Questões de Concurso
Comentadas sobre conhecimentos gerais de educação nas questões sociais em conhecimentos gerais
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Texto II – questões 3 e 4
1 A sociedade brasileira clama por transformações
e a esperança tornou-se palavra-chave desses novos tempos.
A superação dos graves problemas que afligem o povo
4 brasileiro, como a fome e a miséria, é o principal desafio do
novo governo.
Vencer as desigualdades faz parte de uma
7 estratégia e de um novo modelo de desenvolvimento para o
país, que pode dispor, para tanto, da imensa riqueza natural de
nossa Nação.
10 A construção de um novo momento histórico é um
compromisso que deve estar pautado em todas as ações de
governo. Nesse contexto é que afirmamos o direito da
13 sociedade brasileira à informação e à educação. O caminho,
portanto, é o da inclusão social, momento em que deve ser
construída uma nova cultura embasada nos direitos
16 fundamentais da vida humana, fortalecidos na concepção e na
prática de uma nova política social e econômica para o país.
Julgue os itens a seguir, relativos ao texto II e ao tema por ele abordado.
1 O índice de desenvolvimento humano (IDH) foi criado
para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a
partir de indicadores de educação (alfabetização e taxa de
4 matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e renda
(PIB per capita), mas também é utilizado para aferir o nível de
desenvolvimento humano de municípios. Embora meçam os
7 mesmos fenômenos, os indicadores levados em conta no IDH
municipal (IDHM) são mais adequados para avaliar as
condições de núcleos sociais menores.
10 No tocante à educação, o cálculo do IDHM considera
dois indicadores, com pesos diferentes: a taxa de alfabetização
(A) de pessoas acima de 15 anos de idade, com peso 2, e a taxa
13 bruta de freqüência à escola (F), com peso 1. O primeiro
indicador resulta da seguinte divisão: o número de pessoas do
município com mais de 15 anos de idade capazes de ler e
16 escrever um bilhete simples (ou seja, adultos alfabetizados)
dividido pelo número de pessoas com mais de 15 anos de idade
residentes no município. O segundo indicador resulta de uma
19 conta simples: o número de indivíduos do município que estão
freqüentando a escola, independentemente da idade, dividido
pela população da localidade na faixa etária de 7 a 22 anos
22 de idade.
Com relação à longevidade, o IDHM leva em conta o
número médio de anos que uma pessoa nascida naquela
25 localidade, no ano de referência, deve viver, ou seja, a
expectativa de vida (E) no município referente a esse ano.
Para a avaliação da renda, o critério usado é a renda
28 municipal per capita (R), ou seja, a renda média de cada
residente no município. Para se chegar a esse valor, soma-se a
renda de todos os residentes e divide-se o resultado pelo
31 número de pessoas que moram no município.
Escolhidos os indicadores, são calculados os
subíndices específicos de cada um dos três parâmetros
34 analisados: IDHM-E, para a educação, IDHM-L, para a
longevidade, e IDHM-R, para a renda. O IDHM de cada
município é a média aritmética desses três subíndices.
37 Assim, o IDHM-E de um município é dado pela
fórmula
expectativa de vida ao nascer no município (E) e usa-se a
40 fórmula
IDHM-R, determina-se a renda municipal per capita (R) e, em
seguida, aplica-se a fórmula:
43 equações foram ajustadas de forma que os três subíndices,
IDHM-E, IDHM-L e IDHM-R, estejam entre 0 e 1.
Novo atlas do desenvolvimento humano no Brasil. In: IPEA. Internet:
<http://www.undp.org.br>. Acesso em jul./2003 (com adaptações).
De acordo com as informações do texto ao lado - Entenda o cálculo do IDH municipal (IDHM) - e considerando o tema por ele focalizado, julgue os itens que se seguem.
Em clima de recordação de gente querida que morreu
sem saber ler, mas também em tom de otimismo, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Cristovam
Buarque, lançaram o programa Brasil Alfabetizado. A meta é
ambiciosa: tirar do analfabetismo 20 milhões de brasileiros até
2006, começando com 3 milhões já em 2003, ano em que
serão investidos R$ 170 milhões no programa, que receberá
R$ 185 milhões em 2004. O governo federal vai firmar convênios
com prefeituras e organizações não-governamentais (ONGs) para
promover a educação de adultos. Ao fazer um apelo para que a
sociedade se mobilize em favor da campanha, Lula ressaltou que,
pela primeira vez, o Brasil tem no comando dois homens sem
curso superior, numa referência a ele mesmo e ao vice-presidente,
José Alencar. “Não é mérito”, ressaltou.
