Questões de Concurso
Comentadas sobre o sujeito moderno em filosofia
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“O problema epistemológico da objetividade científica coloca, quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de engajamentos pessoais.”
JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago, 1975, p. 29.
O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a aceitação de um referencial comum. Sugere que a racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de acordo sobre questões fundamentais.”
POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre; MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.
O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
“Uma ciência madura é governada por um único paradigma. O paradigma determina os padrões para o trabalho legítimo dentro da ciência que governa”
CHALMERS, Alan. O Que é a Ciência, Afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 125.
O texto de Chalmers citado acima comenta a posição de Thomas Kuhn sobre a questão do paradigma e sua relação com a ciência. Para Kuhn, um paradigma
“O sonho moderno da razão legisladora da felicidade tem trazido frutos amargos. Os maiores crimes contra a humanidade têm sido cometidos em nome da regrada razão, da melhor ordem e da maior felicidade”.
ZIGMUNT, B. Ética pós-moderna. São Paulo: Editora Paulus, 2006, p. 271.
Crítico da modernidade, Zigmunt Bauman admite que uma ética pós-moderna se vincula à admissão do outro como
“A modernidade é um mundo completo, fechado, endógeno, autorreferencial, autossuficiente e autossubsistente, que não precisa de colaboração e crítica de fora para dentro, e nem abre espaço para a participação por parte do outro da modernidade”.
DANNER, F.; DORRICO, J.; DANNER, L. F. Pensamento indígena brasileiro como crítica da modernidade: sobre uma expressão de Ailton Krenak. Griot: Revista de Filosofia. Amargosa – BA, v. 19, n. 3, p. 76, outubro, 2019.
O excerto acima, com base no pensamento de Ailton Krenak, leva à afirmação de que o Ocidente é uma
( ) A patrística tem como base o pensamento de Platão, enquanto a escolástica busca suas referências no pensamento aristotélico.
( ) Para a escolástica, a razão e fé ocupam espaços distintos e irreconciliáveis na construção do conhecimento; enquanto para a patrística, razão e fé precisam ter a mesma importância.
( ) Enquanto a escolástica surgiu nas escolas romanas, durante o último século do Império Romano, a patrística nasceu nas universidades medievais europeias do século XII.
( ) A patrística desenvolveu a apologética, como forma de defesa do cristianismo. ( ) Anselmo de Cantuária, Roger Bacon e Pedro Abelardo são pensadores associados à escolástica.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Kant acerca do conceito de esclarecimento.
A partir da afirmação acima e do pensamento de Heidegger, é correto afirmar que o ser é:
Coluna 1 Ideias
1. As palavras tratam de coisas do mundo exterior, porém a sentença em si possui mais significados para além da referência aos objetos.
2. As palavras significam impressões oriundas dos sentidos.
3. As palavras simbolizam ideias internas na mente dos indivíduos.
Coluna 2 Filósofos
( ) John Stuart Mill ( ) John Locke ( ) Gottlob Frege
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.