Questões de Concurso
Comentadas sobre o sujeito moderno em filosofia
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Na tentativa de empreender uma ruptura ou “corte epistemológico” com toda filosofia, as ciências humanas procuraram estabelecer uma revolução, criando um método próprio de investigação que se aproximasse o quanto possível do ideal de cientificidade. (Texto adaptado de JAPIASSU, H. Nascimento e morte das ciências humanas.) Diante desse enunciado, analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
I - Émile Durkheim foi um dos principais defensores dessa revolução ao recomendar que os “fatos ou fenômenos sociais” fossem tratados como coisas.
II - A estatística é um dos usos metodológicos mais empregados pelas ciências humanas, por ser empírico, infalível e irrefutável.
III - A grande vantagem do método estatístico nas ciências humanas é que ele dispensa as interpretações históricas e culturais.
IV - Sem considerar os métodos de caráter interpretativos e compreensivos as ciências humanas caem na armadilha do mito da cientificidade.
Uma questão recorrente e relevante em filosofia da ciência, no último século, é a substituição de uma teoria por outra mais satisfatória. Vários pensadores assentem sobre o problema. Sobre isto, Karl Popper cria um esquema relacionando T1 (teoria anterior) e T2 (teoria que suplantou ou progrediu para além de T1). O esquema pressupõe que o conteúdo das teorias desempenha um importante papel e, evidencia algumas condições para que T2 suplante T1:
1 - T2 faz asserções mais precisas do que T1 e estas asserções mais precisas resistem a testes mais rigorosos.
2 - T2 leva em conta e explica maior número de fatos do que T1.
3 - T2 agrega o maior número de cientistas possível, em seu entorno, que passam a desconsiderar T1.
4 - T2 reuniu ou relacionou diversos problemas não relacionados em T1.
A partir das proposições acima, assinale o CORRETO:
Na língua portuguesa, anomalia é o estado ou qualidade do que é anômalo; refere-se à anormalidade; é qualquer irregularidade de um corpo, objeto, fenômeno. No século vinte, há uma imagem teórica de ciência que adiciona a categoria anomalia, assegurando ser esta um sinal grave de crise na ciência e que seu aparecimento causa mudança de paradigmas ou contribui significativamente para isso. Sobre o defensor dessa teoria, assinale o que for CORRETO:
A crítica ao modelo de ensino de filosofia caracterizado pela transmissão de conhecimentos e a proposição de um ensino de filosofia como uma experiência com o pensamento filosófico pode ser encontrada nos escritos de:
Na perspectiva contemporânea, muitas vezes, o cientista é equiparado a um mito. Ideologicamente, essa comparação pode ser descrita como:
O projeto filosófico de Descartes pode ser considerado como:
Indique as principais características da ciência moderna:
Analise o texto abaixo:
O pensador francês ______ é conhecido pelas suas críticas às instituições sociais, como a psiquiatria, a medicina, as prisões e pelas suas ideias sobre a evolução da história da sexualidade, bem como pelas teorias gerais relativas ao poder e à complexa relação entre poder e conhecimento. Além de ter escrito o livro As Palavras e as Coisas, publicou também a obra intitulada ______.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre filosofia medieval.
( ) Teve como influência principal as ideias dos pensadores gregos Platão e Aristóteles.
( ) Os escolásticos inventaram um método para expor ideias filosóficas conhecido como disputa ou disputatio.
( ) Foi o período da história da filosofia no qual predominou o racionalismo crítico.
( ) As ideias de Santo Agostinho foram relevantes para os pensadores medievais cristãos.
( ) Os pensadores, que no período se opuseram às ideias cristãs, deram origem ao ceticismo filosófico.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
“Representa amplo movimento de pensamento que dominou grande parte da cultura europeia, em suas manifestações filosóficas, políticas, pedagógicas, historiográficas e literárias, de cerca de 1840 até quase às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A partir de Comte, existiu uma época de paz substancial na Europa. A revolução industrial mudou radicalmente o modo de vida na Europa e os entusiasmos se cristalizaram em torno da ideia de progresso humano e social irrefreável, já que, de agora em diante, possuíam-se os instrumentos para a solução de todos os problemas. Para o pensamento da época, esses instrumentos eram sobretudo a ciência e suas aplicações na indústria, bem como o livre intercâmbio e a educação. Assim, acreditava-se no primado da ciência.”
