Questões de Concurso
Sobre irrigação e drenagem em engenharia hidráulica
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O investimento público em projetos de desenvolvimento de recursos hídricos destina-se, prioritariamente, ao atendimento das necessidades e aspirações humanas, observados os objetivos e interesses dos entes federados e respeitados os limites de exploração da área do projeto.
A elaboração de projetos de irrigação apoia-se em dois elementos fundamentais: dados básicos e informações específicas do projeto (valores numéricos, topografia, dados geológicos, geotécnicos e hidrológicos, demandas de água para a irrigação e capacidade e requisitos de pressão do sistema de irrigação a ser implantado); e critérios de projeto, modos como os dados serão utilizados na elaboração do projeto (inclinação permitida para os taludes laterais e espessura mínima do revestimento dos canais, tipos de curva e de conexões aceitáveis para as tubulações e rotações admissíveis para bombas e motores).
Para se determinar a fonte de água para irrigação deve-se considerar a vazão disponível confiável, ou seja, a vazão máxima no período de estiagem, quando o sistema de irrigação precisará atender às necessidades hídricas da cultura, o que tem relação indireta com o tipo de sistema de irrigação e direta com o estágio de desenvolvimento da cultura.
A evapotranspiração e a precipitação total são os principais parâmetros para se estimar a quantidade de água necessária à irrigação, devendo a demanda máxima de irrigação para o dimensionamento de projetos destinados ao Nordeste brasileiro basear-se em 80% da evapotranspiração potencial da cultura.
Considerados tão somente os efeitos transacionais de mercado, a análise dos custos e benefícios de projetos de irrigação é relativamente simples; do ponto de vista socioeconômico, essa análise é mais complexa, visto que envolve todos os efeitos do projeto, entre os quais se inclui o impacto de sua implantação sobre diferentes grupos sociais.
O anteprojeto de cada sistema de irrigação pré-selecionado no planejamento da irrigação deve permitir a comparação das opções selecionadas, com base em critérios técnicos e econômicos, e a seleção da que apresente maior potencial para atingir os objetivos pretendidos e suportar os impactos da implantação do projeto.
No estudo de viabilidade de projeto de irrigação, elaboram-se projetos preliminares para as principais estruturas do empreendimento e para o sistema de distribuição, incluindo-se setores hidráulicos, com estimativas de custos embasadas em quantidades definidas a partir dos anteprojetos, e custos unitários desenvolvidos e ajustados com base em projetos similares.
A classificação de terras para irrigação, diferentemente do levantamento comum de solos, rege-se pela previsão, pela correlação econômica e pela consideração da influência de fatores permanentes e mutáveis, como, por exemplo o clima.
No estudo da área para a classificação de terras com o objetivo de implantação de projeto de irrigação, devem-se considerar as especificações das áreas circunvizinhas, para a determinação segura dos níveis esperados de produção, dos efeitos químicos e físicos, da infraestrutura de comercialização, do uso atual e futuro das terras e dos tipos de empreendimentos adequados.
Assim como se espera que terras de classes diversas de projetos diferentes apresentem níveis de retorno diversos, espera-se que terras de mesma classe, no mesmo projeto, tenham, necessariamente, a mesma faixa de retorno econômico, ainda que as características físicas das terras sejam iguais.
No levantamento para a classificação das terras, a fase de reconhecimento é caracterizada pelo nível de detalhamento que envolve a demarcação generalizada das terras destinadas à irrigação, mediante dados confiáveis para a identificação das terras aptas e inaptas, sendo considerado válido o levantamento que atinja 50% de precisão na separação de terras aptas e inaptas para irrigação, em comparação com a classificação detalhada.
São finalidades dos envoltórios em drenos subterrâneos: propiciar condições para que o gradiente hidráulico na interface solo-envoltório se mantenha baixo; facilitar o fluxo da água do solo para o dreno; baixar a velocidade da água nos poros; minimizar a desagregação do solo e o carreamento de partículas para o interior do dreno.
O espaçamento entre drenos abertos em áreas planas e com camada impermeável pouco profunda é determinado por métodos embasados na equação da elipse, ou equação de Donnan.
Dessa forma, a vazão hidrológica, em L/s, é de, aproximadamente,
Em função da textura e estrutura do solo, a água proveniente da chuva ou irrigação se infiltra com velocidades distintas. No solo, inicialmente seco, a água infiltra com menor velocidade. Essa velocidade aumenta gradualmente, à medida que os poros vão sendo liberados do ar.
Após drenagem gravitacional da água proveniente de um solo saturado, o solo alcança, depois de determinado tempo, um estado de umidade “aparentemente de equilíbrio”, que se denomina capacidade de campo.
Os solos de texturas médias que possuem porções equilibradas de argila e silte são mais adequados para o desenvolvimento das raízes das plantas já que apresentam condições satisfatórias de drenagem, aeração e retenção de água.
A Brachiaria brizantha cv. Marandu (braquiarão, brizantão) adapta-se muito bem a solos mal drenados, enquanto a Brachiaria humidicola (quicuio-da-amazônia, humidícola) não tolera alagamento.
Volume ganho: 15 bbl (capacidade do anular de 0,1 bbl/m)
SIDPP: 360 psi (pressão de fechamento no bengala)
SICP: 590 psi (pressão de fechamento no anular)
Caso o volume do influxo tivesse sido de 30 bbl, o valor do SIDPP esperado seria: