Questões de Concurso
Sobre atualidades do ano de 1994 ao ano de 2013 em atualidades
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A primeira grande diferença entre a atual política externa brasileira e a do governo anterior é que, logo após tomar posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o rompimento do Brasil com os acordos internacionais celebrados por Fernando Henrique Cardoso.

Tendo o texto acima por referência inicial e considerando os
múltiplos aspectos que envolvem o tema por ele abordado, julgue
os itens seguintes.
O cenário mostrado no texto não é uma exclusividade brasileira, estando presente nas mais diversas regiões do planeta nas quais o problema da desigualdade está longe de ser superado, a exemplo do continente africano e de várias porções da Ásia.
O fato de o poder público garantir saneamento, coleta de lixo e fornecimento de água tratada mediante pagamento de taxas permite que se relacione a precariedade desses serviços com pobreza, ou seja, a parcela da população que não pode pagar normalmente fica sem acesso a eles.
Brasília é uma exceção no cenário urbano brasileiro. Cidade planejada, foi construída para ser a capital do país e, graças a medidas adotadas para protegê-la, cresce ordenadamente, sem gerar o aparecimento de uma periferia desprovida dos necessários equipamentos urbanos.
Pelos dados apresentados pelo IBGE, enquanto nas regiões mais carentes do país os índices de moradias consideradas não-adequadas são elevados, nas mais desenvolvidas esse problema praticamente não mais existe.
Infere-se do texto que, pelas mais diversas razões, permanece inalterado o nível de adequação das residências brasileiras ao longo do tempo, o que permite concluir que as políticas públicas para o setor são ainda muito frágeis.
O quadro exposto no texto ajuda a explicar por que a mortalidade infantil está aumentando e a expectativa de vida dos brasileiros, hoje, é praticamente a mesma de meados do século XX.
A precariedade da infra-estrutura sanitária, realidade ainda muito presente no panorama urbano brasileiro, amplia a demanda por atendimento médico e sujeita desnecessariamente a população a diversas doenças que poderiam não ter a dimensão que ainda hoje possuem.
Além da histórica desigualdade social, que o coloca entre os primeiros lugares no perverso ranking da disparidade de renda, o Brasil ainda convive com acentuadas desigualdades regionais, algo que, relativamente às condições de moradia da população, o texto não chega a demonstrar.
O Brasil apresenta, nos dias atuais, uma das mais expressivas taxas de urbanização do mundo, superior a 80%. Contudo, de maneira geral, as cidades brasileiras surgem e se expandem sem o devido planejamento, carentes dos equipamentos urbanos básicos.
Infere-se do texto que, entre os critérios utilizados pelo IBGE para classificar um domicílio como totalmente adequado, estão sua ligação à rede de abastecimento de água, à coleta de esgoto ou ao depósito em fossa séptica, ao recolhimento do lixo e ao número máximo de duas pessoas por dormitório.
A atual política externa brasileira é muito marcada por um anacrônico terceiro-mundismo, dizem seus críticos, estribados no fato de que o país se omite sistematicamente das discussões em foros multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O atual "milagre chinês", que chama a atenção geral, alia modernização econômica — com a abertura indiscriminada aos capitais privados, inclusive estrangeiros — e uma razoável distensão política, fazendo de seu socialismo uma realida de sui generis
A recente visita do presidente chinês ao Brasil retribui a que lhe foi feita pelo presidente brasileiro em 2003. Nos dois casos, vê-se o interesse recíproco em estreitar laços de cooperação científico-tecnológica — de que a construção de satélites seria exemplo expressivo — e em ampliar o intercâmbio comercial.
Ao se recusar a discutir a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), vetando-a liminarmente, ao mesmo tempo em que demonstra descrença em relação ao futuro do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), o Brasil parece dar as costas à realidade da economia mundial, colocando-se praticamente à margem do processo de globalização.
De maneira geral, o texto reflete uma característica muito forte do mundo contemporâneo, qual seja, o papel político dos Estados nacionais na busca de espaços para os produtos e os capitais de seus respectivos países, em meio a uma acirrada competição nos mercados mundiais.
Quando o texto menciona a "troca de rapapés e favores com o governo chinês", possivelmente se refere à decisão política tomada pelo Brasil de apoiar a República Popular da China em sua campanha para ter assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), em lugar de Taiwan.
Economias como a japonesa — ainda que conhecendo alguns percalços nos últimos anos — e, sobretudo, como a emergente chinesa — que apresenta taxas de crescimento anual em torno dos 10% — apontam para a Ásia como um dos grandes pólos dinâmicos da economia mundial, com tendência à expansão.
As relações nipo-brasileiras transcendem aos contatos entre Estados, criando significativa capilaridade entre as sociedades. Afinal, há mais de um século, com o desembarque dos primeiros imigrantes japoneses no porto de Santos, teve início a constituição da maior colônia de japoneses fora de seu território natal.
