Questões de Concurso Sobre fonoaudiologia
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Caso clínico: Desde cedo, os pais notaram que a criança não alcançava marcos de desenvolvimento da linguagem esperados. Aos 2 anos, ainda emitia poucas palavras e apresentava dificuldades para articular sons básicos. A criança frequentemente demonstrava frustração ao tentar se comunicar, diminuindo o que compreendia das palavras, mas tinha dificuldades em produzi-las. Na avaliação com o fonoaudiólogo, foi observado que o menino tinha vocabulário expressivamente limitado e que suas tentativas de fala envolviam omissões, distorções e substituições de fonemas. Ao tentar repetir palavras, os erros eram inconsistentes, o que é característico da apraxia de fala.
Nesse contexto, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O plano de intervenção incluiu terapia fonoaudiológica intensiva, com foco na prática de fonemas isolados e na combinação de sílabas em palavras. Usou-se uma abordagem baseada na reprodução e sem feedback sensorial para melhorar a consistência e o controle motor da fala. Sessões frequentes foram recomendadas para maximizar a plasticidade neural e o aprendizado motor.
PORQUE
II. Os testes aplicados incluíram o Demonstration Checklist for CAS (checklist de demonstração para apraxia de fala na infância), o qual demonstrou dificuldades em habilidades motoras sequenciais, ritmo da fala e articulações precisas dos sons. A análise mostrou inconsistências nos erros articulatórios, sobretudo em palavras com sílabas mais complexas, além de uma prosódia atípica (melodia da fala). Essa inconsistência e dificuldade em pronunciar sílabas indicam planejamento motor deficiente.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
Caso clínico: João é um menino de 9 anos, estudante do 3º ano do Ensino Fundamental, cujos pais e professores notaram dificuldades persistentes na escrita, para escrever palavras. Desde o início da alfabetização, apresenta dificuldade em escrever palavras, mesmo as que já foram praticadas várias vezes. Apesar de compreender bem a leitura e ter um bom vocabulário falado, ele frequentemente comete erros na forma escrita de palavras simples, troca letras que possuem sons parecidos (como “f” por “v” e “p” por “b”), e omite letras em palavras. Os pais relatam que João não apresenta problemas em outras áreas, como matemática, e tem um desempenho geral razoável nas outras disciplinas. Ele lê fluentemente, mas a escrita ortográfica está abaixo do esperado para a sua idade e ano escolar. A família não tem histórico de dificuldades de aprendizagem, e João não apresenta problemas visuais ou auditivos que possam justificar o quadro e nem déficit visual ou auditivo e as habilidades cognitivas estão adequadas para a idade.
Resultados das avaliações:
• Teste de desempenho escolar (TDE): pontuação abaixo da média em escrita para a idade, especialmente em habilidades de ortografia.
• Avaliação fonoaudiológica: identificação de dificuldades específicas na codificação ortográfica e na memória visual para a ortografia das palavras; leitura fluente e boa compreensão.
• Avaliação neuropsicológica: memória de curto prazo e habilidades visoespaciais dentro dos parâmetros normais, sem evidências de dificuldades mais amplas de aprendizagem, como dislexia.
Após análise do caso clínico, pode-se concluir que João apresenta
Caso clínico: A Sra. Maria Silva, 78 anos, tem hipertensão controlada, diabetes tipo 2, artrite reumatoide, relata: “Estou com dificuldade para engolir, sinto que a comida fica presa na garganta.” Nos últimos seis meses, começou a sentir dificuldades para engolir alimentos sólidos, especialmente carnes e pães. Segundo ela, a comida frequentemente “parece entalar’, e tem que tomar vários goles de água para ajudar a descer. Nas últimas semanas, notou que a dificuldade também se estende a alimentos mais pastosos e, ocasionalmente, até líquidos. Sra. Maria Silva menciona, ainda, que está perdendo peso, pois reduziu a quantidade de comida para evitar o desconforto ao engolir, a voz fica mais rouca após as refeições e que, em alguns momentos, engasga-se com líquidos. Não apresenta dor significativa, mas descreve uma sensação de “peso” na garganta. Não há relatos de tosse ou febre.
Exame físico: peso: 60 kg (perda de 5 kg nos últimos três meses); pressão arterial: 130/80 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; orofaringe sem sinais de inflamação ou infecção visíveis; ausculta pulmonar normal; sem linfonodos cervicais palpáveis.