(REALE, Giovanni. História da Filosofia. V 3. Paulus, 1990, p. 295-7.)
A afirmativa anterior refere-se ao movimento:
Em seu livro, Microfísica do Poder, Foucault salienta que “o poder funciona e se exerce em rede. Nas suas malhas, os indivíduos não só circulam, mas estão sempre em posição de exercer este poder e de sofrer sua ação; nunca são o alvo inerte ou consentido do poder, são sempre centros de transmissão. Em outros termos, o poder não se aplica aos indivíduos, passa por eles”. FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1992, p. 183.
Partindo do pensamento de Foucault e do conteúdo desse trecho, podemos dizer que esse filósofo concebe o poder como
Leia o texto abaixo.
“Tudo o que recebi, até presentemente, como o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou”.
Descartes, Meditações.
Podemos assegurar que, de acordo com o racionalismo cartesiano, essa passagem trata
A lógica que rege o pensamento científico contemporâneo está centrada na ideia de demonstração e prova, baseada na definição ou construção do objeto do conhecimento por suas propriedades e funções e da posição do sujeito do conhecimento.
O fundamento que NÃO pertence à ciência contemporânea é:
Segundo Aranha, há diversas características presentes no discurso ideológico, tais como: naturalização, abstração, universalização, lacuna e inversão. Considere o seguinte exemplo de discurso ideológico: segundo a ideologia burguesa, a desigualdade social resulta de diferenças individuais, porque os indivíduos são desiguais por natureza, e a desigualdade social é, portanto, inevitável.
O exemplo aponta para a característica da ideologia de
Estética diz respeito à sensibilidade humana e às formas de manifestação desta sensibilidade. Às vezes restringe-se às reflexões e estudos de uma forma privilegiada de manifestação da sensibilidade que á a arte. Sensibilidade diz respeito ao fato de o ser humano ser afetado por tudo aquilo com que entra em contato. A este “ser afetado” as pessoas respondem de diversas maneiras, por exemplo, externando sentimentos ou emoções. Sentir a realidade emocionalmente oferece aos seres humanos uma maneira de entendê-la que não é igual à maneira racional expressa, por exemplo, no conhecimento científico e filosófico. “Uma ponte que nos leva a conhecer e a expressar os sentimentos é, então, a arte, e a forma de nossa consciência apreendê- los é através da experiência estética. Na arte busca-se concretizar os sentimentos numa forma, que a consciência capta de maneira mais global e abrangente do que no pensamento rotineiro”, diz Duarte Júnior.
(DUARTE JR, João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. Campinas: Papirus, 1988, p.15 a 18)
Considere, à luz do enunciado acima, as afirmações abaixo.
I. As artes são formas importantes de manifestação da sensibilidade humana.
II. Estética, como área da investigação filosófica, preocupa-se com problemas relacionados à sensibilidade humana.
III. A afetividade diz respeito à sensibilidade e, portanto, ao campo de estudos e reflexões da estética.
IV. Sensibilidade é, juntamente com a racionalidade, um caminho necessário de entendimento da realidade para os seres humanos.
V. Pode-se dizer que, através da arte, pode-se captar de maneira mais global do que em outras formas de entendimento, os sentimentos e a própria realidade.
Está correto o que se afirma em
“Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos só, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.”
(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p.624)
Identifica-se, no texto acima, o pensamento existencialista de Sartre, segundo o qual o ser humano
(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
Vemos que as coisas que não têm inteligência, como, por exemplo, os corpos naturais, agem para uma finalidade, o que se mostra pelo fato de sempre ou frequentemente agirem da mesma forma, para conseguirem o máximo, donde se segue que não é por acaso, mas intencionalmente, que atingem seu objetivo. As coisas, entretanto, que não têm inteligência só podem procurar um objetivo dirigidas por alguém que conhece e é inteligente, como a flecha dirigida pelo arqueiro. Logo, existe algum ser inteligente que ordena todas as coisas da natureza para seu correspondente objetivo: a este ser chamamos Deus.
(AQUINO, Tomás de. Suma Teológica (I, Questão 2). In: MARCONDES, Danilo (org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 71.)
Ao elaborar a quinta via racional da existência de Deus, Tomás de Aquino