Questões de Concurso
Sobre urbanização brasileira em geografia
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Avalie se as seguintes diretrizes são relativas ao instrumento básico da administração municipal apresentado no texto. I. É obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. II. Define como deve ser o crescimento e o funcionamento da cidade, buscando garantir a qualidade de vida de seus moradores. III. Estabelece áreas de proteção ambiental, áreas que podem ser ocupadas por novas construções e os critérios para a instalação de atividades econômicas.
Está correto o que se afirma em
MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia histórica do Brasil: cinco ensaios, uma proposta e uma crítica. São Paulo: Annablume, 2009. (adaptado)
[Questão Inédita] Historicamente, as regiões mencionadas se tornaram polo de concentração populacional devido à
[…]
A vontade do rio de voltar Às vezes sacode de algum lugar Ele dorme até a chuva chegar Mas a tempestade vem anunciar E uma enchente lembra a população Que o que é rua antes era vazão E uma enchente lembra a população Que o que é rua antes era vazão Alô, Tietê, Água Preta, Iquiririm Minhas Iarinhas andam cantando Suas ladainhas para mim “Iarinhas”, de Luiza Lian.
Disponível em: https://www. letras.mus.br. Acesso em: 16 maio 2021.
A canção expõe a denúncia de um problema social urbano que é potencializado pela
1. Portugal e Espanha assinaram, em 1494, o Tratado de Tordesilhas, determinando que as terras localizadas 370 léguas a Leste de Cabo Verde pertenceriam à Espanha e ao Oeste, a Portugal.
2. Em 1500 os portugueses chegaram ao Brasil e até 1530, aproximadamente, as novas terras ficaram praticamente abandonadas.
3. A colonização do Brasil implicava altos gastos e o rei decidiu recorrer ao capital privado e em 1534, foi criado o sistema de capitanias hereditárias.
4. As capitanias hereditárias representaram a primeira divisão político-administrativa do território colonial.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Em 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE publicou a edição 2018 do estudo “Regiões de Influência das Cidades - REGIC”, documento fundamental para se compreender a complexa organização da rede urbana brasileira. O mapa a seguir mostra a dinâmica da rede urbana mato-grossense polarizada por Cuiabá.
Mapa 27 - Arranjo Populacional de Cuiabá/MT - Capital Regional A (2A)
Fonte: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/redes-e-fluxos-geograficos/15798-regioes-de-influencia-das-cidades.html?=&t=acesso-ao-produto
Tendo como critérios de classificação das cidades a concentração e o acesso da população a bens e serviços públicos e privados, pode-se afirmar que em Mato Grosso, além de Cuiabá, que é classificada como capital regional A, quais municípios são classificados como capitais regionais C?