Correio Braziliense, 9/9/2003, p. 14 (com adaptações).
Tendo o texto acima por referência e considerando a amplitude
do tema por ele focalizado, julgue os itens de 29 a 33.
Em clima de recordação de gente querida que morreu
sem saber ler, mas também em tom de otimismo, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Cristovam
Buarque, lançaram o programa Brasil Alfabetizado. A meta é
ambiciosa: tirar do analfabetismo 20 milhões de brasileiros até
2006, começando com 3 milhões já em 2003, ano em que
serão investidos R$ 170 milhões no programa, que receberá
R$ 185 milhões em 2004. O governo federal vai firmar convênios
com prefeituras e organizações não-governamentais (ONGs) para
promover a educação de adultos. Ao fazer um apelo para que a
sociedade se mobilize em favor da campanha, Lula ressaltou que,
pela primeira vez, o Brasil tem no comando dois homens sem
curso superior, numa referência a ele mesmo e ao vice-presidente,
José Alencar. “Não é mérito”, ressaltou.
Correio Braziliense, 9/9/2003, p. 14 (com adaptações).
Tendo o texto acima por referência e considerando a amplitude
do tema por ele focalizado, julgue os itens de 29 a 33.
Compromisso com a sociedade
1 O programa Adolescente Trabalhador ofereceu a
oportunidade da primeira experiência de trabalho a 3.305
adolescentes oriundos de famílias de menor renda. Em uma
4 outra frente de atuação, o Banco do Brasil S.A. (BB), como
parceiro fundamental do governo federal no programa Fome
Zero, estruturou sua participação nesse programa a partir
7 dos seguintes focos: geração de emprego e renda (políticas
estruturais), segurança alimentar (políticas específicas) e
geração de conhecimento na potencialização de recursos
10 locais (políticas locais). Já foram arrecadadas e distribuídas
mais de mil toneladas de alimentos. Além disso, o programa
Voluntariado BB desenvolveu, com a participação de mais
13 de 10 mil voluntários, atividades de assistência social e de
educação pelo país. O apoio ao esporte brasileiro efetivou-se
pelo patrocínio à Confederação Brasileira de Voleibol, ao
16 atleta Gustavo Kuerten e à equipe brasileira na Copa Davis.
Jornal do Brasil, 21/8/2003, p. A20 (com adaptações).
A partir do texto acima e considerando as múltiplas implicações
do tema por ele abordado, julgue os itens seguintes.
O professor Policarpo Potiguar é licenciado em História. Durante a Licenciatura, Policarpo pôde compreender que o exercício da docência requer uma aliança entre o conhecimento historiográfico e o conhecimento sobre a educação. Nesse sentido, seus professores procuraram mostrar-lhe que, para ser professor de História na escola básica, seria necessário não apenas conhecer fatos históricos, mas pensar o modo como esses fatos são produzidos, como as interpretações da história são construídas e como o ato de transmitir a história não pode ser isolado do ato de produzir o conhecimento, levando em conta as dimensões intelectuais, sociais e políticas do saber.
Policarpo é conhecedor das diferentes correntes historiográficas e das novas propostas curriculares para o ensino de História. Atualmente trabalha na Escola Municipal Sol da Vida, que atende a 620 alunos dos quatro ciclos do Ensino Fundamental. A disciplina História, de 5ª a 8ª séries, é ministrada por três professores: o próprio Policarpo, Maria e Antônio.
O professor Policarpo apóia sua prática docente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). É a partir desse documento curricular que ele estabelece os objetivos, seleciona os conteúdos e pensa nos procedimentos de ensino que deve adotar na disciplina.
Mesmo se empenhando para realizar uma prática coerente com as novas tendências historiográficas e com as novas diretrizes curriculares, o professor Policarpo descobriu que ensinar é um desafio permanente. Ele freqüentemente põe em dúvida suas ações e, muitas vezes, depois de refletir e avaliar seu trabalho, percebe incoerências entre a maneira como concebeu ou conduziu suas atividades e os princípios teóricos que o orientaram.
A questão a seguir gira em torno do universo de atuação dos professores Policarpo, Maria e Antônio.
A professora Maria estranhou o fato de o programa de História do professor Policarpo não conter tópicos que remetessem à história das civilizações. De acordo com o pensamento da professora Maria, seria impossível estudar História sem estudar as civilizações. O professor Policarpo discordou, apresentando o seguinte argumento:
O professor Policarpo Potiguar é licenciado em História. Durante a Licenciatura, Policarpo pôde compreender que o exercício da docência requer uma aliança entre o conhecimento historiográfico e o conhecimento sobre a educação. Nesse sentido, seus professores procuraram mostrar-lhe que, para ser professor de História na escola básica, seria necessário não apenas conhecer fatos históricos, mas pensar o modo como esses fatos são produzidos, como as interpretações da história são construídas e como o ato de transmitir a história não pode ser isolado do ato de produzir o conhecimento, levando em conta as dimensões intelectuais, sociais e políticas do saber.
