Questões de Concurso
Comentadas sobre o fazer filosófico em filosofia
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CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
Com base no texto apresentado, assinale a opção que indica uma proposta adequada à elaboração de um plano de aula que promova postura filosófica.
POPPER, K. Conjecturas e refutações. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1980.
Em seu planejamento de ensino, um professor pretende destacar tanto as diferenças entre conhecimento científico e astrológico quanto a problematização filosófica da ciência. Para tanto, solicitou aos estudantes uma pesquisa sobre conteúdos de astrologia nas redes sociais. Posteriormente, as informações selecionadas foram analisadas e relacionadas à filosofia da ciência de Karl Popper.
Nessa situação, a proposta docente permitiu aos estudantes a percepção sobre
O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nas reflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.
I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.
II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.
III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.
IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.
V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.
Está CORRETO o que se afirma em:
A partir do enunciado acima, assinale a alternativa INCORRETA:
“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).
O trecho acima pode ser interpretado de que forma?
1. A mensuração e a experiência como procedimentos únicos do conhecimento verdadeiro. 2. A distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual. 3. A diferença entre opinião e saber ou conhecimento intelectual. 4. A diferença entre aparência e essência. 5. A determinação das fontes de conhecimento como sensação, percepção imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição intelectual.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
(FAVARETO, Celso F. "Notas sobre ensino de Filosofia". In: ARANTES, Paulo Eduardo, et alii. A filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1993, p. 77).
Com base na reflexão acima e suas possíveis consequências, analise as afirmativas abaixo.
I. O texto apresenta uma crise da Filosofia, porém, independente da perda de seu assunto instituído, provoca a sua valorização e o desenvolvimento de novos estilos de Filosofar. II. A escolha do programa, por ser este necessariamente aberto, pode ser desenvolvido por qualquer professor, desde que tenha um conhecimento panorâmico das “Histórias das Ideias” e das “Ciências Humanas”. III. O importante não é a discussão sobre opções de conteúdo: informações, rede conceitual, problemas, mas sim, o que possa garantir a entrada nos procedimentos filosóficos; isto é, à produção da familiaridade com um modo de linguagem que articula fabricação de conceitos, argumentação, sistematicidade e significação. IV. O importante para um programa de Filosofia é estabelecer recortes efetuados na tradição conhecida como História da Filosofia, no elenco das áreas filosóficas tradicionais e atuais.
Estão corretas as afirmativas:
I. Toda aprendizagem pressupõem uma relação com o desconhecido. II. Como qualquer outra disciplina, a Filosofia utiliza um repertório conceitual. III. A análise e a interpretação de texto, o debate e a produção textual são caminhos explícitos de construção de conhecimento filosófico. IV. O conhecimento filosófico é diferente do senso comum, portanto, só é possível aprender Filosofia decorando os conceitos de formas sistemáticas etimológicas, obtendo e apreciando a história da Filosofia.
Quais estão corretas?
I. Prezados alunos! Quem nunca se perguntou um dia sobre a finitude da vida? II. Quem aqui já ouviu ou já fez uma crítica ao governo? Ou até mesmo uma autocrítica as suas atitudes e suas ideias? III. Quem já não teve dúvidas ou angústias ao tomar uma decisão ou pensar sobre algo da vida? IV. É natural ao ser humano ter certezas, dúvidas, viver e construir realidades. Portanto, alunos, a Filosofia não é apenas uma disciplina, ela é um olhar que o ser humano tem sobre a própria realidade, manifestando-se em forma de perguntas, dúvidas, certezas ou angústias.
Quais estão corretas?
Considerando-se a proposta de Cerletti (2009), NÃO seria momento constitutivo do processo de ensino de filosofia o seguinte:
“A filosofia é o ato de reorganizar todas as experiências teoréticas e práticas, propondo uma nova grande divisão normativa que inverte uma ordem intelectual estabelecida e promove novos valores para além dos comuns. A forma de tudo isto é, mais ou menos, dirigir-se livremente a todos, mas primeiro e principalmente aos jovens, pois um filósofo sabe perfeitamente bem que os jovens têm que tomar decisões sobre suas vidas e que eles estão geralmente mais dispostos a aceitar os riscos de uma revolta lógica” (BADIOU apud CERLETTI, 2009, p. 35).
Na concepção apresentada por Cerletti (2009), haveria duas dimensões no ensino de filosofia. Qual das alternativas abaixo contém essas dimensões?
“Assim, o entrelugares se revela, se não a principal, uma das características da produção acadêmica do ensino de filosofia no Brasil. Isso porque, historicamente, ela se formou entre as frestas institucionais acadêmicas das áreas de filosofia e de educação. Quem primeiro acolheu as demandas de pesquisa sobre o tema, e continua a ser uma grande aliada, foi a filosofia da educação. […] Por sua vez, mesmo que não houvesse muita abertura dos programas de pós-graduação acadêmicos em filosofia para o ensino de filosofia, foi possível forçar as possibilidades institucionais e se infiltrar nas frestas deixadas na área de teoria do conhecimento, ética, estética, política e até história da filosofia, desenvolvendo, em um plano periférico, a temática. Até porque, ao contrário do que muitas vezes é pressuposto, as tensões que irrompem da pesquisa com o ensino de filosofia encontram seu apoio, principalmente, na própria tradição filosófica e, por conseguinte, ressoam as problemáticas típicas da área da filosofia”. (Disponível em: https://anpof.org/forum/canone---uma-proposta-de-debate/filosofia-do--ensino-de-filosofia-por-uma-cidadania-filosofica. Acesso em: 26/02/2022).
De posse dessas reflexões e em consonância com o proposto por Cerletti (2009), pode-se afirmar que o ensino de filosofia tem sua fundamentação inscrita, primordialmente, no âmbito:
Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
Segundo Deleuze, os produtores de cinema
Sobre o conceito de incomensurabilidade de paradigmas, proposto por Thomas Kuhn, é correto afirmar que