Questões de Concurso Sobre filosofia

Questões Discursivas

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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163825 Filosofia
Para Tomás de Aquino, os entes criados são contingentes e dependem ontologicamente de dois princípios: a essência e a existência. No caso de Deus, por outro lado, essência e existência coincidem.

No caso das criaturas, estes dois conceitos designam, respectivamente
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163824 Filosofia
A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)

O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem. Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163823 Filosofia
Portanto, indagamos como a alma possa sempre se encaminhar num curso equilibrado, seja propícia para si, olhe alegre para sua condição e não interrompa esse contentamento, mas permaneça num estado plácido, sem jamais exaltar-se ou deprimir-se: isso será a tranquilidade.
SÊNECA. Sobre a ira. Sobre a tranquilidade da alma. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

O filósofo latino Sêneca é um dos principais expoentes do estoicismo. Para esta escola, a tranquilidade é alcançada quando
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163822 Filosofia
Na Crítica da Faculdade de Julgar, Immanuel Kant diferencia a fruição relativa ao belo tanto daquela envolvendo o que é bom quanto a que envolve o que é agradável.

Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163821 Filosofia
O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como incompatíveis entre si. Porém, ao mesmo tempo, sua natureza fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual, longe de se contradizerem, todos são igualmente necessários.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.

O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a qual os contrários
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163820 Filosofia
A ameaça dos homens não vem primeiramente das máquinas e aparelhos da técnica cujo efeito pode causar a morte. A autêntica ameaça já atacou o homem em sua essência. O domínio da armação [Gestell] ameaça com a possibilidade de que a entrada num desabrigar mais originário possa estar impedida para o homem, como também o homem poderá estar impedido de perceber o apelo de uma verdade mais originária.
HEIDEGGER, M. “A questão da técnica”. Scientiae Studia, São Paulo, v. 5, n. 3, 2007.

O filósofo alemão Martin Heidegger é conhecido por sua crítica à modernidade do ponto de vista ontológico. Segundo o trecho, o perigo essencial da técnica moderna é
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163819 Filosofia
Os sofistas são um momento necessário da história da filosofia: eles refutam a abstração vazia do ser eleático [de Parmênides] pela consideração das coisas efetivas, da realidade do mundo sensível e vivo, pluralidade, movimento, subjetividade.
CASSIN, B. O efeito sofístico. São Paulo: Editora 34, 2005. (Adaptado.)

A leitura tradicional a respeito dos sofistas é tributária da interpretação platônico-aristotélica. A relação do trecho acima com essa interpretação é de
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163818 Filosofia
O Pirronismo, vertente do ceticismo antigo presente no período helenístico, é caracterizado, ao lado de outras escolas desse período, como um exercício espiritual.
Baseava-se na prática da epoché como caminho para alcançar a ataraxia, ou seja,
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163817 Filosofia
Como, além disso, [os homens] encontram, tanto em si mesmos, quanto fora de si, não poucos meios que muito contribuem para a consecução do que lhes é útil, como, por exemplo, os olhos para ver, os dentes para mastigar, os vegetais e os animais para alimentar-se, o sol para iluminar, o mar para fornecer-lhes peixe etc., eles são, assim, levados a considerar todas as coisas naturais como se fossem meios para sua própria utilidade.
SPINOZA, B. de. Ética. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

O trecho acima expressa a posição crítica de Espinosa em relação a uma das formas de causalidade teorizadas pela tradição filosófica. Trata-se da noção de causa
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: SEEC-RN Prova: FGV - 2025 - SEEC-RN - Professor de Filosofia |
Q3163816 Filosofia
Em todo caso, é necessário decidir primeiro a qual dos gêneros a alma pertence e o que é — quero dizer, se ela é algo determinado e substância, ou se é uma qualidade, uma quantidade ou mesmo alguma outra das categorias já distinguidas —, e, ainda se está entre os seres em potência ou, antes, se é uma certa atualidade.
ARISTÓTELES. De Anima. São Paulo: Editora 34, 2012.

O trecho acima pertence ao início das investigações de Aristóteles acerca da alma. O filósofo concluirá que a alma é
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Q4200320 Filosofia
Leia atentamente a seguinte afirmação e assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.

Existem áreas fundamentais da filosofia que ajudam as pessoas a refletir sobre suas respectivas ações, decisões e obrigações: a          nos convida a buscar princípios e valores que nos guiarão em nossas escolhas, enquanto a          enfatiza a natureza obrigatória dos deveres          independentemente das consequências.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148913 Filosofia
Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148910 Filosofia
Necessitamos de uma crítica dos valores morais, o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão. Para isso é necessário um conhecimento das condições e circunstâncias nas quais nasceram, sob as quais se desenvolveram e se modificaram. Desse modo, tomava-se o valor desses “valores” como dado, como efetivo, como além de qualquer questionamento.

NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148908 Filosofia
Ensinar a navegar na Web com discernimento é a missão cultural mais urgente de nossa época. Os melhores podcasts já proporcionam ajuda nesta tarefa — auxiliando o ouvinte ou o visualizador a refletir a respeito das efusões digitais da semana, ou do dia, e sujeitá-las a análise (embora com rigor variado). Em sua simplicidade e objetividade, essa nova forma de conteúdo — em geral dois apresentadores discutindo em detalhes um tópico contemporâneo. Essa é a extremidade suave do espectro do escrutínio, as investigações de código aberto dos grupos de jornalismo cidadão.

D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).

Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148906 Filosofia
Em uma época que ficou tão aliviada ao se ver livre do sistema do idealismo quanto da doutrina objetiva dos valores na economia, só se tornam efetivamente atuais os teoremas com os quais o espírito afirma não poder empreender coisa alguma, um espírito que busca a sua própria segurança e a segurança do conhecimento no ente presente enquanto a soma plenamente ordenada dos fatos particulares imediatos das instituições sociais ou da constituição de seus membros. Esse funcionamento desacostuma os homens em relação à experiência real à qual eles também estão submetidos em si mesmos.

ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).

Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.

Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148905 Filosofia
Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:

O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália, onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade, que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido texto para orientar a discussão da temática é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148904 Filosofia
Uma professora de Filosofia, ao planejar sua aula, retoma a ilustração proposta por Charles Sanders Peirce acerca dos tipos de raciocínio a partir do exemplo das sacas de feijão branco. Durante a aula, ela solicitou a formação de três grupos, aos quais entregou um pote de feijão branco para que estabelecessem a relação argumentativa correspondente à forma de raciocínio correta. Além dos potes de feijão branco disponibilizados para cada grupo, foram escritos na lousa os seguintes silogismos:

1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.

Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148903 Filosofia
A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão. Sartre levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram. Em outras palavras, conformar-se ou resignar-se é uma decisão livre, tanto quanto não se resignar nem se conformar, lutando contra as circunstâncias. Por isso, Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).

Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.

Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148902 Filosofia
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio solicitou que seus alunos desenvolvessem pesquisa, em sala de aula, sobre questões éticas contemporâneas a partir de artigos filosófico-científicos disponíveis na Internet. Durante a atividade, os alunos observaram que grande parte dos artigos atuais está publicada em revistas que permitem o acesso ao conteúdo apenas mediante pagamento. A professora, então, aproveitou esse cenário para motivá-los a refletir sobre uma das características centrais em Ética, a partir da seguinte situação:

Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.

Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148900 Filosofia
TEXTO 1

A criança que acaba de nascer não conhece nem objetos determinados nem propriedades determinadas de objeto nenhum; mas, no dia em que aplicarem na sua frente uma propriedade a um objeto, um epíteto a um substantivo, compreenderá imediatamente o que isso quer dizer. A relação do atributo com o sujeito é, portanto, apreendida por ela naturalmente. E o mesmo poderia ser dito da relação geral que o verbo exprime, relação tão imediatamente concebida pelo espírito que a linguagem pode subentendê-la, como acontece nas línguas rudimentares que não têm verbo. A inteligência faz portanto naturalmente uso das relações de equivalente com equivalente, de conteúdo com continente, de causa com efeito, etc., implicadas em toda frase na qual há um sujeito, um atributo, um verbo expresso ou subentendido.

BERGSON, H. A evolução criadora. Tradução: Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

TEXTO 2

Em contraste com a estrutura sujeito-verbo-objeto, a linguagem reomodal de Ubu-ntu aceita o verbo como o ponto de partida. Em nossa visão, o verbo não apenas pressupõe, mas é também materialização/ incorporação/personificação do agente. A atividade ou a ação do verbo é menos o efeito de determinada doença, inseparável do agente. O agente existente, presente numa tensão contínua é, em si mesmo, em muitos momentos cedidos, a materialização da potencialidade para uma variedade infinita de uma atividade incessante de uma fusão e convergência. Para usar uma metáfora biológica, nós podemos dizer que o presente continuamente tenso é como um infinito encadeamento alternado de bebês, jovens e adultos todos perpetuamente conectados a suas mães através de seus cordões umbilicais.

RAMOSE, M. B. African philosophy through ubuntu. Tradução: Arnaldo Vasconcellos. Harare: Mond Books, 1999 (adaptado).

Considerando que os textos apresentam diferentes compreensões sobre a relação entre linguagem e ontologia, é correto afirmar que, para Bergson, a linguagem
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Respostas
1321: B
1322: A
1323: E
1324: D
1325: B
1326: B
1327: D
1328: E
1329: C
1330: C
1331: A
1332: C
1333: B
1334: D
1335: A
1336: A
1337: C
1338: D
1339: B
1340: C