Questões de Concurso
Sobre movimentos sociais, discriminação e desigualdade: raça, classe e gênero em atualidades
Foram encontradas 343 questões
“Estou buscando palavras, porque eu só sinto ódio, só sinto raiva e muito medo, realmente, eu não sei o que falar. Mais do que nunca eu estou me sentindo oprimida e fraca, eu tinha tantos planos esse ano… E agora eu só tenho lagrimas e pavor. Marielle e Talíria me encorajaram a lutar, a ser mais forte, elas estiveram na minha casa, onde conversamos por horas, sobre meus medos, minhas dúvidas… Eu estava tão segura, tão esperançosa depois de conversar com elas, hoje eu só sinto medo, eu sempre senti na verdade, por ser negra, por morar no morro, por andar a noite na rua, por ser mulher, por cantar funk - principalmente “Delação premiada”. Mas alguma coisa me dava força e esperança lá no fundo, algo me dizia que eu tinha que fazer, que eu tinha que gritar e falar mesmo, que eu podia, mas hoje eu tenho certeza que nada te protege independente de quem você seja, se você for negro e lutar pelos negros, você sempre acaba EXECUTADO”.
Texto escrito em homenagem à Marielle Franco, publicado no perfil do Instagram @mccaroldeniteroioficial em 15.03.2018. Disponível em:<https://bit.ly/2UkaATr>
Assinale a alternativa correta sobre o texto
acima:
Analise os dados apresentados na tabela a seguir.

O TEMPO. Brasileiras estudam mais, mas ganham menos do que homens. 15 set. 2018. p. 20.
Os dados dessa tabela se referem ao Índice de Desigualdade de Gênero, que foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Considerando esses dados, é correto afirmar:
Tendo como referência o texto antecedente, julgue o item que segue, acerca dos fenômenos políticos, econômicos e sociais atuais no Brasil.
A desigualdade de renda no Brasil, entre outras questões,
é alimentada pelos impostos que incidem sobre a produção e
o consumo: essa modalidade faz que a população menos
abastada de capital acabe pagando, proporcionalmente, mais
impostos.
Em junho de 2018, foram divulgadas notícias como esta:
A política de 'tolerância zero' implementada pelo governo de Donald Trump vem sendo alvo de inúmeras críticas. Até mesmo membros do Partido Republicano têm se manifestado contra a medida.
A política de tolerância zero
Criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é atualizado anualmente, visando permitir o conhecimento sobre as condições de vida das nações avaliadas. Este índice possui uma variação de 0 até 1, sendo que quanto mais próximo for de 1 a avaliação do país, melhor classificado ele será no IDH, ou seja, melhores condições de vida aquela população terá.
Analise o IDH do Brasil mostrado na tabela abaixo.

Os dados apresentados e os conhecimentos sobre o contexto socioeconômico brasileiro indicam
Em 2017 quando o movimento #MeToo foi formalmente lançado, as notícias se sucediam a toda velocidade, e carreiras inteiras desmoronavam. Pouco a pouco, 12 meses depois, os detalhes escabrosos foram dando lugar à reflexão. Agora, esse movimento (# MeToo) começa a ser o que sempre desejou. Um diálogo de todos como sociedade. Uma enorme mudança cultural.
(Texto adaptado. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/ 10/04/actualidad/1538678547_217451.html)
O movimento # MeToo
Milhares de pessoas foram às ruas para manifestarem- -se contra o aumento de combustíveis. São chamados de “coletes amarelos”.
As forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e usaram um canhão de água para conter o avanço dos manifestantes que tentavam ultrapassar o perímetro de segurança determinado pela polícia. Os manifestantes gritam palavras de ordem e carregam cartazes pedindo a renúncia do presidente.
Para as autoridades, facções de extrema-direita podem ter se infiltrado entre os manifestantes para radicalizar o movimento.
Os protestos mantêm os bloqueios de centros logísticos e estradas iniciados há uma semana, mas com menos intensidade que no sábado passado, quando eram estimados quase 300 mil manifestantes.
(http://agenciabrasil.ebc.com.br, 24.11.2018. Adaptado)
A notícia refere-se a acontecimento
Em 2014, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai é laureada com o Prêmio Nobel da Paz. Acerca de sua atuação e premiação, analise as afirmativas a seguir:
I. A premiação foi um reconhecimento por sua atuação e ativismo em prol do direito à educação, em especial de mulheres e crianças.
II. Nascida em 1997, tornou-se a pessoa mais jovem laureada com esse prêmio.
III. A premiação representou o primeiro ano no qual apenas uma pessoa ou entidade foi contemplada com o Prêmio, algo não ocorrente desde 2009, quando o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama recebeu o mesmo prêmio.
Assinale
Os Estados Unidos têm sido, há anos, o país mais bem colocado no índice geral do combate à desigualdade de gênero, seguido do Reino Unido e de alguns países do Leste Europeu.
“[...] De 2001 a 2015, os 10% mais ricos abocanharam de 54% a 55% da renda nacional [...]. Quando se observa o topo do topo, isto é, o 0,1% mais rico, percebe-se uma variação maior. Esse grupo controlava 11% da renda nacional em 2001, aumentou a participação para mais de 16% em 2007, e depois viu a fatia recuar para 14%, com pequenas oscilações nos anos seguintes.”
MARTINS, Rodrigo. A brutal desigualdade de renda continua a ser o traço definidor do Brasil. Carta Capital. 4 out. de 2017. p. 22.
Considerando os dados relativos à renda concentrada pela parcela mais rica do Brasil, é correto afirmar:
A vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, associou seu nome à defesa dos direitos humanos.
(Agência Brasil. https://bit.ly/2zx8t94. Acesso em 12.07.2018. Adaptado)
A paquistanesa Malala veio ao Brasil para
A mulher é o sujeito do feminismo, mas a categoria “mulher” foi construída em meio a relações marcadas pelo patriarcado e pela dominação masculina [...] Em suma, um ideal convencional de feminilidade permanece atuante, mesmo entre autoras e autores capazes de compreender o trabalho social de conformação das mulheres aos papéis tradicionais a elas atribuídos.
A solução encontrada para o problema passou pela distinção entre sexo e gênero, que se tornou
central para o feminismo, com o primeiro termo se referindo ao fenômeno biológico e o segundo, à
construção social. O par sexo/gênero codifica o “não se nasce mulher, torna-se mulher” de Simone de
Beauvoir: o que aceitamos como “a feminilidade” não é a expressão de uma natureza, mas o resultado
do trabalho de pressões, constrangimentos e expectativas sociais. (MIGUEL, Luis Felipe. A Identidade
e a Diferença. In.: MIGUEL, Luís Felipe; BIROLI, Flávia. Feminismo e Política. São Paulo: BoiTempo,
2014, p. 79)
A mulher é o sujeito do feminismo, mas a categoria “mulher” foi construída em meio a relações marcadas pelo patriarcado e pela dominação masculina [...] Em suma, um ideal convencional de feminilidade permanece atuante, mesmo entre autoras e autores capazes de compreender o trabalho social de conformação das mulheres aos papéis tradicionais a elas atribuídos.
A solução encontrada para o problema passou pela distinção entre sexo e gênero, que se tornou
central para o feminismo, com o primeiro termo se referindo ao fenômeno biológico e o segundo, à
construção social. O par sexo/gênero codifica o “não se nasce mulher, torna-se mulher” de Simone de
Beauvoir: o que aceitamos como “a feminilidade” não é a expressão de uma natureza, mas o resultado
do trabalho de pressões, constrangimentos e expectativas sociais. (MIGUEL, Luis Felipe. A Identidade
e a Diferença. In.: MIGUEL, Luís Felipe; BIROLI, Flávia. Feminismo e Política. São Paulo: BoiTempo,
2014, p. 79)
Uma fotografia de uma criança feita pelo fotógrafo Lucas Landau, que realizou a cobertura do réveillon de Copacabana pela agência de notícias Reuters, ganhou uma enorme repercussão nas redes sociais. O garoto acompanhava a queima de fogos no mar do Rio de Janeiro no momento em que foi clicado pelo profissional.
Internet: <www.correiobraziliense.com.br>
Acerca da repercussão dessa fotografia nas redes sociais e de assuntos correlatos, julgue o item a seguir.
O fotógrafo responsável pela imagem, mesmo tendo
tentado, não conseguiu identificar o garoto.
Uma fotografia de uma criança feita pelo fotógrafo Lucas Landau, que realizou a cobertura do réveillon de Copacabana pela agência de notícias Reuters, ganhou uma enorme repercussão nas redes sociais. O garoto acompanhava a queima de fogos no mar do Rio de Janeiro no momento em que foi clicado pelo profissional.
Internet: <www.correiobraziliense.com.br>
Acerca da repercussão dessa fotografia nas redes sociais e de assuntos correlatos, julgue o item a seguir.
Muitas críticas à repercussão da fotografia argumentam
que a própria repercussão é, por si mesma, fenômeno
indicativo dos estereótipos que cercam as pessoas
negras no Brasil.