Questões de Concurso
Sobre doenças infecciosas e parasitárias em enfermagem
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A leishmaniose visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada de grande relevância no cenário global, afetando preferencialmente populações marginalizadas e contribuindo para perpetuar os ciclos de pobreza e exclusão social. No Brasil, a visão preponderante é de que a transmissão é essencialmente zoonótica, sendo o cão doméstico o principal reservatório no meio urbano e o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis o vetor de maior importância epidemiológica. De uma doença restrita às áreas rurais do país, o processo de urbanização da LV, iniciado na década de 1980 e aprofundado nas décadas seguintes, culminou com a instalação definitiva da LV nas grandes cidades brasileiras. Experiências locais bem - sucedidas de controle da LV têm sido largamente suplantadas por observações cotidianas de ocorrência de novos casos em áreas previamente indenes. As notícias mais recentes de ocorrência de casos humanos autóctones em Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC são a “ponta do iceberg” de um ciclo de transmissão já estabelecido há anos e os inúmeros esforços para sua contenção apenas confirmam que o processo de disseminação da doença para todo o território nacional parece ser inexorável. Hoje, as ações para redução da letalidade devem ser priorizadas, não só por sua relevância mas também pela maior factibilidade em atingi-la em comparação à redução da transmissão. Nesse sentido, a melhoria no acesso e cuidado ao paciente com LV deve ser um objetivo primordial. A meta de eliminação da LV como problema de saúde pública no Brasil é audaciosa, mas não deve ser considerada inatingível. Entretanto, não se pode perder de vista que essa luta só será bem-sucedida com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e a redução das desigualdades sociais.
Disponível em: https://www.sbmt.org.br/portal/visceral-leishmaniasis-in-brazil-where-are-we-going/. Acesso em: 04 abr. 2019.
A leishmaniose visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada de grande relevância no cenário global, afetando preferencialmente populações marginalizadas e contribuindo para perpetuar os ciclos de pobreza e exclusão social. No Brasil, a visão preponderante é de que a transmissão é essencialmente zoonótica, sendo o cão doméstico o principal reservatório no meio urbano e o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis o vetor de maior importância epidemiológica. De uma doença restrita às áreas rurais do país, o processo de urbanização da LV, iniciado na década de 1980 e aprofundado nas décadas seguintes, culminou com a instalação definitiva da LV nas grandes cidades brasileiras. Experiências locais bem - sucedidas de controle da LV têm sido largamente suplantadas por observações cotidianas de ocorrência de novos casos em áreas previamente indenes. As notícias mais recentes de ocorrência de casos humanos autóctones em Porto Alegre/RS e Florianópolis/SC são a “ponta do iceberg” de um ciclo de transmissão já estabelecido há anos e os inúmeros esforços para sua contenção apenas confirmam que o processo de disseminação da doença para todo o território nacional parece ser inexorável. Hoje, as ações para redução da letalidade devem ser priorizadas, não só por sua relevância mas também pela maior factibilidade em atingi-la em comparação à redução da transmissão. Nesse sentido, a melhoria no acesso e cuidado ao paciente com LV deve ser um objetivo primordial. A meta de eliminação da LV como problema de saúde pública no Brasil é audaciosa, mas não deve ser considerada inatingível. Entretanto, não se pode perder de vista que essa luta só será bem-sucedida com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e a redução das desigualdades sociais.
Disponível em: https://www.sbmt.org.br/portal/visceral-leishmaniasis-in-brazil-where-are-we-going/. Acesso em: 04 abr. 2019.
A tuberculose (TB) pode manifestar-se sob diferentes apresentações clínicas, que podem estar relacionadas com o órgão acometido. Dessa forma, outros sinais e sintomas, além da tosse, podem ocorrer e devem ser valorizados na investigação diagnóstica individualizada. Analise as afirmativas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A tuberculose pulmonar pode se apresentar sob a forma primária, pós-primária (ou secundária) ou miliar.
( ) Os sintomas clássicos da TB pulmonar são: tosse persistente, produtiva ou não (com muco e eventualmente sangue), febre noturna, sudorese noturna e emagrecimento.
( ) Na criança menor de 10 anos, a forma pulmonar da TB difere da do adulto, pois costuma ser abacilífera, ou seja, negativa ao exame bacteriológico.
( ) Na TB congênita, o parto prematuro ocorre em cerca de 50% dos casos. O recém-nascido cursa com quadro de infecção congênita ou sepse bacteriana.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Um servidor de determinado órgão público sentiu-se mal durante o trabalho e foi atendido no serviço de saúde da instituição. Durante o atendimento, diante do relato, dos sinais e sintomas apresentados, o médico suspeitou de tuberculose.
Nesse caso, sobre a notificação compulsória, assinale a afirmativa correta.
A febre de Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), um Alphavirus transmitido por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Ae. aegypti e o Ae. albopictus os principais vetores. Sobre essa doença, considere as afirmações abaixo.
I Não existe tratamento específico nem vacina disponível para prevenir a infecção por esse vírus. Portanto, o tratamento sintomático é o indicado.
II Na fase aguda da doença, os sintomas aparecem de forma brusca e compreendem febre alta e artralgia, predominantemente nas extremidades e nas grandes articulações, podendo estar associados à cefaleia, mialgia e exantema máculo papular.
III Os sintomas da doença costumam persistir por 7 a 10 dias, com predominância de dores nas articulações que podem durar somente durante o período de viremia, ocorrendo a diminuição e o desaparecimento desse sintoma no final da fase aguda da doença.
IV As mães infectadas pelo CHIKV, no período perinatal, não transmitem o vírus ao recém-nascido por via vertical.
Estão corretas apenas as afirmações
As reações hansênicas constituem importante evento na evolução da hanseníase. Há basicamente dois tipos de reações: uma que ocorre em pacientes com predomínio da preservação da imunidade celular específica contra o M. leprae, denominada reação tipo 1, e outra que ocorre em pacientes com esta imunidade pouco preservada ou ausente, denominada reação tipo 2, ou Eritema Nodoso Hansênico (URA, 2007).
Em relação à reação tipo 2, apenas a _________________ é a droga efetiva, cujo uso prolongado poderá ocasionar neuropatias periféricas.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna anterior.