Questões de Concurso
Comentadas sobre agropecuária em geografia
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O agronegócio no Brasil é bastante dependente da comercialização de commodities em mercados internacionais. A respeito da balança comercial de produtos agropecuários entre Brasil e China, julgue o item a seguir.
O comércio bilateral entre Brasil e China envolvendo
produtos agropecuários é bastante longevo. Não
obstante o aumento dos volumes e dos valores
exportados, o patamar de exportações brasileiras
manteve-se estável no século 21 com variação entre
5% e 10% do total exportado para a China. Ou seja, as
principais modificações ocorridas estão relacionadas
mais diretamente à diversificação de produtos com
destaque para o crescimento explosivo da exportação
de soja em grão em detrimento do açúcar e do café.
O agronegócio no Brasil é bastante dependente da comercialização de commodities em mercados internacionais. A respeito da balança comercial de produtos agropecuários entre Brasil e China, julgue o item a seguir.
A guerra comercial envolvendo China e Estados
Unidos causou repercussões diretas no comércio
bilateral de produtos agropecuários do Brasil com o
país asiático. O efeito mais visível foi o aumento
substancial da comercialização de grãos (soja) a partir
de 2018.
No que se refere às transformações recentes na Região Nordeste, considerando as iniciativas de planejamento regional, julgue o item a seguir.
Os focos dinâmicos da agricultura moderna no sertão
nordestino estão diretamente associados à construção
de perímetros públicos irrigados, tais como o de Nilo
Coelho (PE), Curaçá (BA) e Tabuleiro de Russas (CE).
Trata-se da cultura de
Observe o mapa a seguir.
Com base nesse mapa e nos conhecimentos sobre a ocupação do território brasileiro, pode-se indicar que as áreas destacadas representam a expansão da cultura de
As problemáticas agrárias, agrícolas e urbanas no Brasil contemporâneo estão marcadas por diversas disputas e debates. Nesse contexto, surgem práticas espaciais que são diferentes e, ao mesmo tempo, inovadoras. Leia o trecho a seguir.
“[Esse tipo de atividade abarca] um conceito multidimensional que inclui a produção, a transformação e a prestação de serviços, de forma segura, para gerar produtos agrícolas (hortaliças, frutas, plantas medicinais, ornamentais, cultivados ou advindos do agroextrativismo, etc.) e pecuários (animais, de pequeno, médio e grande porte) voltados para o autoconsumo, trocas e doações ou comercialização, (re)aproveitando-se, de forma eficiente e sustentável, os recursos e insumos locais (solo, água, resíduos, mão de obra, saberes, etc.) Essas atividades podem ser praticadas nos [espaços da cidade, ligados às dinâmicas das regiões metropolitanas] [...]. Essas atividades devem se pautar pelo respeito aos saberes e conhecimentos locais, pela promoção da equidade de gênero, através do uso de tecnologias apropriadas e processos participativos promovendo a gestão social e ambiental das cidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população [...] e para a sustentabilidade.”
COSTA, Geraldo Magela; COSTA, Heloísa Soares de Moura; MONTE-MÓR, Roberto de Melo. Teorias e práticas urbanas: condições para a sociedade urbana. Belo Horizonte: C/Arte, 2015, p. 421-422 (Adaptação).
O trecho refere-se às características da agricultura
A figura abaixo apresenta uma charge. Interprete-a atentamente.

Julgue as alternativas abaixo e assinale a que está relacionada com a charge, de forma correta.
I. A região Sul do Brasil é a principal produtora de suínos. II. O Rio Grande do Sul é o maior produtor, com 26,3 % da produção, seguido por Santa Catarina e Paraná, com 21,3 e 19% respectivamente. III. Em escala menor, a produção de suínos ocorre em diversos estados brasileiros, sendo que entre os 10 maiores produtores estão o Distrito Federal, Espírito Santo e São Paulo. IV. Em Santa Catarina destacam-se como as principais produtoras, em ordem decrescente, as mesorregiões: Oeste Catarinense, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis.
A resposta correta é a:
Leia os textos sobre dois importantes cultivos brasileiros.
I. No início da década de 1980, apenas 20% da produção brasileira de X era obtida no Cerrado que, em 1990, contribuía com cerca de 40% da produção nacional. Mostrando grande potencial, em 2017, o Cerrado foi responsável por 60% da produção nacional.
II. O Brasil é o maior produtor mundial de Y, sendo que São Paulo, além de apresentar elevada produtividade, responde por 55% da área plantada no país.
Nos textos, X e Y correspondem, respectivamente, aos seguintes produtos:
Observe a tabela abaixo:

A partir da análise da tabela, pode-se concluir que a atual
estrutura fundiária brasileira se caracteriza:
Sobre a agropecuária e o agronegócio, é correto afirmar:
1. Agropecuária e agronegócio são a mesma coisa.
2. O setor agropecuário é um dos motores da economia brasileira. Impulsiona parte importante da indústria e dos serviços, numa cadeia produtiva chamada de agronegócio, além de ter papel fundamental no conjunto das exportações.
3. O Brasil é um dos gigantes da agropecuária no mundo. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), o país é o segundo maior produtor agrícola do planeta, atrás da Inglaterra.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O Brasil cultivou 49,1 milhões de hectares (ha) com culturas transgênicas em 2016, um crescimento de 11% em relação a 2015 ou o equivalente a 4,9 milhões de ha. Nenhum outro país do mundo apresentou um crescimento tão expressivo.
(Disponível em: www.noticiasagricolas.com.br. Acesso em 22.mar.2019)
No Brasil, as duas principais culturas transgênicas são de
Segundo Ariovaldo Umbelino de Oliveira: “Os conflitos sociais no campo brasileiro e sua marca ímpar a violência, não são uma exclusividade apenas do século XX. São, marcas constantes do desenvolvimento e do processo de ocupação do país. ” (OLIVEIRA, 2007).
O autor sobreleva o papel dos diversos setores sociais que compõem o conjunto dos camponeses sem terra. Os posseiros, por exemplo, são uma parcela dos camponeses sem terra, que vêm historicamente lutando numa ponta contra a expropriação que os gera, e na outra, contra os jagunços, latifundiários especuladores e grileiros. Muitos são esses movimentos que fazem parte dessas muitas histórias de lutas pela terra e pela liberdade no campo brasileiro.
OLIVEIRA, A. U. Modo de produção capitalista, agricultura e reforma agrária. São Paulo: FFLCH, 2007, 184p. Disponibilizado em: http://www.fflch.usp. br/dg/gesp
Assinale a alternativa que apresenta corretamente
uma definição de “posseiros”.
Segundo Santos e Silveira (2006), em todos os períodos o novo não é completamente difundido no território, os objetos técnico-informacionais conhecem uma difusão mais generalizada e mais rápida do que os objetos técnicos de pretéritas divisões territoriais do trabalho. O que não impede que tanto objetos como ações modernos tendam a concentrar-se em certos pontos e áreas do país. De acordo com o exposto, no Brasil convivem, portanto, de um lado, manchas e pontos do meio técnico-científico-informacional, mais ou menos superpostos a outras divisões territoriais do trabalho nas metrópoles, capitais estaduais, capitais regionais, regiões agrícolas e industriais, e de outro lado, a Região Concentrada.
SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 9ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2006.
De acordo com as formulações dos autores citados, “Região Concentrada” é definida como?
Na primeira metade do século XVII, o Brasil se tornou o primeiro produtor mundial de açúcar. O ciclo do açúcar gerou ciclos secundários, ou induzidos, que marcaram outros espaços. Dessa época e desse ciclo econômico data a formação de um complexo nordestino. Therry, H. e Mello, N. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território, São Paulo: Edusp, 2005.
