Questões de Concurso
Comentadas sobre urbanização em geografia
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Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais urbanos no Brasil.
Os bairros populares das grandes cidades, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, desenvolveram-se, inicialmente, nos arredores das áreas industriais. Nessas duas cidades, o crescimento dos bairros populares acompanhou as vias férreas.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais urbanos no Brasil.
A metropolização significa uma intervenção humana extensa e profunda sobre a superfície da Terra. Essa expansão da mancha urbana implica processo de degradação ambiental, fato bem ilustrado pela grande São Paulo.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais urbanos no Brasil.
O crescimento demográfico das grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos de conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se conectam por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais urbanos no Brasil.
A pobreza urbana tem características bem peculiares e se distingue da pobreza rural fundamentalmente no que se refere à utilização da mão de obra.
Determinado grupo fixado no espaço geográfico pode ser desterritorializado de sua territorialidade e reterritorializado no mesmo espaço, em outro recorte temporal.
A sociedade se distribui sem uniformidade no espaço devido ao resultado de uma seletividade histórica e geográfica. Nesse sentido, para o entendimento adequado dessa distribuição espacial, é necessária a dissociação entre tempo e espaço.
Fragmentação urbana do tecido sociopolítico espacial brasileiro, na matéria da geografia, refere-se à territorialização de favelas pelo crime organizado como um fator de desordem na escala da cidade como um todo.
No que concerne ao desenvolvimento econômico e à conservação da natureza, o Estado, que é mediador do processo ambiental, deve construir um modelo de gestão que integre diversos interesses em torno do desenvolvimento sustentável.
A escala não é uma variável fundamental para o planejamento e a gestão urbana, ainda que seja possível a coexistência de vários níveis regionais como subconjuntos de um conjunto maior.
I. Entre os pioneiros da articulação do tempo/espaço, em relação à urbanização, temos Henri Lefebvre, para quem o espaço se resumiria a um reflexo das relações sociais de produção, e a urbanização enquanto processo de disseminação do urbano, que se ampliava e generalizava-se em escala mundial, e deveria ser entendida enquanto expressão das relações sociais ao mesmo tempo em que incidiria sobre elas (LEFEBVRE, 1972). O significado dos termos urbano e urbanização para Lefebvre, contudo, restringia-se aos limites das cidades. Em seu entender a urbanização seria uma condensação dos processos sociais e espaciais, que decorriam das relações essenciais de produção do capitalismo, e estaria baseada na criação de um espaço social crescentemente abrangente, instrumental e mistificado (LEFEBVRE, 1991).
II. A produção teórica a partir da década de 70, sobre o espaço e a urbanização, tanto a estruturalista quanto a de reação ao positivismo estruturalista, corporificou- se em uma economia política da urbanização e do desenvolvimento. A interdisciplinaridade epistemológica levou a diferentes conceituações e definições do espaço e do urbano e à percepção das mudanças da urbanização conforme o capitalismo se ampliava e avançava, num constante processo de reestruturação e globalização.
III. Após analisar a produção teórica relativa à urbanização Castells define-a enquanto uma noção ideológica (CASTELLS, 1978); por partir da proposição que esta se refere tanto a formas espaciais quanto a um sistema cultural específico, de onde consequentemente não haveria uma problemática especificamente urbana. Descarta-a, assim, enquanto objeto de estudo e propõe que mais que falar de urbanização, trataremos do tema da produção social de formas espaciais (CASTELLS, 1978), e reduz o urbano ao espaço funcional onde se concentra uma população.
Estão corretas as afirmativas:
De acordo com essa classificação, são exemplos de metrópole regional e centro regional, respectivamente, as seguintes cidades:
Sobre esse aspecto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Milton Santos. O País distorcido. São Paulo: Publifolha, 2002 (com adaptações).
Tendo como referência o fragmento de texto acima, julgue o item a seguir.
As desordens atuais são pontuais e ocasionais. Elas fazem parte de um processo conjuntural em andamento, em que o território brasileiro é apenas ator.
Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação.
Passa de três dezenas o número de regiões metropolitanas brasileiras, nas quais se concentram mais de um terço dos domicílios urbanos e cerca de 30% da população. Estudos mostram que nas grandes cidades o número de habitantes tende a reduzir-se ou estagnar, ao tempo em que o inchaço populacional se transfere para as cidades conurbadas ao redor.