Questões de Concurso
Comentadas sobre o fazer filosófico em filosofia
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I. Prezados alunos! Quem nunca se perguntou um dia sobre a finitude da vida? II. Quem aqui já ouviu ou já fez uma crítica ao governo? Ou até mesmo uma autocrítica as suas atitudes e suas ideias? III. Quem já não teve dúvidas ou angústias ao tomar uma decisão ou pensar sobre algo da vida? IV. É natural ao ser humano ter certezas, dúvidas, viver e construir realidades. Portanto, alunos, a Filosofia não é apenas uma disciplina, ela é um olhar que o ser humano tem sobre a própria realidade, manifestando-se em forma de perguntas, dúvidas, certezas ou angústias.
Quais estão corretas?
Considerando-se a proposta de Cerletti (2009), NÃO seria momento constitutivo do processo de ensino de filosofia o seguinte:
“A filosofia é o ato de reorganizar todas as experiências teoréticas e práticas, propondo uma nova grande divisão normativa que inverte uma ordem intelectual estabelecida e promove novos valores para além dos comuns. A forma de tudo isto é, mais ou menos, dirigir-se livremente a todos, mas primeiro e principalmente aos jovens, pois um filósofo sabe perfeitamente bem que os jovens têm que tomar decisões sobre suas vidas e que eles estão geralmente mais dispostos a aceitar os riscos de uma revolta lógica” (BADIOU apud CERLETTI, 2009, p. 35).
Na concepção apresentada por Cerletti (2009), haveria duas dimensões no ensino de filosofia. Qual das alternativas abaixo contém essas dimensões?
“Assim, o entrelugares se revela, se não a principal, uma das características da produção acadêmica do ensino de filosofia no Brasil. Isso porque, historicamente, ela se formou entre as frestas institucionais acadêmicas das áreas de filosofia e de educação. Quem primeiro acolheu as demandas de pesquisa sobre o tema, e continua a ser uma grande aliada, foi a filosofia da educação. […] Por sua vez, mesmo que não houvesse muita abertura dos programas de pós-graduação acadêmicos em filosofia para o ensino de filosofia, foi possível forçar as possibilidades institucionais e se infiltrar nas frestas deixadas na área de teoria do conhecimento, ética, estética, política e até história da filosofia, desenvolvendo, em um plano periférico, a temática. Até porque, ao contrário do que muitas vezes é pressuposto, as tensões que irrompem da pesquisa com o ensino de filosofia encontram seu apoio, principalmente, na própria tradição filosófica e, por conseguinte, ressoam as problemáticas típicas da área da filosofia”. (Disponível em: https://anpof.org/forum/canone---uma-proposta-de-debate/filosofia-do--ensino-de-filosofia-por-uma-cidadania-filosofica. Acesso em: 26/02/2022).
De posse dessas reflexões e em consonância com o proposto por Cerletti (2009), pode-se afirmar que o ensino de filosofia tem sua fundamentação inscrita, primordialmente, no âmbito:
Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
Segundo Deleuze, os produtores de cinema
Sobre o conceito de incomensurabilidade de paradigmas, proposto por Thomas Kuhn, é correto afirmar que
Sobre o naturalismo epistêmico, considere as seguintes afirmações.
I - Uma das principais motivações para a naturalização da epistemologia diz respeito à necessidade de se compreender o modo como a espécie humana realiza operações cognitivas e de que não é possível alcançar essa compreensão através de uma reflexão independentemente da observação.
II - O naturalismo aponta para uma continuidade entre epistemologia e ciências empíricas, tanto no que diz respeito ao método, quanto ao objeto da investigação.
III - Trata-se de um projeto que procura estabelecer as condições normativas que devem estar presentes para que a crença verdadeira seja justificada. Ou seja, mais do que apresentar meras pretensões descritivistas, o naturalismo tem como objetivo central reformular nossos esquemas conceituais a fim de aprimorar os juízos epistêmicos.
IV - O naturalismo epistêmico relaciona-se, em parte, à desconfiança daquilo que os filósofos denominam de intuições a priori que, não raro, colocaram-se como ponto de partida para a construção de suas teorias.