Sobre a divisão territorial do trabalho, que caracterizou o Complexo Nordestino no século XVII, analise as afirmativas a seguir. I. No Recôncavo Baiano destacou-se a produção de algodão para abastecer o mercado interno. II. Na região do Agreste surgiram zonas especializadas em culturas alimentares. III. Na região semiárida, a pecuária extensiva se expandiu ao longo da rede hidrográfica. Está correto o que se afirma em
Os mapas apresentam a distribuição espacial da participação da
mão de obra familiar e assalariada no território brasileiro. Agora, leia o fragmento a seguir. A mão-de-obra no campo brasileiro é predominantemente _____, o que compreende 78% do pessoal ocupado (12,8 milhões de trabalhadores). Os mapas mostram também que as relações de _____ são mais importantes nos estabelecimentos da região que compreende São Paulo, Rio de Janeiro, sudoeste de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Esta é a região core da agricultura _____ no Brasil. Assinale a opção cujos termos completam corretamente as lacunas do fragmento acima.
“Graças à evolução contemporânea da economia e da sociedade, e como resultado do recente movimento de urbanização e de expansão capitalista no campo, podemos admitir, de modo geral, que o território brasileiro se encontra, hoje repartido em dois grandes subtipos, espaços agrícolas e espaços urbanos. Utilizando, com um novo sentido, a expressão região, diremos que o espaço total brasileiro é atualmente preenchido por regiões agrícolas e regiões urbanas. Simplesmente, não mais se trataria de ‘regiões rurais’ e de ‘cidades’. Hoje, as regiões rurais contêm cidades; as regiões urbanas contêm atividades rurais.” SANTOS, Milton. A Urbanização Brasileira. 1993.
As opções a seguir apresentam afirmativas corretas sobre as relações campo-cidade no mundo contemporâneo, à exceção de uma. Assinale-a.
Os conflitos fundiários no Brasil remontam ao período imperial, e especialmente a partir da Lei de Terras, assinada em 1850, institucionaliza-se a aquisição da terra por meio de um instrumento de compra e venda, dificultando o acesso à terra para aquele que nela quer produzir, mas não possui o capital necessário para a aquisição desta. Assinale verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas a seguir:
( ) Os conflitos no campo no Brasil apresentam dois atores importantes: o grileiro e o posseiro. O primeiro assentado na lógica especulativa da terra, que vigora na perspectiva do capital rentista, e o segundo na luta pela sobrevivência e no entendimento da terra como essencialmente valor de uso, voltada para a agricultura familiar.
( ) Os assassinatos no campo, nas lutas pela terra, restringem-se aos posseiros e suas famílias, isolados e abandonados à própria sorte, em virtude do seu “não” efetivo direito à propriedade registrado em uma escritura pública, como determina a Lei de Terras.
( ) O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) resgatou no Brasil a luta desenvolvida pelas Ligas Camponesas em meados do século XX e sufocada pela repressão dos militares. O MST conta com o apoio de partidos políticos de esquerda e da Comissão Pastoral da Terra e luta para que famílias sem-terra sejam assentadas e uma Reforma Agrária efetiva se realize.
( ) Os conflitos fundiários não atingem os remanescentes dos quilombos ou as comunidades indígenas em virtude da legislação específica que atende esses grupos na demarcação de suas terras e no direito coletivo a mesma, respeitando suas especificidades.
Assinale a sequência correta das assertivas verdadeiras (V) ou falsas (F):
Inovações técnicas e organizacionais na agricultura concorrem para criar um novo uso do tempo e um novo uso da terra. O aproveitamento de momentos vagos no calendário agrícola ou o encurtamento dos ciclos vegetais, a velocidade da circulação de produtos e de informações, a disponibilidade de crédito e a preeminência dada à exportação constituem, certamente, dados que vão permitir reinventar a natureza, modificando-se solos, criando-se sementes e, até mesmo, buscando-se, ainda que pontualmente, impor leis ao clima. Eis o novo uso agrícola do território no período técnico-científico-informacional.
Milton Santos e María Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 2005, p. 118 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo ao assunto abordado no fragmento de texto anterior e à dinâmica socioeconômica do território brasileiro.
A produção de café no Brasil partiu historicamente do
Sudeste, mas o agronegócio cafeicultor tem feito a produção
contemporânea desse insumo migrar com intensidade para a
região Centro-Oeste, seguindo a direção dos estados situados
a noroeste do país.