Questões de Concurso
Comentadas sobre urbanização brasileira em geografia
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A tabela a seguir mostra, com pequenas adaptações, as dez cidades com maior população no Brasil, com base nos resultados dos censos demográficos de 2010 e 2022, do IBGE.
Cidades com maiores populações no Brasil

À luz dos dados mostrados na tabela acima, julgue os itens subsequentes, acerca da urbanização e da metropolização no Brasil.
As maiores cidades do Brasil são aglomerados urbanos com
populações acima de um milhão de habitantes. As
populações mostradas na tabela são apresentadas de forma
isolada e seriam muito maiores se a cada uma delas fossem
agregadas as populações das cidades que integram suas
regiões metropolitanas ou RIDE, no caso de Brasília.
A tabela a seguir mostra, com pequenas adaptações, as dez cidades com maior população no Brasil, com base nos resultados dos censos demográficos de 2010 e 2022, do IBGE.
Cidades com maiores populações no Brasil

À luz dos dados mostrados na tabela acima, julgue os itens subsequentes, acerca da urbanização e da metropolização no Brasil.
As dez maiores cidades apresentam taxas de crescimento
demográfico positivo, indicando que os processos de
urbanização e metropolização continuam em
desenvolvimento no território brasileiro.
No que se refere à população e às formas de ocupação do espaço, julgue o item a seguir.
No Brasil, a concentração populacional ocorre na região
concentrada definida pelo estado de São Paulo, Minas Gerais
e Bahia, que foi o espaço de desenvolvimento da mineração
e da indústria no período colonial.
No que concerne à dinâmica e à estrutura demográfica do Brasil, bem como aos direitos humanos, ao crescimento das cidades e aos desafios urbanos, julgue o item que se segue.
As cidades brasileiras são desiguais tanto entre si quanto em
sua própria estruturação intraurbana: verifica-se que as
populações pretas, pardas ou indígenas moram em
habitações mais precárias, em termos de acesso a serviços
públicos, que as da população branca, o que caracteriza uma
situação de vulnerabilidade socioespacial.
No que concerne à dinâmica e à estrutura demográfica do Brasil, bem como aos direitos humanos, ao crescimento das cidades e aos desafios urbanos, julgue o item que se segue.
Em maior parte das cidades brasileiras, a situação de
vulnerabilidade socioespacial se reflete na ocupação de áreas
de risco, como várzeas inundáveis, morros, mangues, entre
outras, pela população pobre.
No que concerne à dinâmica e à estrutura demográfica do Brasil, bem como aos direitos humanos, ao crescimento das cidades e aos desafios urbanos, julgue o item que se segue.
As condições de vulnerabilidade e precariedade da vida
urbana ocorrem tanto em metrópoles quanto em cidades
pequenas com até cinco mil moradores, onde a ausência de
redes de água, esgoto, fossa séptica, coleta e tratamento de
lixo é ainda mais acentuada.
Avalie se as seguintes diretrizes são relativas ao instrumento básico da administração municipal apresentado no texto. I. É obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. II. Define como deve ser o crescimento e o funcionamento da cidade, buscando garantir a qualidade de vida de seus moradores. III. Estabelece áreas de proteção ambiental, áreas que podem ser ocupadas por novas construções e os critérios para a instalação de atividades econômicas.
Está correto o que se afirma em
MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia histórica do Brasil: cinco ensaios, uma proposta e uma crítica. São Paulo: Annablume, 2009. (adaptado)
[Questão Inédita] Historicamente, as regiões mencionadas se tornaram polo de concentração populacional devido à
[…]
A vontade do rio de voltar Às vezes sacode de algum lugar Ele dorme até a chuva chegar Mas a tempestade vem anunciar E uma enchente lembra a população Que o que é rua antes era vazão E uma enchente lembra a população Que o que é rua antes era vazão Alô, Tietê, Água Preta, Iquiririm Minhas Iarinhas andam cantando Suas ladainhas para mim “Iarinhas”, de Luiza Lian.
Disponível em: https://www. letras.mus.br. Acesso em: 16 maio 2021.
A canção expõe a denúncia de um problema social urbano que é potencializado pela
1. Portugal e Espanha assinaram, em 1494, o Tratado de Tordesilhas, determinando que as terras localizadas 370 léguas a Leste de Cabo Verde pertenceriam à Espanha e ao Oeste, a Portugal.
2. Em 1500 os portugueses chegaram ao Brasil e até 1530, aproximadamente, as novas terras ficaram praticamente abandonadas.
3. A colonização do Brasil implicava altos gastos e o rei decidiu recorrer ao capital privado e em 1534, foi criado o sistema de capitanias hereditárias.
4. As capitanias hereditárias representaram a primeira divisão político-administrativa do território colonial.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Em 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE publicou a edição 2018 do estudo “Regiões de Influência das Cidades - REGIC”, documento fundamental para se compreender a complexa organização da rede urbana brasileira. O mapa a seguir mostra a dinâmica da rede urbana mato-grossense polarizada por Cuiabá.
Mapa 27 - Arranjo Populacional de Cuiabá/MT - Capital Regional A (2A)
Fonte: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/redes-e-fluxos-geograficos/15798-regioes-de-influencia-das-cidades.html?=&t=acesso-ao-produto
Tendo como critérios de classificação das cidades a concentração e o acesso da população a bens e serviços públicos e privados, pode-se afirmar que em Mato Grosso, além de Cuiabá, que é classificada como capital regional A, quais municípios são classificados como capitais regionais C?

A ironia da charge do Texto IX se dá a partir da exposição
Durante os anos 1990, a realidade urbana brasileira apresentava uma nova divisão territorial do trabalho. Evidências empíricas permitiram identificar um processo socioespacial devido, em grande medida, à capacidade de atração dos pobres pela metrópole, onde vem engrossar uma demanda de empregos formais e de serviços urbanos que a cidade do capital monopolista não atende. Nesse contexto, identifica-se uma situação constatada por três indicadores: i) o PIB cresce menos nas metrópoles que no país como um todo e em certas áreas de sua região de influência; ii) nas áreas onde o capitalismo amadurece, há tendências à reversão do leque salarial, com certas ocupações menos bem remuneradas envolvendo um maior percentual de trabalhadores na metrópole que no campo; e iii) certos índices de qualidade de vida tendem a ser melhores no interior do que nas regiões metropolitanas. A metrópole não para de crescer. Mas outras regiões crescem mais depressa.
SANTOS, M. Por uma Economia Política da Cidade. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 75. Adaptado.
No período referido, por meio dos indicadores mencionados, constata-se o seguinte processo socioespacial:
O atual estágio da urbanização brasileira, processo horizontal e inacabado, caracteriza-se por transformações expressivas na configuração espacial e na natureza das cidades. Nesse estágio, a metropolização é um processo que apreende na sua essência as dinâmicas de concentração e expansão urbana e seus resultados espaciais mais expressivos. Corresponde a uma etapa avançada da urbanização no atual modelo de acumulação e divisão internacional do trabalho, expresso na forma espacial do crescimento urbano, devido ao rápido e concentrado crescimento econômico, à elevada imigração sobre centros urbanos constituídos, à existência de meios de mobilidade e ao papel do país na economia mundial. Na metropolização contemporânea, todos os artefatos e os sistemas de objetos da globalização provocam a expansão física e a fragmentação do espaço urbanizado para áreas cada vez mais distantes dos antigos limites urbanos, avançando em todo o território nacional.
MOURA, R. et al. Rede urbana brasileira como agenda de pesquisa no Ipea: retrospecto e perspectivas. Relatório de pesquisa. Brasília, DF: Ipea, 2016, p. 9. Adaptado.
O estágio contemporâneo do processo de metropolização brasileiro apresenta a seguinte característica:
No Brasil, verificam-se recentes transformações ocorridas nas relações entre os territórios urbanos, bem como no perfil demográfico, produtivo e funcional dos municípios. Além das áreas de concentração de população, o IBGE também identifica os chamados arranjos populacionais, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional, assim como municípios isolados, com população superior a 100 mil habitantes, que, juntos, conformam concentrações urbanas. O Ipea define aglomerações urbanas como aquelas “formadas por áreas urbanizadas integradas – logo funcionalmente complementares” e que podem ser constituídas por espaços urbanizados contínuos e descontínuos. Constatam-se mudanças na morfologia urbana, apoiadas no predomínio do automóvel, nas tecnologias de informação e na localização de empresas e moradias em locais mais distantes, que vêm provocando uma “metropolização expandida”, ou seja, uma expansão territorial metropolitana que resulta em mudança completa na estrutura, forma e função das metrópoles.
MOURA, R.; PÊGO, B. Aglomerações urbanas no Brasil e na América do Sul: trajetórias e novas configurações. Rio de Janeiro: Ipea, 2016. p. 8. (Texto para Discussão n. 2.203). Adaptado.
Essa metropolização expandida é comprovada pela configuração de:
As cidades integrantes de uma rede urbana se diferenciam pelos seus tamanhos populacionais, mas também, e sobretudo, em razão da oferta e da qualidade dos serviços que oferecem, como escolas, hospitais, bancos, comércio e universidades. O avanço da transição urbana a partir dos anos 1980, juntamente com a progressão da transição demográfica, diminuiu as taxas de crescimento da população. Muitas regiões e cidades, porém, aumentaram seu peso demográfico por causa dos fluxos migratórios. O contexto da crise econômica abriu então alternativas para cidades de menor porte, especialmente em razão da periferização dos centros urbanos.
CARMO, R.; CAMARGO, K. Dinâmica demográfica brasileira recente: padrões regionais de diferenciação. Rio de Janeiro: Ipea, 2018. p. 51. (Texto para Discussão n. 2.415). Adaptado.
Nesse contexto de transição, a partir da década de 1990, identifica-se o seguinte processo socioespacial específico: