Questões de Concurso
Comentadas sobre saúde mental em enfermagem
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A assistência de enfermagem em saúde mental exige conhecimento especializado e abordagens terapêuticas adequadas. Avalie as afirmativas abaixo e selecione a alternativa correta.
1. O uso de terapias de grupo pode ser uma ferramenta eficaz na reabilitação de pacientes com transtornos mentais, promovendo a socialização e o apoio mútuo (APA, 2013).
2. A contenção física de pacientes agressivos deve ser utilizada como primeira medida de controle, garantindo a segurança de todos (Brasil, 2001).
3. A relação terapêutica é um componente fundamental do cuidado em saúde mental, baseada na confiança e no respeito mútuo (Rogers, 1961).
4. O monitoramento contínuo de sinais vitais é desnecessário em pacientes psiquiátricos estáveis (Murray, 2010).
5. A intervenção de enfermagem em crises deve incluir técnicas de de-escalada para reduzir a agitação e a agressividade (Caldwell, 2010).
Alternativas:
A demência em indivíduos idosos constitui uma condição clínica complexa e multifacetada, caracterizada pela degeneração progressiva e inexorável das capacidades cognitivas, abrangendo déficits significativos na memória, nos processos de pensamento, no comportamento e na habilidade de executar as atividades cotidianas. Essa deterioração é frequentemente correlacionada ao processo de envelhecimento, implicando alterações neuropatológicas subjacentes que comprometem a funcionalidade cerebral de forma gradual e debilitante.
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição neuropsiquiátrica complexa e heterogênea, caracterizada por dificuldades significativas e persistentes na interação social e na comunicação, acompanhadas por padrões comportamentais repetitivos ou restritos. Essa condição envolve uma série de déficits neurológicos e desenvolvimentais que afetam a funcionalidade cognitiva e emocional, resultando em uma ampla variação na apresentação clínica e nas necessidades de suporte dos indivíduos afetados.
A política de saúde mental no Brasil atualmente é constituída por uma rede de cuidados denominada Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que é parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa Rede é composta por diferentes pontos de atenção que abrangem serviços e ações da atenção primária, atenção especializada e atenção hospitalar, conforme definido na portaria GM/MS 3.088/2011, que estabelece 17 pontos de atenção. A política pública definida pelo Estado Brasileiro tem como objetivo principal garantir o acesso integral a serviços de saúde mental de qualidade e tratamento para pacientes com transtornos mentais.
O Apoio Matricial (AM) desempenha um papel importante no campo da saúde mental, promovendo uma abordagem colaborativa e interdisciplinar que favorece um cuidado abrangente e integral ao paciente, especialmente aqueles assistidos pelas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). Por sua vez, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) e a Terapia Comunitária Integrativa (TCI) são estratégias voltadas para a reintegração social, respeitando os direitos do usuário como cidadão e visando promover a saúde mental e reduzir danos ou sofrimentos que possam comprometer a convivência saudável. Essas abordagens combinadas contribuem para uma assistência mais humanizada e eficaz, centrada no bem-estar e na qualidade de vida do paciente.
Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), em sua proposta funcional, ocupam a posição de serviços substitutivos, e não complementares ao hospital psiquiátrico. Segundo a definição do Ministério da Saúde, os CAPS constituem-se “instituições acolhedoras de pacientes transtornados mentalmente, estimulam a integração social e familiar, apoiam iniciativas de autonomia, com atendimento médico e psicológico”.
A síndrome de Burnout, exemplificada na exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal, é uma condição diretamente associada ao ambiente de trabalho, onde profissionais, como médicos, professores e assistentes sociais frequentemente enfrentam altos níveis de estresse e demandas emocionais, levando ao esgotamento profissional e impactando negativamente sua saúde mental e bemestar geral.
A depressão é um transtorno comum, mas sério, que interfere na vida diária, como a capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida. É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.
O tratamento da ansiedade é feito com terapia, principalmente com a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e/ou medicamentos, preferencialmente com as drogas de primeira linha: Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e Inibidores da Receptação de Serotonina e Noradrenalina (IRSN). A combinação de ambos é a melhor opção terapêutica.
A ansiedade é uma emoção humana considerada normal, no entanto, algumas vezes pode se tornar excessiva e assumir um significado patológico, se tornando um distúrbio psiquiátrico e trazendo prejuízos à vida do indivíduo.
De acordo com as regulamentações do Ministério da Saúde, a faixa etária da população atendida pelo “CAPS ad” (Centros de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), constitui-se de crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso decorrente de álcool e outras drogas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida.