Questões de Concurso Comentadas sobre o fazer filosófico em filosofia

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148881 Filosofia
O desafio de todo docente — e muito em especial de quem ensina Filosofia — é conseguir que, em suas aulas, para além da transmissão de informação, produza-se uma mudança subjetiva. Fundamentalmente de seus alunos, mas também de si mesmo. Se a aula é um espaço compartilhado de pensamento e nela há diálogos filosóficos, a dimensão criativa envolve aqueles que aprendem e aqueles que ensinam. Em outras palavras, o professor deve criar as condições para que os estudantes possam tornar própria uma forma de interrogar e uma vontade de saber.

CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

Com base no texto apresentado, assinale a opção que indica uma proposta adequada à elaboração de um plano de aula que promova postura filosófica.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148880 Filosofia
Os astrólogos, especialmente, diziam sempre que sua “ciência” se baseava em grande abundância de material indutivo. Havia a clara necessidade de se chegar a um critério diferente de demarcação da ciência; propus assim que se adotasse como critério a refutabilidade do sistema teórico. De acordo com essa concepção, que mantenho, um sistema só deve ser considerado científico se faz afirmativas que podem chocar-se com observações; de fato, as teorias são testadas pelas tentativas de provocar esses choques – isto é, pelos esforços para refutá-las.

POPPER, K. Conjecturas e refutações. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1980.

Em seu planejamento de ensino, um professor pretende destacar tanto as diferenças entre conhecimento científico e astrológico quanto a problematização filosófica da ciência. Para tanto, solicitou aos estudantes uma pesquisa sobre conteúdos de astrologia nas redes sociais. Posteriormente, as informações selecionadas foram analisadas e relacionadas à filosofia da ciência de Karl Popper.

Nessa situação, a proposta docente permitiu aos estudantes a percepção sobre
Alternativas
Q3450110 Filosofia

O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nas  reflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.


I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.


II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.


III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.


IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.


V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3379910 Filosofia
O papel fundamental atribuído à linguagem na Teoria Filosófica de Ludwig Wittgenstein é: 
Alternativas
Q3231386 Filosofia
O termo methodos é constituído de meta e hodos. Meta quer dizer “atrás”, “de acordo com”, “segundo”, e hodos é a trilha percorrida pelos homes, o caminho, a rota, a via. (Barbara Botter, História da filosofia antiga, p.8)

A partir do enunciado acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3021319 Filosofia

“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).


O trecho acima pode ser interpretado de que forma?

Alternativas
Q4102898 Filosofia
A questão deve ser respondida com base no texto 2.


Texto 2


A fenomenologia requer certo encanto pelo fenômeno ou, para não irmos tão longe, um interesse genuíno – algo que me chama a atenção e eu me predisponho a observar, com um olhar vivo, estimulado e aguçado pelo meu interesse particular. Portanto, não se trata apenas de ver, mas de observar com toda a nossa corporalidade. O que nos dizem também, a partir dessa atenção, a escuta, o olfato, o tato? Desse modo, olhar para um fenômeno inclui “todos os olhos do corpo”.

Você já parou para pensar que o fato de algo nos chamar a atenção é um convite para a observação? Podemos não saber exatamente por que certo detalhe nos afeta, mas é nele que o processo se inicia. E, sem precisar explicar, é importante confiar que aquela determinada ação, que chamou o olhar, é o início do diálogo entre você e o fenômeno. Esse olhar vivo e interessado convida, sobretudo, a presença integral, a abertura para as coisas do mundo, a disponibilidade. Requer também treino, insistência, prudência. Repetição, todo dia um pouco mais desse exercício, para que o fenômeno em dado momento se deixe ver para além do que se mostra de relance, para que ele se revele e não que o revelemos. Buscamos o que ele é, não uma impressão só minha, mas o que nos atravessa a todos. Aos poucos, na constância da prática, somos levados a um local de assombro, por percebermos no nosso cotidiano o que antes não era apreendido.


Fonte: Miradas. Instituto Alana, São Paulo, 2019.  
A ideia principal do texto é:
Alternativas
Q2255035 Filosofia
O estudo racional do belo, quer quanto à possibilidade da sua conceituação, quer quanto à diversidade de emoções ou sentimentos que ele suscita no ser humano, é denominado: 
Alternativas
Q2255027 Filosofia
Identifique na lista de princípios gerais sobre o conhecimento verdadeiro, apresentados abaixo, aqueles que se estabeleceram com os filósofos gregos da antiguidade.

