio da estética romântica. Entre o indígena, o escravo e o colonizador firmar-se-ia um sistema de controle das diferenças, garantia de governabilidade para o Estado Monárquico. O Instituto Histórico Geográfico Brasileiro volta o olhar para passado em busca de pistas que valorizassem os vestígios do mundo indígena e da ação colonizadora, abrindo caminho para ordenação da imaginação historiadora sobre a identidade nacional”. (ARRAIS, C. A.; SANDES, N. F. A história escrita: percursos da historiografia goiana. Goiânia: Editora da UFG, 2018. p. 28).
Assinale a alternativa que relaciona os dois textos de maneira correta:
A lógica constante da edificação de Goiânia era a de planejar para evitar os problemas da antiga capital, fato compreensível, já que tudo na nova cidade deveria ser diferente dos sítios coloniais. As condições ecológicas aliadas ao discurso sanitarista justificavam, no âmbito ideológico, a mudança da capital de Goiás, ocultando, dessa forma, as disputas oligárquicas regionais.
ARRAIS, T. A. A produção do território goiano: economia, urbanização, metropolização. Goiânia: UFG, 2013. p. 154 e 155. (Adaptado).
Uma das justificativas ecológicas usadas pelos mudancistas foi:
O Morro da Capuava é um patrimônio que tem a natureza como referência. Quando a Coluna Prestes passou por Anápolis, em julho de 1925, os revoltosos vindos do sul com destino ao norte fizeram parada nas suas imediações contribuindo, dessa forma, para complementar a história do município. Como o nome sugere, esse morro é uma das partes mais altas do relevo do Município, possibilitando assim uma vista ampla de quase toda a cidade.
SILVA, Rosenilda Rodrigues. Breve descrição dos patrimônios históricos de Anápolis. Caderno de Pesquisas – Museu Histórico de Anápolis “Alderico Borges de Carvalho”, Ano 2, nº. 1. Anápolis, GO, 2010, p. 35. (Adaptado).
O texto destaca a participação de Anápolis em um importante episódio da história nacional. A passagem do movi mento mencionado no texto resultou, em Anápolis, em:
Os buritis-veredas na luz da estrela-d’alva
O guia da surpresa no atalho da invernada.
A picada dos índios (a picada das cobras)
os trieiros do ouro nas vertentes da serra.
O trânsito dos bois nos passos de Anhanguera.
Os sendeiros sem ponte na procura do sal
a distância e seus ondes nas estradas reais.
TELES, Gilberto Mendonça. Hora aberta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986 p. 185.
A poesia remete à história de Anápolis destacando que, desde os primeiros tempos, a região tornou-se um
Analise a imagem a seguir para responder à questão

Leia o fragmento a seguir.
Terra de Sousa Ramos, bem fadada,
Cujo progresso assombra o forasteiro
Anápolis é um canto de alvorada
Ecoando, forte, no Brasil inteiro.
LYNCE, Leo. Poesia quase completa. Goiânia: Editora da UCG, 1977, p. 289.
O fragmento da poesia intitulada Anápolis remete à história dessa cidade ao destacar um personagem que foi um dos
Leia o trecho do poema a seguir.
Goyaz
Nome bonito – Goyaz!
Que prazer experimento
sempre que o leio
nos vagões em movimento,
com aquele Y no meio!
O fordinho e o chevrolet,
rasgando campos, furando matas,
vão, a trancos e barrancos,
rumo às cidades pacatas
que brotaram no sertão.
LEO LYNCE. Goyaz. Diário da Manhã. Goiânia 13 maio 2017. (Adaptado).
O poema chama a atenção para qual fenômeno da história de Goiás?
Bartolomeu Bueno deveu aos seus conterrâneos, não aos índios goiás, que por sinal nem falavam a língua-geral, a alcunha tupi de Anhangüera, provavelmente de ter um olho furado ou estragado. O episódio do fogo lançado a um vaso de aguardente, que anda associado à sua pessoa, Pedro Taques atribuiu-o a outro sertanista, Francisco Pires Ribeiro.
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Qual foi o processo, na história da representação de Bartolomeu Bueno, colocado em evidência pelo texto?