Policarpo é conhecedor das diferentes correntes historiográficas e das novas propostas curriculares para o ensino de História. Atualmente trabalha na Escola Municipal Sol da Vida, que atende a 620 alunos dos quatro ciclos do Ensino Fundamental. A disciplina História, de 5ª a 8ª séries, é ministrada por três professores: o próprio Policarpo, Maria e Antônio.
O professor Policarpo apóia sua prática docente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). É a partir desse documento curricular que ele estabelece os objetivos, seleciona os conteúdos e pensa nos procedimentos de ensino que deve adotar na disciplina.
Mesmo se empenhando para realizar uma prática coerente com as novas tendências historiográficas e com as novas diretrizes curriculares, o professor Policarpo descobriu que ensinar é um desafio permanente. Ele freqüentemente põe em dúvida suas ações e, muitas vezes, depois de refletir e avaliar seu trabalho, percebe incoerências entre a maneira como concebeu ou conduziu suas atividades e os princípios teóricos que o orientaram.
A questão a seguir gira em torno do universo de atuação dos professores Policarpo, Maria e Antônio.
O professor Antônio, que ensina História de 5ª a 8ª séries no noturno, na mesma escola do professor Policarpo, questionou, em uma reunião pedagógica, o uso dos PCNs de História. Segundo Antônio, esse documento curricular, ao privilegiar o trabalho a partir de temáticas que enfatizam perspectivas multiculturais, faz uma apologia ao relativismo cultural. O professor Policarpo discordou, argumentando que os PCNs de História
O professor Policarpo Potiguar é licenciado em História. Durante a Licenciatura, Policarpo pôde compreender que o exercício da docência requer uma aliança entre o conhecimento historiográfico e o conhecimento sobre a educação. Nesse sentido, seus professores procuraram mostrar-lhe que, para ser professor de História na escola básica, seria necessário não apenas conhecer fatos históricos, mas pensar o modo como esses fatos são produzidos, como as interpretações da história são construídas e como o ato de transmitir a história não pode ser isolado do ato de produzir o conhecimento, levando em conta as dimensões intelectuais, sociais e políticas do saber.
Policarpo é conhecedor das diferentes correntes historiográficas e das novas propostas curriculares para o ensino de História. Atualmente trabalha na Escola Municipal Sol da Vida, que atende a 620 alunos dos quatro ciclos do Ensino Fundamental. A disciplina História, de 5ª a 8ª séries, é ministrada por três professores: o próprio Policarpo, Maria e Antônio.
O professor Policarpo apóia sua prática docente nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). É a partir desse documento curricular que ele estabelece os objetivos, seleciona os conteúdos e pensa nos procedimentos de ensino que deve adotar na disciplina.
Mesmo se empenhando para realizar uma prática coerente com as novas tendências historiográficas e com as novas diretrizes curriculares, o professor Policarpo descobriu que ensinar é um desafio permanente. Ele freqüentemente põe em dúvida suas ações e, muitas vezes, depois de refletir e avaliar seu trabalho, percebe incoerências entre a maneira como concebeu ou conduziu suas atividades e os princípios teóricos que o orientaram.
A questão a seguir gira em torno do universo de atuação dos professores Policarpo, Maria e Antônio.
O professor Policarpo, pesquisando material para produzir um texto sobre a Independência do Brasil, procurou diferentes interpretações para esse acontecimento a partir de duas fontes básicas: um livro didático e um livro dedicado à ascensão do patriarcado urbano e à decadência do rural.
No livro didático, ele percebeu que a Independência marcava a passagem da Colônia para o Império. Já no livro sobre o patriarcado urbano, ele detectou que o autor analisou a vida cotidiana e a mentalidade no Brasil na transição do século XVIII para o século XIX, sem enfatizar o acontecimento de 7 de setembro de 1822.
A partir dessas duas interpretações a respeito da Independência e tomando por base a discussão apresentada na obra Domínios da História (Cardoso, 1997), Policarpo formulou a seguinte reflexão:
"O desperdício da indústria da guerra". In: Família Cristã, ano 68, n./ 795, mar./2002, p. 12 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Com relação à televisão no Brasil, julgue o item seguinte.