1. A mensuração e a experiência como procedimentos únicos do conhecimento verdadeiro. 2. A distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual. 3. A diferença entre opinião e saber ou conhecimento intelectual. 4. A diferença entre aparência e essência. 5. A determinação das fontes de conhecimento como sensação, percepção imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição intelectual.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q2202680 Filosofia
"Na situação contemporânea, talvez seja mais adequado se falar em ‘filosofias’, pois, face à sua dispersão, a Filosofia não mais se apresenta como um corpo de saber e, assim, não se propaga da mesma forma como um saber se transmite; isto é, apenas por aquisição. A atual disseminação da Filosofia - a mobilidade que muda de lugar o seu ‘assunto’ - ao mesmo tempo que indicia uma certa perda de vigor no ensino escolar garante a sua vigência como requisito indispensável para a articulação de teorias e estratégias culturais, políticas, científicas, pedagógicas e artística”.
(FAVARETO, Celso F. "Notas sobre ensino de Filosofia". In: ARANTES, Paulo Eduardo, et alii. A filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1993, p. 77).
Com base na reflexão acima e suas possíveis consequências, analise as afirmativas abaixo.
I. O texto apresenta uma crise da Filosofia, porém, independente da perda de seu assunto instituído, provoca a sua valorização e o desenvolvimento de novos estilos de Filosofar. II. A escolha do programa, por ser este necessariamente aberto, pode ser desenvolvido por qualquer professor, desde que tenha um conhecimento panorâmico das “Histórias das Ideias” e das “Ciências Humanas”. III. O importante não é a discussão sobre opções de conteúdo: informações, rede conceitual, problemas, mas sim, o que possa garantir a entrada nos procedimentos filosóficos; isto é, à produção da familiaridade com um modo de linguagem que articula fabricação de conceitos, argumentação, sistematicidade e significação. IV. O importante para um programa de Filosofia é estabelecer recortes efetuados na tradição conhecida como História da Filosofia, no elenco das áreas filosóficas tradicionais e atuais.
Estão corretas as afirmativas: 
Alternativas
Q2202671 Filosofia
Quando Bertrand Russell diz que a filosofia visa a ampliação do “não-eu”, assinale a alternativa que apresenta o que ele quer dizer com esse conceito. 
Alternativas
Q2167456 Filosofia
Considerando a possiblidade de aprender a Filosofia, pode-se afirmar que:
I. Toda aprendizagem pressupõem uma relação com o desconhecido. II. Como qualquer outra disciplina, a Filosofia utiliza um repertório conceitual. III. A análise e a interpretação de texto, o debate e a produção textual são caminhos explícitos de construção de conhecimento filosófico. IV. O conhecimento filosófico é diferente do senso comum, portanto, só é possível aprender Filosofia decorando os conceitos de formas sistemáticas etimológicas, obtendo e apreciando a história da Filosofia.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2167455 Filosofia
No seu primeiro dia de aula, o professor de Filosofia se deparou com a seguinte pergunta de um aluno: “por que estudar Filosofia? Filósofo é alguém louco, professor?”. Acrescentou outro aluno: “não gosto de Filosofia porque tira a fé da gente”! Para responder os questionamentos, considerando a definição, a função e a forma de considerar a disciplina de Filosofia, o professor fez as seguintes afirmações:
I. Prezados alunos! Quem nunca se perguntou um dia sobre a finitude da vida? II. Quem aqui já ouviu ou já fez uma crítica ao governo? Ou até mesmo uma autocrítica as suas atitudes e suas ideias? III. Quem já não teve dúvidas ou angústias ao tomar uma decisão ou pensar sobre algo da vida? IV. É natural ao ser humano ter certezas, dúvidas, viver e construir realidades. Portanto, alunos, a Filosofia não é apenas uma disciplina, ela é um olhar que o ser humano tem sobre a própria realidade, manifestando-se em forma de perguntas, dúvidas, certezas ou angústias.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4161263 Filosofia
A reflexão acerca do ensino de filosofia, além de pensar no “quê” (quid - conteúdo próprio) desse ensino, deve debruçar-se também sobre o “como” (quod) desse ensino. Nesse sentido, ao analisarmos o processo didático-metodológico que conduz a ensinar filosofia, seja em qual proposta for, é possível sempre estabelecer algumas instâncias ou momentos característicos de cada proposta.
Considerando-se a proposta de Cerletti (2009), NÃO seria momento constitutivo do processo de ensino de filosofia o seguinte:
Alternativas
Q4161248 Filosofia
O processo de ensino filosófico apresenta como exigência inexorável a elaboração de uma concepção – ainda que mínima – daquilo que se pretende ensinar sob a alcunha de filosofia.

