Questões de Concurso
Comentadas sobre o que é a filosofia em filosofia
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A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
O caráter inconclusivo das respostas filosóficas é uma particularidade do modo de pensar filosófico que se projeta em outras questões, o que faz da filosofia um campo sempre aberto à investigação.
Na Grécia antiga, em meio à intensa vida cultural, política e comercial das poleis, nasce a filosofia, uma forma de pensar conceitualmente o mundo e responder a problemas diversos de modo racional. Uma vez que a religião, o mito e o senso comum não mais forneciam respostas satisfatórias, os primeiros filósofos buscaram uma explicação, pautada em critérios claros, demonstrativos e não dogmáticos, para as curiosidades cosmológicas, físicas e antropológicas do seu tempo. A relação da filosofia com outros saberes é um dos traços mais fortes de sua história. Na Idade Média, por exemplo, Agostinho e Tomás de Aquino aproximaram a teologia cristã da filosofia; na modernidade, Galileu, Bacon e Newton investigaram na filosofia, na física e na ciência nascente o método perfeito. As artes também constituem outro ponto de convergência para os interesses filosóficos. Com os pensadores da teoria crítica, como Benjamin e Adorno, vê-se como a produção e a fruição da arte, sob o ponto de vista filosófico e histórico, foram modificadas pelo desenvolvimento de meios técnicos e tecnológicos em um contexto capitalista, a que se denomina indústria cultural.
Silvio Galo. Filosofia: experiência de pensamento.
São Paulo: Scipione, 2013, p. 9 (com adaptações).
O estabelecimento de conceitos para a resolução de problemas e para a compreensão do mundo determina o pensamento filosófico. A dimensão conceitual está presente na filosofia ao longo de sua história, sendo um de seus aspectos característicos.
Os filósofos podem lançar mão de diversos elementos estruturantes para dar ordenamento aos seus argumentos. Ao longo da história, um desses elementos estruturantes foi a própria lógica. No caso da lógica, há a possibilidade de se adotar a lógica formal como princípio ordenador da argumentação, mas há também a possibilidade de se adotar uma lógica dialética. Quanto à lógica formal, à lógica dialética e a algumas diferenças entre elas, julgue o seguinte item.
Na lógica dialética, há a possibilidade de se estabelecer,
internamente, a questão do devir, o que não é possível
no âmbito de uma lógica formal clássica.
Os filósofos podem lançar mão de diversos elementos estruturantes para dar ordenamento aos seus argumentos. Ao longo da história, um desses elementos estruturantes foi a própria lógica. No caso da lógica, há a possibilidade de se adotar a lógica formal como princípio ordenador da argumentação, mas há também a possibilidade de se adotar uma lógica dialética. Quanto à lógica formal, à lógica dialética e a algumas diferenças entre elas, julgue o seguinte item.
A lógica dialética recebeu, no século XIX, uma
caracterização específica a partir dos trabalhos de Hegel.
Os filósofos podem lançar mão de diversos elementos estruturantes para dar ordenamento aos seus argumentos. Ao longo da história, um desses elementos estruturantes foi a própria lógica. No caso da lógica, há a possibilidade de se adotar a lógica formal como princípio ordenador da argumentação, mas há também a possibilidade de se adotar uma lógica dialética. Quanto à lógica formal, à lógica dialética e a algumas diferenças entre elas, julgue o seguinte item.
A lógica formal tem apenas a realização feita por
Aristóteles e aperfeiçoada por Frege, enquanto há várias
lógicas dialéticas.
Kant concorda, respectivamente, com empiristas e racionalistas em relação aos seguintes tópicos:
As obras “Novum Organum”, “Ensaio acerca do entendimento humano” e “Investigação sobre o entendimento humano”, foram escritas por:
Dentre as alternativas abaixo relacionadas, indique qual noção teórica é utilizada para fundamentar a argumentação utilizada na seguinte citação:
“O discurso ideológico é o discurso dogmático, não-crítico, que resiste à interpelação, que é incapaz de explicitar seus fundamentos, de apresentar suas justificativas. Não é apenas pelo que diz, que pode ser considerado ideológico, mas principalmente pelo modo como diz. Nesse sentido, a ideologia não se contrapõe à ciência, a um saber verdadeiro, não-ideológico, mas sim à crítica, ao questionamento, à possibilidade de oferecer justificativas à interpelação, à possibilidade de ter pressupostos examinados".
(MARCONDES, Danilo. Filosofia, Linguagem e Comunicação. São Paulo: Cortez, p.124-125).
O projeto filosófico de Descartes pode ser considerado como:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre objetivos da Filosofia no Ensino Fundamental.
( ) Entender a responsabilidade de pertencer a um grupo.
( ) Refletir sobre os valores morais e éticos.
( ) Sedimentar conceitos basilares para se tornar um futuro filósofo.
( ) Aprender a ser tolerante com as ideias dos outros.
( ) Conhecer as diferenças humanas naturais de raça, cor e gênero.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Com relação à ideia de liberdade humana, presente nos escritos do pensador existencialista JeanPaul Sartre, é correto afirmar:
Sobre o filósofo Francis Bacon, é correto afirmar:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre filosofia medieval.
( ) Teve como influência principal as ideias dos pensadores gregos Platão e Aristóteles.
( ) Os escolásticos inventaram um método para expor ideias filosóficas conhecido como disputa ou disputatio.
( ) Foi o período da história da filosofia no qual predominou o racionalismo crítico.
( ) As ideias de Santo Agostinho foram relevantes para os pensadores medievais cristãos.
( ) Os pensadores, que no período se opuseram às ideias cristãs, deram origem ao ceticismo filosófico.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:
As três questões fundamentais da filosofia são:
I. O que existe no mundo.
II. Como sabemos o que existe no mundo.
III. O que vamos fazer a respeito do que existe no mundo.
Com relação a essas três questões, é correto afirmar que:
“O super-homem é o sentido da Terra.” (Nietzsche.)
Sobre a reflexão interpretativa em torno dessa sentença de Nietzche, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Outrora o delito contra Deus era o maior dos malefícios, mas Deus está morto... Agora, a coisa mais triste é pecar contra o sentido da Terra.
( ) O homem deve inventar o homem novo, isto é, o super-homem, o homem que vai além do homem e que é o homem que ama a Terra e cujos valores são a saúde, a vontade forte, o amor, a embriaguez dionisíaca e o novo orgulho.
( ) O super-homem substitui os velhos deveres pela vontade própria. Substitui o “Tu deves” pelo “Eu quero”.
( ) Os valores sobrenaturais são a medida de todas as coisas para o super-homem, e a partir deles deve-se criar novos valores e pô-los em prática, sendo o sentido da Terra.
A sequência está correta em