A ironia da charge do Texto IX se dá a partir da exposição
Durante os anos 1990, a realidade urbana brasileira apresentava uma nova divisão territorial do trabalho. Evidências empíricas permitiram identificar um processo socioespacial devido, em grande medida, à capacidade de atração dos pobres pela metrópole, onde vem engrossar uma demanda de empregos formais e de serviços urbanos que a cidade do capital monopolista não atende. Nesse contexto, identifica-se uma situação constatada por três indicadores: i) o PIB cresce menos nas metrópoles que no país como um todo e em certas áreas de sua região de influência; ii) nas áreas onde o capitalismo amadurece, há tendências à reversão do leque salarial, com certas ocupações menos bem remuneradas envolvendo um maior percentual de trabalhadores na metrópole que no campo; e iii) certos índices de qualidade de vida tendem a ser melhores no interior do que nas regiões metropolitanas. A metrópole não para de crescer. Mas outras regiões crescem mais depressa.
SANTOS, M. Por uma Economia Política da Cidade. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 75. Adaptado.
No período referido, por meio dos indicadores mencionados, constata-se o seguinte processo socioespacial:
O atual estágio da urbanização brasileira, processo horizontal e inacabado, caracteriza-se por transformações expressivas na configuração espacial e na natureza das cidades. Nesse estágio, a metropolização é um processo que apreende na sua essência as dinâmicas de concentração e expansão urbana e seus resultados espaciais mais expressivos. Corresponde a uma etapa avançada da urbanização no atual modelo de acumulação e divisão internacional do trabalho, expresso na forma espacial do crescimento urbano, devido ao rápido e concentrado crescimento econômico, à elevada imigração sobre centros urbanos constituídos, à existência de meios de mobilidade e ao papel do país na economia mundial. Na metropolização contemporânea, todos os artefatos e os sistemas de objetos da globalização provocam a expansão física e a fragmentação do espaço urbanizado para áreas cada vez mais distantes dos antigos limites urbanos, avançando em todo o território nacional.
MOURA, R. et al. Rede urbana brasileira como agenda de pesquisa no Ipea: retrospecto e perspectivas. Relatório de pesquisa. Brasília, DF: Ipea, 2016, p. 9. Adaptado.
O estágio contemporâneo do processo de metropolização brasileiro apresenta a seguinte característica:
No Brasil, verificam-se recentes transformações ocorridas nas relações entre os territórios urbanos, bem como no perfil demográfico, produtivo e funcional dos municípios. Além das áreas de concentração de população, o IBGE também identifica os chamados arranjos populacionais, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, assim como municípios isolados, com população superior a 100 mil habitantes, que, juntos, conformam concentrações urbanas. O Ipea define aglomerações urbanas como aquelas “formadas por áreas urbanizadas integradas – logo funcionalmente complementares” e que podem ser constituídas por espaços urbanizados contínuos e descontínuos. Constatam-se mudanças na morfologia urbana, apoiadas no predomínio do automóvel, nas tecnologias de informação e na localização de empresas e moradias em locais mais distantes, que vêm provocando uma “metropolização expandida”, ou seja, uma expansão territorial metropolitana que resulta em mudança completa na estrutura, forma e função das metrópoles.
MOURA, R.; PÊGO, B. Aglomerações urbanas no Brasil e na América do Sul: trajetórias e novas configurações. Rio de Janeiro: Ipea, 2016. p. 8. (Texto para Discussão n. 2.203). Adaptado.
Essa metropolização expandida é comprovada pela configuração de:
As cidades integrantes de uma rede urbana se diferenciam pelos seus tamanhos populacionais, mas também, e sobretudo, em razão da oferta e da qualidade dos serviços que oferecem, como escolas, hospitais, bancos, comércio e universidades. O avanço da transição urbana a partir dos anos 1980, juntamente com a progressão da transição demográfica, diminuiu as taxas de crescimento da população. Muitas regiões e cidades, porém, aumentaram seu peso demográfico por causa dos fluxos migratórios. O contexto da crise econômica abriu então alternativas para cidades de menor porte, especialmente em razão da periferização dos centros urbanos.
CARMO, R.; CAMARGO, K. Dinâmica demográfica brasileira recente: padrões regionais de diferenciação. Rio de Janeiro: Ipea, 2018. p. 51. (Texto para Discussão n. 2.415). Adaptado.
Nesse contexto de transição, a partir da década de 1990, identifica-se o seguinte processo socioespacial específico:
“Morar não é fracionável. Não se pode morar um dia e no outro, não morar. Morar uma semana e na outra, não morar”, assim se referiu Arlete Moysés Rodrigues à questão da moradia nas cidades brasileiras.
(RODRIGUES, Arlete Moyses. Moradia nas cidades brasileiras – habitação, especulação e o direito de morar. 3ª ed. São Paulo: Contexto, 1990.)
Uma das problemáticas relacionadas à questão da moradia nas cidades brasileiras diz respeito à especulação imobiliária, que utiliza como procedimentos no processo de ocupação nas cidades:

No início de 2004, o fotógrafo Tuca Vieira, que trabalhava no jornal Folha de São Paulo, recebeu a tarefa de fotografar alguns pontos da capital paulista para um caderno especial sobre o aniversário de 450 anos da cidade, comemorado em 25 de janeiro. Um dos locais escolhidos foi o encontro entre Paraisópolis, segunda maior favela do município, e o rico bairro do Morumbi. A fotografia rodou o mundo e foi exposta no tradicional museu Tate Modern, em Londres. Até hoje, ela é utilizada para ilustrar textos e reportagens.
Internet: <noticias.uol.com.br> (com adaptações).
Com base na imagem apresentada e nas informações do texto precedente, assinale a opção em que é apresentado o conceito, bastante difundido nas aulas de geografia urbana, evidenciado na fotografia de Tuca Vieira.

Na evolução da mancha urbana de Belo Horizonte no período de 1918 a 1985, no qual o adensamento urbano ainda era permitido, estão regiões com condições de ventilação já prejudicadas em função de barreiras altimétricas do relevo.
Internet: <researchgate.net> (com adaptações).
O processo de evolução da mancha urbana representado na figura anterior ao texto precedente remete ao conceito de
Arlete Moysés Rodrigues. Moradias nas cidades brasileiras. São Paulo: Contexto, 2003, p. 33.
O texto anterior refere-se à territorialidade do espaço urbano
M. E. B. Sposito. Estruturação urbana e centralidade. In: Anais do III Encontro de geógrafos da América Latina, 1991. Internet: <observatoriogeograficoamericalatina.org>. (Com adaptações).
Na cidade, o "ponto de convergência" a que se refere o texto acima corresponde à área
I. Sobrecarga do espaço e limitação do fluxo.
II. Aumento do índice de acidentes, tendo como consequência mutilações graves ou mortes.
III. Poluição ambiental.
IV. Pequena oferta de alternativa de mobilidade para atender o excesso de passageiros que dependem de transportes públicos.
Quais estão corretos?
I. Sobrecarga do espaço e limitação do fluxo.
II. Aumento do índice de acidentes, tendo como consequência mutilações graves ou mortes.
III. Poluição ambiental.
IV. Pequena oferta de alternativa de mobilidade para atender o excesso de passageiros que dependem de transportes públicos.
Quais estão corretos?