“A filosofia é o ato de reorganizar todas as experiências teoréticas e práticas, propondo uma nova grande divisão normativa que inverte uma ordem intelectual estabelecida e promove novos valores para além dos comuns. A forma de tudo isto é, mais ou menos, dirigir-se livremente a todos, mas primeiro e principalmente aos jovens, pois um filósofo sabe perfeitamente bem que os jovens têm que tomar decisões sobre suas vidas e que eles estão geralmente mais dispostos a aceitar os riscos de uma revolta lógica” (BADIOU apud CERLETTI, 2009, p. 35).

Na concepção apresentada por Cerletti (2009), haveria duas dimensões no ensino de filosofia. Qual das alternativas abaixo contém essas dimensões?
Alternativas
Q4161247 Filosofia
O mês de outubro de 2021 foi dedicado à discussão acerca do Ensino de Filosofia pela ANPOF, levando a comunidade filosófica a debater temáticas e ações que são importantes à área. O trecho abaixo se encontra no fórum de debate dedicado a essa temática:

“Assim, o entrelugares se revela, se não a principal, uma das características da produção acadêmica do ensino de filosofia no Brasil. Isso porque, historicamente, ela se formou entre as frestas institucionais acadêmicas das áreas de filosofia e de educação. Quem primeiro acolheu as demandas de pesquisa sobre o tema, e continua a ser uma grande aliada, foi a filosofia da educação. […] Por sua vez, mesmo que não houvesse muita abertura dos programas de pós-graduação acadêmicos em filosofia para o ensino de filosofia, foi possível forçar as possibilidades institucionais e se infiltrar nas frestas deixadas na área de teoria do conhecimento, ética, estética, política e até história da filosofia, desenvolvendo, em um plano periférico, a temática. Até porque, ao contrário do que muitas vezes é pressuposto, as tensões que irrompem da pesquisa com o ensino de filosofia encontram seu apoio, principalmente, na própria tradição filosófica e, por conseguinte, ressoam as problemáticas típicas da área da filosofia”. (Disponível em: https://anpof.org/forum/canone---uma-proposta-de-debate/filosofia-do--ensino-de-filosofia-por-uma-cidadania-filosofica. Acesso em: 26/02/2022).

De posse dessas reflexões e em consonância com o proposto por Cerletti (2009), pode-se afirmar que o ensino de filosofia tem sua fundamentação inscrita, primordialmente, no âmbito:
Alternativas
Q4161242 Filosofia
Em sua investigação sobre a lógica da pesquisa científica, Karl Popper percebe a impossibilidade de provarmos a verdade de uma teoria a partir da experimentação empírica. Isso porque tal prova implicaria necessariamente no recurso a um argumento falacioso, a afirmação do consequente. De forma esquemática, poderíamos resumir da seguinte maneira tal argumento: se a teoria A está correta, então o experimento terá o resultado X; o experimento teve o resultado X (o esperado); logo, a teoria A é verdadeira. Ora, não necessariamente, afinal, uma outra teoria ainda não apresentada também poderia oferecer uma boa explicação para este fenômeno. Todavia, pode-se sim provar por modus tollens a falsidade de uma teoria, desde que o resultado que se previa para o experimento não seja verificado.

Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
Alternativas
Q4140235 Filosofia
Ao discutir sobre o conceito de filosofia e as características dos filósofos, Pitágoras faz a comparação da figura do filósofo com os três tipos de pessoas que frequentavam os jogos olímpicos na Grécia Antiga. Considerando a visão do pensador, assinale a alternativa que NÃO deve fazer parte daquele que faz a opção pela filosofia, pelo desejo de ser filósofo. 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Artes |
Q4119747 Filosofia
Sobre o ato criativo, o filósofo Gilles Deleuze (in DUARTE, 2012) distingue o produto da criação de filósofos, cineastas, pintores e cientistas.
Segundo Deleuze, os produtores de cinema
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Filosofia |
Q4116218 Filosofia

Sobre o conceito de incomensurabilidade de paradigmas, proposto por Thomas Kuhn, é correto afirmar que

Alternativas
Respostas
41: C
42: C
43: D
44: D
45: C
46: A
47: D
48: C
49: D
50: D
51: E
52: C
53: E
54: A
55: A
56: B
57: C
58: E
59: E
60: A