Está correto apenas o que se afirma em
Edmund Gettier ficou conhecido por introduzir na Epistemologia os, assim denominados, casos de Gettier, casos problemáticos (contra exemplos) para a suficiência da definição tripartite do conhecimento proposicional como crença verdadeira e justificada.
Considere os seguintes casos e avalie se eles se classificam, ou não, como casos de Gettier.
I - Eduardo acredita em tudo aquilo que é notícia no seu canal preferido, já que ele é reconhecido como um veículo de informação confiável, e frequentemente checa as suas notícias antes de publicá-las. Certo dia, esse mesmo canal noticiou falsamente que o presidente X havia falecido. Eduardo concluiu falsamente, embora de modo justificado, que faleceu o presidente X.
II - Todos os dias, ao passar pela praça central de sua cidade, Alice consulta a hora no preciso relógio de ponteiros da catedral. Ela sempre confia na hora informada pelo relógio, pois ele é muito preciso e regular. Sem que Alice o saiba, entretanto, o relógio parou de funcionar às 8:15 da noite anterior. Hoje, ao passar pela praça central, exatamente às 8:15 da manhã, Alice olha para o relógio da catedral e se informa, acidentalmente, sobre a hora certa.
III - Eustáquio sempre jogava na loteria a mesma sequência de números. Ele acreditava que um dia tais números lhe trariam sorte, pois sonhava com eles copiosamente. Certo dia, jogando com estes mesmos números, Eustáquio acertou na loteria e ganhou um prêmio milionário.
É (são) caso (s) de Gettier apenas
I - A reflexão crítica não pode ser entendida como aquele processo de iluminação ou frustração sobre uma base firme, segura e unificada para todos os afetados, nem tampouco como aquela posição privilegiada como a de ter acesso ao conhecimento das distorções
PORQUE
II - a posição do teórico crítico é também uma posição que precisa ser desvelada e compreendida como afetada, como todas as outras, por uma determinada localização social.
Sobre as asserções é correto afirmar que
Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo sobre moral, liberdade e ética.
I. O fundamento da liberdade, para o conservadorismo, é a síntese entre a autoridade e ordem, enquanto o dever significa a preservação da liberdade.
II. No pensamento conservador, a moral representa o conjunto dos valores legitimados pela tradição e pelos costumes como corretos, justos, bons.
III. A ética, enquanto espaço de reflexão sobre a moral, é também um espaço da filosofia, que apresenta como características principais: a busca de um ―saber inteiro‖, isto é, de totalidade; a perspectiva de ―ir às raízes‖ e a constante indagação sobre o significado dos valores.
IV. O estudo da ética relaciona-se estritamente à prática social, pois seu objetivo é compreender, de maneira técnica, o mundo atual.
Estão CORRETAS
I. A presença da Filosofia no currículo da EPT, em todas as modalidades de ensino, possibilita aprofundar o caráter humanista da educação e desconstruir a visão dual que caracteriza a relação entre educação básica e profissional.
II. O ensino de Filosofia, de maneira obrigatória para o ensino médio, se dá desde as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 (Lei 9394/1996) e permanece na Lei 13.415/2017.
III. O ensino de Filosofia contribui para a formação humana integral ao possibilitar superar o ser humano dividido historicamente pela divisão social do trabalho entre a ação de executar e ação de pensar, dirigir ou planejar.
IV. A lei 11.684/2008 reconhece a Filosofia como componente curricular importante para a formação no Ensino Médio e a torna obrigatória.
São corretas as proposições:
O ato de filosofar é uma atividade essencialmente acadêmica, restando aos professores do ensino médio a atividade de suscitar nos estudantes dúvidas quanto à possibilidade de apreensão desse tipo de saber.
Enquanto aprendizes da filosofia, os estudantes devem saber articular e movimentar os conhecimentos e as hipóteses sobre o mundo e suas transformações por meio do próprio pensamento, identificando e formulando problemas.
“... o perguntar filosófico é, então, o elemento constitutivo fundamental do filosofar e, portanto, do ensinar filosofia” (CERLETTI, 2009, p. 20-21).
Isso resulta dizer que