Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos da filosofia contemporânea em filosofia
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Sobre Filosofia contemporânea, segundo o contexto acima, assinale a alternativa correta:
I. O pensamento moderno inaugurado por René Descartes (1596-1650), no contexto da revolução científica do final do Renascimento, do Iluminismo e do desenvolvimento material daí decorrentes, encontra seu limite em Georg Hegel (1770-1831), último autor a formular um sistema filosófico.
II. Depois dele, tanto Karl Marx (1818-1883) quanto Friedrich Nietzsche (1844-1900) abordam as transformações da sociedade.
III. Marx critica em Hegel o modelo idealista e artificial da história; já Nietzsche, que foi um historiador das ideias, dá ênfase aos sistemas morais – do paganismo da antiguidade grega ao catolicismo cristão.
IV. Na revisão da história instala-se o pensamento contemporâneo da diferença. Já não importam apenas os fatos, mas a interpretação que deles é feita. Nietzsche fez a genealogia da moral, Michel Foucault (1926-1984) fez uma arqueologia das ideias, buscou a história daqueles que não tinham história – os excluídos designados loucos; Sigmund Freud (1856-1939) buscou pelo método psicanalítico os fatos esquecidos no inconsciente que, sem temporalidade, pressionam o presente do sujeito na forma de sintoma.
A sequência correta é:
A respeito da proposta educativa dos humanistas no Renascimento, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta sobre a filosofia contemporânea e suas relações com a educação e ciência.
(REID, T. 2002.)
David Hume, filósofo escocês, era conhecido por levar o ceticismo ao extremo, suspendendo julgamentos diante de questões sem verdade. Seu ceticismo era:
Com base na citação e nas discussões da Teoria do Conhecimento, assinale, a seguir, a perspectiva de Kant sobre a origem e a natureza do conhecimento.
Avalie o(s) enunciado(s) a seguir, de acordo com a obra de Engelmann; Engelmann e Corrêa (2023):
I. “A filosofia no Brasil começou a se desenvolver significativamente a partir do século XIX, com a influência do positivismo e do marxismo.”
II. “A escolástica teve pouca ou nenhuma influência no pensamento filosófico brasileiro.”
III. “A filosofia brasileira contemporânea busca integrar saberes locais e tradicionais com teorias filosóficas globais.”
IV. “O pensamento filosófico brasileiro foi fortemente influenciado pelas ideias europeias, especialmente durante o período colonial.”
V. “A filosofia no Brasil sempre foi independente das correntes filosóficas internacionais.”
VI. “A obra aborda a evolução do pensamento filosófico no Brasil desde as primeiras ideias que chegaram ao país.”
VII. “A filosofia como instrumento de crítica social e política no Brasil é destacada na obra.”
Estão CORRETOS:
Leia o excerto a seguir e responda à questão:
“(...) a Filosofia não mais se apresenta como um corpo de saber e, assim, não se propaga da mesma forma como um saber se transmite; apenas por aquisição.”
Fonte: Favaretto (1995, In Arantes, P. E. et al. A Filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1995. p. 78).
De acordo com a reflexão apresentada pelo autor na obra supracitada, qual é a principal característica da filosofia, na contemporaneidade?
“A descoberta da resistência é o primeiro passo para sua superação. Desenvolve-se, assim, no quadro do trabalho analítico, uma arte da interpretação, cujo frutuoso emprego, para ter sucesso, requer tato e experiência, mas que não é difícil de ser aprendida. O método da livre associação, além do fato de ser menos cansativo, apresenta vantagens muito grandes em relação ao precedentemente usado”.
Fonte: Freud. Minha vida e a psicanálise. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – De Freud à atualidade. Volume 7. São Paulo: Paulus, 2023.
São muitas as correntes filosóficas contemporâneas que têm recorrido a uma aproximação com
a Psicanálise, seja de orientação freudiana ou não. Assinale a alternativa CORRETA sobre os
conceitos psicanalíticos presentes na obra de Freud:
I. Nietzsche afirma que a vontade de potência abrange a busca do poder e afirmação da vida, negando o sofrimento. Foucault, por sua vez, defende a noção de poder como uma força estática e centralizada.
II. Tanto Nietzsche quanto Foucault rejeitam a noção de verdade absoluta e objetiva, defendendo que o conhecimento é construído por meio de relações de poder.
III. Foucault, inspirado no método genealógico de Nietzsche, tem como objetivo colocar à mostra as estruturas veladas de poder, por meio da desconstrução histórica das ideias.
IV. Nietzsche vê a moralidade cristã como uma moralidade de rebanho, imposta pelos fracos aos que valorizam a vida terrena, enquanto Foucault considera as instituições religiosas como importantes mecanismos de poder e controle social ao longo da história.
É correto o que se afirma em:
I. Bernard Stiegler argumenta que a proliferação das tecnologias digitais e da inteligência artificial acarreta um processo de desindividuação, no qual o ser humano perde sua capacidade de formar uma subjetividade autêntica, sendo cada vez mais determinado por fluxos tecnológicos e mercadológicos.
II. Donna Haraway, em seu ensaio “Manifesto Ciborgue”, propõe a dissolução das fronteiras tradicionais entre o humano e a máquina, defendendo uma nova ontologia na qual seres híbridos, compostos de elementos biológicos e tecnológicos, protagonizam o futuro das relações sociais.
III. Byung-Chul Han, em sua obra “Sociedade do Cansaço”, analisa como a transição de uma sociedade disciplinar para uma sociedade de desempenho gera novas formas de controle e exploração, na qual o sujeito, em vez de ser reprimido por instituições externas, se torna explorador de si mesmo, buscando a eficiência e o sucesso individual.
Assinale a alternativa correta:
“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a aceitação de um referencial comum. Sugere que a racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de acordo sobre questões fundamentais.”
POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre; MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.
O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
“Uma ciência madura é governada por um único paradigma. O paradigma determina os padrões para o trabalho legítimo dentro da ciência que governa”
CHALMERS, Alan. O Que é a Ciência, Afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 125.
O texto de Chalmers citado acima comenta a posição de Thomas Kuhn sobre a questão do paradigma e sua relação com a ciência. Para Kuhn, um paradigma