Questões de Concurso
Comentadas sobre conceitos filosóficos em filosofia
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A educação atual deve contemplar o ensino das ciências, das artes, das letras e da cultura clássica de forma integrada e harmônica, desvinculada de mitos e preconceitos. A filosofia, por exemplo, se abordada desde o início do processo de escolarização, auxiliará professores e alunos a perceberem as relações existentes entre as diversas disciplinas. Contudo, para tanto, não se pode conceber uma disciplina de filosofia de maneira isolada, na qual são ensinados conceitos e sistemas sem diálogo com o conjunto dos saberes. Nesse sentido, o filósofo deve-se informar das múltiplas linhas de pesquisa em andamento na escola, construindo, assim, um diálogo inter e transdisciplinar com esses conhecimentos.
Vanderlei Carbonara. Concepções ético-epistemológicas que fundamentam a ação interdisciplinar e transdisciplinar no ensino fundamental e médio. In: Celso Candido & Vanderlei Carbonara (Orgs.). Filosofia e ensino: um diálogo transdisciplinar. Ijuí: Unijuí, 2004, p. 103 (com adaptações).
Com referência ao assunto abordado no fragmento de texto acima, assinale a opção correta.
O que chamamos de sentido é isto: a apreensão de uma unidade entre intenção e resultado. O sentido é produzido, ele não habita simplesmente a obra bruta, ele é construído pelo trabalho de quem procura estabelecê-lo, tornando-o apreensível. Tal é a proposição principal que gera a hermenêutica.
Anne Cauquelin. Teorias da arte São Paulo: Martins
Fontes, 2005, p. 95-6 (com adaptações).
Assinale a opção em que é apresentado o nome do filósofo
concernente à tradição hermenêutica.
A violência do princípio “saber é poder” (Francis Bacon), ou seja, a imposição da “técnica social”, da razão funcional, instrumental, tecnológica, com o seu afã de disponibilizar tudo, homens e coisas, perpassa totalmente a sociedade de nosso tempo, nas análises de Herbert Marcuse (1898-1979). A sociedade se torna um sistema funcional autoconstituído. É uma nova forma de “ditadura” ou “totalitarismo”. Agora, o totalitarismo já não provém deste ou daquele partido ou Estado, não tem cor, é anônimo. Mesmo a democracia é apenas uma aparência. Aparentemente, trata-se da “soberania do povo”, mas, em verdade, o que está em questão é a regência dos mecanismos estabelecidos pelo sistema. A dominação se tornou racional e a racionalidade, dominadora. Ninguém mais governa e todos são dominados. Dessa situação histórica surge o Homem unidimensional, título de um livro de Marcuse, de 1964. Assim, o mundo fica chato, isto é, plano (e monótono). A dominação ocorre não só por meio da tecnologia, mas como tecnologia. Paradoxalmente, a sociedade racional enterra, de vez, a ideia da razão.
Com relação às ideias expostas no texto acima, assinale a opção correta.
No ensaio Confissão criadora, Paul Klee, de forma lapidar, anuncia sua concepção relativa ao sentido de ser da arte: “A arte não reproduz o visível, mas torna visível”; “... Porque as obras de arte não só reproduzem com vivacidade o que é visto, mas também tornam visível o que é vislumbrado em segredo”. De modo semelhante, Heidegger, em A origem da obra de arte, apresenta a arte como uma forma de pôr-em-obra a verdade, no sentido do desvelamento, do tornar visível o desvelamento do mundo e da natureza em jogo na obra de arte. Assim, tomando como exemplo um templo grego, Heidegger diz que ele “não imita nada” e que ele torna visível o mundo em que ele se apresenta: “É a obra templo que primeiramente ajusta e, ao mesmo tempo, congrega em torno de si a unidade das vias e relações, nas quais nascimento e morte, infelicidade e prosperidade, vitória e derrota, resistência e ruína ganham para o ser humano a forma de seu destino. A amplitude dominante dessas relações abertas é o mundo desse povo histórico. A partir dele e nele é que ele é devolvido a si próprio, para o cumprimento a que se destina”. Além disso, a obra-templo faz aparecer também em seu esplendor a “terra”, isto é, a “natureza” (physis), fazendo vir à luz a pedra, o rochedo das montanhas, a imensidade do céu, a claridade do dia e a treva da noite, o mar, os animais etc. A este vir à luz, a este levantar-se ele próprio e na sua totalidade chamavam os gregos, desde muito cedo, a physis. Ela abre ao mesmo tempo a clareira daquilo sobre o qual e no qual o homem funda o seu habitar. Chamamos isso a Terra”.
Martin Heidegger. A origem da obra de arte. Lisboa: Edições 70, 2007.
Acerca das ideias suscitadas no texto acima, assinale a opção correta.
CRESSWELL, T. Geographic thought. A critical introduction. Oxford: Wiley-Blackwell, 2013, p.111. Adaptado..
A inspiração filosófica mencionada acima refere-se ao(à)