Exames complementares:
- Endoscopia digestiva alta: sem sinais de obstrução mecânica ou tumores.
- Videofluoroscopia da deglutição: evidência de lentificação na fase oral da deglutição, com resíduo alimentar na região faríngea e ocasional penetração de líquidos na laringe, sem aspiração.
- Avaliação fonoaudiológica: Identificação de dificuldades no controle motor fino da língua e lábios, além de redução da força e da coordenação na musculatura da deglutição.
Diante do caso clínico relatado, é possível afirmar que essa paciente apresenta
Caso clínico: Após anamnese e avaliação clínica de uma professora, que trabalha 30h semanais e participa ativamente de um grupo de canto na igreja, com queixas de alterações vocais, identificou-se que não há alinhamento postural adequado entre a cabeça e o corpo; solta o ar expiratório antes de falar; fala na inspiração com incoordenação entre a respiração e a fonação. Apresenta, ainda, tensão generalizada de todo o corpo e da musculatura do aparelho fonador durante a fala, além de usar constantemente intensidade excessivamente reduzida e velocidade de fala aumentada.
Partindo dessa avaliação, qual alternativa apresenta o diagnóstico dessa paciente?
Caso clínico: Foi solicitado o comparecimento de um fonoaudiólogo no pronto-socorro para avaliar uma paciente de 66 anos, com características de um acidente vascular cerebral (AVC). Ela apresentava leve dificuldade na alimentação, a fala um pouco “arrastada” e mímica facial com diferença perceptível, porém não desfigurante, sincinesia visível, mas não severa, contratura/espasmo hemifacial, em repouso simetria/tônus normais, a testa com movimento leve a moderado, fechamento dos olhos forçado, discreta fraqueza nos lábios ao esforço.
Marque a alternativa que melhor expressa o diagnóstico fonoaudiológico, em relação à mímica facial dessa paciente.
Nesse contexto, avalie as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A gagueira causa ansiedade em relação à fala ou limitações na comunicação efetiva, na participação social ou no desempenho acadêmico ou profissional, individualmente ou em qualquer combinação.
PORQUE
II. A gagueira não é passível de ser atribuída a um déficit motor da fala ou sensorial, à disfluência associada à lesão neurológica (por exemplo, acidente vascular cerebral, tumor, trauma) ou a outra condição médica, não sendo mais bem explicada por outro transtorno mental.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa CORRETA.
I- Visitas itinerantes de monitoramento de ações implementadas junto às unidades escolares, ou de acordo com as demandas levantadas pelas instituições educacionais.
II- Ações voltadas à saúde do trabalhador.
III- Ações da atenção básica voltadas à comunidade escolar (famílias, trabalhadores da educação e educandos), como por exemplo ações de promoção de saúde, matriciamento, entre outras.
IV- Ações em políticas intersetoriais, como o Programa Saúde na Escola.
V- Participação nas instâncias de controle social municipal, estadual ou federal, tanto na área da saúde quanto na educação.
São ações intersetoriais realizadas pelo fonoaudiólogo com interface direta na educação:
Nesse contexto, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Criança que apresenta dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos, dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos e ausência de interesse por pares, entre outros critérios de diagnóstico presentes, pode-se concluir que essa criança possui Transtorno do Espectro do Autismo.
PORQUE
II. Caracteriza-se por sintoma de padrão restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois sintomas do critério de diagnóstico, atualmente ou por história prévia.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
A Organização Mundial de Saúde (2020) publicou o material intitulado Basic Ear and Hearing Care Resource, no qual utiliza a classificação dos graus de deficiência auditiva revisada, e faz referência a médias de 500Hz, 1000Hz, 2000Hz e 4000Hz. Partindo desse conhecimento, observe atentamente o audiograma a seguir para responder a esta questão.
Marque a alternativa que classifica o grau da perda auditiva demonstrada no audiograma, segundo a Organização Mundial de Saúde (2020).
Partindo da classificação de Jerger (1970) e Jerger e Mauldin (1972), esses dados indicam
I- Atua nas questões financeiras do município junto à secretaria do município.
II- Participa dos grupos de gestantes para orientar sobre amamentação e hábitos orais inadequados do bebê.
III- Participa dos grupos de terceira idade com o objetivo de orientar ações que favoreçam a comunicação oral e habilidades cognitivas, auditivas e vocais.
IV- Participa de grupos e/ou desenvolve ações que favoreçam o desenvolvimento infantil, no que diz respeito às suas áreas de atuação.
V- Realiza com a equipe campanhas de aleitamento materno, saúde auditiva, saúde vocal, envelhecimento ativo, comunicação humana, etc.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A afasia se caracteriza pela desordem cerebral que afeta, principalmente o lado direito do cérebro (lobo frontal e temporal – área responsável pela elaboração do pensamento, planejamento, linguagem e emoção) levando a uma desordem da linguagem, podendo afetar habilidades de acesso ao vocabulário, organização sintática e codificação e decodificação das mensagens.
II- A afasia Broca ou afasia de expressão se caracteriza pelo transtorno de fala, de ordem neurológica quando não existe a dificuldade de se expressar verbalmente e de compreender de forma muito grave.
III- A afasia Wernicke resulta de um distúrbio neurológico que apresenta lesões no lobo temporal (área responsável pelo gerenciamento da memória) e caracteriza-se a invenção das palavras e fala frases sem sentido, o paciente consegue pel de onde falar várias palavras em sequência, em um discurso aparentemente fluente, mas que não faz sentido algum.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Os sintomas referentes à disfagia se caracterizam pelo desconforto na região da garganta, dor ou incapacidade de engolir, engasgos, tosse, regurgitação de líquidos pelo nariz, aumento do tempo para a alimentação e alimento parado na cavidade oral por muito tempo, devendo ser avaliada de forma direta e específica.
II- Na fase antecipatória da deglutição não é importante considerar a cognição, o ambiente e a organização dos alimentos.
III- Pacientes com disfagia orofaríngea apresentam sinais de aspiração traqueobrônquica e pneumonia, presença de resíduos orais e faríngeos, tempo de trânsito faríngeo aumentado, desnutrição e desidratação.
IV- Durante a avaliação de pacientes disfágicos pode-se utilizar vários protocolos e todos eles apresentam em comum como condição para iniciar o processo terapêutico o estado de alerta e nutricional.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Atenção básica - Núcleo de apoio a família (NASF) e Programa de Saúde na Escola (PSR).
II- Atenção especializada - Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e Centro de Atenção Psicosocial (CAPS).
III- Ambulatório de Reabilitação, Centro Especializado de Reabilitação, Hospitais e maternidades.
IV- ESF (Estratégia Saúde da Família) e PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde). O fonoaudiólogo não atua na estratégia de saúde da família (ESF) ampliada.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Não consegue seguir instruções até o fim e nem terminar trabalhos.
II- O diagnóstico de TDAH não requer a identificação de comportamentos específicos através de profissionais especializados, presentes em mais de um contexto, como na escola, em casa ou em ambientes sociais.
III- Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas, conversas e leituras.
IV- É facilmente distraído por estímulos externos ou pensamentos.
V- Levanta-se da cadeira em situação em que deveria estar sentado.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A fonoterapia deve sempre se iniciar no primeiro momento de atuação, junto com as orientações ao paciente, sendo a conversa com a família um aspecto muito importante.
II- O atendimento fonoaudiológico pré-cirúrgico é definido como de muita importância para os pacientes laringectomizados. No consultório é realizado após a consulta médica, já no ambiente hospitalar é realizado quando o paciente se encontra internado.
III- Durante o atendimento pós-cirúrgico, é importante a confirmação das informações já dadas no momento pré-cirúrgico, chamar a atenção para os parâmetros provisórios e os parâmetros definitivos.
IV- A detenção do conhecimento não garante o sucesso terapêutico.
V- As adaptações protéticas também fazem parte da reabilitação dos pacientes de cabeça e pescoço. Para isso, o trabalho interdisciplinar é o mais adequado.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Fissura pré-forame incisivo, incidência em lábio e arcada alveolar, podendo ser completa ou incompleta e uni ou bilateral.
II- Fissura pós-forame incisivo, incidência em palato duro e mole, podendo ser completa ou incompleta e uni ou bilateral.
III- Fissura transforame incisivo, incidência em lábio, arcada alveolar, palato duro e mole, podendo ser completa e incompleta e unilateral ou bilateral.
É CORRETO o que se afirma em: