Questões de Concurso
Comentadas sobre geologia do petróleo em geologia
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Os satélites de órbita polar, como a constelação americana de satélites GOES, têm sido utilizados na produção de cartas de campos de ventos, úteis para o monitoramento das ondas oceânicas em bacias petrolíferas.
As bandas cinco, quatro e três do sensor TM do satélite Landsat 5 correspondem às bandas do infravermelho médio, infravermelho próximo e vermelho, respectivamente. Uma composição colorida dessas bandas permite, por conseguinte, a realização de mapeamentos de uso do solo e de desmatamento.
As imagens de radar de abertura sintética (SAR) não ultrapassam os dosséis das copas das árvores de vegetação densa, como a da floresta Amazônia. Essas imagens não são úteis para a análise dos arranjos da rede de drenagem, que podem indicar os padrões estruturais propícios à migração e(ou) à acumulação de hidrocarbonetos.
Os mapas de espessura das camadas com petróleo são chamados de mapas de net-pay e são necessários para serem integrados aos de porosidades e de saturação no cálculo de reserva.
Os perfis sônicos corridos nos poços são mais úteis quando associados aos de densidade e neutrão para determinar porosidades, mas são usados também para posicionar camadas ou marcos nas seções sísmicas.
Datum e marco estratigráfico possuem o mesmo significado e são úteis na confecção de seções geológicas horizontais.
Os perfis de resistividades corridos nos poços abertos são excelentes para a obtenção dos dados de saturação de água, que entram na equação para calcular o volume de óleo ou gás in place.
Na correlação de perfil de raios gama entre três poços que possuem curvas/ciclos com baixo raio gama, denotando um arenito limpo, com mesma espessura e mesmo padrão, esses raios podem ser correlacionados lateralmente, pelo fato de serem da mesma camada.
A produção nacional de hidrocarbonetos provém de reservatórios das sequências rifte e marinho franco nas bacias da margem continental, incluindo-se o rifte do Recôncavo e, na produção total, a bacia intracratônica do Solimões.
A bacia do São Francisco tem sido alvo exploratório de gás e, embora tenha sido fortemente afetada pelos eventos compressivos do período Brasiliano, durante sua evolução tectono-sedimentar, passou por estágios rifte, antepaís e sinéclise, do paleoproterozoico ao permocarbonífero, em cinturões de dobramentos, tais como o Araçuaí.
As principais bacias sedimentares brasileiras responsáveis pelas atuais reservas de hidrocarbonetos, em torno de 14 bilhões de barris, são: Campos, Espírito Santo, Potiguar, Solimões, Recôncavo e, atualmente, Santos, que inicia a sua produção no pré-sal. As idades desses reservatórios variam do período Paleozoico ao Terciário.
As unidades litodêmicas, tais como diques e soleiras de diabásio, auxiliaram na geração de hidrocarbonetos da bacia do Solimões.
A granulometria e a seleção dos grãos, mesmo em calcários, controlam fortemente a qualidade dos reservatórios. Por esse motivo, desde que haja seleção muito boa, a porosidade é idêntica em arenitos de granulometria diferente.
Halita, carnalita e gipsita são rochas evaporíticas monominerálicas, assim como os diamictitos, constituindo excelentes selantes de hidrocarbonetos.
Os arenitos com porosidades intragranulares são bons reservatórios, pois possuem altas permeabilidades.
Os melhores reservatórios de petróleo são os arenitos, os calcários e os argilosos, exceto quando estão cimentados.
Independentemente de serem fraturados naturalmente ou não, os reservatórios possuem maior vazão de petróleo em poços verticais, pois as fraturas são, também, geralmente, verticais/subverticais.
O petróleo das bacias cretáceas/marginais brasileiras foi gerado essencialmente na fase rifte, quando já se acumulava matéria orgânica essencialmente de origem marinha.
As estruturas de falhas em flor positiva são típicas de bacia pull-apart, e estão presentes na região onde ocorrem esforços transtensivos.
As bacias marginais brasileiras passaram por duas grandes fases de subsidência: a primeira, a fase rifte, chamada subsidência termal, e a segunda, a fase marinha, denominada subsidência mecânica.