Questões de Concurso Sobre conhecimentos gerais
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Assinale a alternativa abaixo que exemplifica uma atividade que pode ser lazer para uma pessoa e obrigação para outra.
A definição refere-se ao:
Uma das primeiras maestras brasileiras, Chiquinha Gonzaga é conhecida por suas inovações e uma trajetória de transgressão às normas estabelecidas de sua época.
Imagem: <https://chiquinhagonzaga.com/wp/>
Acerca da vida e obra de Chiquinha Gonzaga, assinale com verdadeiro (V) ou valso (F) as afirmações abaixo.
( ) Além de compositora e maestra, Chiquinha foi também cantora, e interpretou algumas de suas composições nos salões da alta sociedade de sua época.
( ) Chiquinha Gonzaga escreveu operetas e partituras para teatro, e musicou dezenas de peças teatrais de gêneros variados.
( ) Abolicionista fervorosa, vendia partituras de porta em porta a fim de angariar fundos para a Confederação Libertadora e para comprar a alforria de escravizados com o dinheiro das vendas.
( ) As obras de Chiquinha Gonzaga foram reconhecidas apenas postumamente, por conta dos preconceitos morais que sofreu em vida e que dificultaram a divulgação de seu trabalho.
( ) Uma das muitas inovações de Chiquinha Gonzaga foi a mistura de estilos eruditos e populares.
Assinale a alternativa que representa corretamente a sequência:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Considere o texto a seguir.
“Aos 9 anos, o menino Moacir não perdia um ensaio sequer da Banda Municipal de Flores. Encantado pelos instrumentos que via e ouvia, estava sempre à espreita de uma oportunidade em que pudesse experimentá-los.
Com o tempo, passou a tomar conta dos instrumentos, aproveitando os momentos ociosos entre as atividades da banda para explorá-los e descobrir o som de cada um deles. A capacidade autodidata se manifestou mais uma vez, e aprendeu a tocar todos os instrumentos da banda: trombone, trompete, trompa, clarineta, saxofone, percussões, além do violão, do banjo e do bandolim.
Após acumular experiências diversas em suas andanças, “O Saxofonista Negro” migra para o Sudeste e incorpora o ambiente de produção efervescente da Rádio Nacional (RJ), envolvendo-se com as diferentes formações da emissora (orquestra de jazz, orquestra de tango, regionais de choro, orquestra de salão e orquestra sinfônica).
Em 1960, por sua relevante atuação como arranjador, instrumentista e compositor de trilhas sonoras, no auge da movimentação em torno da bossa-nova, Moacir Santos destacou-se como professor de inúmeros personagens como Nara Leão, Baden Powell, Sérgio Mendes, Carlos Lyra, Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Dori Caymmi, João Donato, entre outros.
Em 1968, acatando a sugestão do colega e ex-aluno Sérgio Mendes, mudou-se com a família para a Califórnia. Em um primeiro momento, fixaram residência em Hollywood, onde seus contatos e sua experiência no cinema brasileiro o levaram a integrar as equipes dos renomados compositores de trilhas sonoras Henry Mancini e Lalo Schiffrin, em 1968 e 1970, respectivamente.
Trabalhando como ghost-composer, colaborou na composição de trilhas famosas para Hollywood, como a do seriado Missão Impossível, de Schiffrin [...] e a amizade com Horace Silver proporcionou-lhe os contatos com a Blue Note, a conceituada gravadora norte-americana especializada em jazz.”
Fonte: DIAS, Andrea Ernest. Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro. Recife. CEPE Editora, 2025.
O texto traça um breve panorama da trajetória artística do multi-instrumentista, compositor e arranjador Moacir Santos cujas composições mais importantes a serem destacadas são:
O repertório, criado especialmente para o Movimento Armorial, incorpora a modalidade advinda da música dos cantadores de aboio nordestinos, e hibridiza a instrumentação barroco-renascentista com elementos nacionais ao introduzir cordofones como o Marimbau, a Rabeca e a Viola Sertaneja, apropriando neles, gestuais percussivos que emulam, por exemplo, o ritmo de batidas de pés típicos de práticas musicais indígenas brasileiras.
As obras armoriais "Cavalo Marinho (Chamada no.1)"; "Mourão (Variações sobre um tema de Guerra-Peixe)"; "A onça, os guinés e os cachorros"; "Três peças nordestinas"; "Cantiga"; “Príncipe alumioso/ Velame" e "Grande Missa Nordestina", foram compostas por
“O que aconteceu no início dos anos 90, em Recife, efervesceu o cenário não apenas nacional, como também, o internacional. O Manguebeat escancarou de forma simples o conceito de hibridismo cultural, mas por outro lado, foi de difícil absorção pelas elites do país, já que todos os movimentos culturais partiam dos grandes centros (Rio de Janeiro e São Paulo). Chico Science tornou-se o pilar do movimento, ele buscou inovar não apenas em suas músicas, ao misturar ritmos internacionais como pop, rock e funk com os ritmos populares de Recife, mas acabou desenvolvendo um fenômeno linguístico ao criar neologismos, ao abrasileirar expressões americanas. Chico foi o alquimista responsável pela receita mágica da construção do ritmo Mangue Beat. Seus ídolos eram: James Brown, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, Jorge Ben Jor, Bezerra da Silva, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Mestre Salustiano e Jackson do Pandeiro”.
Fonte: MOREIRA, Guilherme C. & BELTRÃO, Beatriz M. - Uma análise sobre o manguebeat - Disponível em https://www.enecult.ufba.br/modulos/submissao/Upload-484/111483.pdf . Acesso em: 23 de setembro de 2025.
Esse movimento, que teve como diferencial a forma de conectar a cultura popular por meio das expressões do hip-hop, pop, da música eletrônica e do rock’n’roll misturando-as aos ritmos clássicos pernambucanos, pode ser entendido esteticamente como ações de
“No período colonial brasileiro, havia um conjunto de brincadeiras denominado Entrudo, termo proveniente de introito, que significa introdução, referindo-se às práticas festivas que precediam a Quaresma, ou seja, o período de penitência que vai da Quarta-Feira de Cinzas até o domingo de Páscoa (segundo o catolicismo e algumas outras religiões cristãs). O Entrudo era festejado não apenas por uma parte da elite, mas, sobretudo, por estratos menos favorecidos da população, como escravos libertos e outros livres empobrecidos (...) No século XIX, o Entrudo passou a ser duramente criticado visto como imoralidade pagã herdada dos portugueses e combatido por jornalistas, padres, policiais e outras autoridades do Império. Seguindo a dinâmica nacional, em Pernambuco o Entrudo era enquadrado como desordem social, conforme várias matérias publicadas nos principais jornais da época. Em face da repressão policial e da educação moralizadora da imprensa, em meados do século XIX vai-se tentando substituir o Entrudo de origem lusitana ("brinquedo selvagem dos jogos sujos" de rua e os batuques) por um Carnaval alinhado com as sensibilidades dos teatros, das óperas e dos salões de Veneza, Paris e Nice”.
Fonte: OLIVEIRA, Climério de S.; MENDES, Marcos F.; RESENDE, Tarcísio S. Frevo: transformações ao longo do passo. Recife: Ed. CEPE, 2019 (Coleção Batuque Book).
A partir da contextualização descrita no fragmento, entende-se que no Entrudo e nos bailes de máscaras do Carnaval recém-modelado no Rio de Janeiro e Recife, da segunda metade do séc. XIX, os gêneros musicais executados eram